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Caneca de Letras

Caneca de Letras

A Estafadeira Do “Omnipresente” João Ferreira...

Filipe Vaz Correia, 30.03.21

 

 

 

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Meus queridos amigos venho aqui escrever este breve texto para manifestar a minha preocupação com esse centenário Partido que é o PCP.

Ao longo do tempo se foi falando da diminuição dos militantes e votantes Comunistas, coisa que apesar de ser notada me parecia manifestamente exagerada, no entanto, tenho de aqui vir anotar que essa realidade parece cada vez mais correcta.

Pois que outra explicação poderemos nós encontrar para a oficialização de João Ferreira como Candidato à Câmara  Municipal de Lisboa?

Será que é outro João Ferreira?

Ou é o mesmo?

O mesmo que foi candidato a Presidente da República, a Deputado Europeu, à Câmara Municipal de Lisboa, novamente a Deputado Europeu, novamente à Câmara Municipal de Lisboa, etc, etc, etc...

Ufa... que estou estafado!

Atenção que eu aprecio a estabilidade política, futebolística...

Mas talvez fosse preciso ganhar alguma coisinha que isto ir de derrota em derrota, de eleição em eleição, ano após ano, é deveras difícil.

A explicação que me parece mais óbvia é essa falta de militância, a escassez de escolha, a extinção do eleitorado Comunista...

Pois com o ruir da URSS e a chegada da era digital teremos de deixar cair por terra a hipótese de a missiva de Moscovo com o nome do cabeça de Lista do PCP possa se ter extraviado há anos ficando assim emperrado neste tão simpático João Ferreira.

De uma coisa não podem ser acusados...

Do dom da imprevisibilidade.

Boa sorte João Ferreira...

Pois o meu caro deve andar estafadíssimo.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

PCP... "Os Diários De Uma (IN)Sensatez!"

Filipe Vaz Correia, 01.09.20

 

 

 

 

A falta de pudor invadiu a política Portuguesa, talvez não só a política Portuguesa mas isso não vem aqui para o caso, neste final de Verão em tempo de Pandemia.

A Festa do Avante vai mesmo para a frente com a conivência da DGS e do Governo que se presta ao papel de mero espectador nos desmandos do PCP.

Uma vergonha.

Depois de todas as medidas que constrangem os cidadãos, (empresários, trabalhadores), temos o desprazer de ter de assistir a esta demonstração de poder por parte do Partido Comunista Português, indiferente à Pandemia, ao sofrimento em geral que tem sido vivido por milhares de pessoas durante estes últimos, largos, meses.

16 000 mil pessoas, por dia, irão estar reunidas na Atalaia, Seixal, para o festim Comunista...

Num claro acto de loucura de um Partido carregado de uma mentalidade "superior", de herdeiros da Revolução.

De facto este tipo de atitudes, alucinadas, desta esquerda lunática, alimentam as vozes daqueles que do outro lado do espectro do radicalismo encontram bases para pôr em questão o regime.

Costa sorri, disfarça e amordaça a contestação, demonstrando-se refém dos votos de alguns hipócritas bolcheviques.

Nada se passa...

Assobiam para o lado.

O que não perceberam, os líderes Comunistas, é que a população em geral, não os empedernidos Comunistas que sempre votam de olhos fechados na foice e no martelo, não compreenderá este  gesto, esta festa, esta loucura em forma de birra.

O PCP irá sempre sair a perder, e Costa também, pois se existir nesta Festa do Avante um foco de Covid, isso será um verdadeiro escândalo, no entanto, se por acaso nada acontecer ninguém os irá livrar desta sensação de impunidade, quero posso e mando, que sobressai de toda esta novela.

Não basta a população daquela zona contestar este evento, os comerciantes preferirem fechar a estarem envolvidos em tamanha loucura, o sentimento Nacional de revolta por este festim...

Nada disto basta pois o que mais importa é essa falta de pudor sob a capa de Liberdade...

A Liberdade daqueles que não se importam de impor a um País a sua despropositada Festa.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

Na “Ilha” De Centeno...

Filipe Vaz Correia, 18.12.19

 

Mais um Orçamento apresentado por Mário Centeno, o quinto se não estou em erro, num caminho de política Orçamental que parece estar a dar imensa discussão, dentro e fora do espectro do Governo.

Gosto de Mário Centeno, gosto imenso, o que tendo em conta se tratar de um Ministro das Finanças Socialista, e sendo eu um Conservador de Direita, poderia parecer um contra-senso...

Mas não creio que o seja.

Na minha opinião, Centeno nada tem de Socialista, nada...

Aliás isso parece ser cada vez mais evidente, sobretudo com as pouco secretas divergências, transcritas nas páginas dos jornais, opondo o Ministro das Finanças a António Costa, a Marta Temido ou até mesmo ao “desaparecido” Ministro Cabrita.

