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Caneca de Letras

Caneca de Letras

28
Out19

A Era Da Política “Espetáculo” Ou The Show Must Go One?

Filipe Vaz Correia

 

As saias do assessor deram brado nas redes sociais, o assessor da Joacine, de saia rodada esventrando o Status Quo Parlamentar, os costumes sociais que se chocam...

Saia?

Um Homem?

Uma saia rodada?

Antecipam-se terramotos políticos nesta disputa entre uma esquerda cada vez mais radical, em contraponto com uma direita cada vez mais extremada...

Não no número de deputados mas na composição do seu elenco, pois convenhamos que contar com a presença e palpite do “mui” estimado André Ventura, trará um acréscimo de salitre ao debate.

No entanto, como devem saber, o sal é desaconselhado pela Organização Mundial de Saúde...

Por aqui passaremos a discutir as saias parlamentares, mais vezes, os gostos mais rocambolescos de um ou outro deputado da Nação, percorrendo o caminho até esse encontro com as sugeridas castrações químicas do “mestre” André, numa mistura imperceptível de ignorância trauliteira.

Discutiremos lugares e cadeiras, conversas sem eira nem beira, espectáculo teatralizado em cada gesto, em cada penacho de insatisfação que possa garantir aqui ou acolá uns “conscientes” votos eleitorais.

Antevê-se assim uma agitada legislatura, carregada de soturnas imperfeições, nomes e discussões soletrados na inovadora politiquice que grassará, por entre, as paredes daquela Assembleia da República.

Todos os Partidos, estes que agora aqui chegam ou os outros que há muito por aqui andam, irão puxar para si esse espalhafato mediático da coisa, os gritos e os holofotes do povo, da nação que urge influenciar.

Veremos quem neste tempo saberá moderar a coisa, chamar a si a responsabilidade adulta num recreio carregado de irritantes excitamentos...

Deste tempo, de saia rodada ou de mão em riste, tudo se poderá esperar, como num “circo”, num palco, onde o Show Must Go One.

Até lá...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

18
Mar17

O Rating, O Lixo E A Nação...

Filipe Vaz Correia

 

Admito que já não consigo ouvir falar das agências de rating, das suas opiniões, das constantes preocupações, os interesses meio velados, as conclusões sempre crispadas...

Os anos passam e o massacre continua, trimestre após trimestre, sempre nublado, sombrio, adivinhando os temporais que felizmente, tardam em chegar.

Aqui não me interessa julgar a sua importância para a regulação global, a supervisão permanente para os investidores atentos, tendo em conta, aqueles países e empresas mais próximos do risco...

O que aqui me interessa discutir, é o que sinto diante destas constantes interrogações sobre o futuro deste solarengo país, ignorando a capacidade Lusitana para encontrar soluções, onde os outros apenas veem problemas...

Para o desenrascanço Português.

Já sabemos que a divida é gigantesca, impagável, pelo menos com estes juros, que a banca Portuguesa enfrenta dilemas, que a economia se depara com infindáveis desafios...

E então?

A divida Americana, é menor?

O déficit Francês, é menor do que o Português?

A solução política Holandesa, é menos confusa do que a nossa?

Quem é afinal, o campeão da Europa de futebol?

A que país pertence, Cristiano Ronaldo?

Tudo conclusões que não entram nos relatórios dessas agências de rating, que amiúde se recordam de acompanhar o senhor Schauble, nos desejos sombrios, sobre o céu nacional.

Pois aqui, formulo aquela que deveria ser a nossa resposta, a estes insuportáveis, pregadores de desgraças:

Pedir ao Procurador Rosário Teixeira e ao Juiz Carlos Alexandre que iniciassem uma investigação, sobre os fundamentos e os propósitos destas agências de rating e as suas insistentes conclusões e se possível as prendessem preventivamente, de maneira a que pelo menos no próximo ano, não pudessem emitir qualquer boletim sobre o nosso país...

Se possível ponderassem também, sobre o FMI e transformassem a nossa divida, numa saborosa indemnização, que nos livrasse dos vários Milhões de Milhões, ainda por pagar...

As noticias mudariam e passaríamos a ser nós enquanto país, a avaliar trimestralmente, a situação destas mesmas entidades e a sua respetiva liberdade.

Já estou a imaginar, os noticiários na CMTV e os seus respectivos comentadores, a discutirem horas a fio, o destino destas instituições, os prazos para os seus julgamentos e os intermináveis interrogatórios...

Garantíamos paz, sossego e audiências...

E certamente diversão. 

 

Filipe Vaz Correia 

 

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