Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Caneca de Letras

Caneca de Letras

Parabéns Mãe

Filipe Vaz Correia, 02.06.22

 

A minha Mãe faria hoje 87 anos, partiu há quase 12...

O tempo na sua infinita crueldade e contraditória calmaria traz esse doce amargo de boca que é a relativização da dor, da perda.

No entanto, pelo menos no meu caso, a ferida permanece aberta, flamejante, pujante na saudade, nesse arfar quase sufocante de um adeus que não pode ser real, do cortar de um cordão umbilical que se torna espiritual.

O dia de sua partida foi o mais triste de minha vida, este dia 2 de Junho era habitualmente um dos mais felizes do ano.

Ia quase sempre à casa batalha onde facilmente encontrava um presente que fosse a cara de minha querida Mãe, colares, anéis, encharques...

Hoje apenas escrevo estas linhas, perco-me no pensamento, busco em mim partes que lhe pertencerão.

Parabéns Mãe.

Amor da minha vida.

 

Do sempre teu;

 

 

Pipo

 

 

Uma Carta Numa Caneca... Para Ti, Minha Mãe!

Filipe Vaz Correia, 02.06.20

 

 

 

4711084E-2F5E-42E4-AAD0-A902594AFAD4.jpeg

"Nenhuma outra imagem nos poderia representar tão bem"

 

Minha querida Mãe, mais um dia 2 de Junho longe de ti, não tão perto, nesta década que se completa onde a tua partida vai sussurrando essas saudades que se eternizam.

Palavras soltas que nos ligam, num amor sempre presente, nunca menor, intensamente marcado em nosso olhar.

Incondicional, incondicionalmente marcado nesse cordão umbilical nunca cortado, no toque das mãos, no colo presente, na voz que acalmava a minha desmedida rebeldia.

Nesse conforto aconchegante me senti em casa, nos teus braços, no regaço cantado por ti em meus imberbes dias, em todos os momentos, tão nossos...

As saudades que me invadem, todos os dias, não diminuem essa falta que sempre saltará de mim, em cada partilhar de recordação de minha alma.

Farias 85 anos...

Como estou mais velho querida Mãe, sendo que ao espelho, nesse espelho da memória, ainda se encontra o teu menino, esse que vias independentemente da idade.

Essa sensação de musicalidade na expressão, sempre buscando um caminho que me permitisse o sorriso, mesmo que nele contido pouco siso, mesmo que o mundo voasse em sentido contrário.

Foste tu que me ensinaste a amar, a sentir sem receio cada parte intensa de mim mesmo, sabendo que nesse pequeno eterno instante se poderia extinguir a imortalidade.

Um dia chegou...

A tua partida chegou e o céu se cobriu de cinzento, o mar revolto se acalmou, a brisa deu lugar a esse nada que se instalou.

Meu amor...

Parabéns.

Olharei para os teus retratos espalhados em minha casa e neles buscarei, como faço sempre, esse sorriso que tantas vezes me resgatou de tristezas, de contraditórias inquietações, desse caminhar da vida carregada de ilusões.

Obrigado por tudo...

Amor de minha vida.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Neste teu Dia... Meu Amor!

Filipe Vaz Correia, 12.05.20

 

Parabéns a você...

Acho que é assim que começa a canção.

Mas não interessa, ou melhor, pouco interessará nesta viagem que nos marca, neste caminhar que nos entrelaça há vinte anos.

Por entre tropeços e quedas, sorrisos e feridas, me amparas a alma, seguras o olhar e segues caminho como se nada fosse, numa fragilidade aparente que disfarça a fortaleza constante com que amarras a vida.

Sei bem...

Eu melhor do que ninguém.

Só eu e mais ninguém.

Obrigado por tudo, como se esse tudo fosse capaz de descrever esse imenso por que já passámos, esse parar de carro à porta de minha casa no dia em que minha Mãe morreu, esse amparar de lágrimas que brindavam a órfã alma que ali desnudada se encontrava.

Sem palavras ou repleta delas, pouco importa, sobrará no desenho poético deste desgarrado texto esse amor maior, esse querer abraçar que se confunde com união mas que é mais do que isso...

É gratidão, é amizade, é amor.

E se não chegar...

Podes ficar com o meu coração, pois bate por ti há pouco mais de vinte anos.

De foguetão!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Carta Para Um Amigo!

Filipe Vaz Correia, 05.01.18

 

Meu querido amigo, muitos parabéns neste dia, pelos 40 anos que ficaram por cumprir...

Assim como ficaram os 20, os 30,  tantos e tantos sonhos, guardados em ti.

Neste dia de Reis, recordo muitos dos dias que passámos juntos, muito dos sorrisos que partilhámos, das traquinices que inventámos, da lealdade constante entre nós.

Se pudesse descrever a nossa amizade numa palavra, talvez esta fosse a mais apropriada, a que mais nos caracterize...

Lealdade.

Sempre juntos, sinceros, ligados.

Tanta coisa nos separava à partida, tantos nos ligou sem sabermos...

Às vezes penso se teríamos sido amigos, sem aquela cena de pancadaria que nos levou ao gabinete da Professora Jesuína, directora do colégio e daquela casmurrice, que tão bem nos define, de cada um querer assumir as culpas do outro.

Inimigos até aquele dia, siameses a partir daí.

Tínhamos 10 anos, 10 jovens anos.

Desde esse dia e até hoje, repito hoje, em momento algum ficaste longe do meu pensamento, meu amigo, longe deste coração que sempre te pertencerá.

Mesmo naqueles dias difíceis, enevoados por entre as sessões de quimioterapia, a que foste sujeito, mesmo nesses dias, não esqueço a nobreza com que enfrentavas a realidade, a esperança que brilhava no teu desbravado olhar...

No teu leal olhar.

Daqui, nesta carta, amigo de uma vida, fica o meu grito de parabéns, onde quer que estejas, onde quer que vás, para onde quer que foste.

Daqui, com o tremendo sentimento desta eterna amizade, fica silenciosamente, o imenso obrigado, por um dia ter feito parte dessa breve vida, que foi a tua...

Mas que sempre recordarei, com um carinho sem tamanho.

Parabéns Luís...

Meu querido amigo.

 

 

Filipe Vaz Correia