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Caneca de Letras

Caneca de Letras

23
Jun19

Monólogo Poético

Filipe Vaz Correia

 

Não tenho nada a perdoar;

Nada para escrever,

Tudo para recordar,

E nada para esquecer...

 

Não tenho nada para silenciar;

Nada para reescrever,

Nada tenho para apagar,

Ou para me arrepender...

 

Nada quero soletrar;

Ou nos versos me perder,

Nunca mais te encontrar,

Nunca mais sofrer...

 

Nada poderá sobreviver;

Por entre a doce maresia,

Esse mar a revolver,

A ingénua poesia...

 

E sem mais nada para acrescentar;

Deixemos voar a melodia desse rufar do tambor,

A bela história terminar,

Extinguindo, silenciosamente, o prometido amor.

 

 

 

 

 

 

15
Abr19

Sinfonia Poética...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

De cada vez que dói;

De cada vez que magoa,

De cada vez que destrói,

Cada vez em que se esboroa...

 

De cada vez que se torna ardente;

De cada vez que é imenso,

De cada vez em que cresce incandescente,

Cada vez mais intenso...

 

De cada vez que parecendo derradeira;

Se torna primeira,

Nascendo inteira,

Da mesma maneira,

Secretamente cimeira...

 

De cada uma dessas vezes;

Volto a ti,

Amando-te,

Sempre assim.

 

 

 

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