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Caneca de Letras

Caneca de Letras

16
Nov19

O Capitão, O Autarca, O Presidente...

Filipe Vaz Correia

 

Meu Deus!

Parece que a Revista Visão traz uma reportagem sobre o queridíssimo Frederico Varandas e o seu papel Autárquico, na Assembleia de Freguesia de Odivelas...

Muito bem.

No entanto, o Capitão, Autarca e Presidente do Sporting parece ser um homem dos mil ofícios, com a desvantagem de só conseguir, aparentemente, cumprir um deles.

O de Presidente do Sporting?

Alguns dizem que sim...

Ora o que se descobriu agora com esta reportagem, é que o estimado Frederico suspendeu as suas funções de Capitão, não definitivamente, numa estratégica pausa para fazer outras coisas, pois isto da vida militar tem as suas exigências.

Para conseguir essa pausa resolveu candidatar-se nas listas do PSD, a sempre doce e impoluta política, requisitando depois uma licença eleitoral para justificar a sua ausência de funções no Exército...

O melhor está por vir:

Parece que o Frederico raramente esteve presente nas ditas reuniões da Autarquia, para a qual foi eleito, ou seja, negligenciando essa função que lhe serviu de álibi para a tal licença.

“Aldrabice”?

Será?

Se este caso se passasse com um membro de Governo, um Deputado ou um qualquer funcionário de um outro posto político, estaríamos aqui a bradar aos céus e a rasgar as vestes...

Convém não ser hipócritas, coniventes e cúmplices.

No meio disto tudo deixo uma nota...

Rogério Alves disse há dois dias, antes desta polémica, uma frase que agora me parece absolutamente adequada:

”Quem é eleito tem a missão de cumprir o seu mandato!“

Pensei na altura que estávamos diante de mais uma campanha de mobilização do Presidente da Assembleia Geral do Sporting em prol do seu Presidente...

Mas tendo em conta esta reportagem, se calhar não.

Dr. Rogério...

Agora vá explicar isso aos eleitores de Odivelas!

Quanto ao Exército?

Ai, ai...

 

 

Filipe Vaz Correia

11
Nov19

Eleições Espanholas: Um Turbilhão De Interrogações Ou A “Voxx” Do Povo?

Filipe Vaz Correia

 

Em Espanha continua o turbilhão eleitoral, o mesmo atabalhoado processo que tem levado a democracia Espanhola de eleição em eleição.

Neste Domingo o PSOE voltou a vencer, como anteriormente fizera, só que agora com menos força, com menor força daqueles que supostamente poderão ser os aliados tradicionais, também eles enfraquecidos.

Se estivéssemos a falar de lógica, evidentemente que os Partidos poderiam aprender com a resposta dada esta noite pelos eleitores...

E que resposta foi essa?

Uma estagnação ou perda dos partidos mais tradicionais, com derrotas claras do Cidadanos ou do Podemos, por entre, resultados quase similares como do PSOE e do PP...

O que diverge nesta eleição?

A subida extraordinária do VOXX...

Ignorar este facto ou não o compreender representará um suicídio para estes partidos e as suas realidades.

Os Espanhóis estão exaustos de “tricas” partidárias, de teatralizações políticas, olhando para o fenómeno VOXX como uma voz alternativa à pasmaceira costumeira.

Poderemos criticar ou acreditar que se trata de um fenómeno passageiro, no entanto, a subida apoteótica deste Partido de Extrema-Direita, aconselhará a prudentes conclusões e avaliações.

Sem a presença de estadistas ou fortes lideranças no espectro político Espanhol, torna-se essencial o aparecimento de sólidos projectos políticos, capazes de criarem pontes e entendimentos que sustentem esse futuro plasmado na vontade dos cidadãos.

Caso os Partidos tradicionais continuem a se perder nessas entrelaçadas e corriqueiras questões, sobrará um fértil terreno para os extremismos proliferarem...

Da Esquerda à Direita.

Estas eleições foram mais um aviso...

Nessa Espanha em busca do seu destino.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

25
Out19

Parlamento: Filhos E Enteados...

Filipe Vaz Correia

 

Estive a assistir à tomada de posse dos Deputados na Assembleia da República, assim como à eleição do Presidente da Assembleia da República...

Gabem-me a paciência, se faz favor!

No entanto, por entre, formalismos e conversa fiada, uma circunstância me chamou à atenção...

