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Caneca de Letras

Caneca de Letras

28
Jul19

Um Momento Entre Amigos Ou A Busca Pela Eternidade?

Filipe Vaz Correia

 

Nada me preenche mais do que uma prosa entre amigos, esse tempo decorrido onde não se encontra o fim, onde não se entrelaça o início e apenas se busca a continuidade que parece interessar.

Por entre um olhar, uma palavra, um sorriso ou um gesto, se compreende todo um significado, um doce ou salgado entendimento de nós mesmos.

É assim que entendo a amizade, o sentir maior que não cala, mesmo no meio de silêncios, mesmo por entre ruidosos momentos que parecem silenciar cada pedaço de entendimento.

Foi assim o jantar de hoje, são assim os jantares de sempre.

Escolhemos o prato, decidimos a bebida, perdemos um infinito tempo entre sobremesas e digestivos...

Mas verdadeiramente nos perdemos por entre as conversas e memórias, graças e recordações.

Só assim faz sentido...

Só assim poderá fazer sentido.

Por mais palavras que se troquem, por melhores paladares que se encontrem, são as pessoas que contam, os sentimentos que somam, esse querer que se impõe.

Nada mais se sobrepõe, nada mais importa.

E hoje...

Foi apenas isso que aconteceu, um singelo momento entre amigos, por entre imprecisos instantes de um desmedido querer, maior do que nós, maior do que a memória que nos pertence...

Pertencerá.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

29
Nov18

Um Jantar Do "Caneca"...

Filipe Vaz Correia

 

Dias atrás, tinha eu acabado de fazer o jantar para os meus Sobrinhos Matilde e João, quando estes disparam uma ideia tão peregrina, como engraçada...

"O Arroz do Tio é tão bom como o do H3."

"E tio... Esse arroz é o melhor."

Claro que sorri e o meu coração se regozijou com os elogios destes dois, que sendo "meus", me enternecem.

"O Tio deveria ir ao Masterchef."

Acrescentavam por entre um conjunto de elogios.

Sentados à mesa, a minha querida Sobrinha Matilde, não se poupava às ideias...

Porque razão, o Tio não faz um texto no Caneca sobre este jantar e daqueles "seus" seguidores que comentarem, escolhemos um para ir jantar a casa do Tio, um dos seus fantásticos cozinhados.

Sorri...

Sorri imaginando a coisa e pensando como seria bom juntar, à volta de uma mesa, pessoas que desconheço, com algumas que fazem parte da minha vida, desde sempre.

Todas as desculpas servem para, por exemplo, uma boa feijoada.

Histórias partilhadas, gargalhadas, conversas, palavras...

A Desconhecida, a Ana, o Delfim Cardoso, o Triptofano, a Beia Folques, o P.P, a Gaivota Azul, o Anjinho, o Francisco Laranjeira, a Terminatora, o Robinson Kanes, a Tudo Mesmo...

Como seria bom.

E juntar o Jaime Bessa, o Miguel Pastor, a Verinha, a Daniela, o Lourenço, o Manel.

Tudo com a supervisão dos autores da ideia.

Bem...

Não passa de uma ideia.

Mas que seria uma belíssima ideia, isso seria.

Seria?

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

10
Abr18

O Meu Sobrinho João...

Filipe Vaz Correia

 

O meu sobrinho João fez hoje 10 anos...

10 anos que passaram num breve momento, que voaram por entre o seu olhar pertinente e curioso, meigo e ternurento.

Parece que foi ontem que lhe peguei ao colo pela primeira vez, em casa de seu Pai, carregado de medo de o poder magoar, de o assustar, mas não...

Desde o primeiro momento, este amor que não consigo explicar se manifestou, esteve presente.

Neste jantar, repleto de risos e alegria, partilhado com a sua Avó Ana, seu Pai Jaime, sua Irmã Matilde, sua Prima Mariana e estes seus Tios, foi um imenso gosto poder olhar para ele e ver o homem que se está a erguer...

A personalidade que na sua alma habita, num menino bem educado, inteligente e respeitador.

Que orgulho "meu" João.

Não posso deixar de recordar a partida do meu querido Tio Jaime, seu Avô, neste dia de anos em que pela primeira vez, não está entre nós ou certamente estando na alma de todos nós que dele não nos esquecemos.

Muitos parabéns Joãozinho, deste Tio que o ama incondicionalmente, orgulhoso por fazer parte desta sua vida que para mim é tão especial.

Um beijinho com amor.

Tio Pipo

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

12
Nov17

Até Os Mortos Quiseram Ir À Web Summit!

Filipe Vaz Correia

 

A Web Summit marcou por estes dias, de maneira indelével, os discursos e as conversas, os media e as redes sociais, com uma agitação inerente a um evento desta dimensão.

