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Caneca de Letras

Caneca de Letras

21
Abr19

Tantas Vezes...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Tantas vezes se perderam;

Nas estradas de uma vida,

Os olhares e as palavras,

Por entre mágoas e feridas,

Num soluçar envergonhado,

Numa tela incompreendida,

Desenhando o que a imaginação,

Imaginava entretida...

 

Tantas vezes se questionou;

O amargurado coração,

Sem saber se acabou,

O que ditava a ilusão...

 

Tantas vezes ficou por escrever;

Tantas as vezes por contar,

As mesmas vezes a tecer,

Essas linhas a fiar...

 

Tantas vezes...

 

Tantas as vezes num sonhador poema;

Escrevinhando as lágrimas de um destino.

 

 

 

 

15
Abr19

Sinfonia Poética...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

De cada vez que dói;

De cada vez que magoa,

De cada vez que destrói,

Cada vez em que se esboroa...

 

De cada vez que se torna ardente;

De cada vez que é imenso,

De cada vez em que cresce incandescente,

Cada vez mais intenso...

 

De cada vez que parecendo derradeira;

Se torna primeira,

Nascendo inteira,

Da mesma maneira,

Secretamente cimeira...

 

De cada uma dessas vezes;

Volto a ti,

Amando-te,

Sempre assim.

 

 

 

13
Abr19

Velhice

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Cada minha cicatriz;

Marca uma história,

Como um traço de giz,

Num quadro de memória...

 

Cada intemporal arranhão;

Ardendo eternamente,

Vai lembrando o coração,

Desse ferir desmedidamente...

 

Cada solitária palavra;

Libertada em verso,

Vai contando silenciosamente,

Os caminhos inusitados,

De um quadro desencantado,

Carregado de uma desesperante,

Saudade sufocante...

 

Cada parte de nada;

Nessa parte de tudo,

Agita a alma cansada,

Cansada do mundo...

 

Cansada e sem mundo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

13
Abr19

Nas Asas De Um Sonho...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Já voei tantas vezes nas asas de um sonho;

Tantas que não posso contar,

Por entre medos medonhos,

Leve imaginar,

Nesse abraço risonho,

Que se sente eternizar...

 

Já chorei e sorri;

De cada vez que vivi;

Buscando em cada momento,

Essa parte de mim,

Que faz parte de ti...

 

Já voei tantas vezes nas asas de um sonho...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

12
Abr19

Incondicional...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Porque é incondicional;

Esse querer do sentimento,

Esse bater abismal,

Que se torna firmamento,

Num gesto intemporal,

Eternamente tempo...

 

Incondicional no sentir;

Nesse permanente entrelaçado,

Entrelaçando o sorrir,

Sorrindo a teu lado...

 

Incondicional no abraço;

Em cada lágrima descompassada,

Passo a passo,

Por entre a dor inusitada...

 

Incondicional e sem olhar para trás;

Por entre ventos e medos,

Poemas e temperos,

De destemperados segredos...

 

E nesse firme vendaval;

Sobra a imensa certeza,

Que o significado de incondicional,

Se encontra nesse olhar...

 

Que só nós conhecemos.

 

 

 

 

 

09
Abr19

Viagem Imperfeita

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Cinco dedos da minha mão, 

Na tua mão...

 

Uma secreta solução,

Num toque de ilusão,

De carinho e sedução,

Desenhando o que a imaginação,

Soletrava ao coração,

Numa querença ou sensação,

Que não finda...

 

Podes não compreender;

O que rima na poética poesia,

Evitar perceber,

Essa doce melodia,

Que permanece como maresia,

Em cada desmedido querer,

Que nasce ao raiar do dia,

De um eterno amor...

 

E em cada verso;

 Somente inverso,

Se imortaliza,

Nesse pedaço de mim,

Que faz parte de ti,

Num entrelaçado nós...

 

Tão simples;

Tão singelo...

 

Nosso.

 

 

08
Abr19

Porto Seguro...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Ó destino;

Que destinadamente me desencontras,

Abrasadoramente me desafias,

Num imaginar permanente,

Num rebuliço sentido,

Buscando sem fim,

Pedaços de mim,

Que desconheço...

 

Nesse perfiar que me invade;

Vai batendo a alma,

Numa repetida saudade,

Que se confunde com o bater do coração...

 

Saudade do que ainda não foi vivido;

Ou talvez tendo sido,

Noutra vida,

Em outro lugar,

Noutro desafiante destino...

 

E se vai entrelaçando;

O que parece não fazer sentido,

Fazendo...

 

O que parece fazer sentido;

Se desvanecendo...

 

Entre tantos destinos;

Tamanhos recantos,

Pareço voltar sempre,

Ao mesmo porto seguro...

 

De teus braços.

 

 

 

 

08
Abr19

Recordar

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Afasta o tempo;

Cada pedaço de sofrimento,

Esse sentir num instante,

Cada vez mais distante,

Num segundo, despedida,

Num outro, a mesma ferida,

Esvoaçando sem esquecer,

O que um dia foi querer,

E que agora discretamente,

Se tornou levemente,

Recordação...

 

Somente uma doce recordação;

Do que outrora me pertenceu.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

05
Abr19

Riscos e Rabiscos

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Poeira, poeirenta;

Na cantiga opulenta,

Já cansada da tormenta,

Canela ou pimenta,

De uma vida lamacenta...

 

Vento, ventania;

Pedaços de cantoria,

Relatando em demasia,

Essa dor sem magia,

Na ardente e tardia,

Melodia...

 

Escrita, escrevinhada;

Por vezes inusitada,

Outras entrelaçada,

Nas amarras encantadas,

Da alma amada...

 

Enfim;

Num qualquer banco de jardim,

Sobressalta esse cheiro de jasmim,

Que por fim,

Invade essa parte de mim...

 

Para sempre.

 

 

 

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