Os três novos partidos não puderam falar no hemiciclo, em contraponto com as restantes bancadas parlamentares, que usaram da palavra nesta abertura legislativa.

Um escândalo.

Dirão que faz parte do regimento, da ordem dos trabalhos, da tradição...

Mude-se!

Não faz sentido que na casa da Democracia, no dia em que tomam posse os eleitos da Nação, uns possam falar, discursar enquanto outros permanecem calados, silenciados por burocracias parlamentares.

O que mais me surpreendeu foi a aceitação deste facto por esses novos partidos que, tanto quanto pude me aperceber, nada fizeram para reclamar desta situação, desta estranha realidade.

Cadeiras?

Lugares?

Isto sim me parece uma questão pertinente para discutir, para debater.

Assim começaram os trabalhos parlamentares, por entre, filhos e enteados.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

20
Out19

Sporting: O Momento De Escolher Um Caminho Diferente...

Filipe Vaz Correia

 

O tempo passa, passando de maneira exasperante, de verde e branco, de angustia e espanto, temor e pranto, nessa senda Leonina.

Tenho como certo que esta “liderança” Sportinguista tem os seus dias contados, extinguidos perante o desesperante grito dos adeptos fartos da incompetência reinante, do amadorismo que se instalou no “nosso” clube.

No entanto, cada vez que vejo nos jornais que esta direcção, falta dela, se prepara para executar um plano desportivo no mercado de inverno, pensando já na compra de um defesa central, mais me sobra a certeza de que importa gritar bem alto...

Não!

Não é possível...

Estamos em Outubro, início de época e já com esta temporada hipotecada tal o futebol praticado, ou seja, a ausência desse futebol entrelaçado numa equipa em frangalhos, desmotivada e carregada de péssimos jogadores.

E serão estes incompetentes a continuar a esbanjar o nosso dinheiro em jogadores de qualidade duvidosa ou medíocre?

Permitiremos?

Não pode ser...

Façam uma petição, uma manifestação ou uma rebelião, qualquer coisa, porém torna-se imprescindível retirar de Alvalade esta trupe que ameaça destruir, ainda mais, o que sobrou de um passado recente, já de si desesperador.

Não temos tempo...

O Sporting não tem tempo.

E já se percebeu que estes “soldados” não sairão por sua espontânea decisão...

Chegou o tempo de os Sportinguistas tomarem o destino em mão e escreverem um novo capitulo, uma nova história sem medo de errar.

Depois de um tiranete paranóico, um banana emproado.

Que ousemos escolher...

Um caminho diferente.

 

 

Filipe Vaz Correia

17
Out19

Caro Frederico Varandas: Por favor, DEMITA-SE!

Filipe Vaz Correia

 

Meu caro Frederico Varandas, Presidente do Sporting Clube de Portugal, por favor...

Demita-se!

As eleições de há um ano, infelizmente, ditaram a sua vitória trazendo o clube até este momento, desesperante e titubeante destino de uma equipa em desnorte.

O meu caro Frederico, venceu as eleições garantindo tudo perceber, sendo, entre outras coisas, especialista em futebol.

Futebol esse que catalogou, imagine-se, de fácil...

Um projecto assente no seu conhecimento e nessa magnifica estrutura que iria construir, com gabinetes de performance, scouting de excelência, conhecimento e experiência entrelaçado no seu sapiente percurso.

Nada disso.

Contratações falhadas, Milhões deitados à rua...

Borja, Bolasie, Jesé, Illory, Neto, Vietto, Doumbia, Fernando, Rosier, Eduardo, nomes de “reforços” e dos quais não se aproveita um.

Daniel Bragança, Francisco Geraldes, Matheus Pereira, Bas Dost, Raphinha, Domingos Duarte, Mama Baldé, Nani, entre emprestados e vendidos que nos deixam a interrogar a inteligência de quem estruturou o plantel.

Cinco treinadores num ano, reflexo de uma gestão caótica e impreparada.

Comunicação deficiente, ou melhor dizendo desastrosa, própria de um grupo de “meninos” deslumbrados com o seu “novo” papel, incapazes de sustentar a dimensão de um Clube como este.

Tanta e tanta coisa para escrever, tanto e tanto por dizer, no entanto, esta tristeza que me amarra quase que silencia a pena, me seca a tinta neste ardor que me esmaga.

