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Caneca de Letras

Caneca de Letras

29
Nov19

Alvalade: O Regresso De Um Adepto...

Filipe Vaz Correia

 

Regressei a Alvalade...

Durante grande parte desta minha vida, Alvalade foi a minha segunda casa, onde todas as semanas, sempre que havia jogo, me permitia sonhar com golos e vitórias do meu Sporting.

De há um ano a esta parte deixei de ir a Alvalade...

Ontem regressei, voltei a subir aquelas escadas, a sentir aquele cheiro, a vislumbrar aquelas cores, fazendo uma viagem às memórias que me pertencem...

Adorei.

Tivemos golos, contestação, alegria e cumplicidade, jogadores da formação e Bruno Fernandes...

Sempre ele, em mais uma exibição de gala.

Não sei se esta exibição, a melhor desta época, na minha opinião, foi um presente para este Leão que aqui vos escreve, no entanto, acorrentou um certo "brilhozinho" à emoção que me invadiu.

Obrigado Sporting...

Meu eterno amor.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

27
Nov19

Fernando Santos: O Melhor Seleccionador Do Mundo...

Filipe Vaz Correia

 

Fernando Santos foi eleito o Melhor Seleccionador do Mundo de 2019, segundo a Federação Internacional de História e Estatística, IFFHS, traduzindo assim neste prémio o trabalho feito pelo Seleccionador Português.

Não considero Fernando Santos o melhor treinador do mundo, penso em Klopp, Guardiola, Mourinho, Simeone ou até Gallardo...

No entanto, não se pode deixar de notar que o trabalho de Fernando Santos na Selecção Portuguesa é absolutamente espectacular, não pelas suas exibições mas pelos troféus conquistados, ao serviço de um País que se encontra na segunda linha de candidatos a conquistas Europeias e Mundiais.

Claro que temos Cristiano Ronaldo, o melhor jogador de todos os tempos, na minha opinião, porém esse facto não apaga as diferenças entre a nossa equipe e todas aquelas que potencialmente figuram no primeiro patamar do futebol Mundial...

Alemanha, Brasil, França, Argentina ou Espanha.

Mesmo assim, desde 2014, Fernando Santos empreendeu um trabalho que nos levou à conquista de um Campeonato da Europa e uma Liga das Nações, num cenário impensável ou improvável em tempos idos.

Por tudo isto é mais do que merecido este reconhecimento para com o nosso Seleccionador Nacional, esse homem “carrancudo” que se esconde por trás de parcas palavras ou da sua inabalável fé.

Da minha parte, não sendo um admirador de primeira linha, resta-me reconhecer o trabalho e assinalar a justiça do prémio que lhe é atribuído.

Heróis do mar, nobre povo, nação valente e imortal...

Irá o Presidente Marcelo condecorar?

Parabéns, Fernando Santos!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

25
Nov19

As Mais Loucas 24 Horas Da Vida Do Mister... Jorge Jesus!

Filipe Vaz Correia

 

Em 24 horas o Flamengo se tornou vencedor da Libertadores da América e Campeão Brasileiro de futebol...

É dose!

A conquista Continental escapava aos rubro negros há 38 anos e o título Nacional há 10 anos.

Motivos não faltam para elogiar Jorge Jesus e sua equipe técnica, estes homens que em terras do samba se atreveram a dançar, passo a passo, como nunca antes se havia visto.

A loucura da chegada da comitiva do Flamengo ao Rio de Janeiro, trouxe a real dimensão do feito, dando expressão à importância deste momento intemporal.

Jorge Jesus calou tanta gente...

Comentadores, treinadores ou singelos opinadores de ocasião, que sistematicamente se atreveram a maldizer o treinador Português, fosse pela sua idade, pela sua nacionalidade ou pela suposta ausência de títulos.

Sim...

Para estes “idiotas”, o Campeonato Português não tinha qualidade para servir de cartão de visita.

Muito bem...

Esse velho treinador Português, sem curriculum, chegou ao Brasil e revolucionou a forma de jogar, resgatando essa magia ofensiva entrelaçada na História do futebol Brasileiro.

Fiquei feliz...

Daqui em diante e ainda com um Mundial de clubes para jogar, Jorge Jesus saberá que tocou a imortalidade, indesmentivelmente, pois irá para sempre figurar na galeria de imortais desse colosso que arrasta atrás de si mais 40 Milhões de pessoas.

Daqui para a frente, falar de Jorge Jesus, será falar do Clube de Regatas Flamengo, numa inesquecível página repleta da mais pura magia desse planeta futebol, que tanto, tantos, amam.

