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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Donald Trump: Os "Direitos" Desumanos De Um Populista...

 

Direitos Humanos?

Não são Humanos, são imigrantes ilegais...

Deve ser esse o pensamento da actual Administração Trump, deste tipo de "raciocínio", peço perdão à palavra, que sustenta todo o ideal desta política Norte-Americana.

Não existem frases ou pensamentos que possam descrever o sentimento inerente às imagens passadas nos canais televisivos, com aquelas crianças retiradas de seus Pais, enjauladas, numa mistura entre um campo de concentração e um tortuoso jardim zoológico.

Nada me surpreende vindo de quem vem, das almas embrutecidas e incapazes que gerem os destinos dessa grande Nação que é os Estados Unidos da América...

Mas por mais que se possa esperar de tudo, desta tirana boçalidade em forma de Presidente, não dói menos cada grito de uma daquelas crianças, não arrepia menos o imaginar daqueles Pais, não revolta menos esta espécie de indigência moral que parece ter tomado conta de alguns lideres políticos.

Parece que os Estados Unidos ameaçam abandonar o Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas...

Alguém deve alertar a Administração Trump que isso apenas se tratará de uma mera formalidade, pois em parte alguma do Globo, em mente alguma das almas que habitam este planeta, poderá surgir algum equivoco sobre isso...

Há muito que esta Administração abandonou os Direitos Humanos ou qualquer coisa que se pudesse assemelhar a tais princípios.

Trump, certamente, justificará estas medidas com a culpa de outros, com a criminalidade, com factores que não podem ser controlados, num desvario de mentiras próprias de um psicopata, populista e demagogo.

Senti vergonha ao ver as imagens, ao escutar as vozes daqueles meninos, ao sentir a impotência que os deverá invadir, assim como, o desespero de seus Pais.

Um País tem de ter as suas fronteiras, não podendo como se deve compreender aceitar a entrada de todos aqueles que por uma ou outra razão para lá se queiram deslocar, no entanto, chegar a este ponto de desumanidade, de grotesca maldade, é um pouco como esventrar a essência Humana de todos nós.

Nada sobreviverá a este tipo de pensamento, de conflito permanente, despido de valores e nobreza...

Naquelas jaulas, aprisionada está toda a Humanidade, todos aqueles que se apelidam de gente de bem, num sofrimento gritante muito para lá de qualquer imaginação.

Que vergonha!!!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Um Dia Professora...

 

Há muito que não escrevo sobre o Presidente Americano, Donald Trump, entretido que ando com esta tragédia em que se tornou o "meu" Sporting...

No entanto, não posso ignorar este pequeno episódio envolvendo o Senhor Trump e uma professora reformada, numa carta tão surreal como reveladora.

Yvonne Mason, professora Norte-Americana, na reforma, escreveu ao Presidente Trump para incita-lo a visitar as famílias das vitimas de mais um tiroteio em escolas Americanas...

Mais um pedaço de horror, patrocinado por políticas proteccionistas ao Lobby das armas e que há muito corroem os Estados Unidos.

Política essa, validada em certa medida, pelas acções e discurso do actual Presidente.

Donald Trump enviou uma carta a esta professora, respondendo assim aos seus anseios...

Porém, o que mais sobressai na missiva enviada a esta professora, é a quantidade de erros gramaticais apresentados, dentro do registo intelectual que todos podemos esperar de Donald Trump, sendo que não deixa de espantar o singelo facto de ninguém a ter corrigido.

Das duas uma...

Ou Donald Trump escreve pelo seu punho as respostas às cartas que recebe na Casa Branca ou a sua equipa de assessores tem o mesmo grau de iliteracia do seu "Chefe".

Qualquer uma dessas hipóteses é inquietante.

Quanto a Yvonne Mason, uma nota de verdadeiro apreço...

Demonstrou que uma Professora nunca deixa de o ser, qualquer que seja o momento, nem mesmo diante da grotesca ignorância de uma mimada criança, quase a entrar na fase idosa da sua vida.

Haja paciência.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Depois de Trump... Oprah?

 

Depois de Donald Trump, Oprah como baluarte de um projecto político, uma esperança maior de um novo futuro...

As palavras de Oprah, o enigmático momento nos Globos de Ouro, deixaram excitados todos aqueles que se opõem a Donald Trump, principalmente no planeta das artes, deixando no ar uma candidatura da mesma para 2020.

O que me apraz dizer, tristemente observando, é que deve ser muito triste o País que responde ao fenómeno Trump, com Oprah Winfrey...

