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Caneca de Letras

Caneca de Letras

04
Nov17

Tenham Lá Santa Paciência!

Filipe Vaz Correia

 

Tenham lá Santa Paciência...

É o que me apraz dizer, depois de ler esta polémica levantada pelas palavras do Líder da Juventude Popular, Francisco Rodrigues dos Santos.

As palavras que este jovem escreveu, nas suas redes sociais, foram:

" O karma vingou-se. Urban foi barrado de Lisboa, por um tipo moreno e de ascendência Indiana"

Convenhamos que não ferem ninguém, que a piada tem sentido, e que em momento algum, se pode daqui retirar algum tipo de racismo...

Antes pelo contrário, daqui aferimos alguma ironia para com o destino daqueles que durante anos tiveram fama de barrar a entrada de pessoas, das mais variadas etnias naquele espaço.

Gostei.

O que se passa a seguir, é que me deixa estupefacto. 

Parece que algumas pessoas invadiram a página do Facebook do Francisco Rodrigues dos Santos, para o acusar de racismo, entre elas a sempre irrequieta Isabel Moreira...

Aí que falta de sentido de humor, minha querida Isabel.

O Líder da Juventude Popular, viu-se obrigado a publicar um esclarecimento ou uma adenda ao seu anterior comentário, para explicar aos mais distraídos de que se tratava de uma graça, uma forma de humor para satirizar o encerramento daquele espaço, que há anos acumulava queixas de racismo e violência.

Por vezes o politicamente correcto, tolda a visão de algumas pessoas, não conseguindo destrinçar uma graça, com graça, de um comentário racista.

Uma coisa é racismo, outra é complexo de inferioridade...

Não é impossível brincar com a cor das pessoas, com a região onde nascem, com o clube a que pertencem ou com a religião que professam...

Desde que seja com inteligência e graça, não vejo mal algum.

O que o Francisco fez, foi algo deste género, sem maldade e num momento pertinente.

Por isso tenham Santa Paciência e deixem-se de moralismos bacocos.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

03
Nov17

No Meu Tempo, Não Era Nada Assim!

Filipe Vaz Correia

 

No meu tempo, não era nada assim!

Esta frase um pouco bafienta, poeirenta, que ao longo de gerações se vai ouvindo de Pais e Tios, caracterizando a diferença entre esse tempo nostálgico, onde foram felizes, e o rebuliço indecifrável por onde se perdem as novas gerações...

Esta frase que neste texto, tomo como minha.

Ao ver e rever em todos os telejornais, as imagens das agressões à porta do Urban Beach, não posso deixar de agarrar na memória e voar através dos pensamentos para um tempo tão meu, em que era tão jovem, em que tudo parecia perfeito.

Sempre gostei de sair à noite, de beber um copo com amigos, dar um pezinho de dança, navegar por entre a folia imortal de uma imberbe idade...

A Kapital, o T-Club ou o Stones eram os meus locais de eleição, sítios onde me sentia em casa e onde os porteiros se mantinham os mesmos ao longo de anos, ao longo dos tempos.

De Smoking vestido, ali estavam de pé, noite após noite, reconhecendo rostos, limitando abusos, demarcando o terreno.

Existiam problemas?

Claro...

Por vezes umas bofetadas?

Com certeza...

Mas jamais assisti a este tipo de indignidade, meio cobarde, numa ignóbil aberração plasmada naquele cenário de selvajaria.

Ao ver estas imagens, o que mais me chocou foram as agressões com os rapazes caídos no chão, indefesos, sem hipótese de se defenderem daquela barbárie, a que tantos assistiam.

Foi para mim, verdadeiramente chocante.

Por tudo isto, não consigo parar de recordar e ao mesmo tempo gritar:

No meu tempo, não era nada assim!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

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