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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Obrigadíssimo "Querida" Fátima Bonifácio!

Filipe Vaz Correia, 12.07.19

 

Minha querida Fátima Bonifácio...

Escrevo este texto para lhe agradecer a amostra de boçalidade e ignorância presente naquele pedaço de letras e palavras a que o Jornal Público resolveu chamar de artigo.

Em primeiro lugar cumprimentar o dito Público pela ausência de critério Jornalístico, pois a liberdade de expressão, algo que defendo sem censuras, necessita de um pouco de qualidade para ser defendida.

Ora um conjunto de generalidades, de gritantes e racistas frases desconexadas, estão muito aquém daquilo que se poderia esperar de um Jornal de referência.

Vamos então ao texto da "intelectual" e "queridissima" Fátima Bonifácio...

É com grande tristeza que escrevo esta minha convicção, essa certa vergonha sentida ao ler as palavras inseridas nesse famigerado artigo, no entanto, após o alarido provocado pela escrita, de fraca qualidade argumentativa, não posso deixar de condenar veementemente cada vírgula e letra nele presente.

Fátima Bonifácio mistura conceitos, generaliza opiniões, afirma pré-conceitos bacocos e antiquados, numa esforçada construção de uma realidade existente nesse mundo tão seu.

Por cada exemplo dado pela autora, se encontra a estupefacção de quem com mais do que um neurónio tenha lido aquele famigerado texto.

O chorrilho de generalizações mata a essência da sua opinião, livre e liberta, desconstruindo as bases em que assenta, ao mesmo tempo que desnuda o racismo latente nele verificado.

Detesto os ajuntamentos e julgamentos em praça pública, muitas vezes vindo da Esquerda, sempre vociferando em nome de minorias ou hipocrisias...

Principalmente quando defendem regimes absolutamente criminosos e facínoras, sem vergonha ou pudor.

No entanto, neste caso, tenho de anuir com as vozes que invadem o espaço público, aqueles que se levantam para desnudar cada parte racista e xenófoba de tamanha incredibilidade.

E assim, depois do alvoroço provocado por este texto, não posso deixar de agradecer à queridissima Senhora e ao Jornal Público, pois fica sempre mais fácil desmascarar a imbecilidade quando esta se apresenta sem esconderijos e sem encenações.

Um texto racista, somente racista, solitariamente racista...

Cabe a todos nós demonstrar que este não vingará.

 

 

Filipe Vaz Correia