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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Bala Perdida... Na Favela!!!!!!

Filipe Vaz Correia, 15.01.21

 

 

 

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Não sei se é bala perdida;

Ou se já foi encontrada,

Não sei se foi uma ferida,

Ou uma dor descompassada,

Uma mágoa desconhecida,

Nessa razão desencontrada,

Para doer a alma esquecida,

Desta favela desamparada,

Onde se tornam vida,

As vidas desalmadas,

De um povo.

 

 

 

 

Bala Perdida Na Favela

Filipe Vaz Correia, 17.07.17

 

 

 

Não sei se é bala perdida;

Ou se já foi encontrada,

Não sei se foi uma ferida,

Ou uma dor descompassada,

Uma mágoa desconhecida,

Nessa razão desencontrada,

Para doer a alma esquecida,

Desta favela desamparada,

Onde se tornam vida,

As vidas desalmadas,

De um povo.

 

 

Na Favela Onde Eu Vivo!

Filipe Vaz Correia, 03.07.17

 

 

 

Na favela onde eu vivo;

Não existe água nem eletricidade,

Impera a lei da bala,

Que atinge a mocidade,

Atirados para uma vala,

Escondida da sociedade,

Que raramente fala,

De nós...

 

Na favela onde eu vivo;

Ninguém consegue viver,

Apenas lá moramos,

Temendo um dia morrer,

Enquanto aguardamos,

Pela mudança...

 

Na favela onde eu vivo;

Já não mora a Dona Esperança,

Que há muito nos deixou...

 

Na favela onde eu vivo...

 

 

Um Estranho na Favela...

Filipe Vaz Correia, 18.01.17

 

Casas como escadas;

Degraus cheios de vida,

Pessoas enjauladas,

Com as mesmas caras, repetidas,

Impregnadas de receio...

 

Desconfiança no olhar;

No ruidoso silêncio de um sussurro,

Esse aviso, a alertar,

Nesse beco, esse muro...

 

Em cada rua; uma reunião,

Em cada ponto, um espião,

Em cada passo, uma sensação,

Desse estreito caminho...

 

Um sítio, tantas memórias;

Nesse olhar, tamanhas histórias,

Nessas mortes, sem glória,

Resgatadas em cada buraco, daquelas paredes...

 

Assim, com essas vozes perdidas ao vento;

Viajando por cada janela,

Continuei caminhando por aquele tormento,

Sentindo-me um estranho na favela...