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Caneca de Letras

Caneca de Letras

03
Nov19

A Deputada Joacine VS Vasco da Gama!

Filipe Vaz Correia

 

De facto, vivemos numa Era de absurdos inenarráveis, carradas de politicamente correcto entrelaçado com um permanente reescrever da História que se acumula nesses “policias” da verdade, actualmente, em voga.

Por estes dias a Deputada Joacine Katar Moreira partilhou no seu Twitter uma critica a uma imagem no salão nobre da Assembleia da República, tentando confundir e reduzir o papel de Vasco da Gama na História de Portugal, a esse passado de servidão e escravatura.

Um exemplo de intolerância e de incompreensão do tempo e passado, numa misturada bacoca de um extremismo exacerbado.

Joacine terá profundas cicatrizes, diria mesmo complexos, resultantes desse período Histórico Português, no entanto, parece-me que esse fardo sentimental que carrega lhe tolda a opinião, lhe turva a avaliação e reduz a sensatez.

Vasco da Gama foi e será sempre figura cimeira da nossa Nação, representando a ousadia e coragem que marcam a nossa História e destino...

Procurando muito para além do que a Srª Deputada quer fazer parecer, diria ser de uma profunda injustiça avaliar o papel e os valores desse mui nobre navegador, à luz dos conhecimentos de hoje, das noções civilizacionais que nos regem.

Existe nesse tweet um profundo ressabiamento, uma evidente disputa de memória, contra um passado que se encontra escrito nos livros de Historia e marcam um dos períodos de Ouro deste Lusitano Povo.

Diria mesmo sentir ódio nas palavras, extremistas palavras que amiúde vão sendo debitadas pela Srª Deputada, buscando o confronto como meio publicitário, o fogo de artificio como arma de mão.

O beneplácito com que são brindadas as suas atitudes, por parte de grande parte da comunicação social, demonstram que esse complexo está presente também naqueles que em silêncio se envergonham de algo que não nos deveríamos de envergonhar.

O colonialismo Português esteve entrelaçado em erros profundos, clivagens enraizadas e que marcaram injustiças tremendas, no entanto, das profundezas dessa História ressaltaram momentos e traços absolutamente fascinantes que tocam todos os cantos do antigo Império.

De Lisboa até Goa, muitos desses sinais se traduzem em tradições que sobrevivem na actualidade, costumes que nos perpetuam nos quatro cantos do Globo, nomes e famílias que não falando uma única palavra de Português sorriem a cada vitoria Lusitana, marcas e precisões em edifícios e ruas, olhares e vozes...

Explicar a Joacine Katar Moreira que também isto é Vasco da Gama não deverá ser fácil, mas julgo que mais por culpa da própria do que do mui nobre Vasco da Gama.

Compreendamos o caminho de cada um, sem esquecer esse todo que nos cabe como Povo e Nação, nesse entrelaçado de almas que nos representa.

Cara Joacine, respeitando a sua opinião, importa que não se esqueça de respeitar o legado daqueles que com as suas vidas ajudaram a construir este grande País que, pela sua representação parlamentar, me parece também ser o seu.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

03
Out19

Bernardo Silva: Não Seremos Todos Racistas?

Filipe Vaz Correia

 

A estupidez Humana, de facto, não tem limites.

Bernardo Silva tem estado à mercê de um sem número de criticas, em consequência de uma ridícula polémica sobre um “suposto” acto racista.

Chegámos até aqui?

Parece que sim!

Um mundo onde dois amigos, que o são, não podem trocar uma ou outra picardia, um ou outro “carinhoso” apelido, sem que se levantem os fiscais dos costumes “correctos”, acenando com os fantasmas dos seus próprios complexos.

Neste tempo, onde parece impossível vivermos sem ser espartilhados por uma “gestapo” do politicamente correcto, assistimos ao linchamento na praça pública de Bernardo Silva, mesmo que em sua defesa tenha incorrido o dito “ofendido”.

Bernard Mendy, um dos melhores amigos de Bernardo, veio a publico explicar que em nenhum momento viu naquela imagem ou naquelas palavras qualquer tipo de racismo ou qualquer tipo de preconceito.

Mesmo assim a Federação Inglesa não vacilou e permanece irredutível, nessa busca pela justiça popular, em nome de imaculados algozes.

Depois do "Aladino" Trudeau, temos agora o jovem jogador do City, preparado para arder nesse expiatório de tiranetes puritanos.

