Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Caneca de Letras

Caneca de Letras

História Rimada...

 

 

 

Queria sentir;

Sentir desmedidamente,

Desmedidamente entregue,

Entregue ao destino,

Que destinadamente se confunde,

Confundindo a alma,

A alma entrelaçada,

Entrelaçadamente querendo,

Esse querer que suplante,

Suplantando o mundo,

Para te encontrar.

 

Queria sentir;

Sentir só mais uma vez,

Essa primeira vez que te vi,

E que vendo me arrebatou,

Arrebatando sem saber,

O que sabia desconhecer,

O que passei a saber,

Assim que te vi...

 

E gravado em nós;

Resistirá na memória,

Este pedaço de história...

 

Tornada amor.

 

 

"A Mais Pura Forma De Amor"...

 

 

 

Nos teus lábios;

Se escrevem as palavras certas,

Se libertam os desejos imaginados,

Se pintam as telas mais belas,

Dos sonos encantados...

 

No teu olhar;

Se escondem os abraços,

As dores sofridas,

Os tamanhos espaços,

De vidas outrora vividas...

 

No calor do teu corpo;

Se amarram os segredos,

Que perdurarão por entre o tempo,

Anseios e medos,

Eternos momentos de ternura...

 

De tão nobre ternura;

Tornada aventura,

Dessa candura,

Mais pura...

 

"A mais pura forma de amor"...

 

 

 

Como Te Amo... "Meu" Querido Sporting!

 

Os velhos de plantão asseguram que os adversários são fracos...

E eu grito:

Fracos são vocês!

Parece impossível este completo ressabianço encartilhado que não consegue reconhecer o trabalho feito por Marcel Keiser, sem menosprezar os adversários em questão.

Jogar contra o Rio Ave fora é fácil?

Será mais difícil jogar contra o Arouca em casa?

Será mais difícil jogar contra o Moreirense em casa?

Ou o Belenenses fora?

Mas enfim, nenhum comentador irá estragar a minha alegria, este contentamento de te ver jogar, de vos ver ganhar, rapazes de verde e branco.

O "meu" Sporting marcou, jogou bem e voltou a reencontrar o seu ADN...

A formação.

Miguel Luís, Bruno Paz, Pedro Marques, Jovane Cabral, Carlos Mané, Thierry Correia.

Nas entrelinhas da História, memória Sportinguista, recordo em mim, aquele sonhar constante em cada esperança de um Jovem Leão...

Este Sporting faz sonhar, torna feliz o presente que se afigurava, há poucos meses, tristonho.

Keiser surpreende, amarra a alma Leonina, a minha, a de todos nós...

Sem medos ou receios, sem fantasmas ou mágoas, somente carregados de uma esperança inabalável.

Vale a pena sonhar, vale a pena gritar...

Como te amo, "meu" querido Sporting.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Inteiro...

 

 

 

Um turbilhão de gente;

Gritos e vociferia,

Entrelaçando o que sente,

A doce melodia,

Deste amor...

 

Pois se disfarça a querença;

Mas continua a bater,

A singela esperança,

De te ter...

 

Porque nada se compara;

Ao tamanho amar,

Que se reconhece,

Por entre o desamarrado olhar...

 

E voltaria sempre até ti;

Mesmo que fosse o momento derradeiro,

Pois só a teu lado,

Me sinto inteiro...

 

Só ao teu lado;

Me sinto inteiro.

 

 

 

 

 

 

Marcel Keiser E A "Eterna" Formação Leonina...

 

Um mini Sporting vai a jogo em Alvalade para a Liga Europa.

Thierry Correia, Miguel Luís, Abdu Conte, Bruno Paz, Jovane Cabral e Pedro Marques...

Ou seja, um conjunto de "craques", made in Alcochete, como há muito não se via pelas bandas de Alvalade.

Espero que Keiser saiba dar oportunidade a estes meninos, capazes ser alternativa, caso acreditem no seu valor.

Espero que, de certa forma, o treinador Leonino possa retirar destes jovens valores, tudo o que estes prometem, o que deles se espera.

