Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Caneca de Letras

Caneca de Letras

Uma Aventura Na Repartição De Finanças...

Filipe Vaz Correia, 29.07.20

 

 

 

3B20A7B3-363C-4664-A996-6B7104ADC346.jpeg

 

 

Nesta Segunda-Feira fui a uma repartição de Finanças, com a devida marcação para as 11 horas.

À porta um aglomerado de pessoas, gente que ali se encontrava, uns novos, outros velhos e outros assim assim...

Estou nesta última categoria.

Por incrível que possa parecer assisti a um momento absolutamente surreal, com uma "cavalgadura" a dar o seu espectáculo de boçalidade.

Um dos funcionários que vinha à porta chamar as pessoas, com um semblante carregado e pejado de uma gritante arrogância, ia destilando a sua ignorante empáfia.

Destratou uma Senhora que ali se encontrava para ser atendida, o que me deixou logo de cabelos em pé, depois foi a vez de dois indivíduos, Indianos ou Paquistaneses, e depois chegou a minha vez...

A minha vez de ser destratado.

Como tinha a marcação para as 11 horas, já passavam quase 30 minutos para lá dessa hora, resolvi questionar o dito "senhor" sobre esse facto...

Com um total desprezo me perguntou em que nome estava feita a marcação, algo que prontamente esclareci, para em seguida me advertir que nada constava dos seus papelinhos.

- Não tenho marcação? Questionei.

- Como assim? Insisti.

- Não tem nada marcado! - Tem de voltar a marcar e vir noutro dia! Retorquiu a besta quadrada sem sequer olhar para mim.

Claro está que me irritei, segurei a porta e expliquei com alguma paciência que não lhe admitia que me falasse naquele tom e muito menos com a arrogância bacoca com que estava a tratar toda a gente.

Ao insistir que tinha feito a marcação e pedir a sua identificação, aquela "cavalgadura" fechou a porta de vidro com toda a força para estupefacção de todos os que ali se encontravam, as pessoas do lado de fora e os colegas do lado de dentro.

Diante deste tipo de "gentuça" ressabiada, insurgi-me veementemente, vociferando que dali não sairia até ser atendido, explicando que aquela atitude era digna de um animal.

Admito que poderá ter saído de minha boca a palavra, Cavalo, e por isso quero me retratar diante de todos os Cavalos que possam ficar ofendidos com a absurda comparação...

Em especial a Incitatus e Bucéfalo, dois exemplares de excelência da nossa História.

Passado pouco tempo veio à porta uma senhora que me pediu para entrar, pedindo de imediato desculpa, explicando que me iria atender logo a seguir...

O Cavalo saiu, entretanto, bufando e gesticulando rua a fora.

Lá fui recebido, tratada a questão, com a simpatia da Senhora Dona Isabel, queridíssima, de uma competência exemplar.

Acompanharam-me à porta, a SRª Dª Isabel e um outro senhor que lá trabalha, pedindo uma vez mais desculpa pelo acontecimento, enquanto eu explicava que eles nada tinham a ver com a "cavalgadura" em questão.

Quando me estou a despedir, à entrada da porta, aparece a dita besta diante de mim...

E nesse instante, aproveitei para voltar a agradecer a simpatia e atenção daqueles funcionários, explicando à Srª Dª Isabel uma frase que a minha querida Mãe me havia ensinado deste a tenra infância:

- O Berço faz muita diferença!

Rematei:

- E a Srª Dª Isabel, ao contrário de alguns, tem!

Assim me despedi desta aventura, deixando para trás pessoas atenciosas, querendo ajudar a resolver a vida dos cidadãos, aliás é para isso que são pagos, entrelaçadas a um boçal que destila ódio e frustração.

De uma coisa fiquei certo...

Aquela cavalgadura, com um pedaço de poder e uma arma na mão, teria morto dois ou três sem qualquer problema.