Do que discordo em ambos os casos, foi do pedido de desculpas feito por Trudeau e Bernardo, numa inaceitável humilhação a que foram sujeitos pela vociferia histérica destes captores da Sociedade.

A comparação de Bernardo, ou seja, comparando Mendy aos famosos bombons "Conguitos", nada tem de racista, antes deveria ser encarada como um acto de “amor”, pois é disso que se trata a amizade, carregado com uma boa medida de bom humor.

Imaginem o que deveríamos fazer àqueles “racistas” que apelidaram de "Conguito", o jovem apresentador de televisão e rádio, que agora é famoso entre os adolescentes Portugueses.

Se calhar deveríamos prender essas pessoas.

Esperem lá...

Se calhar foram os seus Pais ou seus amigos.

E esta coisa de Racismo só funciona se vier do lado "branco" da sociedade, de preferência nos holofotes da opinião pública.

Disse branco...

Fui racista?

Afinal para estes “censores”...

Não seremos todos racistas?

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

12
Jul19

Obrigadíssimo "Querida" Fátima Bonifácio!

Filipe Vaz Correia

 

Minha querida Fátima Bonifácio...

Escrevo este texto para lhe agradecer a amostra de boçalidade e ignorância presente naquele pedaço de letras e palavras a que o Jornal Público resolveu chamar de artigo.

Em primeiro lugar cumprimentar o dito Público pela ausência de critério Jornalístico, pois a liberdade de expressão, algo que defendo sem censuras, necessita de um pouco de qualidade para ser defendida.

Ora um conjunto de generalidades, de gritantes e racistas frases desconexadas, estão muito aquém daquilo que se poderia esperar de um Jornal de referência.

Vamos então ao texto da "intelectual" e "queridissima" Fátima Bonifácio...

É com grande tristeza que escrevo esta minha convicção, essa certa vergonha sentida ao ler as palavras inseridas nesse famigerado artigo, no entanto, após o alarido provocado pela escrita, de fraca qualidade argumentativa, não posso deixar de condenar veementemente cada vírgula e letra nele presente.

Fátima Bonifácio mistura conceitos, generaliza opiniões, afirma pré-conceitos bacocos e antiquados, numa esforçada construção de uma realidade existente nesse mundo tão seu.

Por cada exemplo dado pela autora, se encontra a estupefacção de quem com mais do que um neurónio tenha lido aquele famigerado texto.

O chorrilho de generalizações mata a essência da sua opinião, livre e liberta, desconstruindo as bases em que assenta, ao mesmo tempo que desnuda o racismo latente nele verificado.

Detesto os ajuntamentos e julgamentos em praça pública, muitas vezes vindo da Esquerda, sempre vociferando em nome de minorias ou hipocrisias...

Principalmente quando defendem regimes absolutamente criminosos e facínoras, sem vergonha ou pudor.

No entanto, neste caso, tenho de anuir com as vozes que invadem o espaço público, aqueles que se levantam para desnudar cada parte racista e xenófoba de tamanha incredibilidade.

E assim, depois do alvoroço provocado por este texto, não posso deixar de agradecer à queridissima Senhora e ao Jornal Público, pois fica sempre mais fácil desmascarar a imbecilidade quando esta se apresenta sem esconderijos e sem encenações.

Um texto racista, somente racista, solitariamente racista...

Cabe a todos nós demonstrar que este não vingará.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

24
Jan19

No Caneca Com... Um Anónimo Em Lisboa!

Filipe Vaz Correia

Já todos discutiram a violência policial. Já analisaram o racismo das nossas forças de segurança. Já insultaram. Já denunciaram...sei lá o quê. Não interessa se é verdade ou mentira, se aconteceu ou não, se há antecedentes ou não. Já todos tomaram posições. E hoje, no facebook deparo-me com vários post de "Escolhe um lado!". Escolhe um lado!? Mas há lados? É um jogo de futebol? Estamos pela Polícia ou pelos moradores do Jamaica?

Mas, e o resto?

E o resto, que tem que ser discutido? Deixo para quem sabe a discussão das condições de existência dos Jamaicas, quais as soluções para resolver. Porque não há uma resposta certa. Quando se erigiu o bairro de Chelas em Lisboa, era a resposta, a solução para os bairros de lata e para a integração dos seus moradores na sociedade. Hoje, já se fala em guetização, e defende-se que a solução de integração é o que agora é feito na Alta de Lisboa, com a construção de prédios de habitação lado a lado com os prédios sociais. Não sei, desconheço os termos, deixo para quem sabe. Mas é uma discussão que ainda não assisti. Porque em todo o lado se fala de racismo, mas não da resolução deste problema.

