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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Velhice

Filipe Vaz Correia, 13.04.19

 

 

 

Cada minha cicatriz;

Marca uma história,

Como um traço de giz,

Num quadro de memória...

 

Cada intemporal arranhão;

Ardendo eternamente,

Vai lembrando o coração,

Desse ferir desmedidamente...

 

Cada solitária palavra;

Libertada em verso,

Vai contando silenciosamente,

Os caminhos inusitados,

De um quadro desencantado,

Carregado de uma desesperante,

Saudade sufocante...

 

Cada parte de nada;

Nessa parte de tudo,

Agita a alma cansada,

Cansada do mundo...

 

Cansada e sem mundo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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