Nada contra Oprah, nada contra a personagem, contra a pessoa em questão, no entanto, sempre esperei que na massa critica Americana, a alternativa surgisse de dentro da alma política, da génese democrática da sociedade Norte-Americana.

Se a solução anti-Trump, partir da esfera televisiva, do paradigma televisivo, nada se resgata, nada se recupera...

Gosto da Oprah Winfrey, sempre respeitei o seu trajecto como apresentadora, naquilo onde foi e é a melhor, porém, confundir essa função com a de Presidente Americano, nada mais é do que legitimar a candidatura de Donald Trump.

Não comparando as figuras, mas sendo honesto na analise, Oprah e Trump derivam do mesmo meio, têm o mesmo tipo de preparação para o cargo, apenas se distinguem na personalidade e no trato, o que não sendo de somenos, não é o principal.

Assim, deambulando por entre estes novos tempos, de um mediatismo que se sobrepõe ao mérito, importa recordar Tiririca, candidato ao Congresso Brasileiro...

Mais do que palhaço, profissão que apresentava no curriculum, Tiririca foi um visionário.

 

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

A Saúde Mental De Donald Trump!

 

A saúde mental de Donald Trump volta a estar nas luzes da ribalta, por estes dias, devido à sua inaptidão para cantar o Hino Nacional durante um jogo futebol universitário, entre o Alabama e a Geórgia.

As redes sociais agitaram-se com vários internautas a clamarem a sua preocupação, diante dos mais variados indícios de instabilidade emocional do Presidente Americano.

Esta noticia, certamente preocupante, acrescenta um pedaço de drama a um folhetim que balança entre o cómico de inusitadas situações e o trágico de ser este homem o Presidente da mais poderosa nação militar mundial.

Donald Trump, na minha modesta opinião, não sofre de nenhum problema relacionado com a demência, ou outro tipo de doença degenerativa mental, apenas revela com o passar do seu mandato e a inerente exposição pública, sem rede, as várias facetas de personalidade, que sempre o definiram.

Não se pode pedir a Donald Trump para ser algo que nunca foi, para se mostrar um estadista, quando nunca passou de uma personagem de Reality Show, instável e irascível, inculto e boçal...

Esta mistura, meio efervescente, constitui parte dos alicerces de carácter, carácter é um expressão demasiado ousada para caracterizar a pessoa em questão, no entanto, a surpresa que muitos observadores têm demonstrado, em relação ao comportamento de Mr. Trump, mais do que definir algo sobre a sua saúde mental, revela antes o desconhecimento e impreparação dos mesmos.

Trump foi assim ao longo do seu caminho como empresário, veja-se as polémicas ao longo dos anos, foi assim durante a campanha que o levou à Casa Branca e não iria deixar de ser assim enquanto Presidente.

Apenas isso e não mais do que isso.

Acredito que Trump poderá ser derrotado em novas eleições, ou através das várias investigações em curso, sobre a sua campanha, os seus negócios, as suas ligações à Rússia, entre outros casos...

Mas não acredito que o seja por alegados problemas de saúde mental.

Trump não é demente, é apenas inculto, ignorante e boçal...

E isso é mais do que suficiente para justificar as suas imensas boçalidades.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

Uma Mensagem From Alabama...

 

O resultado das eleições Americanas, para o Senado, no Alabama, trouxe consigo uma mensagem de mudança, uma surpresa inimaginável tendo em conta a história política, recente, daquele Estado.

O candidato Republicano foi derrotado nas urnas, o que já não acontecia desde 1992, passando este Estado ultra-conservador para o lado Democrata...

Esta mensagem de repúdio da política de Donald Trump, mais até, do que do Partido Republicano que sempre se mostrou renitente em apoiar Roy Moore, candidato acusado de assédio sexual a menores, vem dar um novo impulso a uma mudança que já se perspectiva em futuras eleições.

As eleições de 2018 podem confirmar esta reviravolta na política Americana, deixando definitivamente confirmado, o largo espectro de rejeição a Donald Trump.

Trump tenta a todo o custo criar manobras de distracção, como a mudança da Embaixada dos Estados Unidos de Telavive para Jerusalém, com o intuito de desviar o foco dos vários escândalos e falhanços que marcam o seu mandato.

Num tempo onde parece que o Partido Democrata está órfão de uma liderança, capaz de empreender o momento e capitalizar o desastre político e diplomático, denominado Trump, estas eleições trazem assim uma lufada de ar fresco, àqueles que acreditam num novo projecto político.

Assim fica a mensagem vinda do Alabama...

No More Trump!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

Um Ano Após Donald Trump, Estamos Todos Vivos!

 

Um ano de Trump e o mundo resistiu...

