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Caneca de Letras

Caneca de Letras

28
Dez17

Os Presentes De Jesus!

Filipe Vaz Correia

 

Estas novas contratações, anunciadas pela Imprensa, de Wendel, Rúben Ribeiro, Marcelo e Vietto, a se confirmarem, vêm trazer um acréscimo de responsabilidade ao treinador Leonino.

Jesus pediu dois ou três presentes, ao Presidente do Sporting, alegando e bem, que para a equipa poder se bater em todas as frentes com a mesma ambição, seria necessário reforçar a qualidade do plantel, conferindo-lhe mais soluções, mais capacidade de resposta.

Sou insuspeito de aqui defender Bruno de Carvalho. pois tanto me separa desta brejeira personagem, no entanto, seria uma hipocrisia da minha parte, não reconhecer o seu esforço desmedido, neste defeso, para ir ao encontro das reivindicações, de Jorge Jesus.

Se estes jogadores se confirmarem, todos eles, o Sporting fica sem dúvida, com o melhor plantel desde 2001/2002, ano em que se sagrou Campeão Nacional, apresentando em todos os sectores, soluções mais do que capazes de suprir as pontuais ausências, que se lhe deparem.

Assim, Jorge Jesus, terá de cumprir o destino para o qual foi contratado, há duas épocas atrás, guiando os Leões rumo à desejada vitória.

Não existirão desculpas para o fracasso, para a não concretização dos ambicionados títulos...

Jesus deverá saber, terá de o saber.

Viva o Sporting.

13
Jul17

Os Primeiros Passos Do Leão!

Filipe Vaz Correia

 

O primeiro esboço do Leão de Jorge Jesus, que se prepara para tentar conquistar o campeonato em mais uma época de esperança...

As expectativas estavam portanto voltadas para este encontro, um primeiro jogo, com um reformulado onze, novas caras, novos nomes.

Gostei bastante do que vi, pois não estava à espera que a equipa conseguisse executar em constante pressão o plano de jogo, que na primeira parte em alguns momentos tentasse mesmo dominar de maneira categórica, uma equipa como a do Fenerbahçe..

Mesmo sem William ou Adrien, Patrício ou Gelson, o Sporting demonstrou com este seu 4x4x2 pressionante, uma espécie de regresso ao primeiro ano de Jesus...

Mathieu é um jogador feito,  mesmo que ainda busque o entendimento com Coates e restante defesa, no entanto, não engana pela maneira como distribui ou destrói, como se move e cabeceia.

Bruno Fernandes é indiscutivelmente um patrão, um pequeno Adrien que assume a batuta de carregar a equipa para a frente, dispondo de uma capacidade de passe absolutamente deslumbrante...

Coentrão pareceu renovado e caso as lesões não apareçam, o Sporting poderá contar com um excelente reforço.

Adorei Iuri, a maneira como toca na bola, como desmarca os seus colegas, como se move, lendo os lances muito antes dos restantes...

Iuri traz ainda consigo, a mais valia das bolas paradas, algo que faz eximiamente e que se antevê de muita utilidade para este novo Sporting.

Doumbia resgata para este estilo de jogo que Jorge Jesus tanto gosta, uma certa verticalidade, uma sorrateira matreirice própria dos grandes jogadores, algo que o clube havia perdido desde a partida de Teo Gutierrez...

Bastou um ou dois momentos, após ter entrado, para todos comprovarem que o Costa Marfinense, será um indiscutível nesta equipa.

Para mim, apenas dois jogadores estarão a mais neste modelo Leonino...

Petrovic e Alan Ruiz.

O primeiro é de uma lentidão indescritível, aliando a este facto, o importantíssimo pormenor de não conseguir fazer um passe em fase de construção...

Onde estará o menino Palhinha?

O segundo, é o maior mistério deste Sporting de Jesus...

Como pode um jogador que joga a passo, sem capacidade de pressão, incapaz de esticar o jogo em profundidade, aprisionado a uma espécie de futebol de rua em ritmo de passeio, ser insistentemente elogiado pelo mestre da tática?

Alan Ruiz pode ter o número dez mas nunca será um jogador de nível para jogar por um clube como o Sporting Clube de Portugal.

Onde estará o menino Geraldes?

De resto adorei Podence, como promete o pequeno grande jogador leonino e anseio ver melhor os Matheus, Pereira e Oliveira, o irreverente Bataglia, Piccini ou até o regressado Jonathan.

Se aqui juntarem os que faltam e um génio como Pity, então este Sporting poderá ser um equipa de grande qualidade.

E se for assim, atenção a este Leão na temporada do tudo ou nada, para Jesus e não só...

Para o Bruno também.

 

 

Filipe Vaz correia

 

 

02
Jul17

Pity Martinez: Um Poeta No Futebol...

Filipe Vaz Correia

 

Esta noite a comunicação social Argentina e também alguns media Portugueses estão a dar como certa a contratação de Pity pelo Sporting, pagando o clube leonino, o valor mais elevado da sua história por um jogador de futebol:

16 milhões de euros...

Talvez se venha a revelar uma compra barata, pois estamos perante um jogador genial, um dos que mais me surpreendeu nos últimos anos no futebol Sul Americano.

Recordo-me bem da primeira vez que vi o pequeno Pity campo, num tridente ofensivo com outros dois jovens jogadores do River Plate, de seu nome Lucas Alarios e o endiabrado Driussi, apoiados por um oito impressionante, Ignácio Fernandez...

Pity Martinez é na sua alma um dez canhoto, um pequeno poeta que pode e deve jogar descaído pela esquerda, liberto, buscando através de diagonais os desequilíbrios que apenas um novo Ariel Ortega poderia conseguir.

Recordo-me a primeira revienga que lhe vi fazer, a primeira finta que me espantou, o primeiro deslumbramento que me provocou...

No meio de tantos possíveis reforços, este nome a ser verdade, resgata o Sporting para tempos que apesar de distantes me continuam a fazer sorrir, regressando às bancadas do velhinho Estádio de Alvalade.

Pity é um Balakov, com mais velocidade, com o mesmo encanto pela bola e o mesmo encantamento desta por ele, sempre entrelaçado por uma espécie de romantismo, poético, num verso acelerado, correndo sozinho numa vontade de destronar o mundo, com o seu atrevido talento puro.

Posso aqui cometer um erro tremendo mas arriscaria dizer que nunca o Futebol Português, nos último anos, conheceu um jogador desta qualidade, com esta magia aprisionada aos seus pés...

Inerente à sua alma.

Talvez Deco pudesse ser comparado, mas perdoem-me o sacrilégio...

Deco era muito lento, para ser comparado ao talento do menino Martinez.

Que sejas bem-vindo, Gonzalo Pity Martinez...

O Ariel Ortega dos tempos modernos.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

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