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Caneca de Letras

Caneca de Letras

04
Dez19

Até Um Dia Amor!

Filipe Vaz Correia

 

Tinha tantas coisas para te escrever...

Tantas e ao mesmo tempo nenhuma, num viajar disfarçado pelas estradas mais sofredoras do destino.

Palavras e mais palavras, esvoaçando ao vento, sem rumo nem destino, desatinadamente desprendidas dessa realidade que esventra e separa, que se atreve a calar, vezes sem conta, os desenhos mais entrelaçados de uma alma desapegadamente voadora.

Foi de traço ténue que pincelei cada pedaço dessa tela que para ti soletrei, nesse soletrar devagarinho que se tornou pintura, aguarela esborratada de uma noite de verão.

O céu azul, tão límpido e sereno, parece não antecipar cada toque entre nossas mãos, cada beijo escapado, sorrateiramente escapado, cada vontade amarrada nesse presente ausente, ansiosamente esperado.

No olhar...

Nesse olhar se perdeu, sem aviso, cada promessa de eternidade que fizemos, cada entrelaçado pedido, perdido, de um cântico intemporal.

Nada mais se pode pedir...

Ao som de uma melodia vai sobrando esse contemplar de cada promessa de amor que ficou para trás, de cada segundo de ardor que misturadamente no coração se eternizou.

Sei bem que o amor tem os seus encantos, recantos de espantos, por vezes cantos, outras vezes prantos, num desalinhado acreditar que impossibilita a escrita de o descrever.

E assim, sonolentamente se vai escondendo o sol, timidamente se despedindo desse momento, dos seus momentos, dos nossos, num viajar constante e irreverente, tal e qual cada pedaço dessa nossa abreviada canção.

E nem que seja uma vez mais, voltarei a deixar tocar tal melodia, numa despedida sentida de cada cheiro e sabor, nesse arrepiante tocar da alma.

Até um dia Amor!

 

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

08
Nov19

Tenho Lágrimas Nos Olhos

Filipe Vaz Correia

 

Tenho lágrimas nos olhos, amargura nessa esperança caída, esventrada na desesperança em cada desfolhada, em folha, desesperadamente solitária.

Essa solidão que nos viu nascer abraça e amarra, desnudadamente impregnada em nós, como se fosse esse ninho maior aonde regressaremos, numa qualquer viagem sem retorno.

Como deve ser frio esse partir, solitário despedir de tudo e todos que pareciam vida mas que não passavam de acessório, parte de um todo vazio, repleto de interrogações que se esboroam num singelo instante.

Quero inteiramente gritar, num grito inteiro, desmesuradamente desesperador, libertando esse amor que me recuso a traduzir, a expressar nitidamente.

Passaram dias, anos, momentos, instantes que não voltam, perdidos entre vozes e olhares, em cada toque e beijos.

Tenho lágrimas nos olhos...

E em cada lágrima uma palavra, em cada dor uma letra, em cada pedaço de espaço uma frase, em cada parte de mim nada.

Esse nada em cada pequena melodia, esse tudo na tecla do piano, esse silencio que se impõe e quebra a monotonia, ardor constante que não se apaga.

Tenho lágrimas nos olhos...

E já não sei se te voltarei a encontrar.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

01
Out19

A “Intemporal” Viagem De Todos Nós...

Filipe Vaz Correia

 

Ainda sangra ou já estancou o pedaço de ferida que teimava em se fazer sentir?

Nesse caminhar constante, vulgo destino, tantas foram as vezes que desassombradamente a vida chega e nos derruba, nos amarra nessa tristeza que parece ficar para sempre.

O nascer do dia chega mas a noite escura parece reinar, tenebrosamente presente, ameaçando, nessa escuridão, os coloridos sonhos de outrora.

Já não existe brisa ou maresia, riso ou contentamento, esse leve sentimento desnudado e esquecido, entrelaçado sofrimento, amargurado e ferido.

O escorrer do sangue, como lágrima que não se esconde, intensifica a espécie de ardor que marca e esventra, num desmedido querer silencioso, grito calado que ensurdece o pobre coração...

Ainda sangra?

Ainda vociferas pedaço de ferida na alma?

Alma?

O olhar meio perdido que abraça a realidade vai ditando o caminho, trilhando o destino ensurdecedor, trauteando palavras e frases, descontraídas formas de choro que se confundem com a ausente poesia numa folha em branco...

A despida contradição num cumprimento que se perdeu.

