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Caneca de Letras

Caneca de Letras

União Europeia: Para Onde Caminhas?

Filipe Vaz Correia, 09.04.20

 

É com pena que aqui escrevo estas linhas...

Aquilo a que assistimos, por parte da União Europeia em tempos de Pandemia, sobre a forma como iremos todos responder à crise económica, é no mínimo deplorável.

Os Ministros da Finanças da U.E. conseguiram estar 16 horas reunidos para chegarem a nenhum consenso.

Quando olhamos para esse futuro que se aproxima, observando esta incapacidade do Euro-grupo em dar passos em frente, após Cinco reuniões, podemos infelizmente concluir que a Europa não se terá apercebido do seu moribundo estado.

A ausência de planos determinados e destemidos, de solidariedade ou construção comum, ameaça finalizar este projecto Europeu que nasceu na segunda metade do Século passado e que tanta prosperidade trouxe para os Povos Europeus.

Estou, cada vez mais, convicto de que a entrada para a União Europeia dos Países vindos do outro lado do muro de Berlim, assim como a Unificação Alemã, contribuíram para o bloqueio em que hoje vivemos, desequilibrando a balança de influência em relação aos Países do sul desta velha Europa.

A Unificação Alemã, unificação essa que muito beneficiou do apoio da U.E., acrescentou peso político e económico, tornando a Alemanha, não a RFA, o centro de decisão de toda a Europa, num desequilíbrio que retirou importância a França ou Itália nesse espectro de influência que servia de contra-poder.

Países como a Holanda ou a Áustria beneficiaram da proximidade territorial e política do seu vizinho, caminhando nesse divisionismo Europeu que lhes dá uma maior credibilidade nos mercados e empresas de Rating mas que esmaga a solidariedade e esventra o Futuro de todos.

Não perceber isto é persistir no erro que torna as pessoas cada vez mais distantes do projecto Europeu...

Admiram-se das taxas de abstenção em eleições Europeias, na casa dos 60%, 70% ou 80%?

Admiram-se?

É a resposta das gentes, vulgo Povo, a essa falta de orientação e fé neste caminho comum.

Nada aprendemos...

Nada parecem querer aprender.

Se continuarem sem respostas, Eurobonds, Coronabonds ou outro nome qualquer...

Mas se a União Europeia não aceitar a mutualização das dívidas soberanas dos seus Países, num plano comum, solidário e determinado, não restarão duvidas de que este projecto terá chegado ao seu fim.

Poderá definhar lentamente...

Mas definhará.

Uma "esquizofrénica" questão me persegue...

União Europeia, para onde caminhas?

 

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

O Fim Do Fortnite?

Filipe Vaz Correia, 15.10.19

 

Sou absolutamente ignorante no que a jogos de Playstation diz respeito, no entanto, o Fortnite não é um jogo qualquer...

É o jogo!

O meu sobrinho João, 11 anos, é um craque em Fortnite, um jogador irrepreensível, por entre, aqueles mundos e mapas coloridos que aparecem no ecrã do televisor, carregado de jogadores de todo o Planeta, disputando palmo a palmo a sua almejada pontuação.

Nesta Segunda-Feira, vendo as noticias no telemóvel, deparei-me com essa aterradora novidade...

O Fortnite chegara ao fim e o seu mundo desaparecera engolido por um imenso buraco negro.

Meu Deus! Pensei...

O “meu” João! Imaginei a tristeza em seus olhos ou pior...

Não teria também ele sido engolido por esse famigerado buraco negro?

Liguei para o seu Pai, Jaime Bessa, entendido no assunto, aliás aqui escreveu sobre este jogo, num artigo destacado pelo Sapo Blogs, No Caneca Com... Jaime Bessa.

Tranquilizou-me...

Segundo o que me disse este “final” não passará de um acto de marketing, uma estratégia bem trabalhada para um ressurgimento em força, capitalizando os milhões de pessoas que vivem quotidianamente amarradas a este jogo.

Muito bem...

De facto não percebo nada disto.

Fiquei contente pelo João, pela tristeza que já imaginava o poder entrelaçar nesse gosto que tanto o motiva e lhe dá prazer.

Assim, numa tentativa de ajudar aqueles que possam, como eu, ter ficado sobressaltados, esta Caneca carregada de Letras, vem informar:

Não se preocupem...

O Fortnite não acabou engolido por um buraco negro.

Estará de regresso, a qualquer momento, numa Playstation perto de si.

 

 

Filipe Vaz Correia