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Caneca de Letras

Caneca de Letras

22
Fev19

O Mergulho Da Alma

Filipe Vaz Correia


Nem sempre o que grita o espelho, no reluzente reflexo do olhar, consegue convencer o coração a seguir em frente, a deixar para trás todo o carinho reservado no tamanho querer de um amor.

Mas o que fazer?

Se no fim da linha, nesse molhar os pés no mar, se apercebe o coração desse caminho sem volta, que sufoca desmedidamente.

Devagarinho...

Sem pressa, se entrelaça o querer ao desejo, se amarra todo o sentimento numa imensa tristeza, caminhando mar adentro.

Sempre mar adentro.

Num mergulho...

Num mergulho nesse mar intemporal, misturamos as nossas lágrimas nessa água salgada, somente sussurrando, discretamente, todo o ardor da intensa dor.

Mergulhamos uma e outra vez...

Uma e outra vez.

E numa esperança sem fim, deixamos para trás, esse pedaço que já não nos pertence, se algum dia pertenceu, sabendo a alma, nossa, que jamais desaparecerá a ferida, revivida em cada parte de nós.

Mas adormecerá, permitindo ao tempo, um novo tempo para amar.

E talvez um dia, longínquo, possamos olhar para trás e nesse olhar, outrora valioso, sentirmos apenas uma leve sensação de desconhecimento.

Um desconhecido sentido de indiferença.

Uma calorosa indiferença que alimentará um adeus sem fim...

Por fim.



Filipe Vaz Correia




21
Fev19

No Caneca Com... Luísa De Sousa!

Filipe Vaz Correia

 

Viva a vida plenamente, hoje!

 

"Deveriam contar-nos, logo no início das nossas vidas, que estamos a morrer.

Assim, poderíamos viver a vida ao máximo, a cada minuto de cada dia. Faça isso! O que quer que deseje fazer, faça-o agora! Temos uma quantidade limitada de amanhãs."

                                                                                                           Michael Landon

 

 

Muitas pessoas adiam a alegria e a felicidade durante toda a vida.

Muitas pessoas fixam objetivos, e só depois de os alcançarem, serão capazes de desfrutar da vida em toda a sua plenitude.

É muito importante fixar objetivos, ajudam-nos a ter um sentido de direção e de foco, mas temos de nos empenhar constantemente para viver cada dia, gozando toda a alegria que pudermos, a cada momento.

A verdade é que se decidirmos sermos felizes agora, alcançaremos, automaticamente mais coisas.

 

Experimente tudo!

Seja excêntrico!

Saia e viva até não poder mais!

Conheça mais lugares!

Cheire as rosas pelo caminho!

Divirta-se!

 

Cuide de si!

Cuide dos seus amigos!

Cuide dos seus familiares!

Ame-os!

 

Ouse cometer mais erros!

Seja mais relaxado!

Seja mais flexível!

Seja mais apaixonado!

Seja mais espontâneo!

Seja mais criança!

Seja um excelente exemplo de Ser Humano!

 

Não leve as coisas tão a sério!

Acredite em milagres!

Tenha expectativas!

Permita-se ser imperfeito!

Não viva tantos anos à frente de cada dia!

 

Viva a vida plenamente, hoje, enquanto está aqui!

 

 

Agradeço ao meu querido amigo Filipe Vaz Correia o privilégio que me deu ao convidar-me a escrever na sua Caneca de Letras.

                                                       

                                    Luísa de Sousa

 

 

 

16
Fev19

Esquecida Poesia...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

No serenar de um dia;

Se agiganta o Ser,

Cantarolando uma melodia,

Nessa tristeza a sofrer...

 

Nesse retrato de solidão;

Vasculhando desamparado,

Pedaços de uma emoção,

Perdida no passado...

 

Sabendo descrever;

Onde se perdeu,

Cada laço de querer,

De um querer que desvaneceu...

 

E por entre um verso;

Uma breve poesia,

Me despeço,

Com melancolia...

 

De nós.

 

 

 

 

13
Fev19

Por Amor...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Por amor...

