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Caneca de Letras

Caneca de Letras

14
Jan20

Alguém Liberta "O Livre"?

Filipe Vaz Correia

 

O Partido Livre vive tempos agitados, num período pós-eleitoral que ameaçava ser um tempo de alegria e afirmação.

Parece que um grupo de militantes irá propor, no congresso deste fim de semana, o afastamento da Deputada Joacine Katar Moreira, num gesto que confirma o ambiente de tempestade que se vive intra-muros.

A "querida" Joacine parece ter feito refém todo o Partido, desrespeitando as suas indicações de voto ou através de afirmações desencontradas num constante navegar da onda mediática.

O Partido de Rui Tavares habituou os cidadãos, mesmo aqueles que não se identificam com o Livre, a uma postura intelectualmente atrevida, desafiando ideias ou conceitos programáticos, na Busca por ser uma alternativa entre o PS e a Esquerda mais radical, PCP e BE...

Com a chegada de Joacine, o Livre nem sequer se transformou num Partido de Extrema Esquerda, transformou-se somente numa anedota contada em surdina.

Por incrível que pareça a entrada para o Parlamento deste Partido tornou-se o seu maior pesadelo, entregue às mãos de uma egocêntrica representante que se perdeu inebriada pelo seu "umbigo".

Mesmo que consigam libertar o Partido do jugo desta Deputada, coisa que duvido, que consigam desfazer as amarras que os unem, não será demais dizer que os danos causados por esta deputada ao Partido serão irreversíveis.

Enfim...

Este é o exemplo de como a superficialidade de uma pessoa, mesmo sustentada pela "febre" da popularidade nas redes sociais, pode destruir o trabalho de tantos, em tão pouco tempo.

Ao contrário do que muitos antecipavam não é a gaguez o maior problema desta Deputada...

É a soberba bacoca com que julga o "mundo".

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

11
Jan20

“Depois Não Se Queixem!”

Filipe Vaz Correia

 

Irá Cristina Ferreira candidatar-se à Presidência da República?

Uma notícia veiculada pela revista Visão, onde essa hipótese é aflorada, sendo depois não desmentida pela própria no 5 para a meia-noite de Filomena Cautela.

Claro está que a doce Cristina não veio falar deste assunto numa perspectiva de se candidatar contra o queridíssimo Professor Marcelo, nem nas próximas duas ou três eleições...

A Princesa da Malveira tem contrato com a SIC e não poderia abandonar os seus espectadores da manhã, de um momento para o outro, já para não falar do seu pomposo e merecido ordenado.

Muitos soltaram a voz numa crítica feroz a este atrevimento da apresentadora, apontando o dedo a Cristina Ferreira e a esta Era de fazer política através do mediatismo popular, no entanto, nada me parece mais injusto...

De que forma foi eleita a querida Joacine?

Foi através do mediatismo das redes sociais, fazendo valer a cor, a gaguez ou até outro tipo de populares minorias, que viram nesta "superficialidade" programática uma forma de se sentirem representados.

Programa eleitoral?

Não interessou.

E o "estimadíssimo" André Ventura?

O deputado que se deu a conhecer ao povo nos ecrãs da CMTV, entre crimes e futebol, se calhar é a mesma coisa, entre frases feitas e boçalidades, entre "Passos" e Ciganos.

Programa eleitoral?

Apareceu depois das eleições, denunciado por Daniel Oliveira, sendo que o André logo o tratou de rasgar, apresentando novas ideias, não fossem as pessoas se aperceber das barbaridades nele incluídas.

E não ficamos por aqui...

Já sei que me vão falar de Marcelo Rebelo de Sousa e do seu programa na TVI, RTP e novamente TVI...

Meus caros, claro que esse programa lhe trouxe notoriedade e popularidade, porém, será de bom tom reconhecer que Marcelo já existia antes desses programas, com pensamento e densidade política, algo que o separa dos exemplos anteriormente citados.

Mas enfim...

A Cristina, ainda, não é candidata à Presidência da República, no entanto, se algum dia o for terá o mesmo direito que os Venturas, as Joacines ou outros da vida, forjados na televisão ou em outras plataformas mediáticas que lhes servem de alavanca para programas com pouco sumo mas carregados de populismo.

