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Caneca de Letras

Caneca de Letras

17
Jan20

Versos Soltos Ou A Incessante Vontade De Rimar?

Filipe Vaz Correia

 

Queria tanto soletrar

desencontradamente soletrar

sem medos ou enredos

que se desenlaçam ao adivinhar

os espinhos pincelados

nesse destinado suspiro solitário.

 

Como explicar à folha em branco

os arrepios e calafrios

somados no olhar

nesse entrelaçado respirar

tão intenso e desapegado...

 

Saberia o verso solto

nas entrelinhas de um poema

que a velha canção se calou

no amargurado saltitar do coração...

 

E um dia...

 

Talvez a voz se faça ouvir

as memórias possam escapulir

esvoaçando intemporalmente

como se o amanhecer jamais tivesse fim.

 

 

 

 

 

30
Dez19

Estrada... De Deus

Filipe Vaz Correia

 

A velha estrada;

Sempre a velha estrada,

Carregando pedaços de nada,

Traços e pinceladas,

De memórias passadas,

Imagens empoeiradas,

Que insistem em regressar...

 

A velha estrada;

Desfiladeiro de Deus,

Ousando a caminhada,

De um breve aDeus,

Indecifrável destino,

De "Zeus"...

 

A velha estrada;

Onde se escondem,

Amores e desamores,

Palavras e letras,

Rimas soltas e versos imprecisos,

Num rebuliço tão terno,

Como a brisa de um sorriso,

Que se estende de mão em mão,

Por entre o infinito...

 

A velha estrada;

A melodiosa vida,

Estrada inacabada,

De velhas feridas,

Cantadas em poemas,

Soletrados dilemas,

Que se perderão...

 

Em cada alma,

Em cada passagem,

Por essa estrada...

 

Estrada de Deus.

 

 

 

21
Dez19

Poema De Um Filho (9 Anos De Saudade)

Filipe Vaz Correia

 

Volta tempo...

 

Volta tempo para trás;

Buscando as palavras perdidas,

As dores sentidas,

Lágrimas escorridas,

Por entre palavras,

Abraços e regaços,

De histórias e memórias,

Que não regressam...

 

Tantas vezes no secreto resguardo da noite;

Peço que voltes...

 

E por vezes;

Escondida nas entrelinhas de um momento,

Te revejo,

Ao longe,

Desnudadamente sorrindo para mim...

 

E sempre volta a realidade;

Esventrando a esperança,

Misturada querença,

De um órfão...

 

Pois é assim que me sinto;

Há nove anos...

 

Nove anos sem ti...

 

Minha Mãe...

 

Meu eterno amor.

 

 

14
Dez19

A Busca...

Filipe Vaz Correia

 

Olha a busca que não pára de se fazer sentir;

Esse querer meio inusitado,

Busca que se mistura a fingir,

Num futuro passado,

Meio a fugir,

Escapar desencontrado...

 

Corre, corre melodia;

Numa desmedida e intrínseca saudade,

Nesse bater de um dia,

Que asfixia a realidade,

Apagando essa alegria,

Que um dia foi verdade...

 

E num ápice se desvaneceu;

Num momento se diluiu,

Nesse abraço que morreu,

E morrendo assim partiu...

 

Olha a busca imperfeita;

O sorriso meio enganador,

A dor desfeita,

Desfeita de amor...

 

Desse amar que se desencontra,

Em cada parcela de uma poesia.

 

 

 

 

09
Dez19

Letras Imprecisas De Uma Adormecida Poesia...

Filipe Vaz Correia

 

Uns dias absorvido em mim;

Nesse trautear da melodia,

Num obscuro sentir,

Que se confundia com o ruído,

Saído das catacumbas da alma,

Numa misturada fórmula,

De um intransigente querer...

 

Noutros dias a depressão;

Esse aprender que se esconde,

As mágoas entrelaçadas ao orgulho,

Por entre dores e desamores,

Lágrimas e sorrisos,

Momentos imprecisos,

Apagados na areia...

 

Escrevo sem parar;

Num grito por segundo,

Soluço intemporal,

De um caminho irracional,

Que sussurra ao luar...

 

Adormeci:

E sem saber reescrevia,

Cada soletrada explicação,

Eternizada na desmesurada emoção,

Deste meu solitário coração...

 

Adormeci...