Parabéns Mister...

Mister Jorge Jesus.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

22
Nov19

E Afinal... Será (Jorge) Jesus Brasileiro?

Filipe Vaz Correia

 

Amanhã Jorge Jesus jogará a final da Taça dos Libertadores da América com o seu Flamengo, buscando assim a sua imortalidade em terras de Vera Cruz.

Sinceramente não gosto muito de Jorge Jesus, enquanto técnico de futebol, fruto da sua amarga passagem pelo meu Sporting, mesmo tendo o atenuante de ter tido Bruno de Carvalho como Presidente, o que por si só já reduz em muito as hipóteses de sucesso de um qualquer projecto.

Porém, fruto da sua polémica chegada ao Brasil para treinar esse monstro chamado Flamengo e devido ao imenso preconceito com que teve de lidar, pela singela razão de ser Português, por parte dos media e treinadores Brasileiros, comecei a sentir uma empatia imensa com o “nosso” Jesus...

Chamem-lhe provincianismo bacoco ou nacionalismo exacerbado, o que sei é que tenho sofrido com as vitórias deste nosso conterrâneo.

Estou contigo Jesus!

Na partida do Flamengo para o Peru, ao observar aquele mar de gente, perdão oceano, a minha estupefacção não foi capaz de se calar, transformando em texto este querer maior, apoiar, que aqui escrevo, desejando que no Sábado à noite possamos ler em todos os jornais Brasileiros a gloriosa história desse Português que conquistou a América do Sul.

Para simbolizar mais a coisa, o oponente de Jesus é a equipa Sul-Americana que mais gosto...

O River Plate.

Que me perdoem os Milionários, pois pela primeira vez estarei do outro lado da barricada nessa disputa, sonho, que tanto deve acalentar os seus “hincas”.

Um comentarista Brasileiro referiu...

”Jesus se arrisca a redescobrir o futebol Brasileiro assim como Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil.”

Muitos dirão que se trata de um claro exagero, algo que concordo, no entanto, se Jorge Jesus conseguir concretizar este feito, arriscarei dizer que se transformará numa das maiores figuras de sempre do futebol no Brasil e talvez o treinador mais importante da sua História.

Jesus, a mística do seu nome num País Católico/Evangélico, acrescenta fulgor à lenda, brilho à querença maior.

Boa sorte Jesus...

Ou como por lá se diz:

Mister! Mister!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

21
Nov19

A "Nova" Vida de José Mourinho... O "Velho" Special One!

Filipe Vaz Correia

 

A nova vida do “velho” José Mourinho...

Quando durante o dia de ontem foi anunciado aquilo que já todos começavam a suspeitar, ou seja, que José Mourinho era o novo treinador do Tottenham Hotspur, logo o planeta futebol se encheu de reacções e palavras, muitas delas elogiosas mas também imensas daqueles que ao longo do tempo criaram antipatia pelo Special One.

Mourinho viverá um novo “momentum”, uma oportunidade para diluir aquela impressão que ficou dos últimos tempos em Manchester, onde apesar de ter conquistado títulos, sobrou a sensação de insucesso.

O dilema que se colocará a Mourinho, será essa obrigatoriedade de vencer, de construir, de conquistar...

Num clube como o Tottenham, com muitos adeptos desconfiados pelo amor que tinham por Pochettino, Mourinho encontrará um dos maiores desafios de sua carreira, num projecto onde poderá definitivamente resgatar a imortalidade que tantas vezes tocou.

Há muito, talvez desde o Inter de Milão, que Mourinho não saboreia o triunfo total, aquele patamar de afirmação que torna em Deuses os personagens principais da História...

Isso não aconteceu em Madrid, apesar da Liga, nem no Chelsea, onde jamais deveria ter voltado, e muito menos em Manchester, encurralado entre a administração e esse poderoso fantasma denominado de Alex Fergunson.

Aqui em Londres, no norte de Londres, Mourinho recebe uma folha em branco, bem encadernada, trabalho de excelência feito por Maurício Pochettino, no entanto, desnudada de títulos, verdadeiros sucessos que se eternizam nesse futuro imaginado na mente dos seus adeptos...

Esse será o destino de José Mourinho, o único caminho que lhe restará para calar aqueles que ignorando o seu curriculum, antecipam o seu presente como uma miragem de um passado, embora recheado de títulos, absolutamente ultrapassado.

