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Caneca de Letras

Caneca de Letras

01
Out19

A “Intemporal” Viagem De Todos Nós...

Filipe Vaz Correia

 

Ainda sangra ou já estancou o pedaço de ferida que teimava em se fazer sentir?

Nesse caminhar constante, vulgo destino, tantas foram as vezes que desassombradamente a vida chega e nos derruba, nos amarra nessa tristeza que parece ficar para sempre.

O nascer do dia chega mas a noite escura parece reinar, tenebrosamente presente, ameaçando, nessa escuridão, os coloridos sonhos de outrora.

Já não existe brisa ou maresia, riso ou contentamento, esse leve sentimento desnudado e esquecido, entrelaçado sofrimento, amargurado e ferido.

O escorrer do sangue, como lágrima que não se esconde, intensifica a espécie de ardor que marca e esventra, num desmedido querer silencioso, grito calado que ensurdece o pobre coração...

Ainda sangra?

Ainda vociferas pedaço de ferida na alma?

Alma?

O olhar meio perdido que abraça a realidade vai ditando o caminho, trilhando o destino ensurdecedor, trauteando palavras e frases, descontraídas formas de choro que se confundem com a ausente poesia numa folha em branco...

A despida contradição num cumprimento que se perdeu.

Nem sei como soletrar esta contraditória melodia que num momento se degladia, num outro irradia, e em todos eles se desvanece numa alucinante montanha russa de lembranças, amarguradas desesperanças que outrora pulsavam, antigamente se soltavam, por entre, a saudosa esperança que tudo transformava.

O sol partiu, discretamente se despediu, devagarinho, de mansinho, num aceno que pareceu timidamente discreto, incertamente nostálgico.

Sem saber se num novo dia voltará a irromper por entre os céus...

Num repetido quadro intemporal.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

24
Set18

Os Melhores Dias De Verão...

Filipe Vaz Correia

 

Os melhores dias de Verão...

No Outono.

Temperaturas de fazer inveja a Julho e a Agosto, temperadas a gosto com um pitada de desgosto para aqueles que resolveram tirar férias no Verão, ao invés de esperar por este Outono imprevisível.

Nada é como dantes, onde as Estações respeitavam o calendário, onde as previsões se enquadravam no dito popular.

As folhas permanecem na copa das árvores, brindando o sol, viçosamente desafiadoras de um tempo que em nada é igual e em tudo é divergente do previsto.

Será o aquecimento global?

Trump dirá que não...

No entanto, talvez possa estar enganado.

Sobra aproveitar estes dias, este prolongamento que ameaça tornar-se hábito, numa espécie de metamorfose meteorológica que acabará por inevitavelmente trazer nefastas consequências a este nosso "velhinho" planeta.

Bem...

Mais uma imperial e um mergulho que o tempo não está para grandes escritos.

Viva o eterno Verão.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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