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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Um "Palhaço" Chamado Bruno...

 

Em primeiro lugar pedir desculpa a todos os Palhaços, todos os que usam essa arte como profissão.

Não quero por isso deixar de notar que não confundo Palhaços, com este "palhaço"  a quem me refiro...

Bruno voltou à ribalta, num dia repleto de Brunismo, de Brunistas, de palhaçadas, perdoem-me a redundância.

Parafraseando Victor Espadinha:

"Estou farto deste gajo."

E muito mais haveria para citar das palavras desse actor Português, no entanto, para poupar os impropérios, vou-me abster de as citar, não esquecendo que com todas elas concordo.

Parece impossível que ainda existam pessoas a acompanhar este palhaço alucinado, esta espécie de Hitler desportivo, descompassadamente desencontrado com o tempo que passou...

Bruno vive encerrado num mundo que já não existe, numa realidade paralela que apenas serve para alimentar esse ego desmesurado que lhe pertence.

Tudo mudou...

Nada será igual nesse Reino Brunista em que se havia transformado o "meu" Sporting.

Bruno não se importa com o Clube, com a equipa e seus resultados, aliás como sempre fez...

No tempo de Marco Silva, este tipo de atitude, manifestou-se no pós Guimarães, no tempo de Jesus aquando da marcação da primeira Assembleia Geral, estávamos nós em 1º lugar, no pós Madrid, no dia anterior ao jogo com o Marítimo ou no dia anterior à final da Taça de Portugal.

Tantas as vezes que Bruno apareceu para criar a instabilidade no Sporting Clube de Portugal, de maneira eficiente, como nenhum rival foi capaz de o fazer.

Mantém o estilo, continua na forma, mostra-se o mesmo aldrabão de sempre...

Mas já não engana.

Resta a todos nós, Sportinguistas, demonstrar ao mundo a nossa revolta perante um aldrabão como Bruno de Carvalho, acautelando que nunca mais um demagogo deste calibre possa ser Presidente do Sporting Clube de Portugal.

Para isso só resta um rumo...

A Expulsão.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

João Benedito: A Entrevista De Um Presidente...

 

João Benedito esteve hoje na TVI para uma entrevista, como candidato à Presidência do Sporting Clube de Portugal...

E como esteve bem.

O João, enfim o nosso João, destaca-se pela elegância nas palavras, que saudades de um Sportinguista assim, destaca-se pela coerência, pela garra e determinação que tanto o caracterizaram enquanto atleta...

E que atleta.

Ao ouvir as suas palavras, as suas ideias e explicações ganho cada vez mais a certeza de se tratar da pessoa certa para o lugar, para levar o Clube ao destino que os seus Fundadores lhe vaticinaram.

Do João não se espere a demagogia, rasteira forma de tentar seduzir, não se aguarde futriquice ou mesmo pequena política, como maneira de tentar confundir para reinar...

Do João só se pode esperar esse intenso rugir de um Leão autentico, de uma alma Leonina tão imensa como intensa.

Se dúvidas houvessem este será o líder que poderá fazer a diferença.

De todas estas candidatura, existem pelo menos quatro que não fazem sentido...

Tavares Pereira, Dias Ferreira, Rui Rego e Madeira Rodrigues.

Uma candidatura em que jamais votaria...

Frederico Varandas, pois tenho aversão a sacos de gatos, amontoado de Brunistas e "Croquetes", de Barrosistas e Alvistas, de tudo e do seu contrário.

Eduardo Barroso disse na SIC Noticias que assim como Bruno carvalho em 2011, também Frederico Varandas esteve em sua casa, e vê neste muito de Bruno, num claro indicador desse apoio anunciado.

Enfim pedaços de nada, prometendo tudo.

Deus nos livre.

Sobram dois nomes diferentes mas que me merecem respeito...

José Maria Ricciardi e João Benedito.

E neste caso julgo que João Benedito será a melhor opção, pelo lado desportivo que traz à questão em detrimento do lado economicista que essencialmente se traduz a outra candidatura.

Que chegue o momento de um antigo atleta, coadjuvado por outros variadíssimos antigos atletas, trazerem a sua visão para o Clube e tentem transformar o destino do "meu" Sporting, elevando-o para o patamar que tanto esperamos.

Por tudo isto acredito em João Benedito e penso que cada vez mais Leões acreditam.

Viva o Sporting

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Caluda Senhora Le Pen...

 

A Senhora Le Pen, afinal, não vem à Web Summit em Lisboa...

Pelos vistos a Organização do evento considera que seria desrespeitador para o País que acolhe o evento, Portugal, a presença da dita Senhora preferindo assim retirar o convite, anteriormente, feito.

Ora vejamos...

Nada me liga a Marine Le Pen e ao seu discurso Ultra-Nacionalista, género Putin ou Orban, no entanto, para ser coerente com os meus valores, jamais poderei entender aqueles que saltam em gritos contra a presença da líder da Frente Nacional em Portugal.

Num País que julgo Democrata, de vez em quando surgem uns assomos de Autoritarismo "Vermelho" que se tornam difíceis de suportar.

Mas porque razão não poderia Marine Le Pen estar na Web Summit discursando sobre o que pensa para a Europa e para o Mundo e podem estar no Parlamento Português, Partidos a votar menções honrosas de apoio a ditadores como Assad, Fidel, Chavez, Maduro ou Kim Jong-Un...

Não consigo entender.

Ou será que ditadores alicerçados em discursos, igualmente populistas, xenófobos e demagogos, mas que partam da ponta oposta do espectro político merecem deste nosso Regime uma diferente forma de relacionamento?

Parece que sim.

Hugo Chavez não visitou Portugal?

Qual a diferença de postura entre um e outro?

Nenhuma.

