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Caneca de Letras

Caneca de Letras

12
Out19

Desmedidamente...

Filipe Vaz Correia

 

Se dói, deixa arder;

Deixa entrelaçar essa dor,

Esse fogo a corroer,

Essa forma de ardor,

Numa misturada interrogação do Ser,

Que se arrebata num torpor,

Num torpor a aprender,

Cada pedaço de um amor,

 Sem medo de o viver.

 

Vai continuando a sentir;

Sem receio do formigueiro,

Esse medo a fugir,

Num domingo domingueiro,

Cada toque a pedir,

Esse beijo derradeiro.

 

E num instante a despedida;

Essa espécie de partida,

Esquecida ferida,

Tão intensa e desmedida.

 

Desmedidamente verdadeiro...

 

Desmedidamente inteiro...

 

Desmedidamente Amor.

 

 

 

04
Dez18

Um Amor Maior

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Tua mão em minha mão;

Teu olhar em meu olhar,

Tua pele na minha pele,

Teu cheiro misturado com o meu...

 

Meu presente sendo o teu;

Nosso instante sendo eterno,

Sem passado ou futuro,

Somente agora...

 

Nesse agora;

Que se mistura com o destino,

Destinadamente pequeno,

Para expressar a imensidão de um amor...

 

Tua mão em minha mão;

Teu olhar em meu olhar,

Tua pele em minha pele,

Teu cheiro misturado com o meu...

 

E assim sempre;

Repetidamente...

 

Pela eterna;

Eternidade.

 

 

 

 

 

09
Nov17

Ruas...

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Ruas estreitas;

De estreitos destinos,

Caminhadas imperfeitas,

Imperfeições e desatinos...

 

Ruas perdidas;

Perdidos receios,

Becos e feridas,

Escondendo anseios...

 

Ruas de dor,

Viagem imortal,

Mágoas de amor,

Desejo infernal...

 

Ruas e ruelas,

Com cheiros de jasmim,

Sonhos de canela,

Agruras sem fim...

 

Ruas e mais ruas,

Alma desnudada,

Verdades nuas,

Palavras tuas,

Silêncios meus...

 

Eternamente meus!

 

 

06
Jun17

Folha Em Branco!

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Ó folha em branco;

Guarda estas minhas lágrimas,

Esconde-as do mundo,

Para sempre...

 

Guarda-as, bem guardadas,

Do sol e da lua,

Do anoitecer e da alvorada,

Dessa amargura que flutua...

 

Esconde-as por um momento;

Um instante de sofrimento,

Pois temo que o vento,

As faça regressar no tempo,

Para perto de mim...

 

E assim com carinho;

Te peço devagarinho,

Que guardes eternamente,

Num cantinho,

Secretamente,

Esse pedaço de mim...

 

 

 

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