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Caneca de Letras

Caneca de Letras

António Costa E As Capelinhas Do “Amor”...

Filipe Vaz Correia, 10.10.19


As capelinhas do Mestre Costa...

Assim anda o “simpático” Costa, de partido em partido, da sua esquerda, tentando encontrar aliados para enfrentar mais uma legislatura.

Por mais que digam que não assinam papel, estes partidos sabem que ganharão ou pelo menos não perderão estando à sombra do poder que tanto contestam e assim depois do “namoro” Socialista, lá se encontrarão, com compromisso formal ou união de facto, para esse “amor” entrelaçado.

O Bloco tudo faz para ser a relação oficial, aquela que estará ao lado do seu companheiro, na posição cimeira de tantos namoros...

O PCP quererá o “prazer” sem oficialização, esse usufruir sem assumir, esse posto de “amante” consentidamente liberto.

O Livre será um caso de dia a dia, um beijo aqui outro ali, na saída de uma reunião parlamentar, de um orçamento ou até numa discussão acesa entre Direita e Esquerda.

O PAN está na dúvida se aceita dar a mão à luz do dia ou se amarrará ao PS somente, por entre, as luzes de uma soturna discoteca, com animaizinhos de estimação e plantinhas ao luar.

Esqueci-me de alguém?

Claro...

Esqueci-me do PEV, a equipa B do PCP, no entanto, depois da despedida da queridíssima Heloísa Apolónia, não estou preparado para dissertar sobre os Verdes, tal a comoção que me invade neste novo período da nossa história Democrática.

E assim, António Costa, continua a percorrer as capelinhas do “Amor” esperando anunciar ao mundo esse casamento que possa garantir a sobrevivência do seu projecto político.



Filipe Vaz Correia




Eleições Legislativas: Uma “Salganhada” Eleitoral?

Filipe Vaz Correia, 07.10.19

 

Noite eleitoral carregada de surpresas, talvez não, num misto de derrotas vitoriosas e vitorias amargas.

O PS vence as eleições, ao contrário de há quatro anos, sem maioria absoluta, num cenário “pantanoso” mas que irá colocar à prova os dotes de negociante de António Costa.

O PS submerso nessa arrogância típica dos Socialistas, Mário Centeno foi a face dessa característica na campanha eleitoral, vê assim, com estes resultados, uma resposta dos Portugueses a tamanha altivez argumentativa.

O outro lado da “Geringonça” não vence mas também (não) perde, ou seja, o PCP perde expressão parlamentar, aliado à derrota autárquica, denotando um desgaste acentuado na sua base eleitoral, irá temer a reedição dessa “Geringonça”, sabendo também que a negação desse caminho poderá lhe custar um preço na História.

O Bloco que praticamente mantém o mesmo resultado que anteriormente havia tido, certamente, se vê desiludido tendo em conta as expectativas criadas por todas as sondagens ou essa boa imprensa que tanto”acarinha” os Bloquistas, deixando um enigma na líder Catarina Martins...

Assegurar a renovação da solução Governativa ou pelo contrário evitar a sua reedição?

O Bloco tudo fez para garantir que o PS não conseguiria a maioria absoluta, tentando assim aumentar o seu círculo de influência, porém, convém observar cada passo Bloquista, cada escolha de um partido com dores de crescimento.

E o PAN?

Um caso de ponderação...

O grande vencedor da noite.

Voltando à direita...

O PSD perdeu as eleições, não com o estrondo anunciado mas com uma contestação evidente dessa sua penitência amargurada após os anos da Tróika.

Rio parecia ter vencido esta eleição tal o excitamento com que apareceu diante dos jornalistas, certamente, influenciado pelas sondagens “predadoras” que há muito o tentavam devorar.

O PSD teve um resultado negativo mas muito superior àquele que muitos antecipavam...

Dará este resultado para evitar uma luta interna fratricida?

Duvido...

O CDS?

Bem, o CDS é a expressão maior de uma hecatombe, sendo o maior derrotado da noite, encurralado entre o surgimento de novas forças eleitorais à direita, Iniciativa Liberal ou o Chega, e as incongruentes posições da sua líder e frágil estrutura.

Cristas abandonou, num gesto com imensa dignidade, contrastando com a maioria do seu populista percurso político.

Os novos partidos que chegam à Assembleia da República, Chega, Iniciativa Liberal, Livre, trazem novas ideias ou falta delas, novos pontos de discussão, novas pontes ou batalhas...

Veremos quantos destes partidos permanecerão ao fim de uma legislatura.

Duas notas de pesar:

A morte política do sempre rebelde Santana Lopes e a despedida da queridíssima Heloísa Apolónia, colocada num distrito de impossível eleição pela estrutura Comunista numa purga carinhosa e sem direito a teatralismos.

Num tempo de discussões ecológicas o PCP assassina a líder histórica dos Verdes, o que não deixa de carregar de ironia o destino da Extrema-Esquerda Comunista, neste tempo de clima e Gretas. 

Vem aí mais uma legislatura...

Com Geringonça?

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

Centeno E O FMI: Ir Para Fora Cá Dentro?

Filipe Vaz Correia, 23.07.19

 

O FMI quer levar Mário Centeno...

E ninguém para levar o Bruno Fernandes?

Atenção que eu gosto desmedidamente do Capitão Leonino.

Voltemos a Centeno...

O FMI parece ser o destino do "nosso" Mário, o Ministro das Finanças que tem feito brilharetes por essa Europa fora, cumprindo metas e deficits como há muito não se via.

António Costa vai acumulando os elogios ao seu "Ronaldo" num gesto agregador que contribui para o "suposto" curriculum do seu Governo.