Importa perceber a quem damos poder, mesmo que pequeno, pois alguns apenas o absorvem para sentir um pouco de adrenalina nas suas vidas frustradas.

Assim foi uma Aventura nas Finanças, por entre, uma Cavalgadura e pessoas de bem.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

O Mundo De Centeno!

Filipe Vaz Correia, 25.06.19

 

Mário Centeno esteve no Jornal das 8 da TVI, numa entrevista comandada por Pedro Pinto e Miguel Sousa Tavares.

Nunca votei no PS, não o pretendo fazer, mas feito o ponto de ordem a este texto, compete a este "Canequiano" expressar a minha estranha empatia com este Ministro das Finanças.

Mário Centeno deu esta entrevista no dia em que se soube que se verificou, no primeiro trimestre, um excedente de 0,4% na execução Orçamental para 2019, algo absolutamente inédito desde que existe Democracia.

Este caminho trilhado, essencialmente por Centeno, revela não só rigor da parte do Ministro das Finanças como também um rumo delineado, uma ideia para o caminho Orçamental Português.

Este facto, aliado ao percurso já percorrido, dá uma credibilidade Internacional, até internamente, que se afigura como preciosa.

Nunca confiei em Governos Socialistas, como a História acaba por confirmar, carregados de despesismos e contradições, culminando frequentemente em crises económicas gravíssimas.

Centeno vem contrariar essa História, esse pedaço de desconfiança habitual num trajecto Socialista entrelaçado com populismos e gastos desnecessários.

Sendo um Conservador, sempre no lado Direito do espectro político, sempre tive referências importantes como Ministros das Finanças, neste período Democrático, como Miguel Cadilhe, Aníbal Cavaco Silva ou Manuela Ferreira Leite, em contraponto com os Governos Socialistas que arrepiavam caminho, abriam os cofres e anunciavam o Oásis fiscal, esse lado cor de rosa sempre com vista a eleições.

Este mundo de Centeno é tudo menos isso...

É aliás o seu contrário, uma visão que se mistura com o inultrapassável rigor, na certeza absoluta de contas certas, amarrando essa querença inexcedível de confiança.

Como contrariar esta visão, se ela se confirma a cada trimestre, se impõe em cada resultado?

De todo este caminho, chamem-lhe cativações ou rigor, apenas na Saúde posso encontrar um ponto onde absolutamente divirjo, numa oposição inegociável, onde não se admite desculpas.

As contas públicas tem de encontrar espaço para um SNS de excelência, cortando em outros lugares, sejam eles quais forem...

Para o nível de impostos que os Portugueses pagam, não se pode compactuar com uma Saúde sofrível, abaixo do que se espera.

Aqui reside a minha divergência maior com Mário Centeno e a sua execução Orçamental.

De resto, não vejo nada que impeça o elogio ou até a sua presença num Governo Conservador de Direita.

Antes pelo contrário, era facto que até se saudaria.

Assim neste mundo de Centeno, este louco mundo que coloca um Ministro das Finanças Socialista como baluarte do rigor, me encontro a seu lado, numa estranha empatia que não posso deixar de aqui registar.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Gostei Muito Desta "Ação Sobre Rodas"!

Filipe Vaz Correia, 28.05.19

 

A Autoridade Tributária juntamente com a GNR lançaram hoje uma operação stop denominada de "Ação Sobre Rodas", relacionada com o Fisco e as dividas fiscais de cidadãos incumpridores.

Em causa estava a fiscalização de automóveis, de forma aleatória, sendo que a GNR comunicava com os agentes tributários,  guiando aqueles condutores que tivessem dividas fiscais para uma espécie de repartição montada naquele local, para serem automaticamente confrontados com as suas vergonhosas dívidas.

Pois eu acho muito bem.

Como alguém dizia por estes dias...

"Eu não tenho dividas!"