Por entre populismos e indiferença assim vai andando a democracia Portuguesa...

Como dizia um amigo:

"Depois não se queixem!"

 

Filipe Vaz Correia

 

 

10
Jan20

PSD: Entre Um Erro E Um Intervalo...

Filipe Vaz Correia

 

Este é um artigo carregado de penitências...

Penitências plasmadas em algumas linhas deste texto.

Em primeiro lugar penitenciar-me pela citação extraída da intervenção de Daniel Oliveira no Eixo do Mal e que dá titulo a este post...

"Um erro e um intervalo". 

Onde isto irá parar?

Já estou a citar o estimadíssimo Daniel Oliveira?

Depois...

Uma segunda penitência por todos os meus textos onde expressei a esperança em Rui Rio e nessas suas ideias que julgava poderiam transformar o partido, assim como, dar um novo rumo ao Centro-Direita Português.

A poucos dias das directas do PSD, julgo ser acertado dizer que Rio não será mais do que um intervalo na disputa eleitoral, nesse futuro laranja, Social Democrata.

No entanto, não obstante as desilusões Canequianas deste vosso amigo em relação ao candidato Rui Rio, não posso deixar de escrever o desmedido erro que seria se o PSD voltasse, por um instante, aos tempos do Passismo, ou seja, buscando através de Luís Montenegro um caminho que anteriormente se revelou equívoco e desagregador.

De Miguel Pinto Luz não gastarei muita dessa tinta imaginária que pincela este texto, não só pela falta de substância do candidato, como também pelo desnorte de rumo que se traduziram as suas posições.

Penitências minhas...

Penitências de um PSD que tarda em se reencontrar.

Neste fim de semana, nesse acto eleitoral que envolverá, somente, 30 ou 40 mil militantes, o PSD buscará uma resposta para as batalhas internas, demasiadas, que se somam nestes últimos anos, no entanto, será avisado explicar que não se afigura provável essa tranquilidade ou clarificação tão ansiada por tantos militantes e simpatizantes...

Pois dessa escolha entre um intervalo e um erro raramente poderá nascer esperança.

A esperança de uma verdadeira alternativa política.

Enfim...

Que venha o sol pois as laranjas vão podres.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

06
Dez19

Donald Trump, Parte II... “O Impeachment”!

Filipe Vaz Correia

 

Nancy Pelosi anunciou formalmente, esta quinta-feira, que o Impeachment Presidencial irá avançar, pedindo para que sejam redigidas as acusações que servirão de base ao processo apresentado no Senado.

Depois de ouvir vários especialistas em Direito Constitucional, parece claro para os Democratas que existem fundamentos para este impeachment a Donald Trump.

As acusações contra o actual Presidente Americano estarão sustentadas em três crimes...

Obstrução à justiça, Suborno e Abuso de poder.

O cerco aperta-se para Trump, enredado num chorrilho de trapalhadas, num continuo caminhar rumo ao abismo.

O Senado, Órgão que terá de votar favoravelmente este impeachment, para que este cenário possa ser realidade, é constituído por uma maioria de Senadores Republicanos.

Este ponto é incontestavelmente um pormaior, permitindo ao Presidente Americano acreditar numa vitoria neste novelesco capitulo.

Porém, independentemente do resultado desta votação, não se pode ignorar o imenso desgaste que todas estas situações causaram na imagem de Donald Trump, incrivelmente submerso neste tortuoso caminho.

Uma sinuosa questão deverá atormentar alguns Senadores Americanos...

Dar a Trump um voto para o salvar ou em contrapartida fazer cumprir a lei e assinalar com reprovação a patética actuação do actual residente da Casa Branca.

Veremos...

No entanto, quanto mais se escuta, mais se sabe, mais conhecemos, mais sobra a profunda convicção de um Presidente impreparado para a função, inadequado no cargo.

Enfim...

Talvez a derrota de Trump não se concretize às mãos de um qualquer adversário, em campanha eleitoral, talvez esta possa surgir entrelaçada à “estupidez” inerente ao seu próprio personagem.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

26
Nov19

As “Silenciosas” Cicatrizes Da Violência Doméstica...

