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Caneca de Letras

Caneca de Letras

06
Ago19

E Que Tal, Uma Greve Às Greves?

Filipe Vaz Correia

 

Está na ordem do dia esta discussão em torno da Greve dos motoristas de matérias perigosas e as suas reivindicações.

Ameaças de paralisação do País e das suas estruturas produtivas, fazem parte do rol com que somos brindados pelo advogado do sindicato, o Dr. Pardal.

Há dias, ouvi o Ministro da Economia, Siza Vieira, expressar a sua vontade de mexer na lei da Greve, tentando ajustar essa lei aos tempos actuais, dando a certa medida de defesa ao Estado para lidar com chantagens e medidas desproporcionadas que acontecem em muitos casos.

Logo um coro de criticas se levantou, da esquerda até a alguns sectores do centro direita, numa expressão pequena do bem comum.

Aqui, nesta Caneca, já expressei que sou contra a existência de Greves, sou por principio contra, sem desmerecer a opinião de muitos amigos “Canequianos” que me demonstraram, através das suas opiniões, o mérito de um pensamento contrário, para defesa daqueles que necessitam de reivindicar os seus direitos.

Respeito esse ponto de vista mas continuo sem ver, nessa forma de manifestação, a bondade que muitos amigos relatam.

Antes pelo contrário, vejo nas Greves de transportes uma forma de chantagear o Governo, através do desespero daqueles que necessitam desses mesmos transportes para se movimentar, para ganhar os seus salários.

Greves pontuais em hora de ponta, naqueles horários que sabem criar mais mossa na vida do cidadão comum...

Médicos e Enfermeiros usando a vida de cidadãos como moeda de troca para regalias, certamente merecidas, ou mesmo Professores guardiões dessas mentes do futuro e que as usam como escudo para se fazerem ouvir.

Dir-me-ão que é a única forma de fazerem ouvir as suas vozes...

Então não gritem, escrevam.

Nos dias de folga encham o País de alto a baixo, telefonem para as televisões, boicotem congressos partidários, paralisem a Assembleia da República, isso se calhar não é necessário pois os Deputados são especialistas nesse requisito, façam o que quiserem...

No fim de semana, nos dias de folga, nos dias de férias mas não usurpem o dia a dia do cidadão comum, nem adensem as “nossas” quotidianas preocupações.

Assim, sou favorável a que se altere a lei da Greve, não a exterminando do mapa, como aconselharia a minha opinião, mais radical neste tema, mas para um novo reestruturamento dessa balança que impossibilite chantagens ou arruaças, exageros ou cartelizações, demagogias ou as sempre “normais” pontes.

Por tudo isto...

Façam Greve às Greves!

O País agradece.

 

 

Filipe Vaz correia

 

 

 

27
Jul19

Um Inflamável "Kit" Socialista!

Filipe Vaz Correia

 

Parece que a Protecção Civil andou a distribuir Kits de Incêndio às populações...

Um Kit com golas de poliéster.

Uma substância altamente inflamável e que ao invés de proteger, irá pôr em maior risco aqueles que usarem o dito Kit.

Ora bem, logo se levantaram alguns para criticar o Governo e o respectivo Ministro Cabrita.

Que injustiça!

Então é o Ministro Cabrita que confeccionou as ditas golas ou as andou a distribuir?

O senhor Ministro, muito provavelmente, sujeito a um stress indescritível nesta altura do ano, está assim envolvido numa polémica sem qualquer tipo de razoabilidade, enfrentando as críticas de quem nada percebe sobre o tema.

O Governo, que se aproxima de uma maioria absoluta, combate estas injustiças com a nobreza que se lhe reconhece, assacando culpas a outros, sejam Presidentes de Câmara ou empresas privadas, jornalistas ou afins...

E muito bem!

Era o que faltava se estas pessoas que nos representam, com tamanho sacrifício e incompetência, perdão competência, tivessem que assumir culpas ou responsabilidades.

Mais...

Sabemos lá se estas golas não terão sido fabricadas na China?

Se sim...

Já só faltava quererem criar uma polémica internacional.

Enfim...

Tenham pudor e respeito pelo Governo e pelo doto Ministro Cabrita, fazendo, se faz favor, silêncio sempre que estes fizerem asneira, por maior que seja, por mais imbecil que pareça.

Irresponsabilidades é que não!

Parafraseando o Excelentíssimo senhor Cabrita.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

29
Jan19

Diesel ou Gasolina... Qual o Futuro?

Filipe Vaz Correia

 

A polémica está lançada no mundo automóvel Português, quiçá Mundial...

