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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Voando Pelas Estrelas!

 

Olho para as estrelas...

Só.

Com o cair da noite, vislumbro em cada uma delas pequenos momentos tão meus, alguns que esforçadamente gostaria de esquecer mas que se avivam, assim como, aviva a tamanha dor que se prende à memória, desgostosamente reluzente em cada pedaço de luz que nessa noite me preenche.

Mas também sorrisos, momentos imprecisos, melodias desafiantes, beijos asfixiantes, abraços inebriantes, querer...

Esse querer que apenas naquele momento, nesse pedaço de tempo em que suspenso parece estar o mundo, soletra devagarinho um silêncio profundo transformado em ruído...

Silencioso ruído dos nossos corações.

Como parece simples escrever, deixar o coração soletrar estas palavras...

Este conjunto de frases que insistem em soltar-se e nelas esvoaçar a imensa vontade de dizer que te amo.

Olho para as estrelas...

Só.

Sorrindo desmedidamente somente porque na minha memória permanece intacto esse cheiro teu, esse sabor teu, esse entrelaçar tão nosso.

E nessa memória...

Tudo será intemporal, meu amor.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

Uma História De Amor...

 

 

 

Nem sempre se consegue escrever;

O que na alma habita,

Esse desmedido bater,

Que bate e saltita,

Dentro do coração...

 

Por vezes escapa do olhar;

Solta-se da alma,

Transformando-se nesse abraçar,

Nesse toque que acalma...

 

Por vezes grita em silêncio;

Esse desejo que se agiganta,

Deixando em suspenso,

Este amor que me espanta...

 

Fecho os olhos;

E respiro profundamente,

Sabendo que a cada segundo,

Em cada momento,

Sobra em ti,

A parte de mim,

Que eternamente te pertencerá...

 

E a parte de ti;

Que eternamente me pertencerá.

 

 

 

 

 

 

 

Árvore Da Vida...

 

 

 

Se cada folha caída no chão;

Contasse a sua história,

Sobraria a desilusão,

De tão extensa memória...

 

Extensa mas finita;

Triste e risonha,

Contradição maldita,

Maldita e tristonha...

 

Pois o fim lá estará;

Aguardando sorrateiramente,

Esse arrancar da vida,

Que chegará tristemente...

 

E depois cada palavra;

Cada singela pontuação,

Dará lugar ao silêncio,

De um tempo desconhecido.

 

 

No Vazio Das Palavras...

 

 

 

No vazio das palavras;

Se descreve tantas vezes,

O valor desse querer,

Que sendo indescritível,

Se intensifica,

Sempre que em tua presença estou...

 

Porque não se engana o olhar;

Não se entorpece o sentir,

Não se mata o desejar,

Nem o seu infinito rugir...

 

No vazio das palavras;

Se esconde infinitamente,

A infinitude,

De um grande amor.

 

 

 

 

 

E Se For Amor?

 

 

 

E se for amor?

Bate forte a alma,

Desmedidamente o coração,

Nessa espécie de ardor,

Descompassada emoção,

Que se revela num torpor,

Entorpecente ilusão...

 

E se for amor?

Daquele que silencia;

Dá voz ao olhar,

Discretamente irradia,

O reflexo de um luar...

 

De um luar tão brilhante;

Num segundo hesitante,

Num sentir arrepiante,

Arrepiando a sufocante,

Vontade de te ter...

 

E assim se entrelaça;

Num instante,

A insistente questão...

 

E se for amor?

 

Então que o seja;

Plenamente...

 

Plenamente eterno;

Eternamente vivido,

Por nós.