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Caneca de Letras

Caneca de Letras

22
Jan20

Até Quando Drº Varandas?

Filipe Vaz Correia

 

A triste pena Leonina, essa que me entristece e esmaga, foi uma vez mais desnudada nas quatro linhas de um campo em Braga.

Há muito que não escrevo sobre o Sporting, sobre as agruras que atormentam um adepto Sportinguista, no entanto, chega sempre o momento de desabafar...

Nesta despedida da Taça da Liga, o Sporting deixou em campo fragilidades e incompetências, desnorte e confusões, arruaças e tempestades.

Não existe margem para dúvidas, este Sporting é uma caricatura da sua História, essencialmente por culpa daqueles que actualmente o dirigem.

Neste caso não aceito culpas imputadas a anteriores direcções, por muito que todos saibamos o que aconteceu na anterior vigência, reféns de um déspota tresloucado, visto por tantos como salvador.

Frederico Varandas e sua equipe são os responsáveis por este caminho, caminho seu, por estas contratações ou pela falta delas, construindo um Sporting medíocre, frágil e desmedidamente incompetente.

Tantas contratações falhadas, vislumbres de projectos incongruentes, tamanhas escolhas erradas, marcando um destino que se apresenta como pequeno para a dimensão deste tamanho clube.

O Sporting está escangalhado, dividido, enfrentando o pior período da sua História, numa busca errante por títulos e vitórias.

Esta derrota em Braga, este desconexo percurso de uma época para esquecer, demonstra à saciedade o epílogo de uma direcção, de um Presidente que não conseguiu ser o Presidente de todos os Sportinguistas.

Quer queiram ou não queiram, somente um caminho permitirá resgatar o futuro do nosso Sporting...

Eleições!

Todos os caminhos que não este nos guiarão ao amargurado abismo que se tem revelado o legado do Drº Varandas.

Até quando?

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

17
Dez19

"A Escumalha"

Filipe Vaz Correia

 

O Sporting venceu, nos Açores, o Santa Clara, o que nos dias que correm é motivo para grande festejo...

4-0 numa exibição de qualidade, com tranquilidade e segurança, fazendo lembrar tempos idos em que o SCP jogava como equipe grande.

No entanto, este não é, infelizmente, o tema principal deste post...

Este pedaço de texto é sobre uma certa escumalha, esse conjunto de gente miserável que durante muitos anos parasitaram à volta do SCP, sob o disfarce de claque.

Os jogadores do Sporting foram recebidos nos Açores com palavras de ordem alusivas à invasão de Alcochete, esse dia infame que denegriu desmedidamente a História Leonina.

Encapuçados ou de cara tapada, um conjunto de energúmenos, ousaram nas “barbas” da policia recordar o ódio, destilar ofensas e celebrar tamanha “estupidez”.

Frederico Varandas numa intervenção brilhante, carregada de desprezo, e muito bem, catalogou esta gentalha de escumalha, nessa feliz precisão que tão bem os caracteriza.

Tenho a maior das diferenças em relação a este Presidente, desde a política desportiva à postura institucional, desde a equipa dirigente até ao desperdício de talentos formados em Alcochete, no entanto, neste quesito...

Nesta específica matéria, das claques, estou totalmente ao seu lado, sem hesitações ou receios, dúvidas ou questões.

Pela primeira vez olhei para Varandas e senti que ali estava representado, como adepto, nesse singelo amor, por este clube, que se amarra à alma.

Muito bem, Presidente!

Quanto à escumalha...

Têm de ser erradicados do clube, expulsos e interditados para sempre do Sporting Clube de Portugal.

Só assim se respeita o legado de tão grande Instituição.

 

Viva o Sporting.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

10
Dez19

Palavras Para Quê?

Filipe Vaz Correia

 

Palavras para quê?

Ao ler os depoimentos dos jogadores Max e Mathieu, sobra em mim uma tristeza imensa entrelaçada com essa vergonha que esventra a solitária alma Leonina, deste que aqui vos escreve.

Solitária porque este tipo de texto tem de ser escrito na solidão, sem ruídos ou acompanhamentos, de forma crua e desnudada como cada singela agressão que naquele malfadado dia “estuprou” a História do Sporting Clube de Portugal.

Ouvir Luís Maximiano é escutar as palavras de um menino que tem uma década de "casa", sonhando em cada dia vestir a camisola do seu Sporting, como esse sonho maior que serviu de alimento a tantos e tantos sacrifícios.

Para Max era também a possibilidade de desfrutar da companhia do seu ídolo de sempre, aquele que havia tido o mesmo percurso...

Rui Patrício!

