Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Caneca de Letras

Caneca de Letras

24
Fev21

Amar... Dói Imensamente

Filipe Vaz Correia

 

 

 

76D46040-443B-49A4-8725-52DAC1789416.jpeg

 

 

Boa noite...

Palavras ao vento nesse tormento que me persegue, que amiúde busca essa inquietude própria dos mortais, mortais almas que na inquietude se reencontram.

Se nas entrelinhas da História podemos amarrar partes da essência perdida, será nos teus olhos, desencontrados olhos que se reescreve a verdadeira certeza, de uma absoluta incerteza, de um amor.

É crua a natureza Humana, cruel o desapegado amor que infinitamente brilhará, na despedida certeira, na partida imposta.

Todos nós estamos entregues a esse mistério que nos permite colorir o dia, essa repetida existência que nos cobre, que nos alimenta, que nos ensombra.

Seremos nós a repetição de tamanhos destinos?

Viajaremos nós por entre as nuvens e o sol numa incompleta dança de almas e expectativas?

Quantos reencontros...

Voltas e desencontros marcarão os nossos destinos?

Serei eu uma repetição de mim mesmo?

Seremos nós uma pequena partícula de algo maior?

E as nossas almas...

Viajarão sem regresso a esse intemporal regressar para os braços daqueles que por entre séculos nos pertenceram?

Fará sentido?

Angústias terrenas em dilemas existenciais, pedaços de contradições numa tela maior, de um quadro abrangente que nos completa...

Regresso sempre a Cazuza, sempre ele, um dos que me pertenceram através de suas palavras, dos seus poemas, de sua voz, meio loucura meio ternura.

Se o tempo não pára, a vida louca, louca, percorrendo os blues da piedade, nesse Brasil, mundo, que se torna parte do "seu" show...

"Cazuza dixit"

Se tudo isto fizer sentido e nos reencontrarmos sem senão, se sim ou não, porventura faltará razão à dita razão que nos espartilha e amarra, por entre, dogmas e escrituras.

Receios e anseios, em partituras de uma canção, livre e liberta, desamarrada expressão uma oitava acima.

Anseio os reencontros perdidos, receio os perdidos reencontros, numa tela de Leonardo, num rascunho de Camões, na voz de Vinícius...

Tudo e nada, numa aguarela gigante à beira de um rio.

Por que morrer não dói, como escreveu Cazuza...

Mas amar, por entre séculos, dói imensamente.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

03
Mar19

Tudo Outra Vez...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

O amor...

 

Sempre ele;

Nas entrelinhas da vida,

Entrelaçando destinos,

Magoando caminhos,

Tornando dor, 

O que outrora foi amor,

Pincelando de ardor,

O que um dia foi sabor,

Amarrando ao tempo,

Essa forma de sentimento,

Sem nexo,

Por vezes complexo,

Que se agiganta,

Suplanta...

 

Mas por fim;

Nesse final desenhado,

Fica somente a lembrança,

Dessa espécie de esperança,

Que desvaneceu...

 

E mesmo sabendo;

Voltava a correr,

Mesmo doendo,

Tornava a viver...

 

Tudo outra vez.

 

 

 

 

12
Out18

As Infindáveis Cores Dos Meus Sonhos...

Filipe Vaz Correia

 

Parecem muitas as cores que me acompanham nos sonhos, que me amarram insistentemente a esse mundo tão meu... Só meu... Perdidamente órfão dos momentos que passaram e que por vezes ali se reencontram, numa mistura de rostos e palavras, sorrisos desencontrados, por entre, encontros tão ambicionados. Nesse mundo não escolho rumos ou caminhos, não corro nem fujo, não grito nem choro. Nesse mundo esvoaço vezes sem conta sobre mim mesmo, sobre o bater desse coração meu, inundado de um desejo sem fim, dessa intemporalidade só possível naquele encantador reino. Não busco crescer nem morrer, somente viver cada pedaço de recordações que já não recordava, de sentidos que não sabia possuir, de imagens que não sabia ter como minhas. Instantes impagáveis que se esfumam ao acordar, desaparecendo, por entre, a neblina de um novo amanhecer, desapegadamente da triste alma, entristecida forma de um querer. Nos sonhos soletro sem esquecer, esquecendo desesperadamente cada segundo imortal de um desgosto que magoa, de uma dor que permanece, de uma ardente maneira de sentir. Escadas que subi, corredores em que corri, janelas que me pertenceram, olhares que me escaparam, vozes que se calaram, abraços que se perderam. Nesses sonhos regressam, sem regressar, chegam sem efectivamente chegar. Mas sorrio sempre... Mesmo quando choro... Sorrio sempre. Pois na singela esperança desse adormecer, sonhar, posso sempre reencontrar quem mais me falta, aqueles de quem mais saudade sinto. Parecem muitas as cores que invadem os meus sonhos, tantas e tantas que me recordam as aguarelas pinceladas por minha Mãe... Essas aguarelas que gravo na alma com aquele amor que se entrelaça a cada biscoito de limão, em cada popia caiada, em cada cheiro ou abraço teu que, infelizmente, se perdeu...Nesta mistura de saudade e querença se reencontram os meus sonhos, solitariamente entregues ao destino, desamarrada forma de querer, ansiando que a cada adormecer, possa por mim esperar essa terra encantada, onde habitam os pedaços da minha alma que outrora perdi.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

