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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Quem Acorda O PCP?

Filipe Vaz Correia, 22.02.22



 

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O PCP veio esta sexta-feira emitir uma opinião sobre o conflito na Ucrânia.

O Partido mostra a sua solidariedade para com as populações Russófonas de Donbass e alerta para o perigo de confrontação perpetrado pela Nato e os EUA contra Moscovo.

Observando atentamente este comunicado Comunista poderemos retirar dele que o PCP não percebeu mesmo o tempo onde se encontra, nem o significado dos seus contínuos fracassos eleitorais, de Autárquicas a Europeias, passando pelas Legislativas ou Presidenciais.

Um partido retrógrado, amarrado a tempos de Guerra Fria, julgando uma fidelidade canina a um ideal e um império que não existe.

Putin está mais perto hoje do Nacionalismo de Extrema-Direita do que dos preceitos de Karl Marx...

Mas vivendo a fantasia dos amanhãs que cantam, talvez seja tempo de se perceber que se calhar não vai mesmo haver ninguém para os acordar.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Amanda Gormam: A Poética Esperança Em Todos Nós!

Filipe Vaz Correia, 29.01.21

 

 

 

 

 

As palavras que ecoam em mim;

nessa importância que se entrelaça ao olhar,

numa desmesurada busca sem fim,

por entre uma imensidão de questões.

 

Renasço em cada verso;

em cada pedaço de esperança colorida,

nesse misterioso universo,

de acorrentadas feridas.

 

Numa manhã silenciosa,

se levantou o mundo ansioso

por entre, soltas palavras de bronze

soltando a penumbra que nos cobria.

 

Já não consigo gritar,

nem suspirar a tamanha emoção,

nessas pequenas coisas desta vida,

repetidamente sentida.

 

Quero acreditar,

sem cores, sem medos,

e levemente ansiar,

pelas promessas de um novo amanhã.

 

Subindo a montanha;

firmemente escalando,

os esquecidos degraus da memória,

em cada pedaço de nossas almas.

 

 

Um poema nesta Caneca para homenagear a poetisa Amanda Gorman...

Que melhor motivo para ter esperança do que o declamar de uma poesia na tomada de posse de Joe Biden?

Viva esse futuro que se anuncia.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

Demência

Filipe Vaz Correia, 17.09.20

 

Estou voando para além do que seria imaginável, caminhando por entre o que não seria expectável, reescrevendo aquilo que não adivinhava escrito...

De mãos dadas com a intrínseca vontade de correr, correr sem parar, de pulmões abertos, respirando tudo de uma vez.

Nas entranhas da alma a querença de viver tudo intensamente, como se fosse o último pulsar de esperança, nessa correria de indiferença que nos circunda, nos entrelaça, nos espera.

Corro, corro imensamente na busca do prometido oásis, essa felicidade descrita na ingénua imaginação que um dia a todos iludiu, esse olhar pincelado de cores, sabores... amores.

O tempo...

Tic tac, tic tac, tic tac.

Os abraços agora perdidos, o afago agora esquecido, o gélido afastamento agora imposto, vai marcando a fria constatação desse solitário egoísmo cada vez mais marcado nos rostos do mundo, um fracturante partilhar que ameaça esse futuro desconhecido.

Estou voando para além do que seria imaginável, buscando esse amanhã que será sempre indecifrável, nas entrelinhas de um futuro ansiadamente melhor...

Até lá, se Deus quiser.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

RE-PUG-NAN-TE...

Filipe Vaz Correia, 28.03.20

 

O discurso do Ministro das Finanças Holandês no Conselho Europeu, não foi o único, é absolutamente repugnante...

António Costa assim o classificou e muito bem.

Parece que nada aprendemos com a crise de 2008, sendo que muitos dos que saltaram para fora do barco se apresentam capazes de fazer o mesmo assim que o Tsunami económico chegue.

Uma barbaridade.

Uma coisa a União Europeia terá de repensar...

O seu propósito.

Se não serve para uma solidária resposta num caso como este, então não servirá para nada.

Gostaria, não sei se gostar será o verbo, de ver o que valeria a Economia Holandesa, Austríaca, Húngara sem o chapéu de chuva do Euro.

Mantendo este tipo de atitude, se calhar, iremos descobrir mais cedo do que julgamos.

Pois desta resposta se fará o futuro da União Europeia.

Repugnante...

Bela palavra Senhor Primeiro-Ministro...

Absolutamente repugnante.

 

 

Filipe Vaz Correia