O que Max conta no seu depoimento traduz o período sombrio que atravessou o clube, justifica a neblina que ainda nos encobre.

Naquele balneário, por entre aquelas paredes, soltaram-se petardos e fumos, murros e estaladas, ameaças que se agigantam nesses relatos de assustadores momentos plasmados no olhar de um jovem, um dia menino, observando in loco o poder do populismo Brunista.

De outro ponto de vista escutámos Mathieu, este sem uma ligação emocional ao clube...

Este jogador experiente, passou pela selecção Francesa e por clubes como Valência ou Barcelona, deixou através das suas palavras um testemunho sobre o medo que ali viveu, medo esse que diz ainda se manter, assim como a incerta certeza que lhe passou pela cabeça de não mais voltar a jogar pelo Sporting Clube de Portugal.

As coisas mudaram, acalmaram, mas fica evidente o horror experienciado por estas pessoas às mãos de arruaceiros criminosos, “cordeiros” impregnados por um boçal discurso que se fazia sentir em cada recanto de Alvalade...

Em cada “Fidelista” entrevista na Sporting TV. 

Que tristeza...

Que vergonha.

Lendo estes depoimentos fico convicto, já tinha esta certeza, de que era impossível para jogadores como William ou Patrício, tendo como Presidente Boçal de Carvalho, tomarem outra atitude que não fosse a de rescindir o seu contrato de trabalho...

Pelo ambiente, pela pressão familiar, pela incerteza da permanência do “esquizofrénico” ditador ou por tantas outras razões que se devem ter materializado após aquelas bárbaras agressões.

No banco dos réus sentam-se os "canalhas" que perpetraram tamanhos crimes, sendo de salientar a coragem daqueles que, jogadores ou outros elementos, presenciando aqueles actos se prontificam a contar o que necessita ser recordado.

Para que sejam punidos os envolvidos e  para que “Alcochete” jamais se possa repetir.

Palavras para quê?

Para que não se apague a memória do mundo verde e branco.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

29
Nov19

Alvalade: O Regresso De Um Adepto...

Filipe Vaz Correia

 

Regressei a Alvalade...

Durante grande parte desta minha vida, Alvalade foi a minha segunda casa, onde todas as semanas, sempre que havia jogo, me permitia sonhar com golos e vitórias do meu Sporting.

De há um ano a esta parte deixei de ir a Alvalade...

Ontem regressei, voltei a subir aquelas escadas, a sentir aquele cheiro, a vislumbrar aquelas cores, fazendo uma viagem às memórias que me pertencem...

Adorei.

Tivemos golos, contestação, alegria e cumplicidade, jogadores da formação e Bruno Fernandes...

Sempre ele, em mais uma exibição de gala.

Não sei se esta exibição, a melhor desta época, na minha opinião, foi um presente para este Leão que aqui vos escreve, no entanto, acorrentou um certo "brilhozinho" à emoção que me invadiu.

Obrigado Sporting...

Meu eterno amor.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

19
Nov19

Uma Lição Para O Futuro: Alcochete, Sporting E O Silêncio Dos Bons...

Filipe Vaz Correia

 

Começou o julgamento do caso de Alcochete que envolve parte da anterior estrutura Leonina, entre eles, o ex-Presidente do Sporting Clube de Portugal.

É com tristeza que assisto a este rodopio de memórias, refrescadas em cada reportagem, a cada pedaço de história reavivada.

O Sporting não conseguiu recuperar, ainda, deste profundo traumatismo que tanto o marcou, marcando o destino de todos nós Sportinguistas que sentindo esse amor maior pelo clube, nos envergonhamos de tão recente e triste passado.

Ao ver aqueles rostos, serpenteando pelas imediações do Tribunal, sobra-me a certeza dessa repulsa maior por esta gente que um dia conseguiu sequestrar o “meu” clube.

Mustafás ou Brunos Jacintos, Fernandos Mendes ou Brunos de Carvalhos, escroques de primeira igualha que se serviram do populismo vigente para iludir e hipnotizar aqueles que quiseram acreditar no seus delirantes óasis...

Este é o perigo deste tipo de discurso, assim como das concessões daqueles que sendo pessoas comuns, passam a acreditar neste homens “providenciais”, salvadores da pátria alicerçados em exércitos de criminosos dispostos a tudo para levarem a cabo os seus intentos.

Este caldeirão em que se tornou o Sporting Clube de Portugal é em grande parte fruto deste projecto fracassado, que infelizmente deixou ainda órfãos, por entre, as entranhas Leoninas.

”O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons.”