Estou tristíssimo.

Meu caro Frederico, você é absolutamente incompetente para Presidente do SCP, um erro absoluto que será eternamente recordado na História deste grande Clube.

Por favor, demita-se!

Desde o primeiro momento, desconfiei desse “seu” projecto, dessa ausente liderança que tanto insistia em se gabar, dessa teia de incompetência que o envolve e assim envolveu todo o Sporting.

Não existe mais espaço para si, para o seu projecto, para aqueles que o acompanham ou preconizaram esta “solução”...

Disse solução?

Não existe mais espaço...

A não ser para novas eleições, com novas ideias, em busca de uma verdadeira solução para o futuro do Sporting.

Meu caro Frederico, se de facto ama este Clube e de alguma maneira o quer unir, só existe uma solução para conseguir essa união...

Vá-se embora!

Demita-se!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

08
Out19

E O Chega... Chegou!

Filipe Vaz Correia

 

E o Chega...

Chegou!

André Ventura e o seu partido conseguiram, nas eleições legislativas deste domingo, eleger um deputado à Assembleia da República.

Muitos estão estupefactos, até indignados, com esta ascensão da Extrema-Direita em Portugal, no entanto, não deveremos esquecer que no parlamento Português, há muito, que estão representados partidos da Extrema-Esquerda que entre outros valores, defendem regimes ditatoriais como a Coreia do Norte ou a Venezuela.

É bom manter sempre a coerência como ponto de partida para avaliações políticas.

Infelizmente, um partido como o Chega encontrou na sociedade Portuguesa eco para as suas “odiosas” reivindicações, para o constante destilar de ódio com que olha para o País e a sua construção, sendo os portadores de princípios quase “hitlerianos” como base para o populista discurso com que nos brindam.

André Ventura, o líder destes herdeiros do PNR, conseguiu passar a sua mensagem para um nicho da população que serviu para o eleger, capaz de alimentar os ódios encapotados, por entre, frases sussurradas em surdina ou medos crescentes em algumas partes do nosso País.

O Chega representa, representará, uma ideia política perigosa, não podemos recear as palavras, uma busca pela segregação e divisão de uma sociedade Global, Multicultural e aberta ao mundo.

Este perigoso caminho, na minha opinião, segue uma tendência já observada em vários pontos do globo, Trump, Marine Le Pen, Orban ou Farage...

Um caminho que se alimenta do descontentamento das gentes, muitos deles que nada têm a ver com as elites mas sim com o proletariado, o dito povo, abandonado e cerceado por essa avassaladora Globalização e Modernização que mudou a face das civilizações.

Assim, este discurso divisionista, segregador, tacanho e populista, acaba por responder à singela ignorância daqueles que temendo, escolhem o autoritarismo como plano de fuga às agruras da vida.

Importa não optarmos pelo caminho mais fácil, aqueles que se opõem a estes ideais, mas sim tentar entender as causas que levaram a esta eleição de André Ventura e tentar desmascarar o discurso que o suporta.

Extrema-Direita, Extrema-Esquerda ou quaisquer outro tipo de extremismos, deverão causar o mesmo tipo de indignação, a mesma forma de repulsa, o mesmo tipo de condenação.

De uma coisa não nos deveremos esquecer...

A principal causa para o fortalecimento de um partido como o Chega é o enfraquecimento dos partidos da Direita tradicional, o que deverá aconselhar a uma maior contenção ao contentamento, daqueles “esquerdistas” que comemoraram um dos piores resultados do PPD/PSD e do CDS.

Porque em cenários destes, o que menos se espera tem lugar...

E o Chega, chegou!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

07
Out19

Eleições Legislativas: Uma “Salganhada” Eleitoral?

Filipe Vaz Correia

 

Noite eleitoral carregada de surpresas, talvez não, num misto de derrotas vitoriosas e vitorias amargas.

O PS vence as eleições, ao contrário de há quatro anos, sem maioria absoluta, num cenário “pantanoso” mas que irá colocar à prova os dotes de negociante de António Costa.

O PS submerso nessa arrogância típica dos Socialistas, Mário Centeno foi a face dessa característica na campanha eleitoral, vê assim, com estes resultados, uma resposta dos Portugueses a tamanha altivez argumentativa.

