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Caneca de Letras

Caneca de Letras

"A Mais Pura Forma De Amor"...

 

 

 

Nos teus lábios;

Se escrevem as palavras certas,

Se libertam os desejos imaginados,

Se pintam as telas mais belas,

Dos sonos encantados...

 

No teu olhar;

Se escondem os abraços,

As dores sofridas,

Os tamanhos espaços,

De vidas outrora vividas...

 

No calor do teu corpo;

Se amarram os segredos,

Que perdurarão por entre o tempo,

Anseios e medos,

Eternos momentos de ternura...

 

De tão nobre ternura;

Tornada aventura,

Dessa candura,

Mais pura...

 

"A mais pura forma de amor"...

 

 

 

Inteiro...

 

 

 

Um turbilhão de gente;

Gritos e vociferia,

Entrelaçando o que sente,

A doce melodia,

Deste amor...

 

Pois se disfarça a querença;

Mas continua a bater,

A singela esperança,

De te ter...

 

Porque nada se compara;

Ao tamanho amar,

Que se reconhece,

Por entre o desamarrado olhar...

 

E voltaria sempre até ti;

Mesmo que fosse o momento derradeiro,

Pois só a teu lado,

Me sinto inteiro...

 

Só ao teu lado;

Me sinto inteiro.

 

 

 

 

 

 

A Imensidão...

 

 

 

Espinhos na imensidão do mar;

De um cristalino azul,

Um poema a poetizar,

As desventuras destinadas,

De cada desassombrado sonhar,

Que desenhado se encontra,

Na imaginação...

 

Traço delicado;

Nesse mundo por descobrir,

Um horizonte imaculado,

Sem medo de ferir,

O que estará desencontrado,

Dentro de ti...

 

Amarrotado pedaço de mim;

Sem receio de sorrir,

Pois nessa esperança sem fim,

Reside esse eterno sentir,

Que não finda...

 

Que amor tão grande;

Aquele que saltita, por entre, as linhas,

Que respira em cada rima,

Sobrevive a qualquer parágrafo,

Se amarra a cada verso,

Se entrelaça na infindável alma,

Do poeta...

 

Espinhos na imensidão do mar;

Na imaginação de um intenso amar,

Gritando sem parar...

 

Amor!

 

 

 

Reflexões Poéticas...

 

Como teria sido diferente se tivesse escolhido outro rumo, outro caminho a percorrer, outras voltas...

Se tivesse voado mais cedo e mais cedo escapasse pelo mundo, abraçando a imensidão de um destino, tão vasto como a imaginação mundana da alma.

Mas o que teria perdido?

Como poderia resgatar o que me preenche, quem me preenche?

Tantas interrogações, sendo que pelo meio das dúvidas sobram as certezas, as incertas querenças que se transformam em vontades, entrelaçadas saudades do que desconheço...

Ou que conhecendo não quis perder.

É assim a mundana caminhada de um olhar, de uma alma.

No íntimo desse existir que me pertence, sei bem que nada mudaria ou mudando...

Aqui queria, voltar, a estar.

Como diz a canção:

"Eu quero partilhar, a vida boa com você..."

Assim sem mais, sobra à imaginação, pincelar num quadro de aguarelas, os pequenos traços de um destino, curiosamente preguiçoso, carregado de uma saudade desse passado que adoraria voltar a viver.

Como escreveria minha Mãe:

"Viveria tudo novamente, se soubesse que me traria até ti."

Que saudades.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

"Palavras Ao Vento"

 

 

 

Simplificando a questão;

Que se perde de comoção,

Receando a confusão,

Da atrevida imaginação,

Vou soletrar o que o coração,

Faz questão,

De escrever....

 

Não se teme o amor;

Mesmo que dele derive dor,

Uma espécie de ardor,

Comovido fervor,

Que acabará por se transformar num torpor,

Sem fim...

 

E se infinitamente magoar;

E tornar a repetir,

Então escolhe sonhar,

Sem nunca fugir,

De um novo amar,

Que irá, certamente, surgir...

 

E o que ficou para trás;

Não mais importará.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"Coração De Esferovite"

 

 

 

Por vezes parece desistir;

Outras fraquejar,

Tantas vezes quer insistir,

As mesmas que sente hesitar,

Nesse eterno existir,

Que não quer findar,

Somente fugir,

Escapar...

 

Mas nada;

Se permite,

Tudo, tudo,

Se omite,

Pequeno,

Coração de esferovite...

 

Bate e pulsa;

Como se fosse verdadeiro,

Sente e chora,

Como se permanecesse inteiro,

Grita e se agita,

Num amor derradeiro...

 

E guardada na memória;

Sobrará a vontade,

De uma bela história,

Carregada de saudade,

Num singelo gesto de carinho...

 

Leve, leve;

Permanecerá o querer,

Voando sem medo,

De sofrer...

 

O pequeno coração de esferovite.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um Amor Maior

 

 

 

Tua mão em minha mão;

Teu olhar em meu olhar,

Tua pele na minha pele,

Teu cheiro misturado com o meu...

 

Meu presente sendo o teu;

Nosso instante sendo eterno,

Sem passado ou futuro,

Somente agora...

 

Nesse agora;

Que se mistura com o destino,

Destinadamente pequeno,

Para expressar a imensidão de um amor...

 

Tua mão em minha mão;

Teu olhar em meu olhar,

Tua pele em minha pele,

Teu cheiro misturado com o meu...

 

E assim sempre;

Repetidamente...

 

Pela eterna;

Eternidade.

 

 

 

 

 

Carinho Meu...

 

 

 

Dou-te a mão;

Uma vez mais,

E uma vez mais,

Parece pouco tempo...

 

Num intervalo estrelar;

Inebriada vontade,

Amarrado olhar,

Carregada saudade...

 

Dou-te a mão;

Sem hesitar,

E volto a me perder,

Em ti...

 

Pois é amor;

O que sinto;

Intenso ardor,

Faminto...

 

É nesse mundo paralelo;

Que se esconde tamanha beleza,

Nesse quadro tão belo,

Que se entrelaça a certeza...

 

Dou-te a mão;

E a alma,

O secreto coração,

Que sendo meu...

 

Só a ti pertence.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Viva Cazuza...

 

" O amor é o ridículo da vida.

A gente procura nele uma pureza impossível...

Uma pureza que está sempre se pondo, indo embora.

A vida veio e me levou com ela.

Sorte é se abandonar e aceitar essa vaga ideia de paraíso que nos persegue.

Bonita e breve como borboletas, que só vivem vinte e quatro horas.

Morrer não doí."

Cazuza nos últimos momentos de sua vida, desfrutando do mar que parecia se querer despedir dele mesmo, numa mistura de amor e tristeza, soletrada e irrepetível alma poética.

É impossível não sentir em cada palavra sua, a imensidão de uma beleza sensível, de uma coragem irreverente, de uma sabedoria intemporal.

Viva Cazuza.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Meus Fantasmas...

 

 

 

Tanto rancor no olhar;

Azedume na expressão,

Desconfiança a ficar,

Em cada gesto ou emoção,

Marcadamente a irritar,

O que guarda o coração...

 

Ficaram cicatrizes e feridas;

Que se repetem ao acordar,

Mágoas revividas,

Revividas sem parar...

 

Por isso as noites tanto assustam;

Os dias tanto gritam,

Agitando medos,

Segredos,

Fantasmas...

 

Desesperada felicidade;

Porque te escondes?

Se não alcançam as minhas asas,

O teu destino...

 

Nosso desatino.

 

Sonhei adormecer...

 

E adormeci a sonhar.