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Caneca de Letras

Caneca de Letras

23
Nov19

Poema De “Desamor”

Filipe Vaz Correia

 

Sobra-me dor e raiva;

Angústia e ardor,

Mágoa e mel,

Contraditório sofredor,

Coração de fel...

 

Lágrimas no olhar;

Desesperante sentir,

Misturado desesperançar,

Que se atreve a fugir,

De cada vez que a fingir,

Me sinto a te renegar...

 

Mas no fundo desse querer;

Sobra-me a doce ternura,

Desse intenso reviver,

Por entre essa aventura,

Entrelaçada em meu olhar...

 

E sem olhar para trás;

Rumo ao infinito,

Infinitamente me despeço,

Do que um dia foi amor.

 

 

20
Nov19

Gritar...

Filipe Vaz Correia

 

Queria gritar...

Selvaticamente gritar...

No horizonte trancado esse querer que se liberta.

Queria gritar...

Selvaticamente gritar.

Nesta gruta onde me encontro, enjauladamente peregrino, peregrinadamente ansiando cada ritual carregado de hipocrisia, tão impiricamente ensaiado ao pormenor.

Queria gritar...

Selvaticamente gritar...

Mas no meio do pó, nesse pó transformado em quadro, não sobra espaço para sentimentos, emoções ou verdade.

Queria gritar...

Selvaticamente gritar...

As palavras, sempre elas, amordaçadamente cedendo às linhas do papel, a esse enquadramento sintomático que espartilha e esventra.

Queria gritar...

Selvaticamente gritar...

Mas não tenho força, não tenho voz, tão solitariamente sós na imensidão da folha em branco.

Queria gritar...

Selvaticamente gritar...

Mas não sobrou tempo nem momento para a tamanha vontade, nessa perdida saudade de um destino que jamais o foi.

Gritar...

Gritar!

 

 

Filipe Vaz correia

 

 

17
Nov19

Surdo, Cego E Mudo... Um Poema Sobre O Amor!

Filipe Vaz Correia

 

Não tenho sorrisos;

Há muito perdidos,

Nem medos corriqueiros,

Desfeitos ou inteiros,

Nem parcas sabedorias,

Nas entrelaçadas melodias,

Que outrora trauteava,

Desesperando acreditava,

Nesse desmedido querer,

Que se eternizou...

 

Não tenho sorrisos,

Nesse sobrar que se tornou nada,

Essa estrada inacabada,

Infinitamente solitária...

 

Apago a luz;

Abraço a escuridão,

Nesse soletrar que traduz,

A imensidão de um coração,

Repleto de enigmas,

Na indisfarçável timidez de um amor.

 

Amo-te!

 

 

05
Nov19

Rosto

Filipe Vaz Correia

 

Já me perdi;

Vezes sem conta,

Nessa estrada imaginada,

Vezes sem conta,

Cantando a desencantada,

Voz da alma...

 

Já me esqueci;

Vezes sem conta,

Desse sorriso de outrora,

Vezes sem conta,

Perdido nesse agora,

Que tarda em chegar...

 

Já me feri;

Vezes sem conta,

Nas entrelaçadas memórias,

Vezes sem conta,

Em cada pedaço dessa história,

Que imaginei nossa...

 

Já se apagou a luz;

Intermitente luz de um poema,

Singelamente discreto,

Imponentemente dilema,

Dessa parte que é deserto,

E que não voltará a nascer...

 

Mas se um dia aqui regressar;

Neste tempo, momento,

Numa janela de futuro,

Revisitando o passado,

Saberei reescrever,

Cada leve traço,

Do “nosso” rosto.

 

 

 

26
Out19

Desconexas Confissões...

Filipe Vaz Correia

 

Não falo com certezas;

Escapadas proezas,

De imortais imperfeições,

Rotinadas paixões,

Que se perdem na fantasia,

Escondida maresia,

De uma solarenga tarde de amor...

 

Despindo o pudor;

Beijos entrelaçando o odor,

Nesse trémulo querer,

Misturada forma de Ser,

Imensamente só...

 

Um dia reescreverei;

Sem medo de gritar,

Cada parte em que pequei,

Nesse pecado chamado amar...

 

Uns dias sol;

Outros dias trevas,

Imperfeitas melodias,

De uma viagem sem retorno.

 

 

25
Out19

“Ode” Aos Inesquecíveis Amores... Que Ousaram Se Eternizar.

