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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Palavras Minhas...

 

 

 

Continuo a amar;

Cada parte de ti,

Mesmo que não pareça,

Mesmo que não o consiga dizer,

Não o queira expressar,

Calando desesperadamente,

A imensa vontade,

De te querer...

 

Continuo a amar;

Todos os traços do teu rosto,

Devagarinho a soletrar,

Cada pedaço de desgosto,

Com que insisto em pincelar,

Este amor meu...

 

E perdido por entre as rimas;

Desta poesia,

Por entre o desejo que permanece silenciado,

Vai voando timidamente,

Este amor que eternamente,

Te pertencerá.

 

 

 

 

 

 

 

Só...

 

 

 

Vai tão só,

Tão só de solidão,

Sozinho na imensidão,

Pedaço de dó,

Que doendo sem razão,

Vai escondendo a explicação,

Para a inexplicável desilusão...

 

Vai tão só;

O que anteriormente era esperança,

O que no teu olhar sorria,

No meu se cumpria,

Tamanho destino...

 

Vai tão só;

Que se perdeu,

A intensa chama,

Apagada vontade,

De te voltar a amar...

 

Vai tão só;

Eternamente.

 

 

A Minha Montanha

 

 

 

Do alto da minha montanha;

Vislumbro ao longe,

Bem ao longe,

Quase se perdendo no olhar,

As asas que timidamente,

Insisto em não usar...

 

Do alto dessa montanha;

Hesito em partir,

Deixar para trás a presente tristeza,

Que persiste em ferir,

O que há muito desvaneceu...

 

Do alto daquela montanha;

Vejo passado e o presente,

Esse futuro que se pressente,

O querer agora ausente,

Só mágoa,

Tão minha...

 

Do alto desta montanha;

Me despeço de ti,

E abraço sem fim,

Essa parte de mim,

Que ainda é capaz de sonhar...

 

Sonhar!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Carta De Amor!

 

 

 

Não serei capaz de esquecer;

O que precisa ser esquecido,

Um desmedido querer,

Ardor sentido,

Intenso bater,

Sentir ferido,

Do meu coração...

 

Não consigo disfarçar;

Essa espécie de lágrima,

Ardente magoar,

Da alma despedaçada,

Que despedaçadamente,

Se entrelaça,

Em mim...

 

Não te irei mais dizer;

O que soletrado em segredo,

Se perdeu nesse sofrer,

Por entre o magoado tempo...

 

E assim discretamente;

Num adeus tão dolorido,

Findou esse amor,

Que prometeu ser vivido,

Sem fim.

 

 

Sorriso...

 

 

 

Vai se perdendo o sorriso;

Sem deixar de sorrir,

Mesmo que esse sorriso,

Seja apenas a fingir...

 

Fingindo que é verdade;

A ausente tristeza,

Que não é saudade,

Essa incerta certeza,

Que sinto...

 

Sentindo sempre a bater;

Esse amor no coração,

Espécie de sofrer,

Sofredora desilusão...

 

E vai sobrando esse sorrir;

Estranha forma de disfarçar,

Essa mágoa a ferir,

Em que se tornou,

Este amar.

 

 

 

Esquecendo...

 

 

 

Ao vento;

No meio do mar,

Vão sobrando as leves dores,

Do que um dia foi respirar,

Respirar sem fim...

 

Do que na alma existia;

Desse amor que batia,

De cada instante guardado,

Em nós...

 

Nesse nós;

Que era só meu,

Nesse olhar meio perdido,

Do que levemente se desvaneceu,

Desvanecendo ferido...

 

E de orgulho esventrado;

Coração magoado,

Vai se esbatendo o passado,

Outrora sincero...

 

Vou-te amar;

Amando eternamente,

Recordando para sempre,

O que importa esquecer...

 

Pois só esquecendo;

Poderei sobreviver,

A tamanho destino.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Despedaçadamente...

 

 

 

Sussurro envergonhadamente;

Pois envergonhado me encontro,

Como sou intensamente,

Intenso desencontro,

Sussurrado...

 

Numa memória escrevinhada;

Reencontro imaginado,

Soletradamente aventurada,

Querer apaixonado...

 

Já partiu a velha imagem;

Que de tão velha se esqueceu,

Do que um dia foi miragem,

Dessa esperança que fugiu...

 

Escapou sem soletrar;

Cada palavra meio perdida,

Sem dizer ou gritar,

Aquele ardor,

Naquela ferida...

 

Vou continuar a caminhar;

Caminhando por entre as lágrimas,

Que escondo com pudor,

Para não mais sentir...

 

Vou continuar a caminhar;

Para não mais recordar,

Essa parte de ti,

Que tanto amei.

 

 

 

 

A Mais Bela Parte De Mim...

 

 

 

Sei bem que vai doer;

Como já dói,

Sem renegar o tamanho querer,

Que me consome...

 

Mas o que posso dizer;

Se assim é imposto,

Impondo a desmedida estupidez,

Deste destino descompassado...

 

Porque não vale a pena;

Buscar o eterno amor,

Quando se silencia,

Sem pudor,

Pedaços da alma...

 

E sobrará o olhar;

Perdidamente sincero,

Para recordar,

Cada pedaço de ardor,

Que se eternizará,

Sem medos...

 

Sem receios;

Do que um dia,

Ficou guardado,

Na mais bela parte,

De mim.

 

 

 

Perdi-me...

 

 

 

Perdi-me no meio do nada;

Um vazio constante,

Perdidamente triste,

Saudade penetrante,

Olhando para trás,

Para trás hesitante,

Tentando descodificar,

Esse medo sufocante,

Que sufocando,

Me aprisiona...

 

Perdi-me sem saber;

Que me perdendo perderia,

Essa espécie de querer,

Que querendo amputaria,

Este meu coração...

 

Perdi-me...

 

Para não mais te encontrar.