O Ministro do Ambiente, alertou os Portugueses para o facto de os carros a Diesel poderem desaparecer ou desvalorizar, nos próximos 10 anos.

Um rebuliço se levantou, desde as indignadas Associações de Automóveis ou dos Proprietários de Stands, erguendo, assim, a sua voz contra o estimável Ministro Matos Fernandes.

Ora bem...

Explicarei o meu ponto de vista, baseando-me exclusivamente em factos, caso não queiram discutir ou raciocinar com seriedade, por favor abandonem este Blog.

Como base de sustentação a esta minha opinião, recorro ao filme Regresso ao Futuro II e a todas as descrições nele contidas.

Quem, como eu, assistiu a esse filme nos anos 90, soube de antemão que no ano de 2015 os carros voariam e seriam alimentados por lixo urbano, libertando assim o planeta da tamanha poluição que, há tanto tempo, o intoxica.

Por isso, custa-me perceber a razão, para tamanha estranheza com as palavras do Ministro, antes pelo contrário...

O que não entendo é porque razão os carros não voam, navegando pelo ar, como o Delorean do Doc.Emmet Brown e do "jovem" Marty Mcfly.

Diesel? Gasolina? Rodinhas na estrada?

Isso é que me surpreende.

Discutam, debatam, mas por favor...

Com seriedade, sabedoria e principalmente sustentando a vossa argumentação em factos e provas de estudo.

Um bem haja.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

21
Out18

As "Fotografias" Da Polémica...

Filipe Vaz Correia

 

A polémica está lançada, por causa de umas quantas fotografias tiradas, aquando da captura dos três foragidos que haviam escapado de um tribunal no Porto.

Parece mentira mas é mesmo verdade...

No Jornal da Noite da SIC Noticias, deram destaque a esta situação com a intervenção indignada de Ministro e deputados, preocupadíssimos com a dignidade Humana, que parece ter sido posta em causa, neste especifico caso.

Pensei para mim:

Mas que raio fizeram aos homens?

A fotografia, do momento da captura, mostra os três indivíduos algemados, sentados no chão, enquanto aguardavam pelo transporte para a cadeia.

Será bonito?

Não!

Indigno?

Também não me parece.

O ridículo toma contornos risíveis, se a comparação não fosse abjecta, quando em plena reportagem do mesmo telejornal, se faz a comparação deste caso com o dos detidos em Abu Grahib, no Iraque...

Sinceramente, por mais absurdo que possa parecer, fizeram esta comparação, mostrando as imagens referentes a este atentado aos Direitos Humanos, aquando da ocupação Americana no Iraque, na Era Pós- Saddam Hussein.

Só para termos uma noção, aquelas pessoas estavam detidas nessa miserável prisão, despidas, torturadas, levando choques eléctricos nos seus órgãos genitais, colocados em posições humilhantes que, muitas das vezes, simulavam o acto sexual.

Vexatório demais para que um ignorante jornalista possa, por um instante, em nome de uma reportagem sensacionalista, querer usar essa memória em favor das suas audiências.

De facto, estamos a chegar ao ano zero do jornalismo, em muitos casos, fruto da reinante ânsia por polémicas.

Não esquecer que estes três detidos, faziam parte de um "gangue" violento que roubava e atormentava idosos em suas casas.

Dir-me-ão...

Isso justifica que possam ser mal tratados?

Não!

Mas foram?

Também não me parece.

Se as fotografias poderiam ter sido evitadas ou mesmo não divulgadas?

Claro que sim!

Mas fazer disto um caso de desrespeito dos Direitos Humanos...

Por favor!

Desrespeito pelos Direitos Humanos era o que estes meliantes faziam na sua actividade criminosa e é precisamente disso que os telejornais deveriam estar a falar.

Enfim...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

23
Dez17

Ministro Vieira Da Silva: Um Natal Em Família!

Filipe Vaz Correia

 

Nesta época Natalícia, não é demais expressar o quão importante, deve ser a família...

Ou o que cada um de nós, considera como família.

No caso da Geringonça, mais precisamente do Ministro Vieira da Silva, esta premissa parece aplicar-se o ano todo, num subsidio constante entre lugares e remunerações...

Desde que começou este escândalo com a Raríssimas que Vieira da Silva está debaixo de fogo, por causa das alegadas relações, entre o mesmo e a ex-Presidente daquela Instituição.

O Ministro explicou-se, como conseguiu, o Primeiro-Ministro apoiou-o num gesto de lealdade, no entanto, adensa-se o mistério...

A filha, a Mulher e agora a Sogra.

Até a Sogra?

Caramba.

A filha de Vieira da Silva é uma espécie de sombra de António Costa, voz do inconsciente do Primeiro-Ministro, ocupando o lugar de Secretária de Estado na Geringonça...

