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Caneca de Letras

Caneca de Letras

04
Mar19

Rostos...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Rostos e mais rostos;

Nesse mar de gente,

Deambulando pela rua,

Multidão ausente,

Na solidão crua,

Tornada crescente,

A ausência tua,

Que em mim flutua...

 

Rostos e mais rostos;

Despidos de significado,

Pedaços de desgosto,

Num rosto desamparado...

 

Rostos e mais rostos;

Num entrelaçado silêncio,

Buscando arrepiados,

O que se escapou...

 

Rostos e mais rostos;

Nesse desenho rasurado,

Assinalando a despedida,

Meio ferida,

De um tempo.

 

 

 

 

27
Nov18

Três Anos De Geringonça...

Filipe Vaz Correia

 

Três anos de Geringonça...

Tempo para lá do tempo que alguma vez acreditei que pudessem subsistir, no entanto, por entre revés e vitórias continuam unidos, cumprindo uma Legislatura que muitos anteviam de "diabólica".

António Costa terá de se sentir satisfeito com o trajecto, com os resultados que mantêm viva a esperança "Socialista" numa Maioria Absoluta.

Costa sobreviveu aos Incêndios, a Tancos e até a uma certa turbulência inerente às agruras de uma coligação anti-natura, porém a macula sobreviverá, não sendo maior, devido a uma conjugação estrelar que assenta na fraca oposição de Direita existente no espectro político Português.

Justiça seja feita, deveremos diferenciar a oposição do CDS, daquela que atrapalhadamente tem feito o PSD, perdido por entre batalhas internas, repletas de caciques e birrentos politiqueiros.

Costa remodela, passeia, estremece, equilibra, sorri ou gagueja mas três anos depois...

Parece firme no rumo, confiante na vontade, "seguro" no futuro.

Veremos então esse futuro, após a apresentação do último Orçamento da Legislatura, aquele que me parece conter, verdadeiramente, uma essência despesista e "Socialista".

Espero que não tenhamos uma surpresa negativa, em nome de um eleitoralismo bacoco, capaz de reeditar um "diabo" que pensávamos emigrado.

Espero sinceramente.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

30
Mar18

Esquecendo...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Ao vento;

No meio do mar,

Vão sobrando as leves dores,

Do que um dia foi respirar,

Respirar sem fim...

 

Do que na alma existia;

Desse amor que batia,

De cada instante guardado,

Em nós...

 

Nesse nós;

Que era só meu,

Nesse olhar meio perdido,

Do que levemente se desvaneceu,

Desvanecendo ferido...

 

E de orgulho esventrado;

Coração magoado,

Vai se esbatendo o passado,

Outrora sincero...

 

Vou-te amar;

Amando eternamente,

Recordando para sempre,

O que importa esquecer...

 

Pois só esquecendo;

Poderei sobreviver,

A tamanho destino.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

04
Dez16

Vida...

Filipe Vaz Correia

 

Ainda penso no que não queria pensar;

Ainda me recordo do que não queria recordar,

Ainda faz parte de mim,

Essa angústia sem fim,

Daquele dia assim...

 

Ainda tenho que viver;

Sabendo sem querer,

Que o fim ou morrer,

Faz parte desse saber,

Que é a vida...

 

Vida...

 

Tão estranha forma de celebrar;

Uma passagem por este lugar,

Onde nos cruzamos a caminhar,

Com sentimentos a chegar,

Até partir, zarpar...

 

É assim a vida;

Sobra pouco para explicar,

Deste enigma a questionar,

A escrever ou partilhar...

 

Resta-nos aproveitar;

Cada dia,

Cada olhar,

Como se fosse a primeira vez...

26
Nov16

Morreu Fidel Castro... O Último Comunista

Filipe Vaz Correia

 

Meu Deus, como será Cuba depois deste dia?

Morreu Fidel Castro, o lider revolucionário cubano, que guiou através de décadas os destinos de todo um povo, de toda uma nação.

Nunca me identifiquei com Fidel, antes pelo contrário, no entanto o seu papel na História mundial será para sempre incontornável.

Para muitos um Romântico idealista, para outros um Déspota sem escrúpulos, Fidel marcará de forma indelével o Sec. XX e a politica mundial desse período.

Acredito que o desmembramento da União Soviética terá marcado o fim do seu sonho politico, da sua ambição por um comunismo puro, assente na sua imensa vontade em construir um sociedade sem classes...

A Queda do Império Comunista, conjuntamente com o eterno embargo Americano, talvez tenham sido as grandes derrotas da vida politica do Senhor Comandante Fidel Castro Ruz.

Fidel sobreviveu a golpes, atentados e conspirações, cimentou o seu poder através de assassinatos ou detenções, por isso neste momento em que muitos optarão por embelezar o seu legado será importante não esquecer:

O seu regime levou Cuba à estagnação, ao empobrecimento, a um Estado falhado, sem futuro ou respostas para muitas gerações de Cubanos que se viram obrigados a partir para conseguirem uma vida melhor...

Este é em suma o legado que sobreviverá do sonho de Fidel, o de uma sociedade falhada, de uma esperança esquecida rodeada por um mar imenso...

Fidel foi capaz, no entanto, de seguir caminho, de impor a sua vontade, momento após momento, desafio atrás de desafio, fazendo acreditar, pelo menos os seus leais seguidores, que um dia seria possivel construir o mundo que outrora prometera.

Assim neste dia em que parte El Comandante, duas certezas:

Tristeza em Havana...

Alegria em Litlle Havana, Miami.

Respeite-se a memória de Fidel Castro Ruz, o Último Comunista, sem que se esqueça a tirania e o desastre que representou o seu Regime.

 

Filipe Vaz Correia 

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Comentários recentes

  • Anónimo

    Meu caro, Notei com agrado a tua retratação relati...

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