Nem sei como soletrar esta contraditória melodia que num momento se degladia, num outro irradia, e em todos eles se desvanece numa alucinante montanha russa de lembranças, amarguradas desesperanças que outrora pulsavam, antigamente se soltavam, por entre, a saudosa esperança que tudo transformava.

O sol partiu, discretamente se despediu, devagarinho, de mansinho, num aceno que pareceu timidamente discreto, incertamente nostálgico.

Sem saber se num novo dia voltará a irromper por entre os céus...

Num repetido quadro intemporal.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

11
Set19

Carta Para Ti... Meu Amor!

Filipe Vaz Correia

 

Ao longe, ao ouvido de uma estrela, sussurrei o teu nome, baixinho, devagarinho, num entrelaçar de emoções, emocionada esperança que invade a minha querença...

Escasseiam as letras, mesmo numa Caneca repleta delas, para descrever como pulsa o meu coração, nesse bater sem razão, aquele sentir que não se explica, sente-se, caminhando sem medo de voar.

Tantas vezes disse que te amava, te amo, nessa misturada forma de expressar cada momento que juntos construímos, que de mãos dadas insistimos em percorrer.

Não seria a mesma pessoa se não te tivesse conhecido, nem sei se teria sobrevivido à dura pena que um dia me amarrou na velha sala da minha antiga casa...

Nessa dura despedida, enquanto caia rumo ao infinito e tenebroso vazio, senti a tua voz, a tua mão, a tua presença a amparar a queda, a segurar essa parte de mim, despedaçadamente estilhaçada.

Sempre tu...

Por entre o olhar, o teu, esse que me aponta o porto seguro, soube, sempre soube, que encontraria o destinado amor, esse amar eterno que se confunde com destino, que se transforma em felicidade.

Não sei se poderia saber, se te conseguirei descrever o que no bater da alma, no pulsar deste meu coração, se desencontra em cada lágrima tua, se descompassa em cada pedaço de tristeza que sinto em ti...

Porque és o meu mundo, tão intenso e profundo que num breve segundo se mistura na alma desarmada, na brisa desbravada, em busca de te dizer o que significas para mim.

Amo-te...

E de mãos dadas, bem velhinhos, por entre a despedida de um tempo longínquo sobrará a certa, certeza, de que valeu a pena.

Disto tenho a certeza:

Bem velhinhos...

Meu amor!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

06
Set19

As Cores...

Filipe Vaz Correia

 

As cores escaparam, fugiram, esbateram-se...

Na tela em branco nada sobrou daquelas pinceladas que amiúde foram ficando pela vida a fora, deixaram de brilhar, numa misturada interrogação que amordaça a vontade e se perpetua nessa dor que esmaga sem gritar.

Nesse vazio que se impõe, vezes sem conta, é sussurrado o nome dessa batalha que soletradamente desapareceu, dessa inquietude perdida, silenciosamente calada, por entre, a amargurada desventura que sobrevive aos dias e noites, numa repetida melodia, indiscretamente insistente.

Já perdi o hábito de expressar o teu nome, a imagem do teu rosto que se foi apagando, o bater do coração acalmando o sobressalto que outrora se agigantava.

Tudo mudou...

Mas nada morreu!

Nesse viajar, por entre, nuvens e chuva se desconstruiu aquela perfeição extinguida, aquele amarrar persistente, aquele amarar nesse mar agitado que agora se acalmou, desistiu de “bravejar”, como se desistisse de lutar contra as tristezas que se acumularam, por entre, as marés do destino...

A tela em branco...

Sempre ela.

De olhos fechados, questiono a imaginação pelas memórias desse passado, nosso, pelas saudades de um tempo onde se entrelaçavam os olhares, as mãos ou as frases desassossegadas, palavras desencontradas, numa enigmática esperança lunar.

Neste texto nada disto se encontra, nem as palavras permitem esse encontrar, com receio de que numa singela pontuação se recordem de como era o que agora desapareceu, de como foi o que desesperançadamente se perdeu.

As cores...

As tamanhas cores de outrora, aquelas que ousavam, atreviam, desafiar o entendimento, a percepção do que estava desenhado e que deram lugar a esse espaço vazio que reina, se agiganta, despedaçadamente irrompe sem esperar.

Numa última dança se escreve um texto, se desempoeiram as palavras, se despem as desapegadas letras, para nesse último passo brindar ao que existiu...

Ao que foi amor.

Ou será que ainda é?