Até aí, tudo bem.

A mulher, Deputada da Nação, Sónia Fertuzinhos, também envolvida em viagens com a Raríssimas, vê agora através de uma reportagem da RTP, tornado público um subsidio que aufere mensalmente de mil euros, para ajudas de custo relativas a deslocações, pois segundo a mesma, vive em Guimarães.

O problema é que a Senhora vive com o seu Marido, e muito bem, mas em Lisboa...

Na Avenida de Roma.

Olha que bem...

Ajudas de custo para quem vive na Avenida de Roma e todos os dias tem de ir para São Bento?

Ok...

Pode ser.

Mas Mil Euros?

Não bastaria um passe social?

Sónia Fertuzinhos esqueceu-se, certamente, que em 2002 declarou aos Juízes do Palácio Raton a morada onde parece realmente residir...

Avenida de Roma, uma vez mais.

Pouca vergonha será , na verdade, de somenos para caracterizar esta trafulhice, nada virgem na história Parlamentar Portuguesa.

Para a coisa se tornar ainda mais complicada, para o actual Ministro da Segurança Social, não é que RTP descobriu que o seu Ministério, atribuiu um subsidio de 100 mil euros à IPSS liderada pela Senhora Sua Sogra...

É caso para imaginar a consoada em casa do Ministro Viera da Silva, na Avenida de Roma ou em Guimarães, todos sentados à mesa, abrindo os presentes, todos eles com o carimbo da Presidência do Concelho de Ministros.

Mais um subsidio para um, uma viagem para outro, e para todos nós, a estupefacção por tamanha falta de vergonha.

Um bom Natal Senhor Ministro e respectiva família.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

13
Dez17

Raríssimas Ou Muitíssimas?

Filipe Vaz Correia

 

Esta trafulhice chamada de Raríssimas, vem despertar a atenção de todos nós para esta realidade encoberta, de variadíssimas Instituições de solidariedade, entrelaçadas com a política, que infelizmente estão muitas vezes para lá do escrutínio público...

Da seriedade previsível.

Este escândalo envolvendo Ministro e Secretário de estado, Deputados e outro tipo de figuras, não deixa de ser mais um alerta, entre outros tantos, para o desconhecimento envolvente da chamada caridade social.

Depois da Cáritas, a Raríssimas, através da sua principal figura, Paula Brito e Costa, numa espécie de sobrevivência opulenta, com dinheiros públicos ou donativos de boa vontade...

Assim urge, sem dúvida, que de uma vez por todas, se faça uma auditoria pública a todas estas Instituições, de maneira a que se possa salvaguardar este tipo de solidariedade.

Torna-se difícil, a qualquer cidadão, acreditar num qualquer peditório, na pureza do discurso, na incerta certeza do destino do dinheiro recolhido...

Quanto dinheiro terá ido para os mais variados casos de doentes, que supostamente deveriam usufruir dos donativos destinados à Associação Raríssimas e quanto terá ido para os casacos, as viagens e a alimentação da Exmª Drª Paula Brito e Costa?

Das duas uma:

Ou se esclarece até ao último pormenor, quem esteve envolvido, quantas destas Organizações procedem da mesma forma, ou então...

O descrédito sentido pelo cidadão comum, acabará por descredibilizar este tipo de Instituições.

Fica reservado ao poder político, a resposta a esta questão...

Pois estamos, todos, fartos de trafulhices.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

18
Out17

O Novo Ministro!!!!!

Filipe Vaz Correia

 

Eduardo Cabrita é o novo Ministro da Administração Interna, substituindo Constança Urbano de Sousa, numa tentativa de dar um novo folgo a este Governo, liderado por António Costa.

Escrevi aqui anteriormente, que o Primeiro-Ministro deveria escolher um nome acima de qualquer dúvida, uma referência que trouxesse consigo peso político, e reconhecimento público...

Eduardo Cabrita, não é esse nome.

O novo Ministro é uma solução resgatada ao núcleo duro deste Governo, um nome que demonstra um curto espaço de recrutamento, assim como, um desconfortável sentimento existente, no olhar do próprio António Costa.

Não serei daqueles que gritam aos ventos a morte política do actual Primeiro-Ministro, pois apesar de não ter uma provecta idade, já vivi o suficiente, para presenciar a renascimentos improváveis.

Por essa razão, aguardemos com paciência, os próximos capítulos na cena política, os novos assuntos, polémicas que infelizmente abafarão as mortes e a dor destes malfadados dias, sendo que o País não perdoará, outra tragédia que esventre, uma vez mais, este nosso Portugal.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

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