Filipe Vaz Correia

 

Tantas vezes sorri, perdidamente sorri, como se nada mais fosse importante, suficientemente importante para me esquecer desse pedaço de destino, onde timidamente me perdia em ti, por palavras, silenciosas palavras que decifravam cada entrelinha disfarçada nesse sentir que traduz o que escondido reluz, aquilo que importando se apaga, por entre, o espalhafato do quotidiano.

Foi assim...

Foram tantas vezes assim que se tornou pele e sangue, parte indisfarçável de um texto desconexamente sofrido.

Sofrimento, esse grito melodioso, que nos amarra, esmaga, que tantas vezes se agiganta como uma onda sem fim, cobrindo o horizonte e ligando o mar e o céu, num quadro poético, incapaz de ser descrito.

Tantas vezes a turbulência me tomou de assalto, me quebrou num pranto, nesse espanto que chegava e partia, desnudava e cobria, gritava mesmo que sem palavras...

Como explicar?

Como descrever o que, um dia, tão forte se fez sentir...

Esse bater do coração em tua presença, esse acelerar na tua ausência, descompasso de um compassado poema.

Pouco importará, nesse tempo futuro, se se perdeu cada toque e promessa, se desvaneceu cada eterno sentir que parecia inexpugnável...

Nada importará, nada mais do que cada memória amarrada a esse amor, tão imenso e intenso, capaz de resistir até mesmo ao seu fim.

Pois o fim, mesmo chegando, só é capaz de exterminar o que verdadeiramente se esquece...

E este amor será eternamente inesquecível.

Como sempre foi...

 

Filipe Vaz Correia

 

 

23
Out19

Velho Olhar...

Filipe Vaz Correia

 

Sabes bem que nas entrelinhas da história;

Mesmo calada, enfraquecida, solitária,

Se reaviva a memória,

Sempre que se desperta esse pedaço de querer,

Que um dia nos uniu...

 

Não sei se num olhar;

Num presente desesperar,

Num abraço a intensificar,

A eternidade ao luar...

 

Não sei se perdidamente;

Me perderei todas as vezes,

Tantas vezes intensamente,

Intensamente por ti...

 

Nos silêncios que tomaram conta deste nós;

Que calaram a melodia que outrora trauteava,

Mesmo aí...

 

Sobrará sempre um tempo;

Para confessar desesperadamente,

Que é amor,

O que vês neste meu, tão teu, velho olhar.

 

É amor.

 

 

 

17
Out19

A Finita Infinitude De Um Amor...

Filipe Vaz Correia

 

Não sobrevive a canção;

Nem o nobre poeta,

Não escreve a imaginação,

Aquela letra certa,

Capaz de dar emoção,

Àquela parte deserta,

Que sobrou...

 

Mas porque insistes;

Em caminhar?

 

Porque resistes;

A esse renegar?

 

Porque persistes;

Nesse porfiar?

 

Talvez um dia ao clarear;

Sem mais nenhum pormenor,

Se descubra que partiu,

Esse pedaço de ardor,

Que outrora coloriu,

Um desmedido amor...

 

Tao desmedido como finito.

 

 

14
Out19

Respirar...

Filipe Vaz Correia

 

Nem sempre é fácil respirar;

Respirar fundo,

Como se coubessem nesse ardor profundo,

As mais belas palavras de encantar...

 

Num instante, segundo,

A desenhar, pincelar,

Todas as memórias por viver.

 

Nem sempre se entrelaçam as vontades,

Os desejos ou segredos,

Nem sempre se amarram as saudades,

Os pesadelos, os medos...

 

E por entre noites e dias;

Tristes alegrias,

Se reescreve em poesia,

Esta imensa vontade de respirar.

 

12
Out19

Desmedidamente...

Filipe Vaz Correia

 

Se dói, deixa arder;

Deixa entrelaçar essa dor,

Esse fogo a corroer,

Essa forma de ardor,

Numa misturada interrogação do Ser,

Que se arrebata num torpor,

Num torpor a aprender,

Cada pedaço de um amor,

 Sem medo de o viver.

 

Vai continuando a sentir;

Sem receio do formigueiro,

Esse medo a fugir,

Num domingo domingueiro,

Cada toque a pedir,

Esse beijo derradeiro.

 

E num instante a despedida;

Essa espécie de partida,

Esquecida ferida,

Tão intensa e desmedida.

 

Desmedidamente verdadeiro...

 

Desmedidamente inteiro...

 

Desmedidamente Amor.

 

 

 

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