Então, e o resto? A postura de dois membros da Assembleia da Republica (um eleito, outro contratado), neste caso não merece discussão? Um contratado que escreve no seu Facebook "que um gajo tenha de aguentar a bosta da bofia e da facho esfera é uma coisa é natural" e que no dia seguinte repete no mesmo meio "Ao fim da tarde, publiquei um post dando conta da minha impaciência em aturar os sermões idiotas dos pseudo revolucionários iluminados em comparação com a obrigação que tenho de lidar com a bosta da bofia e da facho esfera." tem condições para continuar a trabalhar no orgão que representa todos os cidadãos e que é a base de formação do Governo e órgão perante o qual o Executivo é responsável? Alguém que tem este tipo de preconceito contra a polícia pode trabalhar na Assembleia da República? Mas, mais grave ainda é a postura da Senhora Deputada Joana Mortágua. Alguém que foi eleito e que tem obrigações não pode incendiar os ânimos ao publicar  "São 4 minutos de violência policial no bairro da Jamaica. Podem ir começando a pensar em desculpas mas não há explicação para isto. E o Bloco vai exigir responsabilidades.".

Por descargo de consciência, fui ver. O Código de Conduta do Deputado proposto pelo PS versa apenas sobre as ofertas. Não valeria a pena ir mais fundo e tentar perceber o que é o trabalho de um deputado, e quais são os seus limites, eventualmente propondo punições? Porque há situações que não podem ocorrer. Não responsabilizo a deputada pelo vandalismo das duas últimas noites, mas será que as suas plavras não incentivaram? O dever de um deputado não será apaziguar e manter a paz pública? Uma coisa é averiguar, tentar perceber o que aconteceu no Jamaica, outra coisa, principalmente de um Deputado da Nação é imediatamente culpabilizar as forças de segurança e insinuar que serão ditas mentiras para justificar.

É importante tentar perceber todas as condicionantes e não só o que foi filmado. A começar em perceber porque é que existem estes bairros, o que leva a polícia a agir desta forma e o sentimento das pessoas em relação à polícia. Porque os comentários que acompanham a filmagem também são importantes e reveladores.

Um Anónimo em Lisboa

 

22
Jan19

Jamaica: Onde Estão Os Racistas?

Filipe Vaz Correia

 

Eu nem sabia que existia uma "Jamaica" em Portugal, a não ser o Jamaica no Cais de Sodré...

No entanto, não pude deixar de reparar nesta polémica envolvendo a PSP nesse Bairro da Jamaica, no Seixal.

O histerismo estava assim montado, a tamanha gritaria, obrigando-me a ver as ditas imagens.

Duras, violentas, sem dúvida...

Mas o que mais me irritou nestas imagens, foi o tratamento que estas mereceram por parte de alguma Comunicação Social, esse julgamento pré-definido, como um qualquer complexo colonial, que nos reporta ao "racismo".

Digo mesmo que olhando para aquelas imagens, várias ideias me assolaram o pensamento e nenhuma delas se chamava "racismo".

Alguém acredita que aqueles policiais, ali destacados, estavam todos a executar um plano racista, para agredir aquelas pessoas, por causa da cor da sua pele?

Uma dezena de policias racistas, atacando "anjinhos" indefesos?

Não me parece.

Por mais que queiram pintar esse quadro, nós não somos esse povo, nem temos essa clivagem civilizacional, neste momento.

Claro que existem racistas em Portugal, na polícia, como em vários quadrantes da nossa Sociedade...

Racistas brancos, racistas pretos, racistas amarelos, racistas de todas as cores.

A Polícia chegou ao Bairro da Jamaica e das duas uma:

Ou os policiais foram apedrejados, como aliás testemunhas relataram, e reagiram ou então  estes polícias não são racistas...

São completamente loucos.

Quanto aos meninos que foram manifestar-se para o Terreiro do Paço e resolveram subir a Av. da Liberdade à pedrada, dizer que acabaram dando um claro "exemplo" de respeito e civilidade.

A polícia respondeu e deteve alguns...

Por racismo?

Não!

Pela segurança de todos nós...

De "Pretos" e de "Brancos", sem esquecer dos amarelos e todas as outras cores.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

25
Out18

Extraterrestres... A Intolerante Salvação?

