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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Árvore Da Vida...

 

 

 

Se cada folha caída no chão;

Contasse a sua história,

Sobraria a desilusão,

De tão extensa memória...

 

Extensa mas finita;

Triste e risonha,

Contradição maldita,

Maldita e tristonha...

 

Pois o fim lá estará;

Aguardando sorrateiramente,

Esse arrancar da vida,

Que chegará tristemente...

 

E depois cada palavra;

Cada singela pontuação,

Dará lugar ao silêncio,

De um tempo desconhecido.

 

 

No Vazio Das Palavras...

 

 

 

No vazio das palavras;

Se descreve tantas vezes,

O valor desse querer,

Que sendo indescritível,

Se intensifica,

Sempre que em tua presença estou...

 

Porque não se engana o olhar;

Não se entorpece o sentir,

Não se mata o desejar,

Nem o seu infinito rugir...

 

No vazio das palavras;

Se esconde infinitamente,

A infinitude,

De um grande amor.

 

 

 

 

 

E Se For Amor?

 

 

 

E se for amor?

Bate forte a alma,

Desmedidamente o coração,

Nessa espécie de ardor,

Descompassada emoção,

Que se revela num torpor,

Entorpecente ilusão...

 

E se for amor?

Daquele que silencia;

Dá voz ao olhar,

Discretamente irradia,

O reflexo de um luar...

 

De um luar tão brilhante;

Num segundo hesitante,

Num sentir arrepiante,

Arrepiando a sufocante,

Vontade de te ter...

 

E assim se entrelaça;

Num instante,

A insistente questão...

 

E se for amor?

 

Então que o seja;

Plenamente...

 

Plenamente eterno;

Eternamente vivido,

Por nós.

 

 

Eternamente Amor...

 

 

 

Sangue na expressão;

Desse terno olhar,

Por entre o bater de um coração,

Meu hesitante caminhar...

 

Ao longe;

Bem distante,

Adivinhando esse caminho,

Essa dúvida asfixiante,

Asfixiando devagarinho...

 

Trémulo chorar;

Que insiste em se fazer sentir,

Não conseguindo mais disfarçar,

As tristes lágrimas a cair...

 

E em cada lágrima fugidia;

Se esconde a tamanha dor,

Em cada gota luzidia,

Pedaço de ardor,

Do que um dia prometia,

Ser eternamente amor...

 

Amor.

 

 

 

 

 

 

 

 

Mão...

 

 

 

Uma mão vazia;

Carregando essa vida despojada,

Em pedaços de maresia,

Memória reservada,

De tempos passados...

 

Uma mão calejada;

Marcadas incertezas,

Mágoas guardadas,

Incertas belezas,

De um destino...

 

Uma mão sem par;

Solitariamente desencontrada,

Não sabendo soletrar,

A hesitação recordada,

De tamanhas recordações...

 

Uma mão escrevinhadora;

Poetizando tremulamente,

As imprecisões de um tristonho...

 

Coração!

 

 

 

 

A Centelha...

 

Poderia escrever sobre este amor;

Mas não existiriam palavras para o descrever,

Tamanha a imensitude,

Deste imenso bater...

 

Que bate descompassadamente;

A cada pedaço de ti,

Cada parte de nós,

Pincelado, por entre, uma vida...

 

És a parte de mim que mais amo;

Essa parte de ti que mais desejo,

Desatino infernal,

De um amor intemporal...

 

És a centelha da alma;

O sentir do coração,

A certeza que acalma,

Por entre um turbilhão...

 

És apenas tudo;

Como se tudo fosse imenso,

Como se imenso fosse capaz,

De significar...

 

O que verdadeiramente;

És para mim.