Filipe Vaz Correia

 

A violência doméstica...

Após 20 anos da criação do Dia Internacional da Eliminação da Violência contra as Mulheres, tive acesso a números assustadores em relação a este tema, não só escrito em garrafais letras femininas, assim como, também em letras masculinas e infantis.

Durante este ano de 2019, já foram mortas 33 pessoas em Portugal, enquadradas neste crime de violência doméstica.

Um número aterrador, à volta de 3 pessoas por mês, na sua esmagadora maioria mulheres...

25 mulheres, 7 homens e 1 criança.

Sinceramente, observando esta triste realidade plasmada em relatos e desabafos, é impossível não pensar onde estamos a falhar enquanto sociedade e onde estarão a falhar aqueles que estando no poder devem legislar para banir este tipo de comportamentos do nosso quotidiano.

É de facto insustentável continuarmos a abrir um jornal ou ligar a televisão e assistir constantemente a um sem número de relatos, carregados de animalidade e brutalidade, onde o factor desespero deverá marcar a mente de cada um de nós.

Em muitos destes casos, os agressores estão sinalizados ou já deram sinais de potencial agressividade, no entanto, por um ou outro motivo, sejam ele de costumes ou de lei, acabam sempre por serem desvalorizados até ao dia do trágico crime.

Impera mudar as leis, mudar a visão que todos temos da sociedade em geral, penalizando de forma absolutamente impiedosa este tipo de crime, sem direito a penas suspensas ou qualquer outro tipo de desculpabilização social...

Nesta desculpabilização incluo, com lástima, as vítimas que muitas das vezes em nome do dito “amor”, por medo ou vergonha, optam por calar ou esconder, por silenciar ou atenuar o comportamento dos seus agressores, sejam eles homens ou mulheres.

Para que isso possa acontecer, é também necessário que estas vitimas possam sentir uma cobertura do Estado e da sociedade, capazes de garantir o respaldo suficiente para quem de forma corajosa se insurge contra a barbárie, física ou psicológica, perpetrada por seus algozes.

Ao ver nas ruas, mulheres e homens, recordando este dia, resolvi escrever sobre o tema, juntando assim a minha “pequena” voz, a todos aqueles que se sentem esventrados com cada morte, cada sofrimento, cada atroz violência plasmada nestes números.

É hora de se mudar mentalidades, de se gritar:

Violência... Não!

Em nome de mulheres, homens, enfim...

De todos nós.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

 

11
Nov19

Eleições Espanholas: Um Turbilhão De Interrogações Ou A “Voxx” Do Povo?

Filipe Vaz Correia

 

Em Espanha continua o turbilhão eleitoral, o mesmo atabalhoado processo que tem levado a democracia Espanhola de eleição em eleição.

Neste Domingo o PSOE voltou a vencer, como anteriormente fizera, só que agora com menos força, com menor força daqueles que supostamente poderão ser os aliados tradicionais, também eles enfraquecidos.

Se estivéssemos a falar de lógica, evidentemente que os Partidos poderiam aprender com a resposta dada esta noite pelos eleitores...

E que resposta foi essa?

Uma estagnação ou perda dos partidos mais tradicionais, com derrotas claras do Cidadanos ou do Podemos, por entre, resultados quase similares como do PSOE e do PP...

O que diverge nesta eleição?

A subida extraordinária do VOXX...

Ignorar este facto ou não o compreender representará um suicídio para estes partidos e as suas realidades.

Os Espanhóis estão exaustos de “tricas” partidárias, de teatralizações políticas, olhando para o fenómeno VOXX como uma voz alternativa à pasmaceira costumeira.

Poderemos criticar ou acreditar que se trata de um fenómeno passageiro, no entanto, a subida apoteótica deste Partido de Extrema-Direita, aconselhará a prudentes conclusões e avaliações.

Sem a presença de estadistas ou fortes lideranças no espectro político Espanhol, torna-se essencial o aparecimento de sólidos projectos políticos, capazes de criarem pontes e entendimentos que sustentem esse futuro plasmado na vontade dos cidadãos.