O céu não desabou, nem eclodiu nenhum desastre nuclear...

Por enquanto.

Donald Trump inundou o planeta de tweets, de discursos desconexos, de falsas verdades, ou como se chamava no meu tempo, mentiras.

Trump trouxe ainda consigo, um discurso xenófobo, retrogrado, limitativo civilizacionalmente, ignorante de todos os outros pontos de vista...

Este é o homem que apoia a construção de um muro, numa Era em que a Globalização se esforça por quebrar barreiras, é a personagem que aposta na reindustrialização do carvão, algo séc.XIX, num tempo onde as alterações climáticas atingem a preocupação de todo o mundo civilizado.

Depois de um ano, é evidente que Donald Trump será nos dias que correm o Presidente Americano mais impopular de sempre, unindo até Ex-Presidentes Democratas e Republicanos na critica unânime, incapaz de aprovar muita da legislação populista a que se propôs, mesmo contando com maioria no Congresso.

Trump está muito para lá do simples aspecto de Esquerda/Direita, até porque na verdade, nos Estados Unidos não existe uma Esquerda, como existe na política Europeia.

O problema de Trump é a sua inexistente credibilidade, uma gigantesca impreparação para o Cargo, o que inevitavelmente lhe retira apoios, mesmo entre aqueles, que pertencem ao seu partido.

Donald Trump está ainda envolvido num sem número de suspeitas, envolvendo a sua campanha e a Rússia de Putin, que adensam as nuvens que sobrevoam este mandato.

Depois de tantas vezes aqui ter escrito sobre o que me separava de Trump, do discurso, do populismo inerente à figura, tenho que admitir que nada me horroriza mais, do que a boçalidade plasmada em cada palavra, em cada gesto, após cada encenação.

No entanto cá estamos...

Um ano depois de Trump ter chegado à Casa Branca,  surpreendentemente, todos vivos.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Sírios: Entre Assad E O Daesh!

 

Os desaparecidos da Síria é mais uma reportagem impressionante da BBC, sobre o conflito naquela região e a forma como a oposição foi esmagada à mercê do regime de Bashar Al-Assad.

Na história ali contada, sobram os relatos de brutalidade, de uma viagem desesperada pelo caminho penumbroso, de morte e assassinatos, de raptos e tortura, de impunidade e sofrimento.

A trágica vida daqueles que um dia se opuseram a um regime de Algozes, corrupto, sanguinário, num dilema absolutamente insolúvel...

A história de homens e mulheres, velhos e crianças que se encontram encurralados entre o poder dos Alaúitas, representado por Assad e os desmandos fanáticos do Daesh.

É aqui que se entende o fim de uma Nação, o labirinto sem escapatória de gente comum, devastada pelo simples facto, de ousar sonhar com esse direito inalienável de ser livre...

Liberto enfim, nesse desejo de escrever sem grilhões, falar sem amarras, pensar sem receios, expressar a sua vontade sem medo de ser cerceado.

Neste horror, espelhado é mais uma fantástica reportagem, fica a sensação que será impossível resolver este conflito, que serão irrecuperáveis as vidas, ali perdidas em vão...

As vidas que se perderam, apenas porque ousaram dizer não.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

América: A Implosão de Donald Trump!

 

Donald Trump chegou à Casa Branca anunciando um tempo novo, carregado de felicidade, de mirificas ilusões que transformariam, eternamente, o futuro da América.

Milhares de tweets depois, fica apenas esse chorrilho de afirmações, vagas, incompletas, imprecisas, na imprecisão característica dos incapazes, buscando inimigos, culpados para os seus sucessivos fracassos...

Desde a primeira hora se percebeu o inconstante caminho desta Administração, o errante pensamento sobre o País e o Mundo, sobre a geopolítica e os seus principais intervenientes, acima de tudo, sobre o papel que os Estados Unidos detinham na História.

A polémica com os Russos, o envolvimento destes na campanha Trump, desgastou e desgasta a Administração Americana, principalmente o seu Presidente, continuando este a negar as consequências que certamente acabarão por chegar, a todos os níveis do País:

Militar, económico, industrial e até ambiental.

Em todos estes planos, o papel de Trump é catastrófico, desastroso, impelindo o rumo dos Estrados Unidos para um abismo sem precedentes, denunciado pela sua baixa taxa de popularidade, reveladora do espírito com que muitos Norte-Americanos, olham para este erro de casting Presidencial.

Donald Trump vira-se agora para os seus, para aqueles que constituem o seu Staff, perdendo-se em demissões, em explicações, em deserções...

As novas escolhas tornam-se repelentes à primeira entrevista, à primeira gaffe, aos primeiros sinais de inadaptação, para os cargos por ele indicados.

