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Caneca de Letras

Caneca de Letras

09
Nov17

Anti-Populista Me Confesso...

Filipe Vaz Correia

 

Não suporto demagogos ou populistas, sempre os detestei...

Custa-me quando os sinto do meu lado, quando os vejo nas cores que sempre defendi, naquelas que sempre tive como minhas.

Infelizmente, actualmente, é assim na política, é assim no futebol, sendo que tenho mais esperança na parte política, pois no que concerne ao meu Sporting, provavelmente só me restará chorar, ao estilo da oposição Venezuelana.

Ontem assisti ao debate entre a Mariana Mortágua e o António Leitão Amaro, e sinceramente já pouco me espanta neste PSD de Passos Coelho, no entanto, assistir a uma indigna mistura de Pedrógão, Fronteiras, Legionella e Segurança Interna, é demais para a minha paciência...

É demais para qualquer tipo de seriedade argumentativa.

Esta maneira de fazer política é uma forma aberrante de descredibilizar os assuntos, misturando todos para criar uma sensação de gigantesco medo, que perturbando a sociedade, possa criar um desconforto emocional na população.

Não será isto que faz Maduro?

Ou outros que tais...

Tanto na política como no futebol, ou seja PSD e Sporting, tenho a sensação de estar permanentemente num comício Chavista.

Com Marta Soares ou Bruno de Carvalho, no meu Sporting, e estes Leitões Amaros, Hugos Soares ou os Abreu Amorins no meu PSD, resta-me esperar que um Rio possa inundar o Partido, resgatando-o de uma penumbra ultra-liberal populista, para onde foi atirado há alguns anos atrás.

Quanto ao populismo demagogo a que está votado o meu Sporting, não me parece que chegue um Rio para a tão ambicionada, por mim, mudança...

Ainda para mais, este populista tem a ajuda de Jesus.

E com apoios divinos, fica mais difícil.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

05
Set17

Nunca Mais Chegam As Autárquicas?

Filipe Vaz Correia

 

Nunca mais chegam as Autárquicas, como se a política Portuguesa aguardasse serenamente por um turbilhão, que modificasse a pasmaceira encontrada na actual oposição...

A estóica paciência de Rui Rio, contrasta com a minha impaciência, retarda de maneira intolerável a esperança que tenho de voltar a ver o Partido de Sá carneiro, com uma liderança inspiradora, determinada, reformista, ou seja, uma liderança de verdade.

Existe num órfão centro-direita, uma expectativa de voltar a encontrar uma solução que desafie esta união à esquerda que vai dominando a seu belo prazer a política e a popularidade nacional.

Uma das primeiras lições a tirar é a de aprender com Marcelo Rebelo de Sousa, com a relação de confiança que conseguiu construir com as pessoas, ao invés de hostilizá-lo, enquanto damos vivas a discursos brejeiros de políticos fora do seu tempo.

A minha intensa esperança, é a de que quem disputar o Partido, quem o retirar desta letargia inconsequente em que se encontra, não tenha receio de quebrar as amarras, de mostrar as diferenças e recuperar os ideais do PPD/PSD, afastando os Rangeis e os Coelhos, os Abreus Amorins ou os Soares, ou seja, afastar-se em definitivo desta ala ultra-liberal, meio Trumpetes, que cerceou o Partido.

Assim espero ansiosamente pelas Autárquicas, para que possa ter outra vez esperança, no País e nas legislativas.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

24
Jul17

As Escolhas De Pedro Passos Coelho...

Filipe Vaz Correia

 

Há dias jantava num dos meus restaurantes preferidos, quando sou surpreendido por uma afirmação do dono daquele espaço:

- Vou votar na Geringonça!

Fiquei boquiaberto pois este tipo de pessoas, os empresários individuais ou se quiserem "self made man", sempre foram um dos redutos intransponíveis Sociais-Democratas, no entanto, haveria de me surpreender mais...

- E não vou votar no PS, pois quero que os outros lá continuem para os travar!

Esta afirmação ainda me deixou mais incrédulo.

Sendo alguém que sempre vira votar no PSD, esta mudança demonstra até que ponto o actual Partido de Passos Coelho, aniquilou toda uma base eleitoral que tradicionalmente lhe era fiel, o apoiava...

As razões?

Fácil...

