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Caneca de Letras

Caneca de Letras

05
Dez19

Donald Trump: O “Bobo” Da Corte Ou Um Vídeo Na Cimeira Da NATO?

Filipe Vaz Correia

 

Na cimeira da NATO vários foram os Chefes de Estado que estiveram presentes, numa cimeira que concentrou os maiores protagonistas da política Mundial.

No entanto, um vídeo se destacou, um assunto foi maior do que todos os outros...

O vídeo onde Trudeau, Macron, Boris Johnson e Mark Rutte, a espaços acompanhados pela princesa Anna, troçavam de Donald Trump.

Trump chegara atrasado ao Palácio de Bunckingham, deixando a Rainha Isabel II à sua espera...

Este foi o mote para as palavras de Boris Johnson, palavras que deram inicio a essa conversa que escarnecia do desnorteado Presidente Americano.

De facto, nunca os Estados Unidos estiveram tão vulneráveis a este tipo de episódios como nos dias que correm, fruto da personagem trágica e cómica que preside aos destinos de tão mui nobre Nação.

Trump ao tomar conhecimento de tal vídeo amuou, deixando de imediato a cimeira da NATO, alegando que já tinha dado muitas conferências de imprensa, algo que o isentaria de mais encontros.

Deste episódio, marcado por uma gigantesca invasão de privacidade, por parte da imprensa, para com aqueles que se apresentam como protagonistas da “vida pública”, sobrará o ridículo da figura Presidencial Americana, ou seja, desse Donald Trump que se assemelha a um elefante numa loja de porcelanas.

Uns dirão que aquela conversa de Chefes de Estado foi bulling...

Eu direi que foi, singelamente, divertida.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

17
Mar19

Coletes Amarelos: Manifestantes Ou Criminosos?

Filipe Vaz Correia

 

O Fenómeno dos Coletes Amarelos, há muito, invadiu as ruas de França, até de outras partes do mundo...

No entanto, em nenhum outro local com esta dimensão que se regista por terras Gaulesas.

As "manifestações" deste fim de semana em Paris, trazem uma vez mais ao de cima, uma questão inquietante...

Manifestantes ou Criminosos?

Mais de 10 mil pessoas saíram de suas casas inundando as ruas de Paris, sendo estimado que cerca de 1500 radicais possam ter conseguido se infiltrar, agitando e incitando os actos de vandalismo, retratados nas várias reportagens espalhadas pelo mundo.

Palavras de ordem como Morte aos Ricos, assim como, a devastação de vários locais conotados com as classes mais abastadas, revelam a intenção de generalizar o Caos, apontando alvos e buscando cisões "antigas".

Não é cenário virgem, esta espécie de anarquia revolucionária, junto de movimentos descontrolados, muitas vezes buscando o confronto como meio de gerar novas formas de organização de uma Sociedade.

Nessa demagogia encapotada, se escondem traumas e revoltas, labirintos pincelados em Sociedades cansadas e esgotadas, incapazes de responder aos anseios dos seus cidadãos.

O que os Governantes devem compreender, ao se deparar com cenários destes, é a fragilidade da sua actuação, sendo imperioso uma absoluta firmeza e astúcia,  para não se perder o poder democrático, às mãos de um caldeirão violento e repleto de raiva.

Macron, neste caso, deve compreender o que move, parte destes manifestantes...

Por um lado, compreender e responder às pessoas que genuinamente quiseram gritar a sua condição menor, por outro lado, deve punir firmemente os que se aproveitam deste tipo de manifestações, para promover a desordem e a violência.

As duas medidas são inseparáveis para a construção de uma sólida manutenção de um regime democrático.

Respeitando quem se manifesta, Castigando quem comete estes crimes.

Convém não esquecer que esta ideia ancestral de uma exterminação dos Ricos, nunca levou a um enriquecimento dos Pobres.

Antes pelo contrário, vários são os exemplos ao longo da História, onde este tipo de ideal, surtiu um efeito devastador para as Sociedades que o testaram, como referência...

A China, a URSS, Cuba ou até a Venezuela, em diferentes momentos da sua existência, buscaram nos Ricos e na divisão de suas Sociedades, a razão para criar e sustentar as clivagens que justificariam as suas revoluções.

Nunca resultou.

Tentemos aprender com o "nosso" passado, para descodificar os perigos do presente.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

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