Este caso fez-me recordar a proibição de uma conferência na Universidade Nova de Jaime Nogueira Pinto por considerarem que esta promovia uma ideia de Extrema-Direita...

Não será esta atitude anti-democrática?

Cerceadora da liberdade de expressão?

Uma coisa é discordar, criticar, ferozmente antagonizar com os discursos de Marine Le Pen e os seus propósitos, combater essa ideia do ponto de vista da argumentação, outra é querer banir o pensamento de outrem de acordo com aquilo que são os nossos ideais, utilizando para isso aquilo que tanto criticamos...

O silêncio imposto.

E eu...

Com silêncios impostos não compactuo.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

Os Rostos Perdidos De Génova...

 

É tudo horrível...

Um tenebroso sentir quando aquelas imagens invadem a televisão e amordaçam a nossa voz, sufocam o nosso olhar, aprisionam o nosso coração.

Aquela tragédia em Génova, capta medos e desesperos, traz tristeza e solidariedade, recorda a cada instante o quão pequenos somos.

Uma ponte que colapsa num segundo e nesse segundo transforma a vida em nada, vidas em nadas, como se esse nada a que me refiro, fosse o fim de um tudo que até àquele instante fazia sentido...

Somente fazia sentido, sentindo que aquelas vidas tão novas e tão velhas, de filhos e pais, maridos e mulheres, amigos e conhecidos, almas solitárias...

Somente fazia sentido nesse desesperante instante em que tudo deixou de o fazer.

No fim de todo este horror, começam a dar nomes e rostos às vitimas, àqueles que morreram na tragédia de Génova e é aí que se apercebe a distante alma da desmedida tragédia.

Vendo os rostos daqueles que partiram, vendo o olhar dos que cá ficando perderam um pedaço de si mesmos, da dor transformada em gente, no rosto de um sem numero de pessoas.

Quando se dá nomes e rostos aos números, tudo parece ser ainda mais cruel, mais horrível, mais destruidor, mais intimidante...

Simplesmente porque os rostos da tragédia são precisamente iguais a qualquer um de nós.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

Rendido a São Martinho Do Porto...

 

Desde que me conheço sempre tive uma embirração com São Martinho do Porto, fosse pelo tempo incerto, pelo mar parado ou até por qualquer outra razão...

Passaram os anos e poucas foram as vezes que fui até lá, quase sempre à noite para uma noitada na rua dos cafés, antes de ir para o Greenhill ou para o Sítio da Várzea.

De algum tempo a esta parte a queridíssima Tia Isabel, insistiu em me levar a conhecer aquele São Martinho que existia através do seu olhar, que saltava das suas memórias e parecia eternamente seduzir num quadro encantador.

Este ano a convite da Tia, passei alguns dias em São Martinho, muitíssimo bem acompanhado pela minha Mulher, os imensamente amigos/irmão Manel, Inês e as minhas Sobrinhas Matilde e Rosarinho...

Claro está, nunca esquecendo, a Tia Isabel.

Os dias no Hotel Palace do Capitão foram surpreendentes, deslumbrantemente arrebatadores...

A simpatia dos empregados entrelaçada com aquela sensação de ter a Baía aos nossos pés.

Não tenho palavras para classificar o quão apegado me senti por aquela espécie de rotina que parece existir naquela terra, naquelas gentes, naquele belíssimo local...

De manhã o tempo, de tarde aproveitar o sol por entre a calmaria das gélidas águas e à noite os belos jantares, amarrados às melhores conversas, num sorriso intemporal que se estende de uma ponta à outra daquela mágica baía.

Senti-me em casa e isso não poderá ser dissociado daqueles maravilhosos manjares que preencheram os meus dias, não podendo deixar de, mais uma vez, aqui referir a minha queridíssima Tia Isabel, pela maneira como nos acolheu, se preocupou e acima de tudo nos deu esse carinho próprio de quem sabe receber.

Assim estendo este meu texto a todos esses dias que ali tive o gosto de passar, não querendo terminar sem o escrever:

Tia...

Tornei-me um São Martinheiro.

Obrigadíssimo por tudo.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Árvore Da Vida...

 

 

 

Se cada folha caída no chão;

Contasse a sua história,

Sobraria a desilusão,

De tão extensa memória...

 

Extensa mas finita;

Triste e risonha,

Contradição maldita,

Maldita e tristonha...

 

Pois o fim lá estará;

Aguardando sorrateiramente,

Esse arrancar da vida,

Que chegará tristemente...

 

E depois cada palavra;

Cada singela pontuação,

Dará lugar ao silêncio,

De um tempo desconhecido.

 

 

No Vazio Das Palavras...

 

 

 

No vazio das palavras;

Se descreve tantas vezes,

O valor desse querer,

Que sendo indescritível,

Se intensifica,

Sempre que em tua presença estou...

 

Porque não se engana o olhar;

Não se entorpece o sentir,

Não se mata o desejar,

Nem o seu infinito rugir...

 

No vazio das palavras;

Se esconde infinitamente,

A infinitude,

De um grande amor.

 

 

 

 

 

E Se For Amor?

 

 

 

E se for amor?

Bate forte a alma,

Desmedidamente o coração,

Nessa espécie de ardor,

Descompassada emoção,

Que se revela num torpor,

Entorpecente ilusão...

 

E se for amor?

Daquele que silencia;

Dá voz ao olhar,

Discretamente irradia,

O reflexo de um luar...

 

De um luar tão brilhante;

Num segundo hesitante,

Num sentir arrepiante,

Arrepiando a sufocante,

Vontade de te ter...

 

E assim se entrelaça;

Num instante,

A insistente questão...

 

E se for amor?

 

Então que o seja;

Plenamente...

 

Plenamente eterno;

Eternamente vivido,

Por nós.