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Caneca de Letras

Caneca de Letras

12
Jan18

Rio Ou Santana?

Filipe Vaz Correia

 

Amanhã é dia de eleições no PPD/PSD.

Um dia de mudanças ou não, de questões ou silêncios, de perguntas e afirmações, de vitórias...

Ou não.

Esta campanha entre Rio e Santana foi desanimadora, desenxabida, mergulhada em fait-divers, em artimanhas partidárias, amarradas a visões de um passado que apenas armadilha o destino deste nobre partido.

O aparelho do PSD parece ter amarrado os dois candidatos, num chorrilho de incongruências demasiadamente evidentes e que com o passar dos dias, levaram a um desinteresse da opinião pública.

Rio, político que gosto, ou pelo menos sempre me habituei a admirar, também se deixou levar para este terreno, onde as ideias foram sempre subalternizadas em relação à trica política...

Aos nomes que apoiam este e aquele, às traições confundidas vezes sem conta, com opinião forte e corajosa.

Infelizmente para mim, que sempre estive neste terreno partidário, de expressão política e ideológica, esta campanha mais do que uma desilusão, reflecte a crise de valores existente no panorama partidário Português, mas que honestamente me parece acentuada no PSD.

Temo que com estas eleições, o PPD/PSD fique ainda mais dividido do que aparentemente está neste momento, que as diferenças evidentes entre Passistas e outros, não deixem margem para grandes encontros e reflexões, no pós Passos.

Estes anos de Passos Coelho, destruíram grande parte da base eleitoral do partido, não entre aqueles militantes fiéis, que votam independentemente do rumo ou do líder, mas entre aqueles que sendo votantes no PSD, se sentiram atraiçoados e desamparados naqueles malfadados anos, do além da Troika.

Não compreender isto, é não perceber a dimensão política de medidas economicistas, mesmo que estas sejam tomadas, em prol do País.

Recuperar essa ligação às pessoas, pois durante esses difíceis anos a comunicação do Partido foi deveras incompleta, demorará tempo mas acima de tudo, necessitará de uma liderança forte e capaz de se concentrar mais no País, do que nas batalhas internas, inerentes aos interesses instalados.

Assim, sem muita fé, aqui deixo o meu desejo:

Que vença Rui Rio.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

04
Jan18

Rio VS Santana: O 1º Round!

Filipe Vaz Correia

 

O primeiro debate das eleições internas do PSD, trouxe ao de cima pela primeira vez nesta campanha, as diferenças entre Rui Rio e Pedro Santana Lopes.

Gosto muito de Rui Rio, sempre aqui o escrevi, no entanto, ao longo desta campanha as suas palavras receosas, pouco ousadas, mescladas com o aparelhismo vigente no actual PSD, deixaram-me vezes sem conta, desiludido com o candidato em que mais acredito.

Neste debate, julgo que Santana Lopes fez um imenso favor a Rui Rio, demonstrando exaustivamente as diferenças marcadas, durante todos estes anos, deste com Pedro Passos Coelho...

Rio não tem conseguido se distanciar da linha Passista, que há oito anos controla o Partido, porém, Santana Lopes, agressivo como há muito tempo não o via, fez questão de recordar a todos, os que assistiam a este debate, as diferenças entre o PSD de Passos e que agora está com Santana, e o de Rui Rio, que conta com o apoio de Manuela Ferreira Leite, Morais Sarmento, António Capucho ou Pacheco Pereira.

Para Santana estes serão, certamente, nomes malditos...

Para mim, serão um certificado de seriedade e qualidade, um regresso a um PSD de outros tempos.

Rui Rio tem dificuldade em gerir o mediatismo das câmaras, a fotogenia dos momentos televisivos, mas tem credibilidade, é conservador na génese política, ousado no pensamento...

A sua posição na questão da justiça, mais do que correcta é corajosa, nobre e frontal, correndo o risco de se tornar impopular, mas mantendo-se digno e assertivo, de acordo com os princípios que defende.

Este é o Rui Rio em que acredito, confio, admiro...

Pouco fotogénico, nunca cedendo ao populismo inerente a políticos como Santana Lopes.

Rui Rio falou directamente para o País, para os seus cidadãos, enquanto, Santana optou por falar para o aparelho do partido...

Esperemos que os militantes chamados a votar, pensem mais no País, do que nos lugares no Partido.

Pela primeira vez nesta campanha, reencontrei o Rui Rio de que tanto gosto.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

24
Out17

Rui Rio VS Menino Guerreiro...

Filipe Vaz Correia

 

Rui Rio rejeitou o desafio de Santana Lopes, ou seja, 20 debates por esse País a fora.

Rio tem de se manter firme, tem de se distanciar dessa espécie de Reality-Show, com o qual Santana está familiarizado, a essa espécie de superficialidade inerente ao eterno candidato.