O outro lado da “Geringonça” não vence mas também (não) perde, ou seja, o PCP perde expressão parlamentar, aliado à derrota autárquica, denotando um desgaste acentuado na sua base eleitoral, irá temer a reedição dessa “Geringonça”, sabendo também que a negação desse caminho poderá lhe custar um preço na História.

O Bloco que praticamente mantém o mesmo resultado que anteriormente havia tido, certamente, se vê desiludido tendo em conta as expectativas criadas por todas as sondagens ou essa boa imprensa que tanto”acarinha” os Bloquistas, deixando um enigma na líder Catarina Martins...

Assegurar a renovação da solução Governativa ou pelo contrário evitar a sua reedição?

O Bloco tudo fez para garantir que o PS não conseguiria a maioria absoluta, tentando assim aumentar o seu círculo de influência, porém, convém observar cada passo Bloquista, cada escolha de um partido com dores de crescimento.

E o PAN?

Um caso de ponderação...

O grande vencedor da noite.

Voltando à direita...

O PSD perdeu as eleições, não com o estrondo anunciado mas com uma contestação evidente dessa sua penitência amargurada após os anos da Tróika.

Rio parecia ter vencido esta eleição tal o excitamento com que apareceu diante dos jornalistas, certamente, influenciado pelas sondagens “predadoras” que há muito o tentavam devorar.

O PSD teve um resultado negativo mas muito superior àquele que muitos antecipavam...

Dará este resultado para evitar uma luta interna fratricida?

Duvido...

O CDS?

Bem, o CDS é a expressão maior de uma hecatombe, sendo o maior derrotado da noite, encurralado entre o surgimento de novas forças eleitorais à direita, Iniciativa Liberal ou o Chega, e as incongruentes posições da sua líder e frágil estrutura.

Cristas abandonou, num gesto com imensa dignidade, contrastando com a maioria do seu populista percurso político.

Os novos partidos que chegam à Assembleia da República, Chega, Iniciativa Liberal, Livre, trazem novas ideias ou falta delas, novos pontos de discussão, novas pontes ou batalhas...

Veremos quantos destes partidos permanecerão ao fim de uma legislatura.

Duas notas de pesar:

A morte política do sempre rebelde Santana Lopes e a despedida da queridíssima Heloísa Apolónia, colocada num distrito de impossível eleição pela estrutura Comunista numa purga carinhosa e sem direito a teatralismos.

Num tempo de discussões ecológicas o PCP assassina a líder histórica dos Verdes, o que não deixa de carregar de ironia o destino da Extrema-Esquerda Comunista, neste tempo de clima e Gretas. 

Vem aí mais uma legislatura...

Com Geringonça?

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

23
Set19

Eleições Na Madeira: Um Novo Tempo Com “Velhos” Aliados...

Filipe Vaz Correia

 

O PSD perdeu, pela primeira vez, a maioria absoluta na Madeira...

Felizmente para os Sociais Democratas, o CDS deverá garantir os deputados suficientes para numa coligação, bastarem à governação do arquipélago da Madeira.

No entanto, não deve bastar esta constatação, este cenário de tristeza, que tomou conta dos rostos “laranjas” habituados a reinar naquelas terras.

Em contraponto, vemos o Partido Socialista alimentando o seu caminho, com novos 14 deputados adquiridos nestas eleições.

Um desenho arrepiante para a história Social-Democrata na região, para o legado de Alberto João Jardim, ficando desnudadamente a interrogação...

Se Alberto João Jardim não tivesse, nestes últimos dias, entrado nesta campanha eleitoral qual seria o resultado do partido?

Não estaríamos a assistir a uma catástrofe maior?

Uma histórica lição para aqueles que menosprezaram o peso das “velhas” raposas, neste novo tempo eleitoral...

Hoje, espantados, viram-se confrontados com as repercussões dos seus actos, com as consequências das suas “queimadas”.

Talvez esse passado recente, repleto de autofagia, tenha servido para enfraquecer o Partido e a sua actual liderança.

Por vezes as feridas abertas não saram, não secam...

Por mais que se demonstre o contrário.

Destas eleições sobrará o terramoto político que quase aconteceu na região da Madeira, ao PSD e ao seu passado histórico...

Chega o tempo dos entendimentos, um novo tempo na Madeira, que irá ditar todo um destino e um legado que se entrelaça desde 1974.

