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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Bruno: O Princípio Do Fim...

 

O Tribunal da Comarca de Lisboa, deu uma estocada imensa na resiliência de Bruno de Carvalho...

Deixou-o sem margem de manobra para continuar a fugir da inevitável expressão que será a voz dos Sócios, desse coração Leonino que é o eterno pulsar deste clube.

Bruno marcou uma conferência de imprensa na sala da direcção, acompanhado pelo grupo que o sustentou em funções, numa espécie de réplica dos últimos instantes de Adolf Hitler, no seu Bunker à entrada de Berlim.

Sem música, sem bombas mas com o mesmo olhar desligado da realidade, com a mesma abstracção do óbvio, com a mesma patética interpretação do momento.

Um louco será sempre o reflexo dessa condição, desse crer alheado, por vezes até apaixonado, sendo que alguns são capazes de seduzir, por entre mentiras, os incautos de plantão desejosos por quimeras irrealizáveis.

Bruno inventa, desmente e cria factos, manobra a verdade como lhe convém, irredutível perante o desespero de tantos de nós que observam este lento definhar do "nosso" Sporting...

Chegou o dia em que confrontado com uma ordem judicial, se viu incapaz de continuar esta fuga para a frente, fuga essa que nos levou até este momento, ou seja, à deserção de pelo menos 9 jogadores.

Não existem palavras para a dor que nos acomete, esta espécie de torpor que nos consome por entre rescisões e abandonos...

Deserções essas que são farpas cravadas na Nação Leonina.

Perto do fim deste regime, deste nosso triste fado, de um tempo onde um só homem foi capaz de destruir todo um passado de dignidade e elevação, resta-nos entender o futuro e não cometer o mesmo erro...

Não eleger populistas, vendedores de sonhos mas sim pensar verdadeiramente num projecto sustentável capaz de devolver, aquilo que infelizmente nos roubaram...

A decência.

Sei bem o aqui escrevi sobre estas saídas, a dor que me provoca ver partir jogadores que "amo" desde o primeiro momento, meninos formados na alma do Leão, pertencentes ao ideário Leonino...

Defendi-os sempre e continuarei a defender Patricio e Wlliam , Gelson e Podence, Leão, compreendendo o terror por que passaram, no entanto, deixo aqui este desabafo:

Não aceitem jogar por outro clube em Portugal...

Vocês que cresceram com esse Leão ao peito, recordem neste instante o olhar de cada menino que vos vê como seus heróis, de cada homem crescido que em vós viu a representação do sonho deste clube.

Partam, voem para outro lugar, mas não traiam este amor que tantos e tantos Sportinguistas por vós têm.

Viva o Sporting

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

Como Nos Livramos De Bruno De Carvalho?

 

O pesadelo tornou-se a realidade Leonina, as rescisões chegaram respondendo ao repto feito por Bruno de Carvalho, para que os atletas as apresentassem o quanto antes...

Assim o fizeram e mais atletas o deverão fazer.

É mais um triste dia, nesta etapa "horribilis" da História do Sporting, nesta Era Bruno que ficará certamente eternizada, como o tempo do Rei Louco...

Já aqui escrevi, vezes sem conta, tudo o que me apraz dizer sobre este tiranete que infelizmente se tornou Presidente do SCP, no entanto, admito que todos os dias ele ultrapassa a fasquia, submerge um pedaço mais o Clube, nesta espécie de horror que sufoca a alma Leonina.

6 jogadores apresentaram a rescisão alegando Justa Causa, sendo que 5 são Portugueses e quatro deles formados na Academia, ou seja, gente da casa...

Gente que cresceu entre nós.

Provavelmente mais jogadores os acompanharão, deixando assim o Sporting mais fragilizado, descapitalizado de alguns dos seus principais valores, continuando a caminhar para o abismo, dirigido pelo seu "pequeno" líder.

É desesperante ver este momento do "meu" Sporting, esta estupefacção de todos nós Leões, perante as constantes perplexidades desta direcção, criando insistentemente o caldo incendiário, capaz de destruir a esperança do mundo verde e branco.

