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Caneca de Letras

Caneca de Letras

16
Fev19

Esquecida Poesia...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

No serenar de um dia;

Se agiganta o Ser,

Cantarolando uma melodia,

Nessa tristeza a sofrer...

 

Nesse retrato de solidão;

Vasculhando desamparado,

Pedaços de uma emoção,

Perdida no passado...

 

Sabendo descrever;

Onde se perdeu,

Cada laço de querer,

De um querer que desvaneceu...

 

E por entre um verso;

Uma breve poesia,

Me despeço,

Com melancolia...

 

De nós.

 

 

 

 

13
Fev19

Por Amor...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Por amor...

 

Palmilho todas as terras;

Voo por entre os céus,

Percorro rios e serras,

Sem medos ou véus...

 

Soletro bem baixinho;

Escrevinhando sem parar,

Segredando devagarinho,

Cada pedaço deste amar...

 

Cada parte de lágrima seca;

Tornada em flor,

Cada pétala imperfeita,

Desse entrelaçado amor...

 

Entrelaçando na esperança;

Esse querer, desatino,

Na secreta lembrança,

Nosso infinito destino...

 

Por amor...

Simplesmente Amor.

 

 

 

 

12
Fev19

Caneca de Sabores: Feijoada à moda do Pipo...

Filipe Vaz Correia

 

Esta Caneca de Sabores é especial...

É dia de Feijoada.

Nada é mais poético, no mundo do repasto, do que uma bela Feijoada, esse entrelaçado de ingredientes, misturados com amor, libertando em cada pedaço de odor, o leve sabor, de tamanha aventura.

Vinicius de Moraes escreveu...

Feijoada à minha moda, uma das minhas preferidas poesias.

Nada mais apropriado e que recomendo vivamente.

 

IMG_20190203_202824.jpg

 

Ingredientes:

 

. Folha de Louro

. Malagueta

. Polpa de Tomate

. Orégãos

. Lombinhos de Porco em Tiras finas

. 1 Chouriço

. 4 Linguiças pequenas

. Pimentos

. Coentros

. 1 Farinheira

. 100 Gr. de Bacon às tiras

. 1 Cálice de Vinho do Porto

. Azeite

. 4 Latas de Feijão Encarnado

. Sal

 

Colocar o Azeite com uma folha de Louro e Sal ao lume, esperar um pouco e misturar as carnes, as tiras de Lombinho de Porco, o Bacon, o Chouriço, a Farinheira, a Linguiça, tudo fatiado.

Após colocar estes ingredientes, mexer tudo e aguardar um pouco para fritar.

Misturar as ervas, Orégãos e Coentros, acrescentar a Pimenta e os Pimentos.

Aguardar mais um pouco.

Misturar o Vinho do Porto e a Polpa de Tomate com os restantes alimentos.

Deixar envolver até ganhar uma calda com o suco das carnes e do Vinho do Porto.

Preparar e acrescentar o Feijão.

Misturar água a gosto, assim como, mais Coentros.

Mexer e aguardar, tapando o tacho.

Deixar ao lume até ferver.

Por fim, acrescentar a Malagueta, corrigir os sabores, até estar ao gosto do "cozinheiro".

Acompanhar com Arroz Basmati.

Servir e apreciar...

De preferência na companhia de quem mais gostamos, pois é assim que melhor se apreciam os bons momentos da vida.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

09
Fev19

O Leve Saber Da Alma...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Já não sei sentir;

Nem desejo escrever,

Não conseguindo medir,

Este estranho sofrer,

Num querer a fugir,

Desesperado perder,

Que insiste em surgir,

Neste leve bater,

Da alma...

 

Porque é maior do que a ferida;

Esse pedaço de ardor,

Que arde de maneira desmedida,

Desmedidamente amor...

 

Mas já não sei...

Se um dia soube.

 

 

 

 

 

 

03
Fev19

Interminável Amar...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

As pedras da calçada;

Permanecem silenciadas,

Assistindo apertadas,

Às lágrimas disfarçadas,

Que escorrem amarradas,

A meu rosto...

 

As gotas da chuva;

Vêm em meu socorro,

Para que não se apercebam do desgosto,

Que em mim subsiste...

 

Só a solitária dor;

Que permanece vigilante,

Serve de confessor,

Ao ardor sufocante,

Deste sentir...

 

Desse sentir que esmaga;

E consome,

Que me esventra,

E sufoca,

Que me desnuda,

E amordaça...