Novos tempos, renovados entendimentos...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

20
Set19

Willkommen Rui Rio

Filipe Vaz Correia

 

Estive a ver, com um dia de atraso, a prestação de Rui Rio no programa “Gente Que Não Sabe Estar” e verdadeiramente adorei...

Quem acompanha o Caneca de Letras sabe que apoiei Rui Rio na disputa com Santana Lopes pela liderança do PPD/PSD e depositava nele uma esperança sem tamanho nessa árdua missão que seria a reconstrução do Partido.

Ao longo do tempo Rio foi desaparecendo, parecendo perdido entre as tricas internas e as diatribes externas,  essa mistura entrelaçada de erros que anunciavam uma hecatombe eleitoral.

As Europeias foram somente uma amostra, depois da trapalhada dos professores que quase levaram à loucura os simpatizantes Sociais-Democratas.

Com a chegada da pré-campanha para as Legislativas parece que Rio despertou de um pesadelo, uma apatia que se havia instalado para os lados da Lapa e que ameaçava reduzir a pó as intenções do PSD.

Críticos constantemente a aparecer, vociferando as divergências, muitos ansiando um regresso aos tempos do PSD da “Tróika”, num projecto mais ultra-liberal do que social-democrata...

No entanto, as prestações de Rio em campanha estão a surpreender, seja em debates ou entrevistas, de forma mais séria ou “humorista” e informal.

Rio defrontou Costa na televisão com louvor, esteve no debate das rádios com determinação e personalidade, deixando vincada a força com que defende as suas ideias.

Gostei especialmente do seu olhar sobre o “segredo” de justiça e a sua visão sobre a criminalização do mesmo, a sério, sem receio de ferir os alvos de tamanha imoralidade.

Jornalistas e agentes judiciais...

Juízes, advogados, oficiais de justiça, etc...

Estou sem dúvida a gostar deste Rui Rio, a fazer lembrar os tempos onde conquistou a autarquia Portuense, espantando todos os que não acreditavam no seu sucesso.

Sei bem que a tarefa, nestas eleições, é Hercúlea, quase impossível de conseguir, pois Costa e o seu Governo estão sentados no poder e através dele manipulam a seu belo prazer a nossa Lusitana realidade...

No entanto, não posso deixar de assinalar a transformação extraordinária que tomou conta do líder do PSD e nesse “acreditar” que parece ganhar força entre os Sociais-Democratas.

Sehr Gut, Rui Rio!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

17
Set19

Rio E Costa: Um Bailado Entre Iguais!

Filipe Vaz Correia

 

O debate que se aguardava...

Quem ganhou?

A questão que todos tentam responder...

Na minha opinião, ninguém!

Este foi o debate que mais me interessava, talvez buscando a minha desesperançada esperança numa alternativa de Direita que tarda em chegar.

Rui Rio esteve francamente bem, muito melhor do que as expectativas nele depositadas, mostrando uma leveza argumentativa entrelaçada com as ideias que, há muito, pareciam escassear.

Entre estes dois oponentes ressalta o respeito espelhado em seus rostos, a ligação construída em uma década de gestão autárquica, Lisboa e Porto, num jogo espartilhado entre a opinião pública e o aparelho partidário.

Sinceramente Rui Rio foi muito melhor do que se antecipava, sabendo jogar com o tempo e a forma, os temas e a honestidade, para discordar e concordar, honestidade que tantas vezes é confundida com fraqueza...

Costa refastelado na sua poltrona, mexeu-se pouco, agitou o quanto baste e fingiu-se de morto, vezes sem conta, preferindo perder do que esventrar, criar feridas inabaláveis num eleitorado volátil que pondera lhe presentear com o voto.

Gostei de Rui Rio, mais do que de António Costa, sendo que se torna evidente, como se esperaria, que será impossível encurtar a diferença entre os dois Partidos na “pole” eleitoral.

Lastimo que este Rui Rio tenha andado perdido nestes anos de oposição, submerso em equívocos e tricas...

Neste debate, bailado entre iguais, Rio dançou em “paso doble”, valsa e salsa, sem desacertos ou inseguranças, sobrando a certeza de que será Costa a ficar com o papel.

No entanto, fica a compensação para o Presidente do PSD de um desempenho assertivo e capaz, assim como, uma pena de a sua oposição não ter sido feita em debates...

Esse bailado maior, num palco preparado para grandes momentos.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

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