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Caneca de Letras

Caneca de Letras

22
Jul20

Entranhas Da Alma

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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Tenho os olhos carregados de tristeza;

Da mesma tristeza que nos construiu,

Que se tornou fortaleza,

E nesse forte nos uniu...

 

Tenho a alma arrepiada;

De dor e amargura,

Dessa parte desamparada,

De uma carregada desventura...

 

Pedaços de ardor e prazer;

Que outrora ousámos acreditar,

Num suspirar ao entardecer,

Tardiamente a despertar...

 

Mas do outro lado da estrada;

Permanecem os mesmos censores,

A mesma enseada,

Os mesmos temores...

 

E o que restará de nós;

Serão pequenas partes de um solitário vazio,

Num castelo sem voz,

À beira de um desabitado rio...

 

Porque nada é maior do que esse "menor" sentir;

Tão imenso como discreto,

Esse arrebanhado "escapulir",

Que permanecerá secreto...

 

Tão secreto nas entranhas da nossa alma.

 

 

 

 

16
Jul20

Ardente Reflexão...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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Quatro paredes, sem janelas, numa profunda escuridão, imenso orgulho perdido, num entrelaçado e intenso mal querer que me consome.

Abro os olhos e à volta percebo...

Que por entre vidas me distrai, dançando entre estrelas, perdendo o foco, a essência do sentir, esse florescente céu que indicava a contraditória felicidade que não chegou.

Será a dor a conselheira maior de tamanha aventura ou singelamente esta dor apenas serve para criar o verso e delinear a poesia?

Entre partidas e chegadas, se desnuda o poema, entre humilhações e lágrimas se desenham as palavras, as odes perdidas no coração...

Pois o que importa amar, se a safira ardente no céu é apagada, vez após vez, pela mesma mão que anseias entrelaçar?

Vezes sem conta...

E esse ardente caminho, solitário, se afigura constante, instante, ardente.

Degraus e mais degraus, numa escadaria interminável, carregando o pesado coração desse desamor que magoa, tantas vezes magoa, até ao indisfarçável fim que se apresenta no horizonte.

Mas sobra a poesia...

A ardente poesia que se abeira e ressalta, numa melodia da Disney, num poema de Vinicius, num quadro de Picasso.

A ardente poesia que alimenta o desgosto, imposto, tão presente que ameaça o ausente querer de não regressar.

Que valha a pena...

Sem voltar para trás, sem olhar para trás, num infinito céu estrelado.

Pois amar, sem sentir, é demasiadamente pequeno...

Para mim.

 

 

Filipe Vaz correia

 

 

 

 

 

11
Jul20

La Despedida...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

A poesia, sempre ela, faz parte da minha alma, como um ADN que descodifica cada pequena parte de mim.

José Ángel Buesa é um dos poetas que mais gosto, um dos que sabe tocar a tristeza, mesmo que bela, que ampara a lágrima, mesmo que discreta, que segreda, por vezes, esse vazio que nos inquieta.

No meio da dor, que nos alimenta o Ser que somos, importa olhar para as palavras e descobrir as despedidas necessárias de um intenso caminho.

Despedidas passadas, dores presentes, desafios futuros...

Obrigado, José Ángel Buesa.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

09
Jul20

Amor Da Minha Vida

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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Amor da minha vida

que me fazes perder o sentir

esse respirar que se suspende

que só a alma compreende.

 

Desejo o teu cheiro

em cada momento inteiro

sabor primeiro

nunca derradeiro 

e assim infinitamente.

 

Por ti vivo

e morro

suspiro e deliro

me perco e reencontro

tudo de uma só vez.

 

E de todas as vezes

sem receio

te abraço

eternamente.

 

 

08
Jul20

Mil Vezes Amar

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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Amar, amar, amar...

Morrer de amor, sofrer amor, querer de amor...

Não desliga por favor, nessa despedida cantada, despida nortada, que se abeira do fim...

Do fim que reinicia, da desesperada partida, maldita desdita que não cala...

O silêncio, sofrimento no tormento, desesperado sentimento, num ausente momento...

Tão presente quanto ausente, num olhar o esgar, desse sentir que se esconde...

Escondido e perdido, no mar despido, amargurado e sentido, orgulho ferido...

Pois faz parte desse amar, o saber perdoar, tão imenso se entrelaça o bater da alma...

Anjos e demónios, antónimos e sinónimos, estranhos e homónimos, numa caminhada mundana...

