Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Caneca de Letras

Caneca de Letras

01
Abr19

Adeus Minha Querida Professora...

Filipe Vaz Correia

 

Num gesto meio perdido, por entre, as estranhas coincidências da alma, resolvi ir ao Facebook do meu antigo Colégio, lugar onde me formei, onde recebi as bases que me ajudaram a ser o homem que hoje sou.

Neste entrelaçado gesto, longe me encontrava de imaginar a notícia que receberia, numa tristeza só minha, tão minha, descrita levemente, por entre, as palavras que ali aprendi.

Morreu a Professora Jesuína, a minha professora...

Directora e fundadora do Colégio, minha directora de turma, professora de Português, inspiradora na língua e nos princípios que ainda tento praticar.

Morreu no dia 28 de Março, no dia em que fazia 99 anos...

Minha querida Professora Jesuína, parcas serão as palavras para lhe dizer o que por si sinto, nas memórias que de si guardo, neste carinho que por si nutro.

Saiba que a sua presença se faz notar neste meu gosto por escrever, por me perder nas palavras que consigo aprendi, nesse querer que me fez escolher a disciplina de Latim ou no Arroz de Atum que descobri através de sua mão.

Minha querida Professora Jesuína, recordo tantos momentos e tamanhas palavras, gestos seus que me tocaram sem fim, silêncios que marcaram intemporalmente.

Minha querida Professora, muito obrigado...

Por tudo sem excepção, pela expressão de amor em cada abraço, pelo carinho num sorriso, em cada castigo merecido ou palavra dura no momento exacto.

Por cada instante, sempre nobre, como não poderia deixar de ser, no exemplo do carácter, na correcção das atitudes, na excelência da educação.

Jamais a esquecerei, assim como, tenho a certeza que todos os seus alunos a guardarão onde, certamente, mais importa...

Junto ao coração.

Um beijinho do sempre seu...

Pipo.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

09
Fev19

O Leve Saber Da Alma...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Já não sei sentir;

Nem desejo escrever,

Não conseguindo medir,

Este estranho sofrer,

Num querer a fugir,

Desesperado perder,

Que insiste em surgir,

Neste leve bater,

Da alma...

 

Porque é maior do que a ferida;

Esse pedaço de ardor,

Que arde de maneira desmedida,

Desmedidamente amor...

 

Mas já não sei...

Se um dia soube.

 

 

 

 

 

 

19
Dez18

"Areia No Mar"

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Tenho as mãos dormentes;

A voz tremula,

Um batuque insistente,

Que não pára de bater,

Dentro de mim...

 

Parece que é o coração;

Assustado com o que está a sentir,

Uma espécie de emoção,

Que persiste em fugir...

 

Insiste em escapar;

Por entre os dedos,

Como areia no mar,

Como o mais puro dos segredos...

 

Mas na folha em branco;

Na singela pureza desnudada,

Não sobra espanto,

Sobrando a certeza...

 

De que não existe beleza;

Maior...

 

Do que este tímido querer;

Chamado amor.

 

 

 

 

 

09
Dez18

Reflexões Poéticas...

Filipe Vaz Correia

 

Como teria sido diferente se tivesse escolhido outro rumo, outro caminho a percorrer, outras voltas...

Se tivesse voado mais cedo e mais cedo escapasse pelo mundo, abraçando a imensidão de um destino, tão vasto como a imaginação mundana da alma.

Mas o que teria perdido?

Como poderia resgatar o que me preenche, quem me preenche?

Tantas interrogações, sendo que pelo meio das dúvidas sobram as certezas, as incertas querenças que se transformam em vontades, entrelaçadas saudades do que desconheço...

Ou que conhecendo não quis perder.

É assim a mundana caminhada de um olhar, de uma alma.

No íntimo desse existir que me pertence, sei bem que nada mudaria ou mudando...

Aqui queria, voltar, a estar.

Como diz a canção:

"Eu quero partilhar, a vida boa com você..."

Assim sem mais, sobra à imaginação, pincelar num quadro de aguarelas, os pequenos traços de um destino, curiosamente preguiçoso, carregado de uma saudade desse passado que adoraria voltar a viver.

Como escreveria minha Mãe:

"Viveria tudo novamente, se soubesse que me traria até ti."

Que saudades.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

07
Nov18

Equinócio D'Amor...

Filipe Vaz Correia

 

Por entre os espaços silenciosos da consciência, se escondem vontades e saudades desse ninguém que um dia fui...

Esse ninguém por construir, sem passado, folha em branco carregada de ambição, esperança e determinação.

Num sono pueril, aquela puerilidade imensa que se entrelaça em nós, onde tudo é possível, faz sentido, em contraponto, com esse destino que nos arrasa, nos derruba, nos desconstrói...

Nesse sono, tão terno, sobram lágrimas inexplicáveis, amores abrasadores, palavras e gestos perpétuos no querer da alma.

E é nesse misto de coragem cobarde que se encontra a doce amargura.

Sim...

Porque, por vezes, pode ser doce a amargura, embevecida tristeza desses inesquecíveis momentos tão secretos.

 

Não me arrependo de um segundo;

Nem por um segundo me arrependo,

Pois não existe arrependimento,

Num tão gigante sentimento,

Que arrebata completamente,

Completando secretamente,

O que incompleto parecia estar.

 

Por isso amo;

Incondicionalmente te amo.

 

E se voltasse atrás, se conseguisse regressar no tempo e viajar impunemente, serias tu a minha eterna escolha, o meu desmedido destino, sem remorsos ou desilusões...

Pois um amor como este, por vezes se confunde, por outras até se perde mas vale sempre a pena.

Valerá sempre a pena...