De todos os que aqui estão, Miguel Luís, Thierry Correia e Pedro Marques são os que mais preenchem as minhas "Leoninas" expectativas...

Aqueles em que mais acredito.

E falta Daniel Bragança, com os seus pé de veludo, recordando Paulo Sousa ou Pep Guardiola.

Veremos como joga o Sporting e se iremos ver confirmada esta oportunidade para alguns jovens Leões.

 

 

 

Viva O Sporting

 

 

 

Um Mundo Melhor?

 

Minha querida esperança, como está difícil acreditar que este mundo poderá ser melhor... Pois se após cada tiroteio, se torna mais difícil a lágrima, se constrange a alma sofrida, numa ferida agigantada, por entre, o sofrimento maior da alma Humana. Caiem como tordos, os doces inocentes da hora errada, os que estando no local errado, pagam o horror plasmado nas, torpes, mentes de alguns. Em nome de Deus, de Alá, de Buda ou Maomé... Sei lá o que escrever, o que gritar a cada momento, se a razão se torna pequena no meio de tamanha incompreensão, do tamanho ódio vociferado nas ruas de Barcelona, Estrasburgo, Nova Iorque, Carachi, Paris ou Bruxelas... Atentados e mais atentados, a que assistimos sentados no sofá da sala, à mesa de um café, no rádio do carro. Mas o que importa? Será que importa? Já não basta gritar, expressar sem volta a indignação, pois indignada deve estar a alma de Deus, de todos os "Deuses" adorados nos quatro cantos do mundo. Estas criaturas feitas à sua semelhança, são provas vivas de uma fracassada esperança. Mas não quero parar de escrever, de libertar na folha em branco, o que singelamente me dita o desperançado querer.

Quero acreditar num mundo melhor...

Num mundo melhor.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Uma Década Depois De Bernard Madoff...

 

Bernard Madoff cumpriu hoje dez anos de prisão, de uma pena de 150 anos...

Oliveira e Costa cumpriu Zero.

No meio da tamanha teia judicial em que se encontra Portugal, talvez a parte mais incompreensível seja a demora como se arrastam os processos, se prende o sentido justo da suposta Justiça.

Bernard Madoff foi detido e julgado em seis meses, no seu caso condenado, no entanto, a sentença é indiferente para o objectivo, pois a rapidez de julgamento defende não só a verdade, como também, o próprio réu.

Ao contrário, em Portugal arrastam-se os processos, sendo as pessoas julgadas indefinidamente na praça pública, na capa dos "Correios das Manhas", contribuindo assim, para uma popularização da Justiça que enlameia todos os que com ela se cruzam...

Culpados ou inocentes.

O caso BPN, está a ser julgado há quantos anos?

11anos?

Sócrates, Salgado, Vara, Ricardo Oliveira, o Senhor Joaquim, Manuel ou Francisco, não deveriam estar dependentes de um intemporal espectáculo de justiça mediática, entrelaçada com os "Ruas Seguras" da vida.

Seis meses.

Repito...

Seis meses, o tempo que mediou a detenção, o julgamento e a condenação de Bernard Madoff, demonstrando assim a Justiça Americana, um respeito pelos absolvidos, pelos condenados e acima de tudo pelas vitimas.

Um respeito asolutamente irrepreensível.

Por cá, continuaremos a jogar ao "Segredo de Justiça", sistematicamente violado na capa de alguns jornais, enquanto o circo mediático se alimenta desta espécie  de "palhaçada" a que chamamos de Justiça.

Daqui a uma década, quando Madoff cumprir os seus vinte anos de cárcere, saberemos se Sócrates é considerado culpado ou inocente, pelos "providenciais" tribunais...

Mas o que isso importa?

Infelizmente nada.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Canal Da Mancha: Os Dois Lados Da Desilusão...

 

A política é feita de expectativas e percepção, de convicções e caminhos, de esperança e decisões...

Ontem em Londres e Paris, dois "Líderes" agonizaram, duas figuras políticas se perderam, por entre, as teias da incoerência.

Theresa May, obrigada a adiar a votação ao acordo que trouxe de Bruxelas, admitindo assim, o fracasso do seu plano político.

