Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Caneca de Letras

Caneca de Letras

09
Nov17

Ruas...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Ruas estreitas;

De estreitos destinos,

Caminhadas imperfeitas,

Imperfeições e desatinos...

 

Ruas perdidas;

Perdidos receios,

Becos e feridas,

Escondendo anseios...

 

Ruas de dor,

Viagem imortal,

Mágoas de amor,

Desejo infernal...

 

Ruas e ruelas,

Com cheiros de jasmim,

Sonhos de canela,

Agruras sem fim...

 

Ruas e mais ruas,

Alma desnudada,

Verdades nuas,

Palavras tuas,

Silêncios meus...

 

Eternamente meus!

 

 

05
Out17

Felipinho...

Filipe Vaz Correia

 

O que se terá passado na mente de Felipe VI de Espanha?

Quem terá aconselhado o Rei para um discurso estranho, enviesadamente partidário, escolhendo ser mais um a acentuar as diferenças, quando poderia e deveria ser aquele que uniria, apaziguaria um conflito incompreensível...

O Rei de Espanha aparece tardiamente em cena, numa comunicação ao País carregada de ralhetes, de dedo em riste, acentuando a sua função correctiva, numa altura em que isso apenas contribui para um inflamar da situação.

Considero esta atitude de Felipe, desestabilizadora e pueril, talvez mesmo um erro Histórico, de percepção política, pois as posições já de si extremadas aconselhariam que nesta intervenção, o Rei fizesse valer a sua capacidade de mediar, de através do seu papel conseguir moderar os extremos que se opõem...

A figura do Rei, caso interviesse mais cedo ou tivesse outro tipo de discurso, ganharia certamente outro peso nesta disputa, mesmo entre aqueles que se encontram nas ruas de Barcelona, pedindo a Independência.

Felipe preferiu o caminho mais fácil, franzir o sobrolho, apontando e nomeando os desleais e desordeiros, excluindo-se assim, talvez sem se aperceber, do papel aglutinador que poderia e deveria ter.

Felipe consegue assim legitimar aqueles que em Madrid ou em qualquer parte de Espanha, destilam ódio contra os insurgentes Catalães, ao mesmo tempo que legitima, aos olhos dos que clamam pela Independência Catalã, a injustiça plasmada em cada palavra de um Rei que deveria ser de todos....

Mesmo daqueles que reclamam o direito a escolher, não o ter, como seu Rei.

 

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

29
Jan17

Sem-Abrigo...

Filipe Vaz Correia

 

Porque te chamam sem-abrigo?

Velho que já foste criança,

Só porque não tens um amigo,

E perdeste essa esperança...

 

Esse vazio no teu olhar;

Esse desespero no teu rosto,

Tantas mágoas a contar,

Uma vida de desgosto...

 

Pesadelos sem pudor;

Disfarçando embriagado,

Recordando um amor,

Que ficou preso nesse passado,

Que atormenta sem parar...

 

Já não volta, não regressa;

Esse tempo que te restou,

A essa história já perdida,

Nesse coração que um dia, amou...

 

E por isso, bem agasalhado,

Entregue às ruas despidas,

Por entre um frio, bem gelado,

Tentando esquecer essas feridas,

Que te deixaram,

Sem-Abrigo!

 

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Posts mais comentados

Comentários recentes

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Calendário

Fevereiro 2020

D S T Q Q S S
1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829

Arquivo

    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D