Isso pouco importa...

Que se faça tocar a música para num instante parecer que ainda sobrevivem as cores melodiosas de um intemporal amor.

Tão intemporal que preferiu morrer do que simplesmente esse sobreviver que ameaçava o amarrar eternamente.

As cores...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

30
Ago19

”Velho”

Filipe Vaz Correia

 

Vai velho...

Vai velho que ainda caminhas, peixe sem espinhas pois os dentes já não ajudam, como se dentes ainda existissem, ao invés dessa dentadura meio gasta, que insiste em habitar na enrugada boca que vejo ao espelho.

Quem és tu?

Quem se mostra desse lado do reflexo de mim mesmo?

Os olhos sem cor, quase esbranquiçados, escondendo no fundo da alma a tristeza que um dia tomou conta, chegou de mansinho e se tornou presença insistente no dia a dia desesperançado do destino.

Vai velho que ainda aguentas com o fardo, mesmo que não fosse o tamanho fardo, maior do que a dor que se esconde em cada esquina, nessa ausência de rostos e cheiros, carinhos e palavras que foram desaparecendo com o tempo, levados por esse vento chamado vida...

Essa vida que brinda e arranca, que amarra e afasta, nos trespassa e beija.

Estou velho...

As mãos custam a fechar, as pernas a desinchar, os olhos a ver, o coração em parar de sofrer, nesse ardor ou viver que se aparenta com a angústia de um querer que escapou, esmoreceu, se perdeu por entre a incompleta vontade de sentir saudade.

Já não voltam as gargalhadas, nem as sentidas e emocionadas interrogações desse futuro por construir, correndo pela planície da alma, carregando os planos de um horizonte que não tardaria a vislumbrar.

A caneta a secar, as letras a escassear, por entre, as divagações de um velho poeta...

Estou velho...

Fechei a porta e deixei de sonhar. 

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

25
Ago19

O Mar E Eu...

Filipe Vaz Correia

 

Volto sempre ao mar como se dele nunca tivesse partido, exausto de percorrer os dias, incontáveis dias, que nos separam, todos os anos.

Sempre que regresso, submerso nessa água salgada, me envolvo numa espécie de regressão pelos secretos trilhos de minha alma, pelos silêncios que se misturam naquele momento, os barulhos que reaparecem em mim num abraço que se amarra.

Parece que dali nasci, que aí nasci, àquele lugar pertenço.

Nada é mais exacto ou perfeito do que um singelo mergulho, um inquieto perder e reencontrar, escapar e regressar, infinitamente sedutor...

Não existem vozes silenciosas ou mistérios perturbadores, medos ou receios que se transformem em gigantes Adamastores, somente lágrimas num mar salgado, coleccionando cada sentir, desmedido querer, sem explicação.

Nesse mar, aonde regresso, pareço sentir que fui feliz, saber que fui feliz, buscando nesse encontro cada palavra, cada som ecoando nesse infinito lugar, num entrelaçado beijo terno e solitário.

As memórias que chegam e partem, se aproximam e escapam, parecem brindar aos amores doloridos, aos sonhos perdidos, aos beijos esquecidos, numa mistura salgada de um impreciso destino.

Como é bom regressar aqui...

Misturo-me nesse Oceano repleto de vida, de vidas, vezes sem conta, repleto de olhares que se cruzam sem avisar, almas que se perpetuam sem quebrar, agridoces pedaços de um filme, nesses vários filmes que se repetem.

Aqui estou eu, no meio dessa imensidão de mar, onde anteriormente estive, onde outros estiveram, onde tantos ainda estarão...

Repetindo a magia, perpetuando esse mar que nos completa.

Nessa encruzilhada, banhando a alma, as várias almas, podemos esquecer ou recordar, querer ou resgatar os enigmáticos segredos do Universo.

Ali tudo faz sentido...

Mesmo ignorando onde começa ou termina essa busca pelo desconhecido destino, esse ansiado caminho de todos nós.

Ali me encontro em cada parte dessa tela por pintar pois de azul se preenche cada partícula desse céu e desse mar num encontro ao fim da tarde.

 

Filipe Vaz Correia

 

09
Ago19

O Desenho De Tantas Vidas...

Filipe Vaz Correia

 

Não sei explicar, não consigo gritar, não se entrelaça esse expressar que poderia desenhar cada palavra deste texto.