Caso os Partidos tradicionais continuem a se perder nessas entrelaçadas e corriqueiras questões, sobrará um fértil terreno para os extremismos proliferarem...

Da Esquerda à Direita.

Estas eleições foram mais um aviso...

Nessa Espanha em busca do seu destino.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

31
Out19

Quem Matou Marielle Franco?

Filipe Vaz Correia

 

Quem mandou matar Marielle Franco?

Esta será a pergunta do século no Brasil...

O que escreverão nos livros de História?

A rede Globo emitiu uma reportagem que aprofunda a investigação sobre este crime, assinalando as coincidências, as parecenças, as ligações perigosas que cercam Jair Bolsonaro.

O depoimento do porteiro que trabalha no “seu” condomínio, onde mora Bolsonaro e o assassino de Marielle, trazendo pormenores incómodos para o poder vigente.

Bolsonaro reagiu desde o Médio Oriente, num desbravado fervor, "xingando" os autores da reportagem e a emissora Globo.

Este caminho de ameaça e cerceamento ao maior grupo de comunicação do País, caracteriza o Presidente Brasileiro, desnuda a boçalidade perigosa deste personagem.

Existe uma ironia gritante que leva Bolsonaro a trilhar o mesmo caminho percorrido por Chavez...

Hugo Chavez diante das denúncias efectuadas pela maior cadeia de televisão Venezuelana, sobre o seu tirano regime, optou por encerrar esse veículo de informação, o mesmo trilho que Bolsonaro vocifera poder seguir.

Essa ironia traduz o carácter que toca sempre os extremos, ou seja, os extremismos e as suas lideranças.

Bolsonaro poderá tentar fazer isso com a Globo, no entanto, a dimensão e importância do canal "plim, plim" na sociedade Brasileira, tornará esta sua decisão suicida.

Matar a TV Globo não será tão fácil como os milhares de homicídios que se concretizam, diariamente, por terras de Vera Cruz.

Assim caminha o Brasil, entrelaçado em dogmas e preconceitos, em pobreza e corrupção, em populismos e aprendizes de "tiranete".

Quanto à TV Globo...

Que continue a fazer jornalismo, nada mais ou nada menos do que isso.

Sem receio do poder.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

28
Out19

A Era Da Política “Espetáculo” Ou The Show Must Go One?

Filipe Vaz Correia

 

As saias do assessor deram brado nas redes sociais, o assessor da Joacine, de saia rodada esventrando o Status Quo Parlamentar, os costumes sociais que se chocam...

Saia?

Um Homem?

Uma saia rodada?

Antecipam-se terramotos políticos nesta disputa entre uma esquerda cada vez mais radical, em contraponto com uma direita cada vez mais extremada...

Não no número de deputados mas na composição do seu elenco, pois convenhamos que contar com a presença e palpite do “mui” estimado André Ventura, trará um acréscimo de salitre ao debate.

No entanto, como devem saber, o sal é desaconselhado pela Organização Mundial de Saúde...

Por aqui passaremos a discutir as saias parlamentares, mais vezes, os gostos mais rocambolescos de um ou outro deputado da Nação, percorrendo o caminho até esse encontro com as sugeridas castrações químicas do “mestre” André, numa mistura imperceptível de ignorância trauliteira.

Discutiremos lugares e cadeiras, conversas sem eira nem beira, espectáculo teatralizado em cada gesto, em cada penacho de insatisfação que possa garantir aqui ou acolá uns “conscientes” votos eleitorais.

Antevê-se assim uma agitada legislatura, carregada de soturnas imperfeições, nomes e discussões soletrados na inovadora politiquice que grassará, por entre, as paredes daquela Assembleia da República.

Todos os Partidos, estes que agora aqui chegam ou os outros que há muito por aqui andam, irão puxar para si esse espalhafato mediático da coisa, os gritos e os holofotes do povo, da nação que urge influenciar.

Veremos quem neste tempo saberá moderar a coisa, chamar a si a responsabilidade adulta num recreio carregado de irritantes excitamentos...

Deste tempo, de saia rodada ou de mão em riste, tudo se poderá esperar, como num “circo”, num palco, onde o Show Must Go One.

Até lá...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

09
Out19

Donald Trump Ou Um Elefante Numa Loja De Porcelanas?