Estas pessoas sentiram-se traídas durante os anos da Troika, com aquele discurso estupidificante de ventríloquo da Austeridade, repetindo vezes sem conta o guião Europeu.

Poder-se-ia fazer diferente?

Não o sabemos mas certamente se poderia ter explicado de maneira absolutamente diferente, não hostilizando, tentando minimizar os sacrifícios feitos por todos...

Pelo Portugueses.

E depois veio a geringonça e a sua política não tão diferente mas inequivocamente mais sedutora para aqueles que se sentiram excluídos e espoliados durante o Governo PSD...

E o que esperavam as pessoas?

Nada...

Ou talvez que viesse o diabo.

Só que o diabo não veio, vindo antes essa sensação de alivio, parecendo brindar esta espécie de aliança contra-natura, de uma folga de esperança que em parte, lhe foi dada pelo discurso suicida do Líder Social Democrata...

E assim com essas expectativas tão baixas, com tão pouca fé, cresceu o espaço para surpreender, para fazer melhor do que se esperava e mais do que tudo para fazer sentir a uma certa parte da sociedade Portuguesa, como por exemplo, empresários ou reformados, que se poderia construir uma alternativa.

Verdadeiro ou não, esse sentimento existe e situa-se em grande medida em antigos votantes do chamado centrão que habitualmente confiavam no antigo Partido reformista, laranja.

Agora resta esperar, que estas eleições Autárquicas expurguem Passos Coelho e aqueles que formam a sua entourage, para que se possa primeiro reformar o PSD, para depois pensar no País...

Até lá, é ver a geringonça a esvoaçar através do sopro deste inexistente PSD.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

06
Dez16

PSD: A Passos da indigência...

Filipe Vaz Correia

 

Como olhar, hoje em dia, para o PSD?

Como observar, esses esquizofrênicos passos que insistem em dar?

Olhando para o panorama geral da Assembleia da Républica, não será dificil perceber que a bancada parlamentar do Partido Social Democrata é, de longe, aquela que mais fragilidades apresenta, mais boys aparenta, menos qualidade demonstra...

João Oliveira ou Rita rato, PCP, Mariana e Joana Mortágua, BE, João Galamba, Pedro Nuno Santos, PS, Cecilia Meireles, Adolfo Mesquita Nunes, CDS...

Nomes que goste-se ou não representam uma renovação nesses partidos, uma mudança de mentalidades, de discurso, de argumentação.

São pessoas que representarão o futuro, algumas já o presente, marcando de maneira indiscutível o destino dos seus partidos e com isso, a forma como o eleitorado irá ver essa mesma evolução.

O PSD parece amarrado a um passado, bafiento, cinzento, entristecido...

Preso a passos dados no passado, a uma realidade que já não existe e não voltará a existir.

Essas eleições e esse resultado não voltará no tempo, esses apoiantes não ficarão parados, num eterno movimento, PAF, isolado, aguardando por uma nova oportunidade...

O mundo é movimento, numa constante evolução, não se coadunando com esses dramas ou traumas que ficaram lá atrás no tempo.

Passos Coelho, por muito que isto custe, representa, por culpa própria, um passado que muitos Portugueses renegam, desconfiam, querem esquecer.

O PSD tem de se concentrar naquilo que é mais importante, na recuperação do seu passado reformista e Social Democrata.

O Partido de Sá Carneiro, está próximo das pessoas, do tecido social, das empresas, das constantes mutações sociais que um País como Portugal, inevitavelmente vive...

Passos Coelho desperdiçou todo esse potencial, toda essa massa crítica que habiualmente se identifica com o PSD.

Hoje as pessoas identificam o Partido Social Democrata, com o Ultra-Liberalismo, com Radicais economissistas agarrados a números em desproveito dos cidadãos...

Não pode ser assim...

O passado do PSD não é esse!

Por isso é necessário recrutar novas caras, novas pessoas, novas ideias para recuperar, velhos ideais, novas vontades, uma nova crença...

Uma nova esperança.

Sem o PSD, será difícil a este País reformar-se, mas não se iludam sem este País não existirá PSD!

Por isso digo, Esqueçamos Rios, Passos ou Mendes e buscamos definitivamente algo novo...

Sem receios de encontrar, o desencontro próprio de novos tempos.

 

Filipe Vaz Correia

  

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