Bruno mudará para sempre a História do Sporting, ficará eternamente gravado nela como o pior dos piores, o mais alucinado Presidente que alguma vez imaginámos ter...

Agora só precisamos saber:

Como nos livramos dele?

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Luís Figo A Presidente?

 

Luís Figo mostrou disponibilidade para se candidatar à Presidência do Sporting...

Noticia esta que traz consigo uma novidade, mesmo que de forma ambígua, ou seja, de colocar em viva voz esta intenção do antigo jogador do SCP.

Figo é um nome que divide os Sportinguistas, muitos deles amarrados a atitudes emocionais, característica que em Luís Figo é pouco notada, em gestos e momentos que fazem duvidar alguns adeptos.

Não a mim, muito sinceramente...

Aliás surpreende-me quem questiona a seriedade de Figo mas acreditou em Bruno de Carvalho, quem questiona a capacidade de Figo para gerir mas viu essa mesma qualidade em Bruno de Carvalho, quem teme aqueles que possam acompanhar o antigo Bola de Ouro, apesar de estarmos, actualmente, reféns de uma quadrilha profissional.

Recordo-me de Figo desde os seus primeiros tempos em Alvalade, na primeira equipa, os primeiros toques, as primeiras fintas, os primeiros assobios...

Momentos em que o admirei, outros em que senti a distância própria de um desesperançado Leão, no entanto, reconheço-lhe duas coisas:

Em primeiro lugar, o seu lado vencedor, a sua capacidade de ganhar em todos os projectos onde entra, daí a sua necessidade de saber bem tudo o que se esconde dentro do Clube, e sendo Bruno de Carvalho o Presidente, é capaz de ser uma premissa bastante pertinente...

Em segundo lugar, o seu Sportinguismo, questionado por tantos, mas no qual acredito.

Figo poderá ser o caminho mais rápido para a estabilidade e credibilidade perdida, pois através do seu nome, muitos daqueles que hoje hesitam crer num projecto Leonino, poderão facilmente voltar a acreditar num futuro ganhador, ao mesmo tempo que através da sua personalidade pouco bélica, calma, poderá aportar a tranquilidade necessária para se construir um projecto sustentado no Reino do Leão.

Por tudo isto, vejo em Figo uma boa solução para a recuperação da Nação Leonina e para criar as bases necessárias para voltarmos a sorrir.

Viva o Sporting

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

Lula Da Silva: Deus Ou Diabo?

 

O Brasil continua em polvorosa, perdido por entre os seus dramas, traumas, inexplicáveis traços de uma Democracia efervescente, rendilhada em constantes desconfianças, esquemas, gritos...

As eleições que se aproximam ameaçam a estrutura da sociedade Brasileira, a sua emocional vontade de como País, caminhar rumo ao futuro.

A discussão sobre Lula da Silva, há muito que passou o estritamente político, ou a dimensão jurídica da causa...

Há muito que se transformou no ponto central de um regime, na questão que divide as águas de um País descompassado.

Este processo tem tudo para correr mal, para esmagar o debate eleitoral e trazer consigo uma instabilidade sem precedentes.

Não tenho dúvidas de que Lula da Silva e o PT estão envolvidos em vários esquemas, várias ilegalidades, desde os tempos de José Dirceu e o Mensalão, esquemas esses envolvendo a Petrobrás e outras empresas Brasileiras...

No entanto é necessário provar os crimes, para se credibilizar a justiça ao invés de a politizar.

O erro que me parece estar a ser cometido pela Justiça Brasileira e em particular pelo Juiz Sérgio Moro, é deixar espaço na condenação para a contestação, não só de Lula, como de muitos Juristas que sendo imparciais, vêem nesta sentença lacunas em demasia.

A sentença de Moro deveria ser concreta, apontar os actos de corrupção, sem margem de dúvida, ligando-os em definitivo com Luís Inácio Lula da Silva, para exterminar a possível vitimização que inevitavelmente Lula iria fazer.

Não me parece que o Juiz Moro tenha conseguido esse intento e com isso permitiu esta espécie de cruzada do PT contra a justiça, ironicamente alegando contra esta, a tremenda injustiça da sentença.

