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Caneca de Letras

Caneca de Letras

26
Fev19

Imaginei Imaginar...

Filipe Vaz Correia

 

As luzes do palco ligadas...

A sala cheia, repleta de gente, olhares, sussurros quase murros desnudando a solitária alma de um artista.

E o sorriso, o meu, como escudo da terna e frágil criança, que se esconde temendo a tamanha voracidade, desse desconhecido desconhecer.

As luzes ligadas, a sala repleta de pessoas e eu...

Caminhando de um lado para o outro desse palco, contando os momentos, cada momento, em que o sofredor sentimento pudesse se libertar, numa mistura de batimentos que aceleram o coração.

Cada passo, entrelaçado, vai fazendo disparar o raciocínio, que sendo meu se agiganta, ultrapassa o sonho e se imortaliza num gigantesco abraço com a recordação...

Mesmo se perdendo, desvanecendo, desaparecendo, sem retorno.

Já não existem "papões" escondidos debaixo da cama, nem buracos negros no tecto, apenas desencantamento no olhar, num desencantar que melodiosamente permanece, se entranha, se amarra.

As luzes do palco...

Apagaram as luzes do palco...

Sobrando o silêncio, o vazio, aquele abraçar que só a imaginação te pode dar.

Ninguém como companhia, e o sorriso de partida, como capa despida, mostrando no escuro a leve ferida que perdura.

Sem luzes, sem gente, adormece a dormente esperança de um poema declamado, de um beijo salgado, de um futuro já passado, de tudo o que um dia imaginei...

Ou que imaginava, imaginar.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

15
Jan19

As Manhãs Na Cidade...

Filipe Vaz Correia

 

Tanta gente pela manhã, numa corrida desesperada por nada...

Olhares perdidos no horizonte, no ecrã de um telemóvel, na neblina dessa manhã que se assemelha a esconderijo dos tamanhos tudos, vazios de sentido.

Buzinas e palavrões, gritos e silêncios, entrelaçados numa correria constante.

Quem será a alma que a teu lado se senta, no autocarro?

Que destino se esconde nesse carro parado a teu lado?

O que importa?

Numa espécie de experiência laboratorial, como ratos em rodas, se vai perdendo o significado da vida, de tantas vidas, das entrelinhas escondidas, por entre, os anseios e sonhos, receios e pesadelos, pedaços de existência Humana.

Qual será a história daquele que ali dorme, no meio da rua, por entre, aqueles molhados papelões?

Quem sente?

Quem, verdadeiramente, quis saber?

As letras vão escapando, também elas, pela imaginação deste que vos escreve, numa interrogação entristecida e melancólica.

As flores amarradas a um poste, um candeeiro de rua, celebrando uma vida que se perdeu...

Num atropelamento, numa despedida, um tamanho ardor, uma infinita dor.

Tanta gente que se cruza, sem sentir, sem sentido, sem reparar na vida de quem passa, vai passando, sem parar.

Tanta gente pela manhã, numa correria desesperada, por tudo...

Por nada.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

25
Set18

Os Pombos E A Infinita Estupidez...

Filipe Vaz Correia

 

Se existe coisa que me irrita, verdadeiramente, são as pessoas que alimentam pombos à mesa de um café...

Tenho vontade de gritar para essas pessoas:

Porcalhões!

Os pombos são provavelmente um dos maiores transmissores de doenças, são assim como todos os animais, criaturas de hábitos e esta atitude permite que estes possam perder o receio e acostumarem-se a estar em cima das mesas na procura de algum alimento.

Para piorar...

Imagine-se o pobre cliente que se sentará ali, depois da "anta" que alimentou os pombos ter saído...

As mãos naquela mesa, depois no rosto ou na roupa, transportando consigo todo o tipo de bactérias inerentes a estes animais.

Querem alimentar pombinhos?

Façam-no, de preferência, à janela de suas casas ou então num parque público...

Não à mesa de um café!

Fico furioso com estes gestos e falta de educação, esta falta de higiene e civismo...

Mas enfim, a estupidez Humana não tem limites.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

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