Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Caneca de Letras

Caneca de Letras

26
Jul19

Árduos Caminhos De Um Poema...

Filipe Vaz Correia

 

Escrevi uma carta "desencartada"

Sem saber que seria incerta

Desnuda, desencantada

De sentimentos desabitada

Tão deserta e vazia

Como se nela fosse representada

Essa espuma de cada dia

Numa verdade desencontrada

Ausência desmedida

Soletrando esmagada

Cada palavra em demasia.

 

Sem querer soluçava

Nessa mistura de sentir

Sem saber se entregava

Ao eterno ferir

De um perdido querer.

 

Mas no final de cada rima

Da prometida poesia

Se encontrava a versada sina

Despida de alegria

Por entre a crueza de um destino.

 

 

 

 

 

 

 

 

08
Out17

Poesia Desconcertada...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Palavra;

Calada,

Mágoa,

Silenciada,

Dor,

Imaginada,

Amarra,

Desencontrada...

 

Sentimentos;

Ilusão,

Tormentos,

Sensação,

Sofrimentos,

Desilusão,

Momentos,

Contradição...

 

Dor;

Inimaginável,

Amor,

Inexpugnável,

Ardor,

Incontrolável,

Torpor,

Incalculável...

 

Rima após rima,

Soletrando desesperadamente,

Vai sobrando,

A lágrima errante,

De um poema,

Desconcertante...

 

Tão desconcertante;

Como a singela esperança,

Da minha solitária desesperança.

 

 

10
Mar17

O Arrumador...

Filipe Vaz Correia

 

Arrumei mais um carro;

Desgovernei um pouco mais a minha vida,

Ganhei mais uma moeda,

Colecionando essa perdida,

Inconsciência já esquecida,

Recordando em cada rosto estranho,

Uma cara antiga...

 

Um farrapo meio disfarçado;

Nesta alma encoberta,

Num corpo esfarrapado,

Depois de anos flagelando,

Esses fantasmas de um passado,

Que desejo desconhecer...

 

Mais uma moeda, num sorriso;

Que não é meu,

Não me pertence,

De uma vida desejada,

Mas que me fugiu...

 

Por entre as escolhas,

Do meu solitário;

Destino.

 

 

 

01
Nov16

As estrelas do Céu

Filipe Vaz Correia

Contei todas as estrelas do céu;

Uma a uma, cada uma

Olhei para elas despidas

Na bruma, discreto

Escutando as perdidas

Naquela imensidão...

 

Decorei o seu brilho;

Vislumbrei o seu reflexo

Questionei o seu destino

Desafio sem tino

De um universo em desatino...

 

Contei todas as estrelas do céu;

Uma vez mais interrogando

De onde vieram, para onde irão

Nesse mistério desesperando

Por uma resposta em vão...

 

Contei todas as estrelas do céu;

E continuei a contar, devagar

Sem saber que no meu olhar

Também elas se podiam vislumbrar...

 

E assim sem parar;

Mais uma vez, devagar

Contei todas as estrelas do céu.

Mais sobre mim

foto do autor

Comentários recentes

  • Bia ❤️

    Ohhhhh que bom!! Muito obrigada pelo carinho, beij...

  • Filipe Vaz Correia

    Minha querida Teresa...Sempre com uma palavra amig...

  • Teresa

    "Eu cultivo rosas e rimas, achando que é muito bom...

  • Teoria do Nada

    Excelente, adorei esta tua iniciativa no ano que p...

  • Filipe Vaz Correia

    Minha querida MJP...O gosto de a ter aqui foi todo...

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Calendário

Janeiro 2020

D S T Q Q S S
1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031

Arquivo

    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D