No meio desta tremenda interrogação que serão as eleições deste ano, o Brasil terá de enfrentar este processo eleitoral, como se estivesse em estado de sitio...

Pois mais do que umas eleições, o Brasil viverá uma verdadeira batalha imprevisível.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Rio Ou Santana?

 

Amanhã é dia de eleições no PPD/PSD.

Um dia de mudanças ou não, de questões ou silêncios, de perguntas e afirmações, de vitórias...

Ou não.

Esta campanha entre Rio e Santana foi desanimadora, desenxabida, mergulhada em fait-divers, em artimanhas partidárias, amarradas a visões de um passado que apenas armadilha o destino deste nobre partido.

O aparelho do PSD parece ter amarrado os dois candidatos, num chorrilho de incongruências demasiadamente evidentes e que com o passar dos dias, levaram a um desinteresse da opinião pública.

Rio, político que gosto, ou pelo menos sempre me habituei a admirar, também se deixou levar para este terreno, onde as ideias foram sempre subalternizadas em relação à trica política...

Aos nomes que apoiam este e aquele, às traições confundidas vezes sem conta, com opinião forte e corajosa.

Infelizmente para mim, que sempre estive neste terreno partidário, de expressão política e ideológica, esta campanha mais do que uma desilusão, reflecte a crise de valores existente no panorama partidário Português, mas que honestamente me parece acentuada no PSD.

Temo que com estas eleições, o PPD/PSD fique ainda mais dividido do que aparentemente está neste momento, que as diferenças evidentes entre Passistas e outros, não deixem margem para grandes encontros e reflexões, no pós Passos.

Estes anos de Passos Coelho, destruíram grande parte da base eleitoral do partido, não entre aqueles militantes fiéis, que votam independentemente do rumo ou do líder, mas entre aqueles que sendo votantes no PSD, se sentiram atraiçoados e desamparados naqueles malfadados anos, do além da Troika.

Não compreender isto, é não perceber a dimensão política de medidas economicistas, mesmo que estas sejam tomadas, em prol do País.

Recuperar essa ligação às pessoas, pois durante esses difíceis anos a comunicação do Partido foi deveras incompleta, demorará tempo mas acima de tudo, necessitará de uma liderança forte e capaz de se concentrar mais no País, do que nas batalhas internas, inerentes aos interesses instalados.

Assim, sem muita fé, aqui deixo o meu desejo:

Que vença Rui Rio.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

Rio VS Santana: O 1º Round!

 

O primeiro debate das eleições internas do PSD, trouxe ao de cima pela primeira vez nesta campanha, as diferenças entre Rui Rio e Pedro Santana Lopes.

Gosto muito de Rui Rio, sempre aqui o escrevi, no entanto, ao longo desta campanha as suas palavras receosas, pouco ousadas, mescladas com o aparelhismo vigente no actual PSD, deixaram-me vezes sem conta, desiludido com o candidato em que mais acredito.

Neste debate, julgo que Santana Lopes fez um imenso favor a Rui Rio, demonstrando exaustivamente as diferenças marcadas, durante todos estes anos, deste com Pedro Passos Coelho...

Rio não tem conseguido se distanciar da linha Passista, que há oito anos controla o Partido, porém, Santana Lopes, agressivo como há muito tempo não o via, fez questão de recordar a todos, os que assistiam a este debate, as diferenças entre o PSD de Passos e que agora está com Santana, e o de Rui Rio, que conta com o apoio de Manuela Ferreira Leite, Morais Sarmento, António Capucho ou Pacheco Pereira.

Para Santana estes serão, certamente, nomes malditos...

Para mim, serão um certificado de seriedade e qualidade, um regresso a um PSD de outros tempos.

Rui Rio tem dificuldade em gerir o mediatismo das câmaras, a fotogenia dos momentos televisivos, mas tem credibilidade, é conservador na génese política, ousado no pensamento...

A sua posição na questão da justiça, mais do que correcta é corajosa, nobre e frontal, correndo o risco de se tornar impopular, mas mantendo-se digno e assertivo, de acordo com os princípios que defende.

