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Caneca de Letras

Caneca de Letras

"Pequena Criança"

Filipe Vaz Correia, 22.12.18

 

 

Volta pequena criança;

De outrora,

Carregada de uma esperança,

Que se foi embora,

Uma leve lembrança,

De um velho agora,

Que queria repetir...

 

Queria repetir;

Sem temer,

Voltar a sentir,

Sem perder,

Cada pedaço de mim...

 

Volta pequena criança;

Que um dia fui,

Sem medo da desesperança,

Que chegou...

 

E num qualquer lugar;

Num outro tempo,

Tentarei resgatar,

Essa espécie de momento,

Que eternamente me ficou.

 

 

 

 

 

 

 

Velha Infância!

Filipe Vaz Correia, 28.12.17

 

Já não grita a velha alma;

Como se soubesse gritar,

Se soubesse roubar;

Da amargura,

A velha alegria,

Perdidamente inebriada,

Por tamanho destino...

 

Já não sorri o pequeno coração;

Esse menino perdido,

Velha recordação,

De dias escondidos,

Em mim...

 

Já não se entende;

Disfarce maior,

Pedaço insano,

Da velha infância...

 

A velha infância;

Que um dia,

Me Pertenceu.

 

 

 

 

Todas as Noites......

Filipe Vaz Correia, 26.10.17

 

 

 

Fujo todas noites;

De mim,

Dos pesadelos que me acorrentam,

Das mágoas que regressam sem fim,

Ou das dores que me sufocam,

Indefinidamente...

 

Fujo todas as noites;

Dos medos que me controlam,

Dos fantasmas que me circundam,

Das vozes que gritam,

Sem parar...

 

Fujo todas as noites;

Daquela criança assustada,

Que insiste em chorar,

Daquela voz embargada,

Que não pára de soluçar...

 

Todas as noites fujo;

Do escuro,

Dos medos,

De tudo o que se esconde,

Em mim...

 

E que sendo meu;

Desesperadamente me persegue.

 

 

 

Verões Da Minha Infância!

Filipe Vaz Correia, 17.06.17

 

 

 

Um mergulho tão fundo;

No despertar do verão,

Um prazer vagabundo,

Vagueando pela ilusão,

Reencontro profundo,

Com a distante recordação,

Da minha infância...

 

Este ar quente;

Este sol abrasador,

Reflexo de um tempo já ausente,

Passado acolhedor,

Por entre as memórias da minha mente...

 

E em cada pedaço deste mar;

Onde me pareço perder,

Perdendo-me nesse reencontrar,

Intenso reviver,

Desses verões que já não voltam...

 

A esse tempo,

Onde fui criança.

 

 

No Cimo Daquela Árvore!

Filipe Vaz Correia, 05.06.17

 

 

 

No cimo daquela árvore;

Estão guardadas as palavras,

Com que fingia,

Ser feliz...

 

No cimo daquela árvore;

Estão escondidas,

As lágrimas,

As feridas,

Da minha meninice...

 

No cimo daquela árvore;

Daquela e só daquela,

Estão desassombradas,

As amarguradas,

Fantasias,

Que não consegui alcançar...

 

No cimo daquela árvore;

Está um pedaço de mim,

Do que fui,

E não fui capaz de resgatar...

 

No cimo daquela árvore!