Filipe Vaz Correia

 

A intolerância...

Sempre ela.

Sempre a mesma arma com que se ameaça o outro, esse mesmo outro que num local diferente, entre outras pessoas, numa alternativa cultura, poderá se transformar no algoz da mesma forma de estupidez.

Mas o que fazer se a História se repete e as almas nada aprendem em relação a isso.

O preconceito usado pelos supremacistas Brancos nos Estados Unidos, é o mesmo princípio utilizado por Malema na África do Sul, só que ao contrário...

A versão repete-se, o ideal é o mesmo, apenas a cor muda, a supremacia da cor se transmuta.

Ser católico em Karachi deve ser mais ou menos a mesma coisa do que ser Muçulmano em Myanmar...

Mas nada se aprende.

Nada consegue mudar parte desta essência que parece perseguir o Ser Humano.

Esquerda ou Direita, Comunista ou Fascista, Preto ou Branco, Homem ou Mulher, Gordo ou Magro, Hetero, Homo, Pan-Sexual ou sei lá mais o quê...

Os rótulos são tantos que já nem consigo descrever, não consigo enumerar todos os preconceitos emergentes, os sempre presentes ou mesmo aqueles que estando ausentes ameaçam regressar.

Talvez no dia em que se descubra vida para além do planeta terra, todos os Seres Humanos se possam unir, em paz, sem divisões...

Unidos num preconceito maior.

Aqueles Extraterrestres...

Pode ser.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

04
Nov17

Tenham Lá Santa Paciência!

Filipe Vaz Correia

 

Tenham lá Santa Paciência...

É o que me apraz dizer, depois de ler esta polémica levantada pelas palavras do Líder da Juventude Popular, Francisco Rodrigues dos Santos.

As palavras que este jovem escreveu, nas suas redes sociais, foram:

" O karma vingou-se. Urban foi barrado de Lisboa, por um tipo moreno e de ascendência Indiana"

Convenhamos que não ferem ninguém, que a piada tem sentido, e que em momento algum, se pode daqui retirar algum tipo de racismo...

Antes pelo contrário, daqui aferimos alguma ironia para com o destino daqueles que durante anos tiveram fama de barrar a entrada de pessoas, das mais variadas etnias naquele espaço.

Gostei.

O que se passa a seguir, é que me deixa estupefacto. 

Parece que algumas pessoas invadiram a página do Facebook do Francisco Rodrigues dos Santos, para o acusar de racismo, entre elas a sempre irrequieta Isabel Moreira...

Aí que falta de sentido de humor, minha querida Isabel.

O Líder da Juventude Popular, viu-se obrigado a publicar um esclarecimento ou uma adenda ao seu anterior comentário, para explicar aos mais distraídos de que se tratava de uma graça, uma forma de humor para satirizar o encerramento daquele espaço, que há anos acumulava queixas de racismo e violência.

Por vezes o politicamente correcto, tolda a visão de algumas pessoas, não conseguindo destrinçar uma graça, com graça, de um comentário racista.

Uma coisa é racismo, outra é complexo de inferioridade...

Não é impossível brincar com a cor das pessoas, com a região onde nascem, com o clube a que pertencem ou com a religião que professam...

Desde que seja com inteligência e graça, não vejo mal algum.

O que o Francisco fez, foi algo deste género, sem maldade e num momento pertinente.

Por isso tenham Santa Paciência e deixem-se de moralismos bacocos.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

17
Ago17

Odiar...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Silenciosamente;

Se vê pelo caminho,

Indiscretamente,

Um sopro levezinho,

Insistentemente,

Vai segredando baixinho,

Levemente,

Contando devagarinho,

Ardentemente,

A dor de um tontinho,

Que estupidamente,

Vai gritando sozinho,

O ódio guardado na sua mente...

 

Odiar;

Odiando,

Adiando,

Essa parte humana,

Que nos torna,

Pessoa...

 

Uma imagem no espelho;

Espelhando a diferença,

Ignorando o conselho,

De uma nova esperança,

Num mundo melhor.

 

 

 

26
Jul17

Loures: O André E Os Ciganos...

Filipe Vaz Correia

 

Durante estes últimos dias André Ventura tem se desdobrado em explicar as suas afirmações sobre a comunidade Cigana em vários canais de televisão, desde o popular Você na TV, na TVI, até aos telejornais da cabo...