Com a repercussão desta notícia pelos Órgãos de Comunicação Social, esta Operação viu repentinamente a sua existência colocada em causa pelo Ministério das Finanças, alegando que a mesma não havia sido concertada com os serviços centrais do Fisco.

Que desilusão!

Alguns cidadãos foram interceptados e desses parece que 4 viram os seus carros penhorados, trazendo assim algum lucro aos cofres do Estado, ajudando a pagar a dívida pública.

Muito bem!

Sou completamente a favor deste tipo de intervenções para apanhar os infractores do sistema, ou seja, aqueles "totós" que ainda possuem bens em seu nome.

Então podemos admitir que em pleno 2019, alguém com dividas fiscais ainda não tenha criado uma Fundação para lá despejar os bens, que não possuindo lhe possam pertencer?

Existem pessoas que nunca aprendem.

Por essa razão não têm desculpa...

Ter dividas é como o outro, agora os bens em vosso nome é que não se admite.

Enfim...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

O Melhor Ministro Das Finanças Europeu...

Filipe Vaz Correia, 02.01.19

 

Já tínhamos Cristiano Ronaldo no desporto, Sara Sampaio na moda, Lobo Antunes na literatura, Paula Rego nas artes plásticas, Salvador Sobral na Eurovisão, Siza Vieira na arquitectura, Miguel Oliveira nas motas e até as temíveis Caravelas Portuguesas no mundo animal.

Mas faltava a cereja no topo do mundo...

O The Banker escolheu Mário Centeno como o melhor Ministro da Finanças Europeu.

Ninguém nos "Pára".

Centeno é elogiado pela sua  performance como Presidente do Eurogrupo mas também como Ministro das Finanças de Portugal, onde a sua actuação é deveras elogiada.

A diminuição do desemprego, o "suposto" alivio fiscal das pessoas e empresas, a reestruturação bancária que "salvou" o sistema financeiro Lusitano, a diminuição do deficit ou da divida, estão elencados no rol de elogiosas palavras, escolhidas para sustentar o prémio.

Por tudo isto, mais uma vez, se verga o "Status Quo" diante do mediático CR7 das Finanças, numa justa apreciação de tamanho trabalho...

Mas um conselho "Canequiano" fica neste texto:

Um estudo ao Serviço Nacional de Saúde Português e ao estupidificante desgaste que tem sido submetido nos últimos Oito anos...

E talvez algumas ressalvas tenham de ser acrescentadas, aos gritos de euforia por tão prestigiante prémio.

É só uma opinião.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

A "Lata" Partidária!

Filipe Vaz Correia, 22.12.17

 

Afinal parece que se conseguem alguns acordos de regime, neste nosso Portugal...

Parece que o impossível se cumpriu, um largo entendimento em plena Assembleia da República, entendimento esse que vai do PSD ao PCP, passando por BE e PS.

Ao longo de uma legislatura de guerrilha e desentendimentos, de juras eternas de vingança, por um momento os Partidos souberam deixar de lado as suas diferenças, em prol da construção de um futuro melhor...

Um futuro melhor para as suas finanças, e quando se lê suas, estou mesmo a falar das finanças dos Partidos políticos.

Para qualquer cidadão mais distraído e que por momentos possa achar que por um assomo de consciência, a amplitude Partidária Nacional se conseguiu entender, não se enganem...

Continuarão a desentender-se em todos os assuntos que digam respeito à sua vida, Cidadão comum, e a entenderem-se naquilo que mais importa:

Como angariar mais dinheiro, sem que o dito "Estado" lhes consiga surripiar em impostos alguma dessa caridade alheia.

Esse mesmo Estado que nos convoca a todos a contribuir, sendo que em alguns casos, persegue e condiciona.

Tenho aqui que referir a posição do CDS, votando contra o desplante desta nova maioria.

Assim continuará o ciclo Parlamentar, no entanto, agora mais aconchegados.

De facto, é preciso lata.

 

 

Filipe Vaz Correia