15
Out17

Viagem De Uma Vida!

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Uma porta fechada;

Tantas outras por abrir,

Um caminho, encruzilhada,

Destino por descobrir,

Vontade determinada,

De viver...

 

Pelos olhos adentro;

Vai irrompendo a curiosidade,

Medos e magoas,

Machucada felicidade,

Estradas esburacadas,

Denominada idade...

 

Sempre o tempo a correr;

E tantas as portas que ficaram para trás;

Memórias por esquecer,

Caras meio nubladas,

Dos que perdemos...

 

Tantas as portas;

Tantos os caminhos,

Na tamanha viagem de uma vida.

 

 

30
Jun17

A Estrada Da Vida!

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Nascemos sós;

Morremos sós...

 

E nesse entretanto;

Que chamamos de vida,

Buscamos encontrar,

A fórmula perdida,

Para a desejada felicidade...

 

Por vezes chorando,

Outras vezes sorrindo,

Vai a alma caminhando,

Pela mais bela viagem,

Que um dia existiu...

 

Viajando no complexo;

Destino,

De cada um de nós...

 

Pois nascemos sós,

E morremos sós.

 

 

 

 

02
Fev17

Coração Traído...

Filipe Vaz Correia

 

Nunca perdoarei essa traição;

A frieza com que desprezaste o que sinto,

Nunca esquecerei no meu coração,

Esse imenso punhal,

Que atravessou a minha alma...

 

Nunca direi, o quanto te amei;

Nem mesmo para mim,

Sonharei com os beijos que te dei,

Nesses pedaços de memória,

Falseada nessa história,

Que insististe em reescrever...

 

Irei sempre renegar;

Este distante sentimento,

Essa força que me persegue,

Perseguindo o ferimento,

Que dentro do meu ser,

Habita...

 

Nunca te irei perdoar;

Essa vontade de matar,

Este amor a sofrer,

Nesse distante pulsar,

Da minha paixão...

 

Sempre que para ti, olhar;

Sempre que te encontrar,

Verei essa traição, nesse punhal,

Que não pára de me sangrar...

 

Sangrando eternamente, a minha desamparada alma!

 

04
Dez16

Vida...

Filipe Vaz Correia

 

Ainda penso no que não queria pensar;

Ainda me recordo do que não queria recordar,

Ainda faz parte de mim,

Essa angústia sem fim,

Daquele dia assim...

 

Ainda tenho que viver;

Sabendo sem querer,

Que o fim ou morrer,

Faz parte desse saber,

Que é a vida...

 

Vida...

 

Tão estranha forma de celebrar;

Uma passagem por este lugar,

Onde nos cruzamos a caminhar,

Com sentimentos a chegar,

Até partir, zarpar...

 

É assim a vida;

Sobra pouco para explicar,

Deste enigma a questionar,

A escrever ou partilhar...

 

Resta-nos aproveitar;

Cada dia,

Cada olhar,

Como se fosse a primeira vez...

Mais sobre mim

foto do autor

Comentários recentes

  • Anónimo

    E ainda por cima morreu William Shakespeare, o pri...

  • Carlos Marques

    Exatamente. Já para não falar do denunciante perse...

  • Filipe Vaz Correia

    Meu querido Pedro...Não contente com a mistura do ...

  • pedro

    ainda estao vivos os filhos daqueles que pela cala...

  • Filipe Vaz Correia

    Meu querido Pedro...Portanto para si o que se pass...

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Posts destacados

Pesquisar

Calendário

Junho 2021

D S T Q Q S S
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930

Arquivo

    1. 2021
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D

Em destaque no SAPO Blogs
pub