Martin Luther King

 

Este silêncio descrito de forma exacta por Martin Luther King é em variadissimos casos, comprovados pela História, o cimento que fortalece os grandes tiranetes e os seus regimes...

Neste caso não foi diferente.

Por uma bola na baliza ou uma vazia sensação de vitória, grande parte dos Sportinguistas optaram por aliviar frases ofensivas de Bruno de Carvalho, esquecer comportamentos perigosos, normalizar atitudes paranóicas que não auguravam nada de bom...

Por entre esse caminho se foi descredibilizando o Sporting, envergonhando a sua História, centenária e rica, até ao ponto onde hoje nos encontramos.

Este julgamento traçará um definidor de águas nesse passado versus futuro, uma oportunidade de ouro para expurgar deste presente essas sementes que ainda anseiam por estes tiques boçais e animalescos que se entranharam no ADN Leonino.

Uma lição ficará para todos nós Sportinguistas mas também para aqueles que olhando para a sociedade detectem estes indícios, tantas vezes, presentes em vários outros quadrantes nacionais e internacionais...

Não se pode condescender ou compactuar com o populismo ou as suas formas, mais encapotadas, de liderança.

Que os bons jamais permaneçam em silêncio...

Jamais.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

16
Nov19

O Capitão, O Autarca, O Presidente...

Filipe Vaz Correia

 

Meu Deus!

Parece que a Revista Visão traz uma reportagem sobre o queridíssimo Frederico Varandas e o seu papel Autárquico, na Assembleia de Freguesia de Odivelas...

Muito bem.

No entanto, o Capitão, Autarca e Presidente do Sporting parece ser um homem dos mil ofícios, com a desvantagem de só conseguir, aparentemente, cumprir um deles.

O de Presidente do Sporting?

Alguns dizem que sim...

Ora o que se descobriu agora com esta reportagem, é que o estimado Frederico suspendeu as suas funções de Capitão, não definitivamente, numa estratégica pausa para fazer outras coisas, pois isto da vida militar tem as suas exigências.

Para conseguir essa pausa resolveu candidatar-se nas listas do PSD, a sempre doce e impoluta política, requisitando depois uma licença eleitoral para justificar a sua ausência de funções no Exército...

O melhor está por vir:

Parece que o Frederico raramente esteve presente nas ditas reuniões da Autarquia, para a qual foi eleito, ou seja, negligenciando essa função que lhe serviu de álibi para a tal licença.

“Aldrabice”?

Será?

Se este caso se passasse com um membro de Governo, um Deputado ou um qualquer funcionário de um outro posto político, estaríamos aqui a bradar aos céus e a rasgar as vestes...

Convém não ser hipócritas, coniventes e cúmplices.

No meio disto tudo deixo uma nota...

Rogério Alves disse há dois dias, antes desta polémica, uma frase que agora me parece absolutamente adequada:

”Quem é eleito tem a missão de cumprir o seu mandato!“

Pensei na altura que estávamos diante de mais uma campanha de mobilização do Presidente da Assembleia Geral do Sporting em prol do seu Presidente...

Mas tendo em conta esta reportagem, se calhar não.

Dr. Rogério...

Agora vá explicar isso aos eleitores de Odivelas!

Quanto ao Exército?

Ai, ai...

 

 

Filipe Vaz Correia

05
Nov19

Terás Futuro, Sporting “Meu”?

Filipe Vaz Correia

 

Tenho feito um esforço para não escrever sobre o “meu” Sporting, para acalmar a tristeza que em mim habita.

Fico perplexo com a aparente indiferença do actual Presidente Leonino diante deste desgraçado momento que vivemos, a calma com que se pavoneia pelos campos de futebol, sempre com aquele ar seráfico com que, vezes sem conta, nos brinda.

Sei bem que esta será a enésima vez que aqui pugno pela demissão do actual Presidente, numa vontade maior de terminar com este suplicio que se tornou o dia a dia do SCP.

Uns quererão ainda mais tempo para esta indigente Direcção, outros levantam fantasmas de um passado recente, outros ainda buscam remexer em enterrados machados na procura de uma bacoca “revanche”...

Eu apenas busco esse futuro risonho que, há muito, se perdeu no horizonte verde e branco.

O futuro...

Por entre guerrilhas, agarrado ao poder, sobrevive este inenarrável Presidente e a sua direcção, um conjunto de gente, paga a peso de ouro, impreparada e incompetente.

Profundamente incompetente, amarrados ao saber que julgam possuir, entrelaçados a esse convencimento que os esventra, nos trucida.

Já não temos equipe, há muito que não temos treinador e continuando neste rumo provavelmente nem Clube sobrará.

Urge gritar...