Filipe Vaz Correia

 

Obrigado Mr.Trump...

Esta deve ser a expressão, por estes dias, dos Curdos e de todos aqueles que foram aliados Americanos na luta contra o Daesh.

De facto, esta posição de retirar as tropas Americanas que serviam de obstáculo no norte da Síria a uma invasão Turca, não passa de mais um erro primário do actual Presidente Americano.

Do ponto de vista estratégico, político e de reputação.

Do ponto de vista estratégico porque esta atitude enfraquece a posição daqueles que disputaram terreno ao antigo proclamado Estado Islâmico.

Do ponto de vista político, porque deixa a nu uma fragilidade posicional da política Americana, enquanto, pilar militar no quadro geo-político Mundial.

Do ponto de vista reputacional, pois jamais os aliados Americanos, com esta administração, voltarão a confiar nas palavras ou nas garantias destes que os abandonam, assim que deixaram de servir os “supostos” interesses dos Estados Unidos.

Uma vergonha...

Deve ser o que sentirá a cúpula militar Americana, aqueles que sendo Republicanos ou Democratas, sempre consideraram que uma medida como esta enfraqueceria o xadrez e a estabilidade naquela região.

Donald Trump, num momento em que se sentirá cercado, devido a todo o escândalo envolvendo as pressões ao Presidente Ucraniano, comete mais um erro de avaliação, mais uma tremenda trapalhada na política externa Norte Americana.

Erdogan, o Presidente Turco, aproveitou esta retirada para dar luz verde a uma ofensiva militar, no Norte da Síria, com o intuito de limpar um terreno controlado pelo exército Curdo, históricos rivais da Turquia.

E Trump...

Donald Trump continuará amarrado ao Twitter, vociferando ideias vazias, palavras avulsas, pensamentos erráticos, enquanto, o mundo assistirá incrédulo aos desmandos desse “ignorante” que mais parece um elefante numa loja de porcelanas.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

09
Out19

O Apelo Do Professor Cavaco!

Filipe Vaz Correia

 

O Prof. Cavaco Silva reapareceu para apelar a um novo tempo no PSD.

Que saudades!

Cavaco, conhecido por nos seus tempos de liderança ser capaz de “unir” dissidentes, tolerar críticos...

Peço desculpa, mas por vezes é difícil manter a ironia.

Cavaco Silva regressou assim, neste dia, à esfera da politiquice politiqueira, afinal onde parece gostar de estar, longe vão os tempos em que fazia questão de se mostrar distante desse papel, no entanto, o estado actual do PSD, segundo o senhor Prof., motiva este seu apelo.

Cavaco constrói uma narrativa, carregada de vingança, na tentativa de virar o PSD para um reencontro com o “Passismo”, esses tempos da Troika que pelos vistos trazem saudades ao anterior Presidente da República.

Cavaco vai mais longe, apela até a Maria Luís Albuquerque, essa figura tão consensual na sociedade Portuguesa, para ilustrar essa forma de união que considera essencial.

Rui Rio vê assim um “Senador” do partido pedir a sua cabeça e ditar um caminho que se aponta, para Rio, muito complicado.

Cavaco junta-se a nomes como Miguel Morgado, Luís Montenegro, Carlos Carreiras, Miguel Relvas...

Repito, Miguel Relvas!

Tão bem acompanhado por estes nomes se encontra o Professor e certamente por mais alguns que por uma questão de decoro me escusarei de referir.

Como cora aquele jovem, por acaso eu próprio, que tinha em Cavaco uma referência, no auge da adolescência, no pico da juventude.

Que tristeza!

E assim de apelo em apelo, lá vão saído da toca os ultra-liberais, estilo Tea Party, que por um momento invadiram o Partido Social Democrata.

Alguém poderá explicar ao Senhor Professor que parte do eleitorado que hoje não vota PSD, como reformados, funcionários públicos ou pequenos empresários, principalmente da restauração, se afastaram do partido muito antes da chegada de Rui Rio e do seu errático mandato.

Foi no seu tempo, como Presidente da República, Prof. Cavaco e daqueles que agora insiste em apoiar.

Enfim...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

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