Este é o Rui Rio em que acredito, confio, admiro...

Pouco fotogénico, nunca cedendo ao populismo inerente a políticos como Santana Lopes.

Rui Rio falou directamente para o País, para os seus cidadãos, enquanto, Santana optou por falar para o aparelho do partido...

Esperemos que os militantes chamados a votar, pensem mais no País, do que nos lugares no Partido.

Pela primeira vez nesta campanha, reencontrei o Rui Rio de que tanto gosto.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Catalunha: Depois das Eleições, O Caos!

 

81% dos Catalães saíram à rua e foram votar, número recorde na História Democrática da Catalunha, num grito ensurdecedor, de orgulho Independentista, que traz novamente para o jogo político a vontade desmedida de um povo...

Líderes presos, outros fugidos, palavras proibidas, frases censuradas, trouxeram drama a estas eleições, aportaram tragédia a este dia, esperado, ansiosamente aguardando, como se de uma definição se tratasse.

Estes resultados, parecem dar a vitória ao Ciudadanos de Inês Arrimadas, 37 dos 135 lugares, no entanto, se somarmos todas as forças parlamentares, percebemos que 75 lugares desse mesmo parlamento, pertencerão aos partidos, que concorrendo sozinhos defendem o mesmo ideal:

A Independência!

Este resultado de maioria absoluta para os Independentistas, leva para um outro patamar, este problema Catalão...

Sempre considerei que a forma como Madrid e o seu aparelho político e judicial, tratava esta questão Catalã, não só legitimava a causa dos Independentistas, como também, diminuía a legitimidade daqueles que defendendo a unidade Espanhola, estariam sempre aprisionados, ao fantasma Franquista.

Estes resultados não só confirmam estes meus receios, como reforçam o impasse que marcará o futuro, não só da Catalunha, como de uma Espanha cada vez mais fragilizada, a partir deste assomo de orgulho Catalão.

Mais de 50% dos Catalães, disseram presente, gritaram não queremos mais Espanha, apesar das empresas que saíram da região, das que ameaçam sair, dos avisos lançados pela União Europeia ou outras organizações, num desafio corajoso, desbravado, sem temor.

Resta agora saber o que irá fazer o Governo central?

Quem irão prender?

Que palavras estarão agora banidas?

Como demonstrarão o seu poder?

Felipe, Rajoy, Sanchez ou Rivera, poderão continuar a esbracejar, a ameaçar, no entanto, o que daqui poderemos retirar...

É que aqueles que desejam a Independência Catalã, não se vergarão, perante ameaças centralistas, ou prisões aleatórias.

Talvez o que daqui resulte, seja o Caos...

Um Caos numa Catalunha, que parece mais próxima do abismo, do que de se vergar, aos intentos de uma união Espanhola.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Catalunha: Referendo ou Eleição?

 

O Governo Espanhol e o PSOE acordaram esta manhã, segundo avança a TVE, a marcação de eleições Regionais na Catalunha, para Janeiro de 2018.
Num momento em que a ameaça de suspensão da Autonomia Catalã , continua a perseguir a Generalitat, este passo pode, verdadeiramente, contribuir para a clarificação de todo um processo complicado e mal conduzido.

Talvez este devesse ter sido o primeiro passo a ser dado pelo Governo de Madrid, no entanto, agora saberemos de forma legal e constitucional, quem quer a independência e quem a não quer...

Porque nestas eleições, apenas duas escolhas poderão ser feitas, duas leituras, para aqueles que em Janeiro, queiram exercer o seu direito de voto:

Quem votar em Puigdemont e nos partidos aliados, votará pela Independência, pela criação de um Estado Soberano Catalão, que se separe definitivamente do centralismo Madrileno.

Quem votar nos partidos com assento Parlamentar como PP, PSOE ou Ciudadanos, estará a votar pela continuidade de uma ligação Autonómica, entrelaçada com a Nação Espanhola e com a Constituição em vigor.

Não existem outras hipóteses.