É um caos descontrolado aquele que se vive, no interior da Casa Branca, nesta Administração perdida por entre os seus segredos, os seus degredos, as suas próprias ignorâncias...

E como são muitas.

Assim se assiste à degradação inevitável de uma personagem que sempre demonstrou a sua fraca qualificação para o cargo, apenas não se sabia, a dimensão da palavra inqualificado...

Esperemos então, que os Republicanos compreendam que depende deles a normalização da vida política Americana, resgatando os seus valores e princípios.

John Mccain, é um bom exemplo disso mesmo.

Para bem de todos nós.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Donald Trump: Rumo Ao Abismo!

 

Meio ano decorreu desde as eleições Americanas e com este tempo esfumou-se também alguma esperança que pudesse existir, numa mudança de atitude do atual Presidente Donald Trump...

As trapalhadas têm sido muitas, envolvidas em suspeitas, confundidas com Tweets, entrelaçadas com a emergente ignorância vigente na Casa Branca.

Donald Trump não conseguiu ainda substituir o Obamacare, algo que prometeu fazer no primeiro momento após tomar posse, não conseguiu ainda iniciar a obra para a construção do tão famoso muro, que supostamente os próprios Mexicanos iriam pagar...

Não conseguiu que a sua lei anti-ilegais, tivesse efeito em muitos dos Estados que se negaram a cumpri-la e por último, não conseguiu afastar a desconfiança cada vez maior, de uma conivente relação com Vladimir Putin.

Aliás, as últimas revelações que envolvem o seu filho e uma advogada muito próxima do Kremlin ou até o secreto encontro na cimeira do G20, colocam este Presidente Americano num patamar de descrédito indescritível e nem mesmo o Partido Republicano consegue confortavelmente, apoiar esta espécie de incontinente verbal, que debita vezes sem conta idiotices misturadas com irrefletidas e irreais afirmações.

No caso da ingerência Russa e mais concretamente nos encontros de Donald Trump Jr. poderemos estar perante um caso de traição, o que certamente levaria o atual Presidente Americano muito para lá do Impeachment...

Assim seis meses depois escasseia dignidade, elevação, verdadeiras políticas ou medidas que melhorem a vida dos Americanos e do mundo, no entanto, sobram anedotas, imbecilidades, gaffes, imprudências, decisões erradas e noticias falseadas...

E assim continua Donald Trump a percorrer o seu caminho rumo ao abismo.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

Nova Iorque...

 

Sempre detestei aviões, viajar por entre as nuvens nesse animal inventado pelo homem, no entanto, estranho será dizer que a viagem que voltaria a fazer, foi precisamente a mais longa que algum dia fiz...

Um contra-senso?

Talvez seja, no entanto, é a mais pura verdade.

Sempre achei que ao entrarmos num avião arriscamos a vida, um género de fobia muito minha, o que faz com que reze constantemente durante a viagem, acreditando até que de forma irritante para quem comigo viaja, mas é importante na minha mente garantir toda a ajuda possível para que nada corra mal.

Sinceramente jamais arriscaria que no meu epitáfio ficasse registado que ia num avião que tombara a caminho da Republica Dominicana, Recife, Cancun ou outro destino que tal, pois entendo que para arriscar a vida é necessário mais do que uns mergulhos numa qualquer praia...

Para praias não preciso sair de Portugal.

Atenção, sempre respeitando outras opiniões...

No entanto, arriscaria São Petersburgo, Paris, Roma, Cairo, Rio ou até Havana, rezando como nunca e esperando que o dito animal se portasse condignamente.

Mas aquela cidade que provoca estas minhas saudades, esta vontade imensa em regressar é a bela e sedutora Nova Iorque, da qual esperava eu muito menos do que realmente ela me deu...

Nova Iorque seduziu-me inexplicavelmente, pejada de luz e cheiros, de uma multiculturalidade impressionante, formigas por entre a multidão mas incrivelmente acolhedora, numa espécie de museu constante misturado com o ritmo acelerado de uma festa interminável.

Aquela magia envolvente que não esperava, esse amarrar de alma num banho intenso aos pés do Rio Hudson...

Aproveitaria também para dar uma escapadinha a Boston, sentir um pouco daquele espírito Irlandês que ainda subsiste em cada bar e por aquelas ruas.

E terminaria a minha viagem nos Hamptons, numa bela casa de praia, bebendo um bom vinho branco gelado enquanto aqui escrevia mais um post...

Que saudades de Nova Iorque e das malditas oito horas de viagem.

 

 

Filipe Vaz Correia