Durante os quatro anos de Geringonça, tenho por certo, ao Ministro Centeno se deve o singelo facto de Portugal não só ter apresentado contas certas, como também não termos sido obrigados, uma vez mais, a pedir intervenção externa para a consolidação das contas públicas.

Um Governo Socialista, apoiado pelo Bloco de Esquerda e o Partido Comunista, tinha tudo para resvalar para esse despesismo Histórico, de Guterres a Sócrates, nesse encontro da História com os valores que norteiam estes Partidos.

Esse rigor de Mário Centeno foi o garante de uma consolidação Orçamental, fundamental para a credibilidade externa, credibilidade essa essencial para a recuperação do estatuto de Portugal nos mercados financeiros que servem de “financiadores” de capital para as necessidades do País. 

Centeno não é um “aparelhista”, alguém ligado às estruturas partidárias, sendo para mim evidente que será mais um Social-Democrata do que um Socialista, sendo mesmo mais representativo do Centro-Direita do que de uma Esquerda Ortodoxa ou Europeia.

O seu legado de contas certas, de uma certa intransigência Orçamental, é a prova certeira deste pensamento.

Neste momento, cada vez mais crente nos rumores que dão certo um afastamento entre no Ministro das Finanças e restante Governo, temo que este possa ser o último orçamento apresentado por Mário Centeno, cansado de tentar domar os instintos despesistas que parecem abundar no seio deste novo Governo.

Quem viu as declarações de Centeno sobre este Orçamento e viu o vídeo propagandista de António Costa no YouTube, vê que dois mundos separam estes homens, duas visões antagónicas parecem marcar esta nova vida política...

E aqui não tenho duvidas, aliás nunca as tive...

Estou ao lado de Mário Centeno.

Direi mais...

Se o Ministro das Finanças sair deste Governo, como parece ser certo, esse será o primeiro passo para o abismo orçamental do Governo de António Costa, tendo por certo que deixaremos de falar sobre excedentes orçamentais para passar a debater os números do crescimento da despesa.

Gostemos ou não, foi essa ilha de Centeno, esse “bunker” de rigor financeiro, que permitiu à Geringonça ter resistido aos anseios despesistas dos seus parceiros de Governação.

Agora que o pudor de Costa parece ter desaparecido, nessa insana vontade de gastar, ouvimos em surdina relatos dessa essência Socialista que vai ganhando força nos assentos do Conselho de Ministros, provocando mau-estar entre o sector das finanças e restantes membros de Governo.

Sendo este um Governo construído por António Costa, através de ligações partidárias e “compadrios” de confiança pessoal, deverá tornar difícil, a alguém que vem da Sociedade Civil como Mario Centeno, fazer valer as suas posições, mesmo com o estatuto granjeado pelo actual Ministro das Finanças.

Assim não deve surpreender que Mário Centeno possa ter perdido a paciência para lidar com tão desbravada insanidade.

Até lá observemos os sinais, atentemos ao valor das palavras, para tentar descodificar cada perigo que se apresenta neste destino político que se desenha para este nosso Portugal.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

António Costa E As Capelinhas Do “Amor”...

Filipe Vaz Correia, 10.10.19


As capelinhas do Mestre Costa...

Assim anda o “simpático” Costa, de partido em partido, da sua esquerda, tentando encontrar aliados para enfrentar mais uma legislatura.

Por mais que digam que não assinam papel, estes partidos sabem que ganharão ou pelo menos não perderão estando à sombra do poder que tanto contestam e assim depois do “namoro” Socialista, lá se encontrarão, com compromisso formal ou união de facto, para esse “amor” entrelaçado.

O Bloco tudo faz para ser a relação oficial, aquela que estará ao lado do seu companheiro, na posição cimeira de tantos namoros...

O PCP quererá o “prazer” sem oficialização, esse usufruir sem assumir, esse posto de “amante” consentidamente liberto.

O Livre será um caso de dia a dia, um beijo aqui outro ali, na saída de uma reunião parlamentar, de um orçamento ou até numa discussão acesa entre Direita e Esquerda.

O PAN está na dúvida se aceita dar a mão à luz do dia ou se amarrará ao PS somente, por entre, as luzes de uma soturna discoteca, com animaizinhos de estimação e plantinhas ao luar.

Esqueci-me de alguém?

Claro...

Esqueci-me do PEV, a equipa B do PCP, no entanto, depois da despedida da queridíssima Heloísa Apolónia, não estou preparado para dissertar sobre os Verdes, tal a comoção que me invade neste novo período da nossa história Democrática.

E assim, António Costa, continua a percorrer as capelinhas do “Amor” esperando anunciar ao mundo esse casamento que possa garantir a sobrevivência do seu projecto político.



Filipe Vaz Correia