Pé sobre pé, de mãos dadas, no silêncio das paredes, com a lua como testemunha, do outro lado da janela...

E ali se segreda a vontade, a saudade, a intensa verdade...

De um amor.

O nosso amor

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

18
Jun20

Inconveniente Trovador...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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Quisera a intemporal temporalidade que se contasse num conto amador, as palavras de tão inconveniente trovador, desmentido pela melodia que escondia quem sorria num castelo inventado, quase pincelado com as cores reais, fingindo a coroa doirada esperar o radioso querer transformado em espinhos, tão cravados na alma, desalmada querença que magoa e esventra tudo à sua volta.

sorriso que se perde vezes sem conta na esmerada realidade tão aconchegada ao olhar, esse que nada traduz, apenas solitária desesperança, saltitando na balança da traição esmagada que se encontra em cada soletrada incongruência de um dia.

vai caminhando ao luar, vendo o seu reflexo na calmaria das águas, na soberba da vontade, no expressado trilho dos dragões que esvoaçam a sua mente, sem parar, sempre e sempre sem parar. Volta melodia, ruído ensurdecedor de poemas condenados em quadros encantados de tempos passados em encontros desencontrados que prometeram pedaços de amarras nesse perdido destino transformado em viagem.

Cansaço desesperador que se abeira da alma e toma conta do sorriso matreiro da lágrima certeira e que se assoma de tua.

e num conto amador o inconveniente trovador recorda à saciedade a importância de não estender a mão para a ausente presença que de nada o resgata, somente ilude o olhar para esse sentir tão vago como fingidor.

e o poeta continua a escrevinhar libertando de sua alma em cada memória passada o sofredor pincelar que dá vida à emoção de outros com esse sofrimento tão particular, tão seu, tão solitariamente seu.

mais caminhos, cristalinos adivinhos nas entrelinhas da volúpia e soluçante maresia...

 

por outro tempo

noutros dias.

 

 

 

17
Jun20

Vai Voando...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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Poema, poesia

contraditória superação

na inglória vontade 

deste entrelaçado coração

que sobe e desce

corre e sussurra

tropeça e cresce

sem saber

que atrás se esconde

outra vez

o mesmo abismo.

 

Um, dois, três

escrevinha o poeta

de pena ao vento

despejando a secreta

forma de tormento

que esmaga e penetra

o tortuoso sofrimento.

 

vai voando

por entre a imaginação

a doce melodia

buscando a entoação

no piano, velharia 

encostado ao canto da janela.

 

vai voando

sem parar

vai sonhando

a cantar

vai voando

mais perto do sol

dos Deuses

do nada que se transforma na imensidão de tudo.

 

vai voando

pequeno poeta

sem medo de voar

pois a queda será certa

tão certa como derradeiro esvoaçar.

 

vai voando.

 

 

 

 

16
Jun20

Fará Sentido Sentir?

Filipe Vaz Correia




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Nas entrelinhas das estrelas

voam soltas

pequenas partes da memória

vagabundeando sem cerca

aperto ou ferida

os laços de uma história

soterrada na vontade

de cada um...


na desapegada saudade

sobrevivem recordações

de tempos idos

palavras desaparecidas

amores perdidos

almas esquecidas...


e voltando atrás

escreveria novamente a mesma carta

partindo rumo ao destino

sabendo que ao chegar

vazio estaria o lugar

do prometido mar que jamais chegou...


mas o que fazer

se o coração não aprende

a soletrar cada letra dessa sorte

desespero ou morte

no ferido desapego

da infinita liberdade

de amar.


06
Jun20

Tu E Eu

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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Tenho as mãos ardentes de um sentir

pedaços de um intenso hesitar

sonhos que insistem em fugir

e vozes que persisto em calar...

 

Viajo de olhar fixo lá fora

busco cada parte desse infinito querer

medos e memórias de outrora 

que outrora ansiava viver...

 

Já me perdi em teu cheiro

vezes sem conta

entrelaçado e derradeiro 

vezes sem conta

e de todas essas vezes

como da primeira vez...

 

Sei que o tempo passa

esmaga e avança

mas se o pudesse parar

por um segundo

discreto e profundo

seria em teus braços que me quereria encontrar...

 

Eu nos teus braços,

Tu nos meus abraços

e Nós entrelaçados...

 

Num amor que sobrevive pela eternidade.

 

 

 

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