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Caneca de Letras

Caneca de Letras

21
Abr19

Tantas Vezes...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Tantas vezes se perderam;

Nas estradas de uma vida,

Os olhares e as palavras,

Por entre mágoas e feridas,

Num soluçar envergonhado,

Numa tela incompreendida,

Desenhando o que a imaginação,

Imaginava entretida...

 

Tantas vezes se questionou;

O amargurado coração,

Sem saber se acabou,

O que ditava a ilusão...

 

Tantas vezes ficou por escrever;

Tantas as vezes por contar,

As mesmas vezes a tecer,

Essas linhas a fiar...

 

Tantas vezes...

 

Tantas as vezes num sonhador poema;

Escrevinhando as lágrimas de um destino.

 

 

 

 

19
Abr19

Palavras...

Filipe Vaz Correia

 

Existem palavras pequenas que carregam consigo desmedidos pensamentos, outras gigantes que, mesmo assim, não conseguem medir a dimensão de um querer...

Existem frases curtas, intensamente envergonhadas, que entrelaçam vontades, sinceras saudades, sem tamanho.

Outras frases mais alongadas, carregadas de vírgulas, disfarçando, sem querer, o sentir tão preciso, ao mesmo tempo conciso, num longo abraço de querença ou desesperançada esperança.

Existem palavras silenciosas, timidamente perdidas, por entre, silêncios, palavras nunca ditas ecoando mais longe do que gritos anunciados...

Porém, existem outras palavras ruidosas, que vociferadas à distância, conseguem imensamente amarrar toda a expressão de um singelo instante.

Somente palavras, sempre palavras, numa enlaçada pintura...

Umas vezes quente, outras gélida, pincelando com beleza, porventura crueza, os destinos que nos constroem...

Numa desconstrução que insiste em desnudar o sentido das coisas.

Por vezes amar é simplesmente isso...

Uma espera ausente de palavras sentidas, num desencontrado querer que nos amarra.

Amo-te!

Está dito.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

16
Abr19

Eternidade de Papel

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Vales e montes encantados, bosques escondidos e entrelaçados, campos floridos e desencontrados, florestas de pedra, gélida pedra por derreter.

Caminhos e estradas, construções renegadas, por entre, letras sofridas de querença, de uma esperançada querença que se atreve a gritar.

Sonhos que se repetem, vozes que se agigantam, gentes e rostos que se amarram no olhar de quem habita na alma...

Na soletrada alma de um texto, numa prosa construída nas entrelinhas da imaginação, na desgarrada acentuação, como um desenhar geométrico, compassadamente descompassado, perigosamente desenhado.

Ventos e montes encantados...

Tantas e tantos momentos para escrever, formas de escrever, pinceladamente encobertas pelo, silencioso, silêncio de uma eternidade de papel.

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

12
Abr19

Incondicional...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Porque é incondicional;

Esse querer do sentimento,

Esse bater abismal,

Que se torna firmamento,

Num gesto intemporal,

Eternamente tempo...

 

Incondicional no sentir;

Nesse permanente entrelaçado,

Entrelaçando o sorrir,

Sorrindo a teu lado...

 

Incondicional no abraço;

Em cada lágrima descompassada,

Passo a passo,

Por entre a dor inusitada...

 

Incondicional e sem olhar para trás;

Por entre ventos e medos,

Poemas e temperos,

De destemperados segredos...

 

E nesse firme vendaval;

Sobra a imensa certeza,

Que o significado de incondicional,

Se encontra nesse olhar...

 

Que só nós conhecemos.

 

 

 

 

 

09
Abr19

Viagem Imperfeita

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Cinco dedos da minha mão, 

Na tua mão...

 

Uma secreta solução,

Num toque de ilusão,

De carinho e sedução,

Desenhando o que a imaginação,

Soletrava ao coração,

Numa querença ou sensação,

Que não finda...

 

Podes não compreender;

O que rima na poética poesia,

Evitar perceber,

Essa doce melodia,

Que permanece como maresia,

Em cada desmedido querer,

Que nasce ao raiar do dia,

De um eterno amor...

 

E em cada verso;

 Somente inverso,

Se imortaliza,

Nesse pedaço de mim,

Que faz parte de ti,

Num entrelaçado nós...