Por essa razão, é com expectativa que aguardo esta eleição, este desfecho para uma das mais graves crises identitárias, na Europa deste século.

Que venha então esse referendo, em forma de eleição.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Os Dois Lados De Um Rio...

 

Rui Rio esteve no Jornal da noite da TVI, para uma entrevista, a primeira desde que é candidato à Presidência do PPD/PSD.

Gosto imenso de Rui Rio, sempre tive respeito e consideração pela sua coerência política, pela rectidão do carácter, pela forma como sempre se comportou na vida pública...

E isso não é de somenos, no panorama político actual.

No entanto, esta entrevista deixou-me um pouco confuso, pois se em muitos momentos reconheço o mesmo Rui Rio de sempre, a mesma disciplina nas palavras, a mesma autenticidade do discurso, noutros pareceu-me preocupado em não ferir susceptibilidades dentro do Partido, essencialmente, na Bancada Parlamentar.

Gostei de Rio quando, mesmo superficialmente, avaliou o Orçamento de Estado agora apresentado pela Geringonça, a forma como se diferenciou de Pedro Santana Lopes, como não teve receio em afirmar a necessidade de colocar sempre o País, à frente dos interesses Partidários...

Mas ao mesmo tempo, desagradou-me a maneira hesitante como tentou tranquilizar, aqueles que temem perder o seu lugar, irritou-me a insistência em afirmar que não existirá uma purga no Grupo Parlamentar, a necessidade de confortar, aqueles que se acomodaram ao aparelho laranja.

Rio tem de perceber que se for para manter este PSD, então não valerá a pena votar nele, Santana interpretará melhor essa função...

Aquilo que se pede a Rio, é que resgate o Partido da pasmaceira aparelhista a que foi votado nestes últimos anos, que o liberte do poder de Relvas e Marco António, que recupere os valores essenciais do Centro-Direita Português.

Centro-Direita, não se confunda com esquerda, que aqui ou ali, também me pareceu estranho, ouvir no discurso de Rio.

Por todas estas razões, e também por alguns destes meus receios, reafirmo a minha simpatia por Rui Rio, a esperança que possa mudar o rumo do PPD/PSD, mas para que consiga levar a cabo esta empreitada, será importante que se liberte de alguns gestos politicamente correctos, numa tentava de agradar às várias facções do Partido...

Terá de escolher uma das margens do Rio, um dos lados desse destino a cumprir.

Se for fiel ao seu passado e perfil, julgo que estará sempre mais perto de ter sucesso...

No Partido e no País.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

SantaNão!!!!!!!!!!

 

Não!!!!!!!!

Desculpem o grito linguístico, a expressão maior da minha perfeita estupefacção.

Durante os últimos anos, toda a gente dizia que Santana Lopes estava um homem diferente, tinha amadurecido, sabido encontrar o seu espaço e caminho...

A sério?

Na minha imberbe adolescência, Santana era provavelmente um dos políticos que eu mais gostava, com o seu estilo irreverente representava para mim o futuro, tornando cada Congresso do PSD, num momento especial, cada chegada sua, num burburinho inesperado, cada candidatura sua à liderança do Partido, num agitar de águas.

Santana tem esse lado diferenciador, de num singelo gesto abanar o pré-concebido, num discurso desbravar caminhos jamais imaginados, inflamando plateias e apoiantes.

Recordo Santana Lopes como Presidente do PSD...

Como Primeiro-Ministro...

O problema é que se os militantes do PPD/PSD também se recordarem, certamente, Rui Rio terá o seu caminho facilitado...

No meu caso, recordo ainda a sua passagem pela Presidência do Sporting, o que convenhamos, não abona a seu favor.

E passagem é mesmo o termo, pois foi rápida e desastrosa, saindo a meio, respondendo a um imperioso apelo pessoal, de se candidatar à Presidência, do mesmo, PSD.

Por fim, mais uma razão para temer esta candidatura:

Rui Gomes da Silva.

Se Santana voltar, ele também volta...

Meu Deus!

Por todas estas razões...

Santana, não faças isso!

 

 

Filipe Vaz Correia