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Caneca de Letras

Caneca de Letras

António Costa: Uma Oportunidade Perdida?

Filipe Vaz Correia, 24.03.22

 

 

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António Costa oficializou o seu Governo, libertando os nomes que constituirão o próximo Governo de Portugal.

Infelizmente assistimos a uma oportunidade perdida em dois vectores, na quantidade e na qualidade...

Na quantidade, António Costa anunciou um Governo enxuto, algo que não cumpriu, ou seja, 17 Ministros e 38 Secretários de Estado é um número enxuto em contas à António Guterres ou Teixeira dos Santos e na qualidade teremos de expressar a desilusão imensa que caracteriza as escolhas de Costa.

Manter a inexistente Ministra da Cultura, a sucessão no Ministério da Educação, o número inenarrável de militantes Socialistas, assim como, a saída de Pedro Siza Vieira deixam a nú a falta de qualidade nesta nova plataforma política.

Esperava-se mais de Costa e do seu projecto político para o País, no entanto, nada é mais preocupante do que a pasta das Finanças...

Fernando Medina.

Fui crítico, por desconhecimento, de Mário Centeno, assim como de João Leão, dois nomes que acabaram por realizar um excelente trabalho, mais o primeiro do que o segundo, sendo que o seu perfil técnico poderá justificar a sua imunização à habitual politiquice Socialista.

Medina nada tem de técnico e acima de tudo traz consigo aquela "aldrabice" política que anuncia o desastre.

Enfim...

Este Governo tem tudo para se tornar uma oportunidade política, sendo a maior esperança que este meu prognóstico seja completamente falhado e que Costa possa ser um visionário para lá do seu tempo.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Bye Bye “Geringonça”! Até Nunca Mais…

Filipe Vaz Correia, 28.10.21

 

 

 

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A Geringonça foi-se...

Esclarecer a todos que ainda há pouco tempo escrevi aqui um texto onde explicava que este orçamento iria passar e que todo este drama, da aprovação ou rejeição, era apenas uma encenação de baixa qualidade.

Como facilmente compreenderão, percebo tanto de política como de pastelaria Francesa...

Com pena minha isto quer dizer que percebo zero de táctica e realidade política.

Sinceramente e apesar da minha reputação como analista político estar na rua da amargura arriscarei mesmo assim um ou outro desabafo:

O que se passou na mente dos partidos mais à esquerda da Assembleia da República?

Acreditarão, PCP e BE, que irão ter um resultado eleitoral melhor do que haviam obtido em 2019?

A minha previsão é a de que tanto PCP/BE irão ter uma derrota eleitoral absolutamente  Histórica.

Na Direita tudo dependerá das futuras lideranças...

PSD com Rangel poderá entrar no centro, rejeitando caminhar ao lado do Chega, como fez Moedas, possibilitará juntar independentes e gente disposta a lutar por uma alternativa Governativa.

Se for Rui Rio não acredito que exista o momentum necessário para ameaçar António Costa.

O CDS só tem uma hipótese com Chicão...

Uma coligação com o PSD, caso contrário desaparecerá do espectro político parlamentar.

Quanto ao Chega tenderá a crescer, não creio que muito, mas certamente esse crescimento será menor se Rangel vencer a liderança do PSD pois a sua posição facilitará o voto útil nos Sociais Democratas para quem quiser derrotar o PS.

Para terminar o PS e António Costa...

Apostam tudo na dramatização e acredito que correrão na direcção da tão desejada Maioria Absoluta.

O Povo dirá se a conseguirão.

Bye Bye Geringonça...

Até Nunca Mais.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

Orçamento De “Cesariana”

Filipe Vaz Correia, 15.10.21

 

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Estas cenas de um orçamento pseudo tremido resvalam para uma espécie de teatro chinfrim de tempos já ultrapassados.

Toda a gente sabe que se fossemos para eleições antecipadas o PS seria o grande beneficiário.

Os partidos de esquerda, BE e PCP, seriam reduzidos a um número muito menor de deputados, os Comunistas correndo o risco de bater recorde negativo, enquanto no espectro oposto, entretidos com guerrilhas internas, PSD e CDS teriam imensa dificuldade em resistir ao voto do centrão no Governo de Costa.

Mais...

Se derrubarem o PS neste momento, para além de ser o Governo que levou o barco na pandemia será também aquele que não cedeu aos desmandos e pedidos tresloucados da esquerda mais radical, o que certamente permitirá a dramatização de António Costa no apelo ao desejado centrão.

Mas enfim...

É apenas uma reflexão.