 

Assim;

Nesse ténue cambalear,

Vai tropeçando sem fim,

Essa brisa de mar,

Que cresceu em mim,

Interminável amar,

De minha alma.

 

 

 

 

31
Jan19

No Caneca Com... A Desconhecida!

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Hoje, finjo ser poeta, neste espaço que me acolhe...

Este espaço é do Filipe, mas hoje, é também um bocadinho meu.

Obrigada amigo, pelo magnifico convite.

 

 

 

Hoje, finjo ser poeta.

Finjo brincar com as palavras...

As palavras pairam no ar, e eu não sei do que estou a falar.

Sinceramente, não quero saber...

Quero viver e deixar acontecer...

A vida é linda. A vida é bela...

A vida é doce e amarela, porque não?!

A vida, é o que nós fazemos dela...

A sorte procura-se...

A vida, luta-se.

Se não resulta à primeira.

Vamos à segunda, terceira...

Vamos lutar. Por nós. Pelos nossos. Pelo Mundo.

Pela vida.

Hoje, finjo ser poeta.

Nesta Caneca que me acolhe.

Brinco com as palavras, e sou feliz.

 

A Desconhecida

 

 

 

 

27
Jan19

Volta Ao Mundo

Filipe Vaz Correia

 

Dei tantas voltas ao mundo;

Mas sem saber regressava,

Sem querer soletrava,

Ao que perdido se encontrava...

 

E a cada oitava,

Se repetia a escrava,

Palavra...

 

De mim mesmo.

 

Dei tantas voltas ao mundo;

E só em teus braços fazia sentido,

O que num segundo,

Era porto ferido,

E noutro segundo,

Era amor vivido...

 

Sem medo.

 

Dei tantas voltas ao mundo;

E só a teu lado,

Me senti...

 

Feliz.

 

21
Jan19

Assimetria Da Alma...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Uma história para contar;

Singelamente desvendada,

Num leve entrelaçar,

De cada linha encantada,

Numa poesia a decorar,

As vírgulas destinadas,

De um destino assimétrico...

 

Em cada verso;

Um pedaço de subtileza,

Como na voz de Caetano,

Uma imprecisa certeza,

Como na pena de Vinicius,

Essa ténue firmeza,

De um texto de Pessoa...

 

Como na soltura de um querer;

Se agiganta o Ser,

Nesse viver sem morrer,

Esse sofrer a reviver,

Da alma...

 

Assimétrica;

Como só uma poesia,

Pode descrever.

 

 

 

 

 

17
Jan19

Será Que Sabes?

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Será que sabes;

Ou não interessará saber,

Que esse desconhecimento,

Virou sofrimento,

Que esse breve ferir,

Se tornou fugir,

Por entre, o que prometeu ser eterno,

Para sempre tão terno,

Mas num segundo,

Se quebrou profundo,

Nesse sentido da vida,

Amargurada ferida,

Transformando em dor,

O que um dia foi amor.

 

Será que sabes;

Que o que hoje é nada,

Prometeu ser tudo,

E se escapou,

Em cada lágrima,

Desencontrada.

 

Será  que sabes?

 

 

 

 

 

 

 

14
Jan19

Amor de Mãe...

Filipe Vaz Correia

 

Estava a mexer em papéis, antigos, de minha mãe...

Minha querida Mãe.

Oito anos se passaram, oito tristes anos de saudade, ausência, eterno amor.

Oito anos que, por vezes, pareceram ontem, outras vezes pareceram uma eternidade.

No meio dessa busca, minha, por memórias, afagos perdidos, pedaços de algo que me pudesse reconfortar, nessa batalha constante contra a tamanha dor que se tornou presente.

Nessa busca, no meio da imensa confusão, papelada, esse pedaço de papel teu...

 

"Quando o dia nascer;

Acorda com coragem,

Crê em Deus, podes crer,

A vida vai "viver" uma nova viragem...

 

Ajuda, só de Deus;

Essa que irá chegar,

Olha com fé para os céus,

Que o sol te irá sempre brilhar...

 

Um beijo com amor;

Meu filho querido,

É com muito fervor,

Que sempre estarei contigo."

 

Por entre, uma soluçante vontade de te abraçar, escassearam as palavras, numa penetrante viagem pelas memórias tão minhas, tão nossas, que batem neste meu coração, tão teu, só teu, eternamente teu...

Obrigado Mãe!

Por tanto amor, por todas as lições que ecoam em mim.

Amo-te sem fim, pois sem fim foi esse amor que de ti sempre recebi.

Um beijo deste teu filho...

 

"Poesia da autoria de Mariana Vaz Correia"

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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