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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Manicómio...

Filipe Vaz Correia, 12.03.17

 

Tanta gente à minha volta;

E estou sozinho,

Tanto ruído à minha volta,

E eu neste silêncio,

Tanta chuva à minha volta,

E não consigo chorar,

Tantos rostos à minha volta,

Que não consigo tocar,

Tantas memórias à minha volta,

Que não consigo resgatar,

Tanto e tão pouco...

 

Tantas perguntas que me perseguem;

Tantos olhares que me interrogam,

Tantas dúvidas que encerram,

As escolhas que não consegui fazer...

 

Assim aprisionado;

Nestas paredes brancas,

Entre penas de um passado,

Fugindo como palancas,

Em cada sonho enegrecido...

 

Aprisionando as vozes;

Da minha solitária,

Loucura!

 

 

 

 

Amigo Imaginário...

Filipe Vaz Correia, 26.02.17

 

Questiono aquela voz que me acompanha;

Aquela estranha certeza que em mim habita,

Aquele imaginário amigo,

Conselho antigo,

Que sei só meu...

 

Por entre as palavras escondidas;

Os olhares imaginados,

A história descrita,

Nesses sonhos passados,

Em cada imagem escrita,

Na vontade da minha querença...

 

Sempre soube que não existias;

Que eras fruto dessa tortuosa imaginação,

Da vontade insegura,

Que comanda esse coração,

Alma nua,

Que se esconde por detrás da minha emoção...

 

Mesmo assim;

Não saberia imaginar,

Poder enfim,

Caminhar,

Sem a certeza,

De contar,

Com esse amigo imaginário,

Que acompanha o meu destino!