Espero que Mourinho tenha usado este tempo que esteve parado para inovar e refrescar a sua ideia de jogo, ousando e temperando a sua rigidez táctica com pinceladas de destempero, mesclando a certa cautela com a imprevisível loucura que tanto acrescenta espectáculo a este futebol moderno.

Klopp ou Guardiola são exemplos disso mesmo e não vejo razões, pelo contrário, para não esperar de Mourinho os mesmos predicados.

Uma nota retirei desta nova realidade de José Mourinho...

A mudança de grande parte de sua equipe técnica, muitos deles que o acompanharam em vitórias memoráveis, mas que por variadíssimas razões o deveriam prender a uma ideia de jogo com mais de 15 anos.

Mourinho ousou mudar nomes e mentalidades, restando agora observar se isso se irá reflectir na forma de jogar da sua equipe, do seu Tottenham.

Boa sorte José Mourinho, ou melhor...

Special One.

 

 

Filipe vaz Correia

 

 

16
Nov19

O Capitão, O Autarca, O Presidente...

Filipe Vaz Correia

 

Meu Deus!

Parece que a Revista Visão traz uma reportagem sobre o queridíssimo Frederico Varandas e o seu papel Autárquico, na Assembleia de Freguesia de Odivelas...

Muito bem.

No entanto, o Capitão, Autarca e Presidente do Sporting parece ser um homem dos mil ofícios, com a desvantagem de só conseguir, aparentemente, cumprir um deles.

O de Presidente do Sporting?

Alguns dizem que sim...

Ora o que se descobriu agora com esta reportagem, é que o estimado Frederico suspendeu as suas funções de Capitão, não definitivamente, numa estratégica pausa para fazer outras coisas, pois isto da vida militar tem as suas exigências.

Para conseguir essa pausa resolveu candidatar-se nas listas do PSD, a sempre doce e impoluta política, requisitando depois uma licença eleitoral para justificar a sua ausência de funções no Exército...

O melhor está por vir:

Parece que o Frederico raramente esteve presente nas ditas reuniões da Autarquia, para a qual foi eleito, ou seja, negligenciando essa função que lhe serviu de álibi para a tal licença.

“Aldrabice”?

Será?

Se este caso se passasse com um membro de Governo, um Deputado ou um qualquer funcionário de um outro posto político, estaríamos aqui a bradar aos céus e a rasgar as vestes...

Convém não ser hipócritas, coniventes e cúmplices.

No meio disto tudo deixo uma nota...

Rogério Alves disse há dois dias, antes desta polémica, uma frase que agora me parece absolutamente adequada:

”Quem é eleito tem a missão de cumprir o seu mandato!“

Pensei na altura que estávamos diante de mais uma campanha de mobilização do Presidente da Assembleia Geral do Sporting em prol do seu Presidente...

Mas tendo em conta esta reportagem, se calhar não.

Dr. Rogério...

Agora vá explicar isso aos eleitores de Odivelas!

Quanto ao Exército?

Ai, ai...

 

 

Filipe Vaz Correia

05
Nov19

Terás Futuro, Sporting “Meu”?

Filipe Vaz Correia

 

Tenho feito um esforço para não escrever sobre o “meu” Sporting, para acalmar a tristeza que em mim habita.

Fico perplexo com a aparente indiferença do actual Presidente Leonino diante deste desgraçado momento que vivemos, a calma com que se pavoneia pelos campos de futebol, sempre com aquele ar seráfico com que, vezes sem conta, nos brinda.

Sei bem que esta será a enésima vez que aqui pugno pela demissão do actual Presidente, numa vontade maior de terminar com este suplicio que se tornou o dia a dia do SCP.

Uns quererão ainda mais tempo para esta indigente Direcção, outros levantam fantasmas de um passado recente, outros ainda buscam remexer em enterrados machados na procura de uma bacoca “revanche”...

Eu apenas busco esse futuro risonho que, há muito, se perdeu no horizonte verde e branco.

O futuro...

Por entre guerrilhas, agarrado ao poder, sobrevive este inenarrável Presidente e a sua direcção, um conjunto de gente, paga a peso de ouro, impreparada e incompetente.

Profundamente incompetente, amarrados ao saber que julgam possuir, entrelaçados a esse convencimento que os esventra, nos trucida.

Já não temos equipe, há muito que não temos treinador e continuando neste rumo provavelmente nem Clube sobrará.

Urge gritar...

É imperioso olhar em frente e buscar soluções, soluções diferentes pois o tempo para experimentalismos acabou.