 

Tão simples;

Tão singelo...

 

Nosso.

 

 

06
Abr19

Um Companheiro Chamado Alzheimer...

Filipe Vaz Correia

 

Um dia claro, num outro dia tudo escuro...

Num momento o mundo meu, num outro momento o mundo desconhecido, sem rostos, sem afagos ou abraços.

Num instante aquele olhar, num outro instante o vazio...

Uma palavra que chega e sossega o coração, num singelo pestanejar a mesma voz inquietando a alma.

Tanta certeza, numa incerta vontade que não controlo, nesse descontrolado destino que se assemelha ao destemperado querer pueril.

Num momento um velho, num outro um recém-nascido, sem forças para expressar tudo o que um dia foi aprendido, num ápice desaprendido.

Estou aprisionado dentro do incógnito esquecimento de mim mesmo, dos meus, de tudo e de todos...

E a cada assomo de recordação, em cada pedaço do que outrora foi construído, um sorriso vitorioso, para em seguida tudo se desvanecer numas trevas infinitas, infinitamente desperançadas.

Alguns chama-lhe Alzheimer, outros despedida...

Eu apenas lhe chamo realidade.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

05
Abr19

Uma Singela História

Filipe Vaz Correia

 

Não grita a dor...

Nem dói o grito, nem consegue gritar o dorido sentir, mesmo que sentindo vocifere, vociferando baixinho, tão baixo como a sonolenta expectativa, expectativas frustradas, cantadas na canção, cantarolada emoção, que emociona o coração, por entre, batidas de amor, nesse amar obsessão, tornada razão, quase insultuosa forma de expressão, transformada em ilusão, sustentando ilusoriamente, a intrigante vontade de reescrever, o que se perdeu.

E assim, nas entrelinhas, por entre linhas, se rabiscam palavras, meio disfarçadas, disfarçando o que o destino, desatinadamente cumpriu.

Voltas e mais voltas, caminhos desconexos, soletrados ao vento, por momentos, sem esquecer...

Voltas e mais voltas, guardadas em mim, num secreto recanto de minha alma.

Num recanto, encantado, de uma história...

De uma singela história.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

04
Abr19

No Caneca Com... A Tudo Mesmo!

Filipe Vaz Correia

 

O balançar no corrimão da vida

 

O fazer renascer algo novo, por vezes (até um parto) é difícil. Quando se entra no desconhecido, a antecipação, faz-me criar "borboletas" no meu interior.

Se der expansão a esses sentimentos fica uma miscelânea.

O sentimento de antecipação misturado com o meu desejo pessoal faz com que crie uma forma abstracta que tem que ser controlada.

Os desafios são diários e gosto de me colocar à prova. Encaro o novo dia, contornando as dificuldades, ultrapassando as novas "aventuras" de forma a atingir os meus objectivos. Ter a humildade de pedir ajuda quando preciso. Não deixar que as "pedras" se transformem em pedregulhos.

Deixei há algum tempo de pensar em soluções perfeitas. O resultado é o que é. Tento manter a coragem do leão, não escorregar e sobreviver. Um sentido de orientação ajuda na obtenção da vitória. Nunca perder o meu "Norte". Acontece, enganar-me na auto-estrada da Vida. A vitória não aparece.

No filtro ficam as impurezas que me vão acompanhando, e que dão lugar a outros campos de sementes plantadas. Estas desenvolvem-se ou não, especialmente se não forem regadas e apaparicadas.

Se a estratégia resulta não sei. Tento realizá-la. O meu destino tem um Ponto de Interrogação no fim.

Contudo tenho uma certeza: " Cá se fazem, Cá se pagam".

 

 

Tudo Mesmo

 

02
Abr19

Inquietante Inquietude...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Se entrelaçam virtudes;

Por entre questionamentos,

Pequenas atitudes,

Imensos inquietamentos...

 

Se buscam respostas;

Na infinitude do imaginário,

Palavras opostas,

De destinos solitários...

 

Como na roda de um casino;

Entre vida e morte,

Num desamparado desatino,

Golpe de sorte...

 

E salpicando o caminho;

Com pedaços de açúcar e sal,

Vai voando bem baixinho,

A doce contradição de uma esperança...

 

De uma inquietante;

Esperança Humana.

 

 

 

 

 

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