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Caneca de Letras

Caneca de Letras

01
Nov18

E Depois De José Peseiro?

Filipe Vaz Correia

 

José Peseiro foi despedido...

Ao contrário do que foi escrito, não foi nesta madrugada que isso aconteceu mas sim nas páginas do Jornal Expresso, de forma indirecta mas sonora.

A derrota com o Estoril, foi apenas uma simpática desculpa para a execução do plano Presidencial.

Perguntarão...

Peseiro estava a fazer um bom trabalho?

Não.

Infelizmente este José  Peseiro, que pela segunda vez passa por Alvalade, mostrou-se "pequenino", medroso, incapaz de motivar equipa e adeptos ou apostar em jovens jogadores.

O oposto do que tinha feito, anteriormente, no Sporting.

Dito assim, não me surpreende o despedimento de Peseiro, aliás, ontem enquanto sentado me encontrava nas bancadas do Estádio José  de Alvalade, várias foram as vezes em que isso me passou pela cabeça...

No entanto, uma nota é preciso tomar:

A Presidência de Frederico Varandas começará, efectivamente, neste dia, com este despedimento.

Mesmo com a equipa a jogar de forma medíocre, Peseiro deixa o Sporting a dois pontos da liderança do Campeonato, em segundo na Liga Europa, na Taça de Portugal e, dependendo de si, na Taça Lucílio Baptista...

As consequências deste despedimento recairão sobre Frederico Varandas e sobre esta sua decisão.

Quanto a nomes, eliminando o inverosímil Leonardo Jardim, oiço falar em Paulo Sousa, Miguel Cardoso, Rui Faria...

Apenas uma coisa:

Para Paulo Sousa, deixem ficar o Tiago Fernandes.

O nome que gostaria?

Rui Jorge.

Com tempo e projecto, apoiado por uma liderança que não esteja nas mãos de uma claque, poderá transformar este Clube.

Pedirei muito?

Talvez...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

  

30
Set18

Nani: O Proscrito...

Filipe Vaz Correia

 

Mas porque razão tem o Sporting de ser autofágico?

A Historia repete se e não muda essa autofagia Leonina.

É com lástima que assisto a este caso Nani, em praça publica, ao desperdiçar do talento, da magia e acima de tudo, do exemplo...

O mesmo Nani que tem dado em campo assistências, golos e dedicação.

Tenho feito um esforço para não criticar Presidente e Treinador, atendendo ao momento que o Clube passa e passou, no entanto, este empolar do que se passou em Braga com o Capitão Nani, irrita a minha alma Leonina.

Ate já vi compararem este caso, com o que de Rochemback, nos idos de 2005...

Por favor!

Tenham lá Santa Paciência.

Olhar para o relvado e observar o exemplo e ênfase que se dá a jogadores, atenção que admiro e defendo, mas que tiveram atitudes que Nani nunca teve para com o Sporting Clube de Portugal, deixa-me abismado.

Nani nunca rescindiu contrato, não confrontou o treinador, não pediu para sair ou faltou a qualquer treino, simplesmente regressou depois de mais uma aventura Europeia, pela segunda vez, ao seu clube do coração...

Recordo-me ainda do tempo em que foi vendido ao Manchester United, acima da clausula de rescisão, por intervenção directa do próprio jogador que ao invés de fazer chantagem para sair se manteve ao lado do seu Clube de menino, segundo foi relatado na altura por vários intervenientes do negócio.

Amarrar-se um gesto em forma de desabafo, exclamado no meio do relvado, solitariamente, a um caso de proporções inimagináveis, é no mínimo, uma gigantesca falta de bom senso de todos os que compõem a estrutura Leonina.

Peseiro agiganta-se falando, desta situação, na conferência de imprensa de antecipação da jornada, dando assim dimensão a algo que deveria estar trancado e resolvido no balneário.

Dizer agora que é do foro interno...

Depois de ter falado publicamente disto é, no mínimo, patético e despropositado.

Faltou, uma vez mais, competência no Reino do Leão, esperando eu que este seja apenas um erro de primeira viagem para a equipa liderada pelo Presidente Varandas, pois caso contrario,  não augura nada de bom.

Quanto ao proscrito Nani, o "meu" Capitão, espero que volte ao relvado, pegue na bola e num segundo de fantasia responda bem alto...

Com o seu "Coração de Leão".

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

01
Jul18

O Regresso de José Peseiro...

Filipe Vaz Correia

 

Nunca vi o Sporting jogar tão bem, como aquele Sporting de Peseiro em 2004/2005, onde conseguiu chegar à disputa do titulo nas últimas jornadas, num desfecho Paraty, e à final da Taça Uefa em Alvalade, final essa que me escusarei comentar, tal a tristeza que ainda hoje guardo em mim.

José Peseiro regressa à casa de partida, volta ao lugar onde tudo pareceu brilhante, imensamente perfeito.

Infelizmente para Peseiro e para os Sportinguistas não foi assim...

Perdemos o titulo, fugiu a Taça Uefa e sobrou tristeza, amargura, resquícios de contestação que acabariam por se manifestar no inicio da época seguinte, levando ao despedimento do treinador e ao fim da linha para a direcção que o apoiava, liderada por Dias da Cunha.

Por razões que me abstenho de aqui referir, estive com Peseiro no inicio da época de 2005/2006, na Academia de Alcochete, e logo ai tive a noção de estar diante de um homem em fim de linha, sem capacidade de liderança no grupo de então, submerso em fantasmas inultrapassáveis...

No entanto, reconheço a Peseiro essa imensa virtude de colocar as suas equipas a jogar um futebol atraente, sedutor, mas infelizmente não vencedor.

Para os jovens de Alvalade, sobra mesmo assim, uma certeza importante...

Peseiro não tem receio de apostar na formação, antes pelo contrário, que o digam João Moutinho, Nani ou André Silva.

Essa virtude ninguém a poderá contestar.

Nunca escolheria José Peseiro, sendo que muito provavelmente, qualquer um desses nomes que desejava, rejeitariam ingressar no "meu" Sporting, neste momento.

Espero que Peseiro seja feliz, tão feliz como a esperança Leonina presente em meus sonhos, esses mesmos sonhos que fazem parte deste sentir da minha alma.

Para terminar, referir apenas, este pequeno facto que me deixou deslumbrado:

Aeroporto de Riade, Arábia Saudita, no centro da cultura Sunita, radicalmente Islâmica, num mundo conservador sem medida...

"Jesus, Jesus, Jesus!" Gritavam em loucura os milhares que aguardavam Jorge Jesus, o novo treinador do Al-Hilal.

Em terra de Sunitas, uma multidão gritando o nome de "Jesus"...

É obra!

Só mesmo o Jorge Jesus.

Viva o Sporting

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

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