Música ao fundo, silenciosamente tocando, olhos cerrados, meio perdidos em mim, por entre, aquela voz interior que soletra desapegadamente o sentir maior, tão maior como a imensidão da esperança, aquela inocente esperança, outrora inexpugnável, agora despida de crença, amarrada a feridas, sabedorias doridas, de estranhas caídas ilusões.

O palco montado, as luzes presentes, o brilho tornado verdade, numa misturada saudade que não quero perder...

Estranha saudade esta que parece resgatar a palavra, cada palavra, cada dor ardente, amor que se sente, ardor que desmente a tamanha crueldade.

Já me perdi no meio das vírgulas e pontos que se intrometem por este texto, me desencontrei com os prometidos encontros que ficaram nesse passado, esquecido, desmentido, cravado naquele horizonte que já não vislumbro.

Abro os olhos...

Finjo não perceber que a tinta da pena se extinguiu, que se perdeu o rosto e o tempo, transformado em desgosto e tormento, tempero preciso para tão impreciso caminho, árduo caminho de um desatinado destino.

Em cada linha, por cada destemperada linha de um secreto texto, se completa o desenho de tantas vidas.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

17
Jul19

Diz-me Se Sabes Voar...

Filipe Vaz Correia

 

Diz-me o que vês, sem medo de sentir, sem receio de querer, sem nada a temer, como se nada importasse ou nenhum vislumbre de temor ganhasse cor, por entre, o céu azul despido que se impõe no horizonte.

Diz-me...

Palavras que ganham força na expressão ensaiada, sem barreiras, artimanhas, arte e manhas, contradição constante que se aprisiona no fundo do sentir inquieto, desse inquietante sentir que amolga e esventra, grita e ensurdece, se perde e se esquece.

Nas entrelinhas, entre copos, vão ganhando vida as pinceladas de cada passo, pegadas, marcadas na caminhada, por essa entrelaçada estrada sem sentido...

Tamanhos sentidos num vai e vem que confunde mas amarra, descobre e aperta, seduz e apega.

Beijos em nuvens, sorrisos em ondas, vagas de abraços no meio de sonhos, peças perdidas que se atrevem a contar pequenas partes não vividas, pedaços de mim que não esqueci, não sabendo que já vivera.

Sabes lá...

Na expressão maior de um conto, vão escorrendo pelo rosto lágrimas que não sabia me pertencerem, mágoas despidas que não sabia feridas, amarguras de inéditas aventuras que julgava pertencerem a outro olhar, num outro lugar, sem medo de amar, sem receio de voltar, de voltar a mergulhar nesse mar...

Que afinal também me pertence.

Ruas e ruelas, estranhas vielas, doces encontros com sabor a canela que marcam eternamente a solitária pena que vos escreve.

Diz-me só mais uma vez, onde se perdeu cada vírgula desta história que regressa a mim, em mim, de ti.

Diz-me se será amor esta espécie de odor que me invade em cada sonho, a cada  desgosto medonho que sorri do outro lado do querer.

Tantas coisas para dizer, por dizer, que querendo dizer permanecerão nessas entrelinhas que se tornaram sua casa...

Pedaço de asa onde, por vezes, se atreve a voar.

Diz-me então se sabes voar, pequeno, retrato de outrora.

 

 

Filipe Vaz Correia

09
Jul19

Nem Sempre

Filipe Vaz Correia

 

Nem sempre consigo encontrar as palavras, aquelas palavras que chegam desnudando, por vezes, destemperando a realidade, tantas vezes somente desencontradas do querer.

Nem sempre...

Nem sempre consigo transpor para palavras essa emoção transbordante, esse transbordar emocionante, esse querer dizer o que realmente significa.

Tantas vírgulas e abreviações, pontos e interrogações, tinta e mais tinta, num rio de letras tão certas e distantes, longínquas e próximas.

Nesse entrelaçar de destinos, curtos e longos caminhos, se aquece a alma, mesmo que despida de sentido.

Nem sempre a conversa flui, a poesia se entrega, o sentido, aquele pedaço que se faz sentir...

E o nexo vira certeza, o desconexo melodiosa canção de Caetano.

Nem sempre...

Quantas vezes vos entrelaçou esse nem sempre?

Esse nem sempre capaz de se tornar presente, outras vezes insistente, tantas e tantas vezes, simplesmente, ausente...

Nem sempre consigo expressar o que grita a dolorida esperança, essa dor que alcança, sem medo de voar.

Mas o que interessa a esperança se nem sempre balança a doce contradição?

Nem sempre...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

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