Ou o Sporting encontra, definitivamente, um rumo sólido, com gente capaz e experiente, contratando gestores externos e profissionais, entrelaçados com profissionais de campo de reputação inquestionável, partindo do 0 na reconstrução de todas vertentes em que deverá assentar um Grande clube de futebol...

Ou então iremos de época em época rumo ao abismo total.

Um nome me parece capaz, pela credibilidade, pelo conhecimento e capacidade de se mover nas mais altas esferas do futebol Mundial, para empreender esta tarefa...

Luís Figo!

E não me venham com as “tretas” do costume...

Festejou um golo contra o Sporting, usou chuteiras encarnadas ou outras coisas que tal...

Estou-me nas tintas!

Luís Filipe Vieira foi sócio dos três Grandes Portugueses e isso importou para os Benfiquistas?

Não!

Domingos Soares de Oliveira, número dois e Vice Presidente do SLB, é um reconhecido adepto do SCP, julgo mesmo ter sido sócio por vários anos...

E isso importou?

Não...

Pela simples razão de que era o melhor para o cargo.

E Pedro Mil Homens ou Jean Paul que se viram escorraçados de Alcochete, sendo os principais responsáveis pela Formação actual do Benfica...

Alguém, no Seixal, quer saber quais são os seus Clubes?

Não me parece.

Assim, volto a referir que estou pouco me importando para alusões a bacocos sentimentalismos clubísticos, importa o Sporting de uma vez por todas seguir o caminho da competência, do profissionalismo, resgatando esse futuro perdido.

Só assim existirá futuro...

Pelo menos o que sempre sonhei para o “meu” Sporting.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

04
Nov19

André Gomes E Son Heung Min: Uma História De Horror!

Filipe Vaz Correia

 

Que dia triste para o futebol...

Mais do que a bola que entra ou aquela que sai para fora, está a integridade física de um atleta, a condição maior de um jogador.

Neste Domingo, no Everton vs Tottenham, um arrepiante momento tomou lugar, um desventurado instante marcou e marcará a vida de dois homens...

Son Heung Min e André Gomes.

O André, fadado pelo destino num desafortunado encontro com uma lesão que lhe poderá ditar o fim da carreira, uma fractura exposta do tornozelo, num arrepiante momento que a todos aterrorizou...

E Son Heung Min, jovem talento da equipa Londrina, no papel de um vilão incapaz de sustentar o seu involuntário acto.

Nos olhos do Sul-Coreano fica plasmado o horror, a tristeza ardente de um gesto, sem maldade, mas que marcará a sua vida e a daquele que se tornou a sua vítima.

Ao olhar para aquelas imagens, não pude deixar de me contorcer com a dor do André, a desarmada pincelada de pesadelo que na face de todos transparecia, no entanto, sobrava a pena, palavra desgraçada, para com o causador de tamanha tragédia.

No olhar de Son Heung Min se entrelaçava esse medo, essa culpa, inocente culpa, que ameaça amarrar o solitário peso de um Ser Humano.

Tive pena pelo André e pena pelo Son...

O Futebol, assim como a vida, tem destes momentos, incapazes de interpretação ou poesia, somente a singela noção de um destinado fado, escrito nas nuvens, em dia de tempestade.

As melhoras meu querido André Gomes...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

28
Out19

As “Claques” Que O Deixaram De Ser...

Filipe Vaz Correia

 

Nasci em 1977, um ano depois da fundação da Juventude Leonina, o que faz com que não conheça outro rosto do “velho” Leão, a não ser aquele marcadamente representado por aqueles jovens que acompanhavam a equipa para todo o lado.

Não me recordo do “meu” Sporting sem a Juve Leo, nem um jogo sem o calor dos seus gritos, o ecoar das suas canções, melodias essas que saltavam do campo, pulavam o estádio, ultrapassavam qualquer limite, para tomarem conta do pensamento no dia a dia, no mais profundo sonho de um eterno Leão.

Desde a minha tenra idade habituei-me a olhar para a Juventude Leonina com tremendo carinho e admiração...

Mas tudo mudou!

E não sejamos hipócritas, não mudou há um ano, nem dois, nem com um ou dois Presidentes...

A Juve Leo mudou há muito tempo atrás.

A claque, outrora a alma que puxava pela equipa, transformou-se num grupo de arruaceiros, jovens de péssimo aspecto envolvidos em tráfico de droga, roubos ou outra espécie de crime e que muitas vezes serviam de brigada armada do clube, ao serviço de interesses, capazes de atormentar, ameaçar e chantagear todos aqueles que não cumprissem com as suas vontades e desejos.

