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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Uma Questão de Género!

 

O Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, vetou o diploma de Lei que permitia a mudança de género para jovens com idade compreendida entre os 16 e 18 anos.

A principal razão para este veto prende-se com a ausência de um relatório médico que atestasse a dita alteração e assim não permitisse uma rede de segurança, numa decisão tão importante na vida destes jovens.

Parte de uma Esquerda mais radical gritou bem alto a sua indignação, vociferando as sempre valorizadas questões de liberdade individual, esquecendo-se porém, que esta atitude do Presidente da República visa proteger em primeiro lugar aqueles que fariam uso desta nova lei.

Dirão que Marcelo foi Conservador...

Pois foi e concordo completamente.

Num mundo em constante evolução, é por vezes necessário saber construir o futuro, sem quebrar bruscamente os alicerces que fundamentam a Sociedade, saber caminhar sem queimar etapas.

Aqui não entra nenhuma questão de limitação da liberdade, como infelizmente ouvi da parte de alguns deputados, mas sim permitir que essa liberdade seja usada com um certo equilíbrio.

A partir do 18 anos, julgo ser possível a qualquer cidadão, usar o seu género ou identidade da maneira que melhor lhe aprouver, da forma como entender mais fiel a si mesmo, no entanto, permitir que essa escolha fosse feita sem barreiras, numa fase adolescente e principalmente sem aconselhamento médico, poderia constituir um erro com graves repercussões, nessas mesmas vidas.

Por tudo isto, mais uma vez exclamo...

Muito bem, Professor Marcelo!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Quem Está Contra O Leite Com Chocolate?

 

Querem retirar o leite com chocolate das escolas?

Esta ideia, muito saudável certamente, encontra em mim, uma imensa vontade de beber um leite com chocolate, em homenagem à minha infância e honrando aqueles companheiros de uma vida...

Ucal, Cola Cao, Nesquik.

O deputado André Silva, do Partido dos Animais  Natureza, parece agora disposto a empreender esta luta, e eu que até tinha simpatia pela pessoa, querendo roubar a futuras gerações de crianças, o prazer de lanchar um pãozinho com manteiga e um Ucal com chocolate, bem fresco.

Diz o Senhor Deputado:

" Estamos a criar diabéticos..."

Pois se calhar estamos, no entanto, não será demasiadamente redutor acabar com todos os prazeres da vida, em nome de uma vida saudável, mas certamente sem muita graça.

O exagero acaba sempre por limitar a racionalidade com que se discute os assuntos...

A carne de porco tem muita gordura, os doces, são isso mesmo, muito doces, a carne de vaca não é muito aconselhável, o leite com chocolate banido das escolas, as pastilhas fazem mal aos dentes, e o pão...

Maldito pão, que faz mal a quase tudo.

Resta-nos a água e as verduras, por enquanto...

Um dia descobriremos, que também elas são prejudiciais a qualquer coisa.

A mortalidade, este factor que apavora, é o sinonimo desta busca constante pela vulgarização deste conceito, nada contra, do alimento saudável, deixando pouco espaço, quando o discurso é radical, aos prazeres inerentes, ao palato humano...

Ao indecifrável prazer, de beber um belo leite com chocolate.

Por tudo isto e também porque é uma das coisas preferidas do meu sobrinho João, ergo a minha voz, a minha palavra, contra tamanho atentado ao prazer infantil.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

O Verdadeiro Rosto do PCP!

 

O PCP teve no Parlamento um gesto pequeno, votando contra, o voto de pesar pela morte de Belmiro de Azevedo.

Estou longe de ser mais um dos que libertam palavras elogiosas, de maneira incessante, à memória do empresário Portuense, no entanto, julgo que não lhe reconhecer o valor que teve nos últimos 40 anos na Economia Portuguesa, no desenvolvimento de várias plataformas de criação de emprego, será na verdade, um hipócrita maneira de fazer política.

Para mais, quando falamos de um Partido que tentou aprovar votos de pesar na Assembleia da República, aquando das mortes de Chavez ou Fidel, dois ditadores anti-democratas, responsáveis por inúmeros e trágicos momentos de perseguição ao seu próprio povo.

Este contra-senso, que muitos apelidam de coerência, é essencialmente uma característica infeliz daqueles que sendo formatados no pensamento, pouco conseguem vislumbrar para lá da cartilha aparelhista que lhes foi entregue...

E deputados assim não representam um País, representam apenas uma parte pequena do seu imaginário redutor.

O PCP nestes pequenos gestos volta à sua essência, demonstrando incessantemente o seu rosto Estalinista conservador.

Uma vergonha.

 

 

Filipe Vaz Correia