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Caneca de Letras

Caneca de Letras

22
Out19

Amor A Portugal

Filipe Vaz Correia

 

Amor a Portugal!

Esta foi a canção escolhida na inauguração do Estádio de Alvalade, na voz de Dulce Pontes, num momento emocionante que tocou todos os presentes, de forma inexplicável.

Este “Amor a Portugal”, esta forma inexplicável de sentir que nos preenche, invade e resgata a expressão maior do Ser Português, é o que define a nossa essência, essa alma Lusitana que percorre a literatura, a pintura, a História...

Essa forma de ser que é nossa.

Nestes dias em que vulcões políticos e sociais parecem ter despertado, um pouco por todo o mundo, olho para este nosso País com a certa certeza desse esmagador amor.

Chile ou Síria, Turquia ou Curdistão, Ucrânia ou Barcelona, Iraque ou Caxemira, Cidades e Países, esventrados por violência e reivindicações que esmagam e cerceiam as liberdades, fazendo refém a incerta vontade dos seus cidadãos.

Em Santiago do Chile tenho um querido amigo e sua família, jovem família, amarrado a uma realidade distante daquela a que estava habituado, a que sempre esteve habituado.

Na sua voz a tranquila intranquilidade, de quem julga saber que tudo ficará bem, no entanto, o receio daqueles que estando por cá, amigos e família, temendo diante das imagens que invadem os noticiários.

Estranha sensação, desventurada realidade.

Nestes momentos, olhando para este “nosso” Portugal, sobra certeza de que aqui...

Nesta terra abençoada, vivemos a estranha “felicidade” em tempos altamente conturbados.

Uma felicidade que, por vezes, ousamos esquecer.

Quanto ao mais importante...

Cuidado, meu querido Ricky!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

 

 

17
Mar19

Coletes Amarelos: Manifestantes Ou Criminosos?

Filipe Vaz Correia

 

O Fenómeno dos Coletes Amarelos, há muito, invadiu as ruas de França, até de outras partes do mundo...

No entanto, em nenhum outro local com esta dimensão que se regista por terras Gaulesas.

As "manifestações" deste fim de semana em Paris, trazem uma vez mais ao de cima, uma questão inquietante...

Manifestantes ou Criminosos?

Mais de 10 mil pessoas saíram de suas casas inundando as ruas de Paris, sendo estimado que cerca de 1500 radicais possam ter conseguido se infiltrar, agitando e incitando os actos de vandalismo, retratados nas várias reportagens espalhadas pelo mundo.

Palavras de ordem como Morte aos Ricos, assim como, a devastação de vários locais conotados com as classes mais abastadas, revelam a intenção de generalizar o Caos, apontando alvos e buscando cisões "antigas".

Não é cenário virgem, esta espécie de anarquia revolucionária, junto de movimentos descontrolados, muitas vezes buscando o confronto como meio de gerar novas formas de organização de uma Sociedade.

Nessa demagogia encapotada, se escondem traumas e revoltas, labirintos pincelados em Sociedades cansadas e esgotadas, incapazes de responder aos anseios dos seus cidadãos.

O que os Governantes devem compreender, ao se deparar com cenários destes, é a fragilidade da sua actuação, sendo imperioso uma absoluta firmeza e astúcia,  para não se perder o poder democrático, às mãos de um caldeirão violento e repleto de raiva.

Macron, neste caso, deve compreender o que move, parte destes manifestantes...

Por um lado, compreender e responder às pessoas que genuinamente quiseram gritar a sua condição menor, por outro lado, deve punir firmemente os que se aproveitam deste tipo de manifestações, para promover a desordem e a violência.

As duas medidas são inseparáveis para a construção de uma sólida manutenção de um regime democrático.

Respeitando quem se manifesta, Castigando quem comete estes crimes.

Convém não esquecer que esta ideia ancestral de uma exterminação dos Ricos, nunca levou a um enriquecimento dos Pobres.

Antes pelo contrário, vários são os exemplos ao longo da História, onde este tipo de ideal, surtiu um efeito devastador para as Sociedades que o testaram, como referência...

A China, a URSS, Cuba ou até a Venezuela, em diferentes momentos da sua existência, buscaram nos Ricos e na divisão de suas Sociedades, a razão para criar e sustentar as clivagens que justificariam as suas revoluções.

Nunca resultou.

Tentemos aprender com o "nosso" passado, para descodificar os perigos do presente.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

02
Out17

Més Que Un Jogador!

Filipe Vaz Correia

 

Gerard Piqué assumiu ontem, mais uma vez, a sua face Catalã, a alma que o preenche, numa declaração emocionante, carregada de nobreza e dignidade...

Podia facilmente optar por um discurso de ódio, composto de revolta e amargura, no entanto, Piqué optou por falar pausadamente, por entre as lágrimas que não conseguia conter, descrevendo a dor que invadia o Povo Catalão, na simples vontade de serem livres.

Naquelas palavras, mais do que a legalidade ou ilegalidade de um Referendo, soltaram-se nos olhos do jogador Catalão, a tristeza inerente a uma violência estupidificante e que apenas diminui a grandeza do Estado Espanhol...

É aqui que Mariano Rajoy se equivocou, perdeu a noção do poder da imagem no mediático mundo em que vivemos.

Piqué representou naquele momento o grito libertador de Milhões de Catalães que nas ruas esperavam para poder votar, dando força à voz daqueles que insistem na Independência...

Admiro a atitude de Piqué, a dimensão Humana com que abordou a questão e a coragem explanada nas suas palavras, aprisionando ao seu olhar a vontade de todo um Povo.

Provavelmente pagará esta ousadia na Selecção Espanhola, nas retaliações que sofrerá nos mais variados campos de futebol Espanhóis, mas certamente isso será um preço menor, para tão imensa atitude.

Assim, num dia violento e histórico, pelo menos no coração dos Catalães, uma verdade, será para sempre eternizada:

Piqué, será Més Que Un Jogador!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

09
Fev17

Morrer em Vitória!

Filipe Vaz Correia

 

Sinto-me desprotegido;

Em cada esquina, um inimigo,

Em cada pessoa, um perigo,

A cada dia, sem abrigo,

A cada noite, menos um amigo...

 

Sinto-me desamparado;

Em cada imagem, assustado,

A cada grito, desesperado,

A cada tiro, desanimado,

Na minha casa, enjaulado...

 

Sinto-me a esmorecer;

Sem saber para onde correr,

Todos os dias a reviver,

Esses pesadelos, que queria esquecer,

Mas que insistem em aparecer...

 

E por entre dedicatórias;

Anotadas nesta história,

Feita de mortes, sem glória,

Para sempre na memória,

Desta terra,

Vitória!

 

 

 

22
Dez16

Burka

Filipe Vaz Correia

 

Escondem-me debaixo de um véu;

Um véu imposto, desgosto,

Um tabu que me cobre o rosto,

Um terror imposto...

 

Sou refém deste manto;

Que quebra a minha vontade,

E que atira para um canto,

A minha sonhada liberdade...

 

Só os meus olhos sobrevivem;

Aos olhares que me circundam,

A essas regras que me dominam,

Às mentes que violentam o meu destino...

 

Debaixo deste céu;

O mesmo mas tão distante,

Desse mundo, do meu véu,

Que me consome,

Asfixiante...

 

 Não tenho escolha;

Não tenho querer...

 

Não tenho pele;

Não tenho sorriso...

 

Tenho apenas a minha alma;

Para silenciosamente,

Sonhar.

 

 

 

 

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