Rui Rio é um homem habituado a um certo tipo de certezas, de convicções pouco coniventes com as ventosas emoções a que nos habituou, ao longo dos tempos, Santana Lopes.

Digo uma vez mais:

Santana Lopes foi o meu ídolo político da adolescência, um agitador irrequieto que preenchia a minha destemperada ambição pueril, no entanto, tantas foram as vezes, os locais, os lugares, os momentos, onde Santana foi Santana, onde a ilusão se tornou desilusão.

O maior trunfo de Rui Rio não é o Partido, é o País... 

Esse País que acredita na sua personagem política, sendo essa uma das razões para que o ex-Autarca do Porto, não se deixe arrastar para o campo sensacionalista, tipo CMTV, que já faz parte de Santana.

Rio é outro género, tem outro perfil, está habituado a outro tipo de padrão...

Como apoiante de Rui Rio, a única coisa que lhe peço é:

Não ceda ao circo mediático, do menino guerreiro. 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

11
Out17

SantaNão!!!!!!!!!!

Filipe Vaz Correia

 

Não!!!!!!!!

Desculpem o grito linguístico, a expressão maior da minha perfeita estupefacção.

Durante os últimos anos, toda a gente dizia que Santana Lopes estava um homem diferente, tinha amadurecido, sabido encontrar o seu espaço e caminho...

A sério?

Na minha imberbe adolescência, Santana era provavelmente um dos políticos que eu mais gostava, com o seu estilo irreverente representava para mim o futuro, tornando cada Congresso do PSD, num momento especial, cada chegada sua, num burburinho inesperado, cada candidatura sua à liderança do Partido, num agitar de águas.

Santana tem esse lado diferenciador, de num singelo gesto abanar o pré-concebido, num discurso desbravar caminhos jamais imaginados, inflamando plateias e apoiantes.

Recordo Santana Lopes como Presidente do PSD...

Como Primeiro-Ministro...

O problema é que se os militantes do PPD/PSD também se recordarem, certamente, Rui Rio terá o seu caminho facilitado...

No meu caso, recordo ainda a sua passagem pela Presidência do Sporting, o que convenhamos, não abona a seu favor.

E passagem é mesmo o termo, pois foi rápida e desastrosa, saindo a meio, respondendo a um imperioso apelo pessoal, de se candidatar à Presidência, do mesmo, PSD.

Por fim, mais uma razão para temer esta candidatura:

Rui Gomes da Silva.

Se Santana voltar, ele também volta...

Meu Deus!

Por todas estas razões...

Santana, não faças isso!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

04
Out17

PSD: Líder Procura-se...

Filipe Vaz Correia

 

Pedro Passos Coelho não se recandidatará à Presidência do PPD/PSD...

Esta frase marcou o dia noticioso, reflectindo o fim de um ciclo e essencialmente um novo tempo de esperança.

As eleições Autárquicas encurralaram a direcção do PSD e desnudaram as fraquezas inerentes a dois anos fracassados de oposição...

O mundo paralelo de Passos Coelho ruiu, deixando de fazer sentido continuar a persistir neste desgaste permanente de um Partido, que terá sempre um papel importante na Sociedade Portuguesa.

A saída de Pedro Passos Coelho, é assim o primeiro passo para a recuperação desse tradicional PSD e do eleitorado que se afastou do Partido.

Os nomes que rapidamente soaram na comunicação social, antecipam uma disputa intensa, capaz de abanar as bases adormecidas, no entanto, convém que a mudança seja efectiva, não parcial, muito menos fictícia...

Será necessário um reconstruir do Partido, uma renovação radical de rostos e políticas, trazendo esperança para onde antes se falava de dor, de compreensão para onde antes se ouvia amargura, sentir futuro onde antes se pressentia passado.

Por estas razões, Luís Montenegro, Hugo Soares ou Paulo Rangel não servirão para a tal necessária mudança, pois representam estes anos de Passismo e estarão sempre vinculados, a muitas das suas medidas...

Retiro desta equação Luís Marques Mendes ou Santana Lopes, pois não considero crível, que aceitem regressar a um papel, onde anteriormente não foram felizes.

Outros nomes que oiço, são os de Rui Rio ou Luís Morais Sarmento...

Dois nomes interessantes, duas opções credíveis e que certamente revitalizariam um Partido tão sedento de um rumo político.

Gosto de Rui Rio, faço aqui a minha declaração de interesse, e acima de tudo gosto dos nomes que o poderão acompanhar:

Manuela Ferreira Leite, Silva Peneda, Pacheco Pereira, representam um regresso a um PSD com o qual me identifico e pelo qual tenho imenso respeito.

É essa a minha esperança nestas eleições, nesta disputa pela liderança, que seja possível construir uma alternativa em Portugal, de Direita, credível e próxima das populações...

Resgatando o PSD, de um longo limbo ideológico.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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