Para não recordar.

 

 

 

 

 

23
Nov19

Poema De “Desamor”

Filipe Vaz Correia

 

Sobra-me dor e raiva;

Angústia e ardor,

Mágoa e mel,

Contraditório sofredor,

Coração de fel...

 

Lágrimas no olhar;

Desesperante sentir,

Misturado desesperançar,

Que se atreve a fugir,

De cada vez que a fingir,

Me sinto a te renegar...

 

Mas no fundo desse querer;

Sobra-me a doce ternura,

Desse intenso reviver,

Por entre essa aventura,

Entrelaçada em meu olhar...

 

E sem olhar para trás;

Rumo ao infinito,

Infinitamente me despeço,

Do que um dia foi amor.

 

 

20
Nov19

Gritar...

Filipe Vaz Correia

 

Queria gritar...

Selvaticamente gritar...

No horizonte trancado esse querer que se liberta.

Queria gritar...

Selvaticamente gritar.

Nesta gruta onde me encontro, enjauladamente peregrino, peregrinadamente ansiando cada ritual carregado de hipocrisia, tão impiricamente ensaiado ao pormenor.

Queria gritar...

Selvaticamente gritar...

Mas no meio do pó, nesse pó transformado em quadro, não sobra espaço para sentimentos, emoções ou verdade.

Queria gritar...

Selvaticamente gritar...

As palavras, sempre elas, amordaçadamente cedendo às linhas do papel, a esse enquadramento sintomático que espartilha e esventra.

Queria gritar...

Selvaticamente gritar...

Mas não tenho força, não tenho voz, tão solitariamente sós na imensidão da folha em branco.

Queria gritar...

Selvaticamente gritar...

Mas não sobrou tempo nem momento para a tamanha vontade, nessa perdida saudade de um destino que jamais o foi.

Gritar...

Gritar!

 

 

Filipe Vaz correia

 

 

17
Nov19

Surdo, Cego E Mudo... Um Poema Sobre O Amor!

Filipe Vaz Correia

 

Não tenho sorrisos;

Há muito perdidos,

Nem medos corriqueiros,

Desfeitos ou inteiros,

Nem parcas sabedorias,

Nas entrelaçadas melodias,

Que outrora trauteava,

Desesperando acreditava,

Nesse desmedido querer,

Que se eternizou...

 

Não tenho sorrisos,

Nesse sobrar que se tornou nada,

Essa estrada inacabada,

Infinitamente solitária...

 

Apago a luz;

Abraço a escuridão,

Nesse soletrar que traduz,

A imensidão de um coração,

Repleto de enigmas,

Na indisfarçável timidez de um amor.

 

Amo-te!

 

 

05
Nov19

Rosto

Filipe Vaz Correia

 

Já me perdi;

Vezes sem conta,

Nessa estrada imaginada,

Vezes sem conta,

Cantando a desencantada,

Voz da alma...

 

Já me esqueci;

Vezes sem conta,

Desse sorriso de outrora,

Vezes sem conta,

Perdido nesse agora,

Que tarda em chegar...

 

Já me feri;

Vezes sem conta,

Nas entrelaçadas memórias,

Vezes sem conta,

Em cada pedaço dessa história,

Que imaginei nossa...

 

Já se apagou a luz;

Intermitente luz de um poema,

Singelamente discreto,

Imponentemente dilema,

Dessa parte que é deserto,

E que não voltará a nascer...

 

Mas se um dia aqui regressar;

Neste tempo, momento,

Numa janela de futuro,

Revisitando o passado,

Saberei reescrever,

Cada leve traço,

Do “nosso” rosto.

 

 

 

26
Out19

Desconexas Confissões...

Filipe Vaz Correia

 

Não falo com certezas;

Escapadas proezas,

De imortais imperfeições,

Rotinadas paixões,

Que se perdem na fantasia,

Escondida maresia,

De uma solarenga tarde de amor...

 

Despindo o pudor;

Beijos entrelaçando o odor,

Nesse trémulo querer,

Misturada forma de Ser,

Imensamente só...

 

Um dia reescreverei;

Sem medo de gritar,

Cada parte em que pequei,

Nesse pecado chamado amar...

 

Uns dias sol;

Outros dias trevas,

Imperfeitas melodias,

De uma viagem sem retorno.

 

 

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