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Caneca de Letras

Caneca de Letras

20
Jul17

Donald Trump: Rumo Ao Abismo!

Filipe Vaz Correia

 

Meio ano decorreu desde as eleições Americanas e com este tempo esfumou-se também alguma esperança que pudesse existir, numa mudança de atitude do atual Presidente Donald Trump...

As trapalhadas têm sido muitas, envolvidas em suspeitas, confundidas com Tweets, entrelaçadas com a emergente ignorância vigente na Casa Branca.

Donald Trump não conseguiu ainda substituir o Obamacare, algo que prometeu fazer no primeiro momento após tomar posse, não conseguiu ainda iniciar a obra para a construção do tão famoso muro, que supostamente os próprios Mexicanos iriam pagar...

Não conseguiu que a sua lei anti-ilegais, tivesse efeito em muitos dos Estados que se negaram a cumpri-la e por último, não conseguiu afastar a desconfiança cada vez maior, de uma conivente relação com Vladimir Putin.

Aliás, as últimas revelações que envolvem o seu filho e uma advogada muito próxima do Kremlin ou até o secreto encontro na cimeira do G20, colocam este Presidente Americano num patamar de descrédito indescritível e nem mesmo o Partido Republicano consegue confortavelmente, apoiar esta espécie de incontinente verbal, que debita vezes sem conta idiotices misturadas com irrefletidas e irreais afirmações.

No caso da ingerência Russa e mais concretamente nos encontros de Donald Trump Jr. poderemos estar perante um caso de traição, o que certamente levaria o atual Presidente Americano muito para lá do Impeachment...

Assim seis meses depois escasseia dignidade, elevação, verdadeiras políticas ou medidas que melhorem a vida dos Americanos e do mundo, no entanto, sobram anedotas, imbecilidades, gaffes, imprudências, decisões erradas e noticias falseadas...

E assim continua Donald Trump a percorrer o seu caminho rumo ao abismo.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

27
Mar17

Os Sovietes, Disfarçados De Democratas!

Filipe Vaz Correia

 

 

O clima que se vive nos dias que correm na Rússia, demonstram completamente, o enviesamento que sofre a actual democracia Russa...

O que aconteceu ontem, aos opositores de Putin, naquela manifestação que denunciava a corrupção latente naquele país, evidencia sem dúvida o totalitarismo e autoritarismo vigente, em terras do antigo Czar.

A sociedade Russa, nunca conseguiu ultrapassar a queda do império soviético, e a sua crescente perda no panorama internacional, além da grave crise económica que ao longo dos anos de Ieltsin se fez sentir, através de um enorme despesismo e corrupção gritante, em beneficio de alguns oligarcas...

O povo então suspirou, saudosista, lembrando-se daqueles gloriosos anos, que distantes pareciam mais românticos, mais embelecidos pela memória dos muitos que não os viveram, deixando que assim surgisse na penumbra dessa saudade, escondido num qualquer gabinete de assessoria em São Petersburgo, essa figura central da política Russa, chamado Vladimir Putin.

O que Putin trouxe à Rússia, nada mais é do que a sensação de Império erguido novamente, de forma diferente, de maneira completamente distinta, mas que no entanto importa para o ego daquele povo, essa sensação de grandeza aprisionada às imagens guardadas na história dos seus antepassados.

Os oligarcas mantêm-se, o despesismo também, a corrupção resiste desde o interior das paredes do Kremlin, mas a mão pesada, instalada com firmeza e autoridade pelo Presidente, quase Czar, essa cala e mata aqueles que se atrevem a contrariar esse destino traçado.

Denunciar Medvedev ou Putin, na Rússia actual é um acto corajoso e patriótico, com resultados evidentes, por entre o inúmero rol de mortos espalhados pelo mundo, desde Londres a Kiev, de opositores exilados do regime que por bala ou veneno, vão desaparecendo, sem espanto nem escândalo.

O mundo assiste calado, talvez segredando, sem relevo, o que se desconfia sabendo, ou o que se sabe desconfiando...

E assim Putin, estende agora a sua influência através de eleições noutros países, tentando criar cenários que permitam à Rússia voltar a ser potência dominante numa Era, em que a ameaça Chinesa lhe poderia retirar a influência que sempre sonhou reerguer, e que tanto tenta construir na mente daqueles que são os seus.

Putin não passa de um ditador férreo e demagogo que através de discursos populistas condiciona a vida dos seus cidadãos, reconstruindo o orgulho soviético em cada momento e a cada momento...

Estes opositores abandonados em parte, pelas democracias ocidentais, lutam para denunciar junto da comunidade internacional e nacional, os desmandos e abusos constantes sob o regime implantado naquele país, sendo que em muitos casos não passam de nota de rodapé...

Por isso da minha parte, aqui vai o meu solidário texto, homenageando aqueles que corajosamente combatem, os Sovietes disfarçados de democratas.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

16
Fev17

Czar Putin e as Matrioskas Americanas...

Filipe Vaz Correia

 

A verdade sobre as eleições americanas está cada vez mais evidente, aos olhos daqueles que incrédulos ouviam os rumores, sobre uma ingerência Russa concertada com a campanha do candidato Trump.

Seria possível que o Kremlin tivesse em marcha um plano, para interferir nas escolhas, destas sociedades ocidentais, com o intuito de as tornar instáveis e ingovernáveis?

Não me restam, muitas dúvidas...

Parece que sim!

O que se tem vindo a descobrir, através dos serviços secretos norte-americanos, mostra o quão vulnerável está o mundo, perante os hackers Russos (Escola KGB) que escondidos sob o anonimato das redes sociais vão lançando boatos e factos alternativos, atingindo os alvos especificos que não estejam alinhados com os seus interesses...

Todo um novo cenário se levanta, nestas democracias ocidentais, desgastadas com a crise económica e os escandâlos sucessivos de fraudes e corrupções.

A demissão de Michael Flynn, demonstra aos olhos da opinião pública as enviesadas ligações existentes entre o Staff de Trump e a Rússia, adivinhando-se outros nomes nessa balança controlada a partir de Moscovo.

Se em França os rumores, que começam a circular, visando Emmanuel Macron, tiverem como se desconfia, as mesmas fontes, poderemos estar perante a réplica do que aconteceu nos Estados Unidos, o que representaria uma espécie de queda do Muro de Berlim, mas que desta vez, destruiria muito provavelmente a União Europeia.

É o momento de se combater esta influência, que urge denunciar, e que só se poderá combater com a denúncia permanente, elucidando os cidadãos para este novo tempo que enfrentamos.

Putin não agirá sozinho, conta com a fraqueza das instituições europeias, assim como, contou com esse mesmo enfraquecimento do outro lado do Atlântico, mas acima de tudo conta com a ignorância, a revolta e o medo de certos quadrantes, destas mesmas sociedades.

Assim, torna-se cada vez mais importante, a descoberta destas matrioskas americanas e o seu envolvimento em todo este processo, que levou Donald Trump até à Casa Branca  e que acredito depois de Michael Flynn, outras pequenas matrioskas serão descobertas.

Porque se ficarmos aprisionados neste limbo sensacionalista, nunca mais conseguiremos resgatar a governação, do populismo desmedido que vencerá sempre no terreno da manipulação e demagogia, pois estas são precisamente, o alimento da sua subsistência...

Que venham então, as pequenas matrioskas escondidas, no seio da administração Trump e que com elas se possa saber, mais em concreto, quais os desejos do Czar, Vladimir Putin.

 

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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