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Caneca de Letras

Caneca de Letras

02
Ago17

A Tinta...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Se a tinta da minha caneta;

Tivesse o poder de reencontrar,

Os versos outrora perdidos,

Que ousei imaginar,

Num destino desconhecido,

Que insisto em procurar...

 

Se a tinta desta minha caneta;

Fosse mágica e intemporal,

Se conseguisse por um instante,

Como um intenso vendaval,

Reescrever,

Esta rima final...

 

Mas a tinta da minha caneta;

Está aprisionada ao meu destino,

A esse secreto caminho,

De dor e desatino,

Poético.

 

 

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