É imperioso olhar em frente e buscar soluções, soluções diferentes pois o tempo para experimentalismos acabou.

Ou o Sporting encontra, definitivamente, um rumo sólido, com gente capaz e experiente, contratando gestores externos e profissionais, entrelaçados com profissionais de campo de reputação inquestionável, partindo do 0 na reconstrução de todas vertentes em que deverá assentar um Grande clube de futebol...

Ou então iremos de época em época rumo ao abismo total.

Um nome me parece capaz, pela credibilidade, pelo conhecimento e capacidade de se mover nas mais altas esferas do futebol Mundial, para empreender esta tarefa...

Luís Figo!

E não me venham com as “tretas” do costume...

Festejou um golo contra o Sporting, usou chuteiras encarnadas ou outras coisas que tal...

Estou-me nas tintas!

Luís Filipe Vieira foi sócio dos três Grandes Portugueses e isso importou para os Benfiquistas?

Não!

Domingos Soares de Oliveira, número dois e Vice Presidente do SLB, é um reconhecido adepto do SCP, julgo mesmo ter sido sócio por vários anos...

E isso importou?

Não...

Pela simples razão de que era o melhor para o cargo.

E Pedro Mil Homens ou Jean Paul que se viram escorraçados de Alcochete, sendo os principais responsáveis pela Formação actual do Benfica...

Alguém, no Seixal, quer saber quais são os seus Clubes?

Não me parece.

Assim, volto a referir que estou pouco me importando para alusões a bacocos sentimentalismos clubísticos, importa o Sporting de uma vez por todas seguir o caminho da competência, do profissionalismo, resgatando esse futuro perdido.

Só assim existirá futuro...

Pelo menos o que sempre sonhei para o “meu” Sporting.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

28
Out19

As “Claques” Que O Deixaram De Ser...

Filipe Vaz Correia

 

Nasci em 1977, um ano depois da fundação da Juventude Leonina, o que faz com que não conheça outro rosto do “velho” Leão, a não ser aquele marcadamente representado por aqueles jovens que acompanhavam a equipa para todo o lado.

Não me recordo do “meu” Sporting sem a Juve Leo, nem um jogo sem o calor dos seus gritos, o ecoar das suas canções, melodias essas que saltavam do campo, pulavam o estádio, ultrapassavam qualquer limite, para tomarem conta do pensamento no dia a dia, no mais profundo sonho de um eterno Leão.

Desde a minha tenra idade habituei-me a olhar para a Juventude Leonina com tremendo carinho e admiração...

Mas tudo mudou!

E não sejamos hipócritas, não mudou há um ano, nem dois, nem com um ou dois Presidentes...

A Juve Leo mudou há muito tempo atrás.

A claque, outrora a alma que puxava pela equipa, transformou-se num grupo de arruaceiros, jovens de péssimo aspecto envolvidos em tráfico de droga, roubos ou outra espécie de crime e que muitas vezes serviam de brigada armada do clube, ao serviço de interesses, capazes de atormentar, ameaçar e chantagear todos aqueles que não cumprissem com as suas vontades e desejos.

Fizeram reféns Presidentes e direcções, treinadores e jogadores, até adeptos receosos de confrontar este tipo de “Gang”.

Esta é a mais pura das verdades.

Ainda me recordo quando no final de uma partida, João Moutinho e Miguel Veloso se aproximaram da bancada sul para entregar as suas camisolas, provocando uma reacção indescritível por parte daqueles bouçais que se intitulavam de “claque”...

Cuspiram-lhes em cima, atiraram as camisolas para o fosso, enquanto, gritavam os mais aberrantes impropérios.

Naquele momento, dois pensamentos invadiram a minha alma:

O primeiro foi que no lugar daqueles rapazes, sendo Sportinguista desde o dia em que nasci, teria me ido embora do clube na hora...

Sem olhar para trás.

E o segundo pensamento foi o de perceber o quanto o Miguel Veloso “amava” o seu Sporting.

Veloso desceu as escadas do relvado e ao invés de ir para o balneário, dirigiu-se ao fosso, mesmo por de baixo daqueles animais que se entretinham a cuspir para cima de si, num gesto que me emocionou e constrangeu...

Tudo isso “somente” para resgatar a sua camisola.

Não deixou ali caída, abandonada, a camisola do SCP que tinha entregue àqueles animais.

Meus caros amigos, guardo da Juve Leo e do seu papel no apoio ao Sporting Clube de Portugal, a melhor das memórias, alguns dos melhores momentos de minha vida, em que sorri, chorei ou sonhei com as suas musicas, através dos seus gritos, amarrado às suas vozes que se tornavam nas vozes de todos nós, no entanto, a Juve que aqui descrevi já não existe, há muito, sucumbida às mãos de meliantes e criminosos, parasitas e drogados.