Muitos resolveram cravar as suas parolas garras, não compreendendo um evento que através dos seus intervenientes, com palestras futuristas entre Humanos e Robôs ou através de temas importantes e decisivos, como as alterações climáticas ou as fake news, justificavam a tão destacada cobertura, assim como o excitamento sentido na Capital Portuguesa.

No entanto, como se isso não bastasse, até os mortos se quiseram juntar...

Não estamos a falar de mortos.

Estamos a falar de Mortos!

Mortos com letra grande, porque são os maiores da Nação, ou melhor alguns dos maiores, pois nem todos os maiores se encontram lá e nem todos os que por lá se encontram, são os maiores.

Bem...

Esta contestação boçalizada em torno de um jantar, é na minha modesta opinião, um certo egoísmo da parte de alguns hipócritas vivos, querendo retirar aos Mortos, mais uma vez com letra grande, o reencontro com alguns dos seus esquecidos gostos.

Eu se por acaso, tivesse o privilegio de ser um dos maiores, que não sou, nem serei, e estivesse ali no Panteão...

Esperem lá, para estar no Panteão, teria de morrer...

Lagarto, Lagarto, Lagarto!

Bem, se ali estivesse com Sophia, Garret, João de Deus, Carmona ou Aquilino, nada me faria mais sentido, do que este repasto, aos pés da minha tumba...

Ali perto.

Poder a minha triste alma,  sentir o rebuliço das gentes, apresentadas e aperaltadas, misturadas com o cheiro das carnes ou o tempero dos peixes, o cair do vinho, o evaporar de um copo de Whisky...

Como desejaria, mesmo tendo partido há muito, que me deixassem, de certa forma, participar nesta festa da Web Summit.

E atenção, que todos estes Mortos participaram como Voluntários, pois a renda do aluguer do espaço, vai certamente para os cofres do Estado, logo, para um sem fim de gastos Orçamentais.

Para terminar, meus caros amigos, dizer apenas que como é evidente estou a brincar um pouco com a situação, insólita e descabida, não venha por ai a Isabel Moreira aos saltos, gritando ao vento que aqui no Caneca de Letras, não se tem respeito pelos maiores da Nação.

Sou contra jantares no Panteão Nacional, pelo local em si, assim como sou contra qualquer tipo de aluguer deste espaço...

Considero que de todos os Monumentos Nacionais, que fazem parte dessa lista para aluguer e rentabilização, estes que servem de última morada,  para os nossos supostos Heróis, devem ser preservados a este tipo de negócio.

Posto isto, direi que tão culpado é o imbecil que se lembrou de incluir o Panteão Nacional nesta listagem, salvaguarde esta ou não, a possibilidade de rejeição por parte do Estado, como são incompetentes aqueles que após dois anos à frente de um Governo, ainda evocam a imbecilidade dos seus antecessores, para justificar a sua própria incompetência.

Os únicos que podem aqui ser ilibados, são os Mortos e o Paddy, sendo que este último até já pediu desculpa, por algo que na verdade, não tem culpa alguma.

E assim, até para o ano Web Summit, para mais um mundo de oportunidades e de criticas.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

29
Out17

Jantar De Amigos!

Filipe Vaz Correia

 

Celebrar a amizade, nos últimos dias de um Outubro, derradeiros dias de um Verão que tarda em se despedir, em deixar surgir aquele desnudar das árvores, imensa melancolia no olhar, que insiste em não chegar.

Fui jantar com a minha mulher e dois queridos amigos, Verinha e Lourenço, a um restaurante perto de minha casa, O Papo Cheio...

Mesa na esplanada, jantar magnifico, como sempre, conversa descontraída, solta, tão nossa, repleta de empatia, telepatias, enfim aquela ligação que tão bem nos define.

A amizade tem destas coisas, esta espécie de combinação exacta, quase perfeita, de tantos e tamanhos labirintos opinativos, que acabam por se conjugar num reencontro constante, de pessoas que se querem bem.

No fim da noite, no curvar de uma esquina, o desfolhar de uma árvore, numa dança imperfeita de folhas que se estiralham no chão, se desprendem das copas e nos brindam com um cenário romântico, nostálgico, teatral...

Verinha e Daniela à frente, Lourenço e eu atrás, perdidos por entre conversas diferentes, pensamentos diversos, reencontrados nesse desencontro mágico, repleto de um imenso significado.

E assim, numa esquina desta nossa Lisboa, entregues ao espantoso momento e à sua intrínseca beleza, tivemos a certeza de que celebrada a amizade, num desajustado dia de um verão que já passou, tivemos o gosto de presenciar, um pedaço de Outono, que se recusou  a ser Verão...

Viva a amizade.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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