A polémica lançada pelas suas palavras, para alguns xenófobas, atira para a crista da onda o pequeno André, a sua veia mediática, o seu apetite pelas luzes toscas da popularidade.

A indignação reinante dos muitos que resolveram atacar André Ventura neste caso, soa a hipocrisia, a aproveitamento bacoco de um sentimento fácil e pouco esclarecedor...

O que disse André Ventura sobre a Comunidade Cigana, é ou não o que muitas das pessoas pensam?

É ou não, aquilo que em muitos casos acontece?

Muitos dos que o criticam neste caso, aceitariam ou imaginariam viver num daqueles bairros?

Estariam preparados para lidar com as consequências de uma clara impunidade, que estes gozam?

E as denuncias que André ventura fez acerca da discriminação sofrida pelas mulheres Ciganas, sob o jugo da chamada tradição?

Terá mentido?

Neste blog escrevi a minha opinião sobre o senhor em causa, sobre a minha completa discordância com quase tudo o que este senhor diz, da forma como o diz, do que pensa, no entanto, neste caso julgo que mais do que as suas palavras, convêm avaliar o problema...

Existe na realidade um problema de segurança, convivência, em certos lugares deste nosso país, entre a população comum e a comunidade Cigana, protegida por uma espécie de impunidade disfarçada de Democracia.

Disse aqui e escrevi que o meu problema com André Ventura não foram as suas palavras em relação a esta polémica mas sim tudo o que desse senhor já ouvi, ao longo do tempo...

O que ele representa como cata-vento político, ou seja, um anárquico ideológico capaz de tudo para representar as massas e diluir o verdadeiro sentido da palavra, política.

É populista?

É demagogo?

Sem dúvida nenhuma mas até um relógio parado acerta nas horas, duas vezes por dia.

Por essa razão, discuta-se o problema, debata-se a polémica e não se escondam as questões que certamente preocuparão muitas das pessoas que votam no Município de Loures, pois foi assim que Donald Trump chegou ao poder...

Iludindo as gentes com soluções impossíveis para problemas existentes, problemas esses que nenhum dos candidatos do main stream, quis sequer falar.

Depois não vale a pena dizer:

Como é que as pessoas votaram num tipo destes?

Talvez porque mais ninguém se dignou a ouvi-las.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

03
Fev17

Um Tirano, Não é um Estadista!

Filipe Vaz Correia

 

Oiço agora muitas pessoas a elogiar a maneira como José Eduardo dos Santos, se afasta da presidência Angolana, não se candidatando às próximas eleições naquele país.

Só podem estar a brincar!

José Eduardo dos Santos governou de maneira, vergonhosa, um país durante 38 anos, deixando-o apodrecido e enlameado, numa gritante pobreza e corrupção.

Um tirano autocrático, déspota, alimentando-se de um poder desmedido, que permitiu a um círculo restrito de familiares, amigos e militares, enriquecerem desavergonhadamente, ao invés das pessoas comuns embrenhadas na mesma miséria de sempre.

Esta subserviência em alguns sectores da vida política e jornalistica portuguesa é algo que sempre me irritou, pois falamos de um regime que sempre demonstrou por Portugal, um racismo e desprezo, nunca disfarçado ao longo dos tempos.

O regime Angolano, não é o seu povo, no entanto, transformar um homem que ao longo de quase 4 décadas, matou, dividiu, silenciou, oponentes e antigos aliados, numa figura de estado é a meu ver o derradeiro acto de traição, não só ao povo que supostamente representa, mas também ao próprio legado português.

O General João Lourenço, servirá apenas para que o poder possa continuar nas mãos dos mesmos, satisfazendo as cúpulas militares e mantendo o regime seguro de qualquer iniciativa revolucionária, que se atreva a tentar mudar o curso e o destino de Angola.

Manuel Vicente, envolvido no escandâlo da Sonangol, não cumpria este requisito, não dava esta garantia de satisfação aos militares e o regime não poderia correr tamanho risco.

Assim não me falem em processo tranparente, invulgar no continente africano e não coloquem José Eduardo dos Santos num patamar diferente de Mugabe ou Obiang...

Pois todos eles, são aquilo que são:

Tiranos!

Numa época em que tanto se critica Trump, esquecer a história de Zédu neste momento em que se retira de cena, é a maior traição ao valores europeus que tanto se apregoam nos dias de hoje.

Por essa razão termino como começei:

Um tirano não é um estadista!

 

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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