Não me representam...

Não representam o meu Sporting Clube de Portugal, nem os valores que o fundaram.

Assim acompanho, com o maior dos gostos, o Presidente Frederico Varandas neste gesto de coragem e bravura, de decência e sabedoria, mesmo que os ventos o derrubem ou que esta medida possa não ser a que lhe fosse mais aconselhada.

Por uma vez teríamos de concordar...

Caro Frederico, fico feliz que tenha sido desta.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

21
Out19

O Dia Em Que Conheci... Rui Jordão!

Filipe Vaz Correia

 

Morreu Rui Jordão...

Já tanta gente escreveu sobre Jordão, esse jogador elegante, atleta de excelência, artista inesquecível.

Ponderei escrever sobre ele, não por achar ser pouco importante, antes pelo contrário, por considerar que a sua dimensão talvez não coubesse numa Caneca de Letras.

Nasci em 1977, por isso não tenho a noção exacta de Jordão no Sporting, para ser honesto recordo-me melhor dele no Vitória de Setúbal, numa fase descendente da carreira, com Manuel Fernandes, Meszaros e Mladenov.

Tempos distantes, momentos longínquos, que sobram na memória dos destinos.

No entanto, não posso deixar de aqui testemunhar a minha única vivência partilhada com esse senhor, esse mestre, essa lenda Leonina.

Há uns anos, num camarote do Estádio de Alvalade, preparava-me para assistir a mais um jogo do meu Sporting, com o Jaime Bessa.

Ao me aperceber que no nosso camarote estavam o Manuel Fernandes e o Jordão, alertei o meu querido Jaime para essa afortunada coincidência...

Disse-lhe logo:

Temos de os ir cumprimentar!

Assim fizemos...

Pedindo desculpa pela maçada, meio envergonhados, lá avançámos, destemidamente determinados em direcção aos ídolos de outrora.

Cumprimentámos os dois, ambos foram de uma simpatia assinalável, guardando para a posteridade essa memória que aqui partilho.

Passado esse momento, sentados no camarote, umas filas à frente do Jordão e do Manuel Fernandes, o Jaime perguntou-me se tinha reparado num pequeno pormenor...

Não! Respondi.

Então o Bessa explicou-me...

O Jordão tinha uma luvas de pele calçadas, devido ao frio que se fazia sentir, porém no momento em que o fomos cumprimentar, ele lentamente retirou a luva da sua mão direita para nos apertar a mão.

Não tinha notado...

Não havia reparado nesse pormenor, pormaior.

Um pequeno gesto, num singelo momento que desnudava o requinte, a educação, a elegância e excelência de um Ser Humano de excepção.

Dentro e fora do campo...

Um Senhor.

Até sempre, Rui Jordão.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

20
Out19

Sporting: O Momento De Escolher Um Caminho Diferente...

Filipe Vaz Correia

 

O tempo passa, passando de maneira exasperante, de verde e branco, de angustia e espanto, temor e pranto, nessa senda Leonina.

Tenho como certo que esta “liderança” Sportinguista tem os seus dias contados, extinguidos perante o desesperante grito dos adeptos fartos da incompetência reinante, do amadorismo que se instalou no “nosso” clube.

No entanto, cada vez que vejo nos jornais que esta direcção, falta dela, se prepara para executar um plano desportivo no mercado de inverno, pensando já na compra de um defesa central, mais me sobra a certeza de que importa gritar bem alto...

Não!

Não é possível...

Estamos em Outubro, início de época e já com esta temporada hipotecada tal o futebol praticado, ou seja, a ausência desse futebol entrelaçado numa equipa em frangalhos, desmotivada e carregada de péssimos jogadores.

E serão estes incompetentes a continuar a esbanjar o nosso dinheiro em jogadores de qualidade duvidosa ou medíocre?

Permitiremos?

Não pode ser...

Façam uma petição, uma manifestação ou uma rebelião, qualquer coisa, porém torna-se imprescindível retirar de Alvalade esta trupe que ameaça destruir, ainda mais, o que sobrou de um passado recente, já de si desesperador.

Não temos tempo...

O Sporting não tem tempo.

E já se percebeu que estes “soldados” não sairão por sua espontânea decisão...

Chegou o tempo de os Sportinguistas tomarem o destino em mão e escreverem um novo capitulo, uma nova história sem medo de errar.

Depois de um tiranete paranóico, um banana emproado.

Que ousemos escolher...

Um caminho diferente.

 

 

Filipe Vaz Correia

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