Já aqui admiti que Mário Centeno me surpreendeu, pois jamais esperei que aquele senhor "apatetado", que confundia números na campanha eleitoral se transformasse no homem forte de uma Geringonça, capaz de açaimar PCP e BE.

Enfim...

Este Centeno é uma caixinha de surpresas.

Agora, depois do Eurogrupo, está numa shortlist para liderar o FMI, o mesmo FMI de que tantas vezes, tantas vezes com razão, disse mal.

Ao ouvir e ler a opinião de vários comentadores políticos, não posso deixar de me preocupar...

Pois se já desconfio desta Geringonça, como fica espelhado na miséria de trabalho no SNS, como encarar o futuro sem o travão Centeno aos desmandos Socialistas, aos ímpetos de extrema esquerda que se escondem nesta coligação encarnado e rosa.

Ao ouvir nomes como Elisa Ferreira para substituir Centeno, admito que estremeceu aquela parte de mim que ainda se recorda do papel da dita Senhora no Governo despesista, perdão Guterrista, que nos guiou em finais do Séc.XX.

Arrepiante...

Elisa Ferreira?

Também ouvi Vieira da Silva...

A sério?

Até Mourinho Félix...

O nome que mais me agradou, em primeiro lugar por ser primo do José Mourinho, algo que pelo menos deixa um laivo de esperança, depois pelos 4 anos de trabalho, como braço direito do actual Ministro das Finanças.

De qualquer das maneiras não estou satisfeito com esta possibilidade, pois já conformado com a vitória Socialista, temo que tenhamos que viver com um Costa em roda livre, acompanhado do "bolchevique" Pedro Nuno Santos e sem ninguém que possa, por um momento, refrear os ímpetos gastadores dos Jovens e Velhos "Turcos".

Centeno pode não ser o melhor do mundo, mas sem ele...

Temo um regresso das festas Socialistas.

Ou seja, acabaríamos por voltar a ter Centeno, como Chefe do FMI.

Olha...

Afinal o Centeno é capaz de ir para fora, ficando cá dentro.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

As Palavras De Marcelo E O Futuro Da Direita Portuguesa!

Filipe Vaz Correia, 01.06.19

 

 

 

Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, fez declarações na Fundação Luso-Americana sobre o estado da Direita Portuguesa e a suposta crise que este espaço político enfrenta ou enfrentará nos próximos anos.

A minha concordância com o Presidente da República é total, aliás esta análise de Marcelo Rebelo de Sousa demonstra a sua apurada capacidade para observar todo o xadrez político e dele retirar as devidas conclusões.

A Direita Portuguesa vive um período de absoluta nudez intelectual, uma ausência valores e estratégia, num confrangedor cenário de indigência política.

Marcelo mais do que contrapoder, executa o papel de mediador no que poderemos chamar de impulso esquerdista que por vezes toma lugar nesta Geringonça.

Nesse enquadramento Marcelo assume um papel maior, quase insubstituível, como guardião de um quadrante político órfão de representação, sem no entanto desperdiçar o prestígio que grangeou em todos os quadrantes com a sua gestão de proximidade, tão elogiada por quase todos.

Num tempo de calculismos à Direita, de revoltas secretas aguardando o momento exacto para destronar Rio e Cristas, líderes "moribundos" na fila de execução, nunca foi tão importante o papel deste nosso Presidente da República que vindo da Direita poderá servir de garantia para um eleitorado que não se sente representado...

E assim travar qualquer espécie de vaga populista que poderia querer acolher estes órfãos da Direita Portuguesa, nos quais me incluo.

Mais uma vez...

Bravo Presidente Marcelo.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

Geringonça: A Sagrada Família...

Filipe Vaz Correia, 30.03.19

 

Francamente já não há pachorra para isto...

Sempre ouvi dizer que nada é mais importante do que a família, aqueles com quem podemos sempre contar.

Se bem que essa ideia parece estar cada vez mais ultrapassada, basta vermos a página criminal do Correio da Manha.

Mas enfim...

Por estes dias deparei-me com esse alarido, sem tamanho, à volta da Geringonça, com gritos e vociferias inundando jornais, telejornais, Internet e afins...

Mas o que se passou?

Afinal, tamanha confusão por causa de tanto amor Governativo...

Numa época onde os Maridos e as Mulheres se divorciam e traem, como nunca, o Ministro Pedro Nuno Santos declarou-se para todo o mundo ouvir, ler, num acto romântico de Marido/Camarada, contemplando sem vergonhas este seu, "competente", amor.

Numa época onde pais matam filhos, onde netos esquartejam avós, nesta Geringonça temos estes a trabalharem lado a lado, abraçados, decidindo a vida de todos nós.

E ainda são criticados?

Numa Era onde se discute o valor da família tradicional, tal como a víamos, que melhor exemplo poderíamos pedir do que esta entrelaçada forma de poder.

Num tempo onde se desvanecem os laços intemporais da fraterna família, critica-se aqueles que lutam, pugnam, por recuperar a pureza desse lado sanguíneo, familiar, do que verdadeiramente é importante.

Pais e filhos, maridos e mulheres, primos e irmãos, talvez até padrastos e enteadas.

Se fosse possível imaginar toda esta beleza, num singelo quadro, teríamos de o imaginar pejado de aguarelas, carregado de cor de rosa, de rosas, de amor...

Uma pintura representando uma melodiosa dose de populismo, com uma pitada de endogamia, um pedacinho de comédia e acima de tudo...

Uma imensa promiscuidade.

Haja vergonha.

 

 

Filipe Vaz Correia