Fizeram reféns Presidentes e direcções, treinadores e jogadores, até adeptos receosos de confrontar este tipo de “Gang”.

Esta é a mais pura das verdades.

Ainda me recordo quando no final de uma partida, João Moutinho e Miguel Veloso se aproximaram da bancada sul para entregar as suas camisolas, provocando uma reacção indescritível por parte daqueles bouçais que se intitulavam de “claque”...

Cuspiram-lhes em cima, atiraram as camisolas para o fosso, enquanto, gritavam os mais aberrantes impropérios.

Naquele momento, dois pensamentos invadiram a minha alma:

O primeiro foi que no lugar daqueles rapazes, sendo Sportinguista desde o dia em que nasci, teria me ido embora do clube na hora...

Sem olhar para trás.

E o segundo pensamento foi o de perceber o quanto o Miguel Veloso “amava” o seu Sporting.

Veloso desceu as escadas do relvado e ao invés de ir para o balneário, dirigiu-se ao fosso, mesmo por de baixo daqueles animais que se entretinham a cuspir para cima de si, num gesto que me emocionou e constrangeu...

Tudo isso “somente” para resgatar a sua camisola.

Não deixou ali caída, abandonada, a camisola do SCP que tinha entregue àqueles animais.

Meus caros amigos, guardo da Juve Leo e do seu papel no apoio ao Sporting Clube de Portugal, a melhor das memórias, alguns dos melhores momentos de minha vida, em que sorri, chorei ou sonhei com as suas musicas, através dos seus gritos, amarrado às suas vozes que se tornavam nas vozes de todos nós, no entanto, a Juve que aqui descrevi já não existe, há muito, sucumbida às mãos de meliantes e criminosos, parasitas e drogados.

Não me representam...

Não representam o meu Sporting Clube de Portugal, nem os valores que o fundaram.

Assim acompanho, com o maior dos gostos, o Presidente Frederico Varandas neste gesto de coragem e bravura, de decência e sabedoria, mesmo que os ventos o derrubem ou que esta medida possa não ser a que lhe fosse mais aconselhada.

Por uma vez teríamos de concordar...

Caro Frederico, fico feliz que tenha sido desta.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

21
Out19

O Dia Em Que Conheci... Rui Jordão!

Filipe Vaz Correia

 

Morreu Rui Jordão...

Já tanta gente escreveu sobre Jordão, esse jogador elegante, atleta de excelência, artista inesquecível.

Ponderei escrever sobre ele, não por achar ser pouco importante, antes pelo contrário, por considerar que a sua dimensão talvez não coubesse numa Caneca de Letras.

Nasci em 1977, por isso não tenho a noção exacta de Jordão no Sporting, para ser honesto recordo-me melhor dele no Vitória de Setúbal, numa fase descendente da carreira, com Manuel Fernandes, Meszaros e Mladenov.

Tempos distantes, momentos longínquos, que sobram na memória dos destinos.

No entanto, não posso deixar de aqui testemunhar a minha única vivência partilhada com esse senhor, esse mestre, essa lenda Leonina.

Há uns anos, num camarote do Estádio de Alvalade, preparava-me para assistir a mais um jogo do meu Sporting, com o Jaime Bessa.

Ao me aperceber que no nosso camarote estavam o Manuel Fernandes e o Jordão, alertei o meu querido Jaime para essa afortunada coincidência...

Disse-lhe logo:

Temos de os ir cumprimentar!

Assim fizemos...

Pedindo desculpa pela maçada, meio envergonhados, lá avançámos, destemidamente determinados em direcção aos ídolos de outrora.

Cumprimentámos os dois, ambos foram de uma simpatia assinalável, guardando para a posteridade essa memória que aqui partilho.

Passado esse momento, sentados no camarote, umas filas à frente do Jordão e do Manuel Fernandes, o Jaime perguntou-me se tinha reparado num pequeno pormenor...

Não! Respondi.

Então o Bessa explicou-me...

O Jordão tinha uma luvas de pele calçadas, devido ao frio que se fazia sentir, porém no momento em que o fomos cumprimentar, ele lentamente retirou a luva da sua mão direita para nos apertar a mão.

Não tinha notado...

Não havia reparado nesse pormenor, pormaior.

Um pequeno gesto, num singelo momento que desnudava o requinte, a educação, a elegância e excelência de um Ser Humano de excepção.

Dentro e fora do campo...

Um Senhor.

Até sempre, Rui Jordão.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

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