Prognóstico:

O Orçamento passará com abstenção da esquerda, voto favorável do PAN e deputados independentes e votos contra de toda a direita.

O Governo irá ceder em uma ou outra coisinha para alegrar PCP/BE e permitir que este espectáculo de pouquíssima qualidade possa continuar numa qualquer  sala de Teatro em São Bento.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

Eurico, O “Brilhante”… Tem Dias

Filipe Vaz Correia, 24.09.21

 

 

 

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Eurico Brilhante Dias, Secretário de Estado para a Internacionalização brindou o País com uma pérola de visão, uma visão capaz de nos levar mundo a fora no crepúsculo de tamanha sapiência.

"Eu vou dizer uma coisa que talvez não seja politicamente correcta, nós ganhámos com a COVID-19. E ganhámos porquê? Ganhámos porque Portugal foi um país que, tendo as suas dificuldades, enfrentou a Covid 19 com bastante êxito, dentro do que foi possível."

"Evidentemente, faleceram muitas pessoas, e muitas pessoas passaram muito mal, mas Portugal mostrou ser um País muito organizado, que enfrentou uma realidade muito disruptiva com muito sucesso."

Diante destas palavras logo se levantou um bruá nas redes sociais, uma indignação popular e política contra o discurso do mui nobre Brilhante Dias.

Em primeiro lugar, como o nome indica, o senhor logo avisa que o seu brilhantismo tem dias, pelo que conheço dias não e dias não, mas mesmo tendo em consideração este alerta de sobrenome...

Não posso deixar de considerar muito ríspido  o vento que se levantou contra estas palavras do Secretário de Estado para a Internacionalização ou seja o homem que está encarregue dos nos vender lá fora.

Salve Seja!

Nós Ganhámos com a COVID-19, talvez seja a parte mais chocante de todo o discurso depois de 18000 mil mortos e mais de 400 mil pobres provocados em parte por esta Pandemia, o que demonstra que uma pessoa com responsabilidades governativas não percebeu nada sobre o Pais real onde vive nem os dramas em que os seus cidadãos vivem.

Este Segurista repescado por Costa, ou seja um opositor que passou a homem de mão, é tão pequeno e medíocre como o percurso de aparelho partidário  impõe, clamando ao vento pela organização cá do burgo mediante a tragédia que tantos passaram.

Explicar a este militante socialista que Nós Perdemos Com O COVID-19, nunca imaginei ser necessário, é explicar que muitas famílias perderam entes queridos, muitos portugueses sobreviveram com maleitas ainda desconhecidas, que muitos perderam empregos, outros empresas, outros casas e outros ainda a esperança...

Mas como explicar tamanha realidade a alguém Brilhante?

Brilhante Dias...

Dias não e outros menos  brilhantes ainda.

Num País civilizado demitia-se no imediato...

Mas parece que continua no mesmo quadro que o Ministro Cabrita.

Triste País.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

O Rosto De Uma Tragédia...

Filipe Vaz Correia, 22.01.21

 

 

 

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Portugal está a agonizar, desnudado por entre centenas de mortos, diariamente, que nos ferem a alma.

Durante meses ocupei estas linhas a elogiar este Governo na sua gestão da pandemia, nesse caminho escolhido que inexplicavelmente ousou abandonar...

Infelizmente, neste momento, não o posso fazer.

António Costa e o seu Governo estão tão perdidos como todos nós, com o agravante de serem eles os escolhidos para nos governar.

O Natal...

Esse aperitivo de popularidade que António Costa escolheu para o sorriso temporário do povo, com os custos aterradores que agora saboreamos, aliado à manutenção das fronteiras abertas com o Reino Unido, enquanto outros países as encerravam, sobrando ainda a manutenção das escolas abertas enquanto todos percebíamos que se caminhava para o desastre.

Tantas coisas...

Estamos entregues a uma avalanche de informação, de tragédia e desnorte, sendo que me parece ser evidente o imenso ziguezaguear e desnorte que invade quem nos dirige.

Sobra a todos resistir, ficar em casa, sabendo que só sobreviveremos enquanto Nação se formos absolutamente responsáveis e cumpridores num tempo carregado de surpresas.

Entre a saúde pública e as questões financeiras e económicas seremos confrontados com as ruínas do nosso tempo, aquele que tínhamos como garantido, e será aí que importará recordar as vozes e os responsáveis de tamanhas incompetências.

Os que nos dirigiram, aqueles que continuam a fazer jantares de centenas de pessoas, e os outros que continuam no palco jogando o jogo da hipócrita arte de fazer política.

 

 

Filipe Vaz Correia