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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Sondagens Do Caneco

Filipe Vaz Correia, 28.09.21

 

 

 

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Vou montar uma empresa de sondagens...

Nunca tinha pensado nisto, nem tenho grandes habilitações para o suposto metiér no entanto tendo em conta a noite de ontem creio poder fazer pelo menos igual figura.

Para isso preciso de sócios que queiram se envolver neste projecto, gente capaz de se sentar à volta de uma mesa, com uma bela garrafa de tinto ou branco, um charuto para quem quiser, enchidos e queijos tradicionais, café e licores...

Com a mente bem alimentada, se calhar com uma erva para complementar a imaginação começaremos a preencher as ditas sondagens, região atrás de região, cidade após cidade, até completarmos este mapa do nosso tão querido País.

Falharemos alguns resultados?

Falharemos...

Acertaremos alguns resultados?

Talvez sim...

Mas poderemos fazer a diferença no preço, pois com um pequeno leque de "compinchas", poucos para não criar muita controvérsia, chegaremos a tão aguardados resultados com a mesma probabilidade de errar, nas maiorias pouco absolutas e nas minorias absolutamente inexistentes.

Ainda bem que me recordei de tão brilhante ideia.

O nome da empresa será:

"Sondagens do Caneco"

Poderia ser Caneca mas não teria o mesmo encanto, nem seria tão verdadeiro pois só com muitos canecos se compreendem tamanhos erros nas tão estimadas sondagens.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

Fora Bolsonaro: O Grito De Uma Nação!

Filipe Vaz Correia, 10.09.21

 

 

 

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Sinceramente já não sei para onde caminhará este Brasil, perdido no meio de uma "liderança" corrupta, criminosa e genocida.

Ciente dos seus crimes e sentindo que o futuro lhe reservará, assim como aos seus filhos, um lugar na prisão de Bangú 8, Jair Bolsonaro começa a dar nota de estar a perder o rumo...

Parece ceder a uma espécie de fuga para a frente, tentando desesperadamente que aqueles que ainda o acompanham se disponham a um género de "solução final".

Nas manifestações marcadas para 7 de Setembro, em Brasília e São Paulo, apareceram muito menos pessoas do que aquelas que haviam sido anunciadas por Bolsonaro, 115 mil pessoas, números muito abaixo dos 2 Milhões de pessoas que se tinha de expectativa...

No entanto, apareceram as suficientes para poder lançar o Pais numa pequena loucura sem quartel, porém o comportamento do Exército e da PM, mostrando neutralidade e respeito pela Constituição deve agregar esperança à Nação Brasileira, ao mesmo tempo que deve  preocupar os Bolsonaristas que contavam com o envolvimento destas forças para o seu golpe de estado.

Quanto mais oiço os ataques de Bolsonaro no dia 7, à Justiça e ao Supremo Tribunal Federal, aos opositores e ao departamento Eleitoral mais me convenço do seu desequilíbrio emocional, a falta de capacidade intelectual para discernir os tiros no pé que vai escolhendo dar.

O caminho parece sem retorno, sem volta a dar, ou seja,  a linha da democracia foi ultrapassada pelas palavras que Bolsonaro usou nas manifestações, inclusive ameaçando de morte o Presidente  do Supremo Tribunal Federal...

Sobra um País e um Povo como arma de resposta, a esmagadora maioria do Povo Brasileiro que terá de gritar bem alto o seu repúdio diante deste ogre populista.

Dia 12 de Setembro será o dia em que o Fora Bolsonaro sairá à rua.

Não existe tempo a perder...

Esse grito de revolta é agora.

#Fora Bolsonaro

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Angola: As Moscas Mudam Mas A ..... É A Mesma!

Filipe Vaz Correia, 13.11.20

 

 

 

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Angola permanece mergulhada numa neblina constante, num autoritarismo primário, numa deriva militarizada de poder.

Nada mudou, tudo pareceu mudar, continuando o seu rumo, por entre, os desmandos de um "novo" General.

Quando João Lourenço chegou ao Poder muito se esperou, tive as minhas dúvidas, muitos aguardaram pelos ventos de mudança que se anunciavam...

De um momento para o outro a Família dos Santos deixou de exercer a sua cruel vontade pelos meandros do poder Angolano, pouco a pouco estes criminosos foram perdendo espaço e influência, submersos pelos ares de mudança que se impunham.

Até eu que sou geneticamente desconfiado do MPLA, dei por mim a "acreditar" no actual Presidente de Angola, talvez cego pelo meu desprezo e ódio para com o anterior senhor do cargo...

Acreditei que João Lourenço seria diferente, mesmo que intrinsecamente soubesse de onde ele vinha, que seria uma esperança para aquele povo e para aquele País.

Enganei-me.

Como seria de esperar...

 "As moscas mudam mas a ..... é a mesma!"

Durante estes dias, a polícia Angolana matou manifestantes, agrediu um jornalista da Reuters, destruiu e impediu trabalho jornalístico, agrediu e feriu estudantes.

Pasme-se...

Prendeu Luaty Beirão quando este estava em directo no Facebook.

Onde já se viu uma coisa destas?

Nos bafientos tempos do clã Dos Santos.

A gatunagem apenas mudou de rosto, os cheiros dos corredores apenas mudaram de odor, as mãos manchadas de sangue apenas se disfarçaram nas entrelaçadas esquinas de almas putrefactas.

Enfim...

Triste e acorrentado povo de Angola que um dia ousou crer que seria nas mãos de bouçais figuras que encontraria a ansiada tranquilidade de faustosas terras.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

Da Rússia Com Amor... (Envenenado)

Filipe Vaz Correia, 08.10.20

 

 

 

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Ouvir Nalvalny explicar o que aconteceu com o seu corpo é mais do que uma questão pornográfica, mais do que uma falta de pudor, é a explicação de um tempo bafiento que exala a naftalina.

Olhar em tempos de Covid, para este envenenamento, mais um, deste regime putrefacto Russo e do seu líder Vladimir Putin,  recorda-nos a todos os perigosos tempos em que nos encontramos.

A Rússia não é uma democracia...

Putin não é um político eleito democraticamente...

O futuro não pode ser traçado com gente como esta...

Estas alíneas são um pormaior na forma como olhamos o mundo, aqui se encontram os extremos, pois é na revolta contra estes "pequenos" Estalines de outrora que encontramos os democratas de hoje, ou seja, aqueles que independentemente dos conceitos de Esquerda e Direita se predispõem a combater os demagogos de agora.

Sejam eles Trump's, Bolsonaros, Venturas, Le Pens, Putins, Maduros, Orbans, Erdogans ou outros...

Pulsem eles de onde pulsarem.

E um argumento me encanita mais do que qualquer outro:

"Este é mau mas o outro é também muito fraquinho"

Quando o quesito é o populismo não existe espaço para comparações, condescendências ou cedências...

Somente condenar, pugnarmos energicamente, pugnar para resgatar o melhor de todos nós.

Nada mais.

 

 

Filipe Vaz Correia