 

Palmilho todas as terras;

Voo por entre os céus,

Percorro rios e serras,

Sem medos ou véus...

 

Soletro bem baixinho;

Escrevinhando sem parar,

Segredando devagarinho,

Cada pedaço deste amar...

 

Cada parte de lágrima seca;

Tornada em flor,

Cada pétala imperfeita,

Desse entrelaçado amor...

 

Entrelaçando na esperança;

Esse querer, desatino,

Na secreta lembrança,

Nosso infinito destino...

 

Por amor...

Simplesmente Amor.

 

 

 

 

12
Fev19

Uma História De Amor...

Filipe Vaz Correia

 

Perco-me no olhar, no mesmo olhar, de cada vez, de uma vez, como se fosse primeira, mesmo não o sendo, sempre inteira, despida de contradições, de dúvidas, de hesitações.

Perco-me sempre, por entre, o suspenso olhar que traduz palavras, secretamente adivinhando o fundo da alma...

Pois é a tua alma funda, esse pedaço de recanto que mais ninguém vislumbra, que consigo descodificar, abraçar.

Nesse instante, pequeno ou gigante, indiferente ao tempo, nada muda, nada permanece, simplesmente silenciando qualquer ruído, qualquer intervalo.

Nesse olhar que é amor, aquele amor que se impõe na terna saudade de te voltar a ter...

Pois tendo, se receia perder, perdendo, se receia a eternidade e que não se reencontre o tempo, que se tornou passado, ousando se tornar irrepetível.

E é nesses momentos que o singelo olhar, sem mágoas e carregado de esperança, enternece, cumprindo o seu destino...

Quebrando barreiras, indo buscar aquele bater da alma que poucos sonham existir.

Nada mais do que esse olhar, nada mais do que esse doce olhar,  tão frágil como uma folha caída na calçada, mas, ao mesmo tempo, tão forte como a beleza dessa imagem, repousada na intemporalidade de um poema.

É assim para sempre, secretamente, que se imortaliza o sonho, o desejo, os ternos ensejos de um gigantesco querer...

De uma História de Amor.

Como te quero pela intemporalidade de tantos e tantos destinos, cumpridos num só olhar...

Num só, eterno, olhar.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

03
Fev19

Interminável Amar...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

As pedras da calçada;

Permanecem silenciadas,

Assistindo apertadas,

Às lágrimas disfarçadas,

Que escorrem amarradas,

A meu rosto...

 

As gotas da chuva;

Vêm em meu socorro,

Para que não se apercebam do desgosto,

Que em mim subsiste...

 

Só a solitária dor;

Que permanece vigilante,

Serve de confessor,

Ao ardor sufocante,

Deste sentir...

 

Desse sentir que esmaga;

E consome,

Que me esventra,

E sufoca,

Que me desnuda,

E amordaça...

 

Assim;

Nesse ténue cambalear,

Vai tropeçando sem fim,

Essa brisa de mar,

Que cresceu em mim,

Interminável amar,

De minha alma.

 

 

 

 

01
Fev19

A Minha "Velha" Sala De Aula...

Filipe Vaz Correia

 

A sala de aula encolheu, as cadeiras minguaram e as janelas parecem agora da minha altura.

As  minhas professoras escaparam pelo tempo, ausentes do presente, vivendo nesse passado meu.

O barulho silencioso, os ruídos de imberbes vozes sussurrando o que lhes ditava a inconsciente infância, estão agora caladas para sempre, soterradas nos escombros da memória.

Naquela sala de aula, só eu pareço ter crescido...

Só eu cresci.

O quadro de lousa perdeu o seu imponente amedrontamento, aquele esmagar da alma com que nos esperava, nos questionava, nos desnudava perante todos.

Aquele quadro de lousa...

Tornou-se até enternecedor.

Tudo mudou...

Talvez o cheiro, esse pedaço inteiro de intuição, possa me transportar para aquele tempo e secretamente me voltar a encolher, redimensionando e resgatando os meus sorrisos, as minhas lágrimas , sem medo de voltar a ser criança.