A Senhora May, cada vez mais encurralada, empurra para a frente o seu destino, tentando ganhar tempo, buscando um "milagroso" momento, que na minha opinião, já não chegará.

Talvez um novo referendo, seguido de eleições legislativas, seja a única solução para um Reino Unido, traído por ideólogos populistas que deixaram, como seu legado, o Caos.

Do outro lado do Canal da Mancha, encontramos Emmanuel Macron, alguém que, num determinado momento, trouxe esperança e encantamento, sabendo potenciar com os seus discursos, a vontade de uma mudança capaz revitalizar a Sociedade Francesa, sem radicalismos.

A sua vitória trouxe acalmia e tranquilidade, afastando o cenário Le Pen do Eliseu, no entanto, como na altura escrevi, esta seria a última oportunidade dos Democratas Franceses e Europeus, afastarem Marine Le Pen do poder, se falhassem ou defraudassem as pessoas, nada mais restaria...

E de facto, Macron está a desiludir.

Está, em certa medida, a trilhar o mesmo rumo de Hollande, carregando consigo a mesma imagem de incapacidade e de plasticidade.

O seu discurso ao País, foi no mínimo desastroso, incompreensível, desgarrado e cobarde.

Depois deste discurso de Macron, será difícil não escrever, que o poder parece estar na "rua".

Promessas de aumento salarial, ao estilo "Venezuela", deixando no ar uma sensação atabalhoada e assustadora, numa das maiores economias Europeias, Mundiais.

E poderá ser esse sentimento de "anarquia" política e ideológica, a reforçar aqueles que fazem do autoritarismo demagogo a sua arma.

Cedendo, cedendo, cedendo....

Parece ser esta a palavra de ordem tanto no Reino Unido, como em França, num desesperado e derradeiro acto.

Enfim, um mesmo sentimento dos dois lados do Canal da Mancha...

Uma infinita e profunda desilusão.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

A Imensidão...

 

 

 

Espinhos na imensidão do mar;

De um cristalino azul,

Um poema a poetizar,

As desventuras destinadas,

De cada desassombrado sonhar,

Que desenhado se encontra,

Na imaginação...

 

Traço delicado;

Nesse mundo por descobrir,

Um horizonte imaculado,

Sem medo de ferir,

O que estará desencontrado,

Dentro de ti...

 

Amarrotado pedaço de mim;

Sem receio de sorrir,

Pois nessa esperança sem fim,

Reside esse eterno sentir,

Que não finda...

 

Que amor tão grande;

Aquele que saltita, por entre, as linhas,

Que respira em cada rima,

Sobrevive a qualquer parágrafo,

Se amarra a cada verso,

Se entrelaça na infindável alma,

Do poeta...

 

Espinhos na imensidão do mar;

Na imaginação de um intenso amar,

Gritando sem parar...

 

Amor!

 

 

 

Reflexões Poéticas...

 

Como teria sido diferente se tivesse escolhido outro rumo, outro caminho a percorrer, outras voltas...

Se tivesse voado mais cedo e mais cedo escapasse pelo mundo, abraçando a imensidão de um destino, tão vasto como a imaginação mundana da alma.

Mas o que teria perdido?

Como poderia resgatar o que me preenche, quem me preenche?

Tantas interrogações, sendo que pelo meio das dúvidas sobram as certezas, as incertas querenças que se transformam em vontades, entrelaçadas saudades do que desconheço...

Ou que conhecendo não quis perder.

É assim a mundana caminhada de um olhar, de uma alma.

No íntimo desse existir que me pertence, sei bem que nada mudaria ou mudando...

Aqui queria, voltar, a estar.

Como diz a canção:

"Eu quero partilhar, a vida boa com você..."

Assim sem mais, sobra à imaginação, pincelar num quadro de aguarelas, os pequenos traços de um destino, curiosamente preguiçoso, carregado de uma saudade desse passado que adoraria voltar a viver.

Como escreveria minha Mãe:

"Viveria tudo novamente, se soubesse que me traria até ti."

Que saudades.

 

 

Filipe Vaz Correia