Meu amor.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

 

06
Nov18

Carta De Um Filho...

Filipe Vaz Correia

 

Minha querida Mãe...

Tantas vezes te escrevi e tantas parecem ser tão poucas, para corresponder a tamanho querer...

Essa forma de amar que me ensinaste no gesto, em cada gesto, em cada pedaço desse amor sentido por mim, em mim, somente em mim.

Vi-te chorar, enquanto, para todos sorrias...

Também isso, contigo, aprendi.

Vi-te, sendo fiel a ti mesma, e como essa dignidade me bastava...

Escrevendo, escrevendo, reescrevendo, sempre descarregando em cada letra, um pedaço de ensinamento, mesmo que de forma desgarrada, desesperado contentamento do Ser.

Minha amada Mãe...

Numa carta pejada de saudade, estreita-se a singela vontade de gritar:

Que jamais te esqueço, te esquecerei...

Não por vontade ou escolha, simplesmente, porque é impossível esquecer quem nos pertence, quem inesquecível se torna como o nascer de um dia, a cada passo de tempo, nesta intemporal jornada de tantas vidas.

Serei sempre teu, eternamente teu, tão teu...

Como meu, sempre foi esse amor teu.

Roubaram-me a tua presença, o teu cheiro, esse sorriso inteiro...

Mas a lembrança minha, essa que me alimenta, guarda-te, preserva-te, protege-te.

E nesse lugar, só nosso, recordar-te-ei como sempre te vi...

Encantado com o encantamento de tão belo olhar.

Amo-te.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

12
Out18

As Infindáveis Cores Dos Meus Sonhos...

Filipe Vaz Correia

 

Parecem muitas as cores que me acompanham nos sonhos, que me amarram insistentemente a esse mundo tão meu... Só meu... Perdidamente órfão dos momentos que passaram e que por vezes ali se reencontram, numa mistura de rostos e palavras, sorrisos desencontrados, por entre, encontros tão ambicionados. Nesse mundo não escolho rumos ou caminhos, não corro nem fujo, não grito nem choro. Nesse mundo esvoaço vezes sem conta sobre mim mesmo, sobre o bater desse coração meu, inundado de um desejo sem fim, dessa intemporalidade só possível naquele encantador reino. Não busco crescer nem morrer, somente viver cada pedaço de recordações que já não recordava, de sentidos que não sabia possuir, de imagens que não sabia ter como minhas. Instantes impagáveis que se esfumam ao acordar, desaparecendo, por entre, a neblina de um novo amanhecer, desapegadamente da triste alma, entristecida forma de um querer. Nos sonhos soletro sem esquecer, esquecendo desesperadamente cada segundo imortal de um desgosto que magoa, de uma dor que permanece, de uma ardente maneira de sentir. Escadas que subi, corredores em que corri, janelas que me pertenceram, olhares que me escaparam, vozes que se calaram, abraços que se perderam. Nesses sonhos regressam, sem regressar, chegam sem efectivamente chegar. Mas sorrio sempre... Mesmo quando choro... Sorrio sempre. Pois na singela esperança desse adormecer, sonhar, posso sempre reencontrar quem mais me falta, aqueles de quem mais saudade sinto. Parecem muitas as cores que invadem os meus sonhos, tantas e tantas que me recordam as aguarelas pinceladas por minha Mãe... Essas aguarelas que gravo na alma com aquele amor que se entrelaça a cada biscoito de limão, em cada popia caiada, em cada cheiro ou abraço teu que, infelizmente, se perdeu...Nesta mistura de saudade e querença se reencontram os meus sonhos, solitariamente entregues ao destino, desamarrada forma de querer, ansiando que a cada adormecer, possa por mim esperar essa terra encantada, onde habitam os pedaços da minha alma que outrora perdi.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

21
Out17

Passado...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Será que posso revelar;

O que esconde o meu coração?

 

O que esconde a emoção;

Desbravando inquieto,

O carregado semblante,

Desse receio, entrelaçado,

Esse medo, aprisionado,

Em cada lágrima nossa...

 

Em cada memória;

Guardada em nós,

Pedaço de história,

Cravado na pele,

No sentido destino,

Da alegórica alma...

 

E vai continuando;

A louca melodia,

O deslumbrante pensamento,

Do que foi um dia,

Esse nosso amor.

 

 

07
Out17

Memórias...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Um olhar prisioneiro;

De um desgosto pistoleiro,

Divida por inteiro,

De um destino traiçoeiro,

Roubando sem receio,

O sonho derradeiro...

 

Uma despedida apressada;

Palavras desesperadas,

De amor carregadas,

Tristezas bem guardadas,

Na alma magoada,

Calada...

 

Silenciosa vontade;

Desgraçada verdade,

Maldita saudade,

Que regressa sem idade,

Ao momento, eternidade,

Em que te perdi...

 

E nesse olhar;

Volto a guardar,

As memórias a recordar,

Desse teu eterno amar,

Em mim...

 

E por ti;

Fica em cada lágrima minha,

Uma devoção imensa,

Um segredado desabafo,

Deste meu coração,

Para sempre teu.

 

 

 

 

 

 

06
Set17

Saudade

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Se a saudade;

Tivesse olhar,

E não fosse o meu,

Na verdade,

De uma tristeza singular,

Um espelho dessa singularidade,

Intenso abraçar,

Da nossa intemporalidade,

Reflectida,

Neste imenso amor...

 

Se a saudade;

Soubesse o quanto dói,

O quanto a alma corrói,

Esta imposta distancia...

 

Se soubesse a saudade;

Quanto doí,

E calaria a vontade,

De tamanho destino.

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Comentários recentes

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Calendário

Dezembro 2019

D S T Q Q S S
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031

Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D