Talvez até, sem medo voar.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

26
Jan19

Manual Do "Bom" Malandro...

Filipe Vaz Correia

 

Era uma vez a voz da consciência, uma voz silenciosa, baixinha, que por vezes parecia querer se expressar, irritar aquele que com ela habita, numa enumeração de escrúpulos entediantes, obstáculos da doce "vita" quotidiana.

Princípios e valores que não paravam de se libertar, oponentes de uma mão cheia de oportunidades que se deparavam na vida e que significavam o tamanho sentido de bem estar.

Como pode esta consciência minha, me atormentar sem parar, inquietando o pensamento, se forças maiores se levantam, imperam...

A doce ascensão social, custe o que custar, doa a quem doer, desde que não seja a mim.

Importa agradar, sem ruídos, manipular, sem revoluções, trair, sem constar, fingir, com credibilidade, deslizar, sem incomodar...

Importa ser versátil e flutuar na crista da onda, sem ferir susceptibilidades, amando aqueles que se odeia, odiando aqueles que se ama, ou talvez tudo ao contrário.

O que importa?

Se o que, verdadeiramente, importará, serão as luzes do palco, as fotografias da fama, as casualidades de uma efémera ribalta.

Sem espinha, sem mágoas, sem alma.

Este é um manual para os "bons" malandros um bem sucedido destino, destinadamente carregado de sucessos, mas vazio de tudo o que é nobre...

Despido de tudo o que deveria ser nobre.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

24
Jan19

Uma História Inesquecível...

Filipe Vaz Correia

 

Várias cantigas, antigas, marcaram os momentos que se perderam num tempo, nesse tempo meu que não partilho, amarrado ao querer que insisto em guardar nas partes de mim, tão minhas.

Vestígios de felicidade que desconhecia, pedaços de um caminho, pincelados sem monotonia, num alvoroço que se desenha sem pudor, numa força estranha que se entranha, como mar revolto, meio desgosto, a gosto, num verão.

Vários os olhares que recordo, sem esquecer, palavras soltas que me pertenceram, sem a importância que hoje lhes dou...

Todos tivemos esse pedaço de tristeza que se levanta, por instantes, numa entrelaçada adivinha, num enigma perdido, sem solução.

Podes voar sem asas, podes correr sem pernas, podes respirar sem pulmões, chorar sem dor, mas amar...

Só com amor.

Esse amor que arde e doí, que esmaga e destrói, que amarga e corroí, ao mesmo tempo que constrói memórias, afagos, desejos incompreendidos, em templos feridos da longínqua história.

Renasci uma e outra vez, voltando aos mesmos sítios e recantos, buscando os mesmos caminhos, os mesmos cheiros, beijos inteiros, de pequenos trechos melodiosos.

Varias foram as cantigas, antigas, que me pertenceram, te pertenceram, nos pertenceram.

E sem saber, se tornaram inesquecíveis.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

21
Jan19

Dois Anos De Trump... Que Bom!

Filipe Vaz Correia

 

Já passaram dois anos de mandato, desde que Donald Trump chegou à Casa Branca e apesar de tudo...

Ainda não começou a Terceira Guerra Mundial.

Ainda!

Dois anos de um mandato repleto de disparates, alguns económicos, outros comerciais, uns Humanitários, outros ambientais, mas sempre com aquele "glamour" alaranjado e truculento.

O seu percurso tem sido acompanhado por milhares de mentiras, perto de sete mil até este momento, no entanto, o Presidente Americano vai continuando a caminhar, mesmo que mais isolado politicamente, fazendo birra pela falta de novos brinquedos.

"- Um muro! - Quero um muro!"

Mas estamos vivos...

Inacreditavelmente, nenhuma bomba nuclear saiu inadvertidamente do outro lado do Atlântico, disparada num momento de raiva, por entre, uma discussão no Twitter.

Pensando assim, dá para respirar de alívio e acreditar na existência de Deus.

Que bom!

Só que ainda faltam mais dois anos...

Mais dois anos de mandato.

Um milagre, só um nos salvará.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

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