Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Caneca de Letras

Caneca de Letras

31
Out18

Os Juízes "Providenciais"...

Filipe Vaz Correia

 

Sérgio Moro poderá ser o novo Ministro da Justiça do Brasil, no futuro Governo de Jair Bolsonaro...

Este é o problema dos Juízes Providenciais, a sua incapacidade para resistirem aos holofotes da fama, a mesma que os transforma em Super-Heróis, cidadãos acima de qualquer outro.

Verificou-se isso mesmo na Itália dos anos 90, nesse folhetim pós Giulio Andreotti e que levou à implosão de todo o sistema político Italiano, incapaz de se regenerar, amarrado a populistas sem fim...

De Berlusconi a Salvini.

Este tipo de Juízes, acima da própria Justiça, não resistem à sedução de uma entrevista, às capas de uma revista, a uma promiscua relação com a imprensa, com o intuito de salvaguardar a sua verdade, como escritura incontestável...

Ou seja, o dogma justicialista que tanto embevece as Sociedades feridas, de um conceito de igualdade Judicial.

Em Portugal, também podemos encontrar casos similares, com consequências menores, graças a Deus, mas que em tudo se assemelham.

Atentemos às fugas ao segredo de Justiça, às entrevistas morais de alguns Juízes, ao longo do tempo, recordando-me en passant de dois...

Um mais antigo, outro mais recente.

O que este tipo de Justiça, sem venda nem balança, perfumada, com rímel e pinceladas de vaidade, aporta à Democracia, é um perigo desmedido de julgamentos em praça publica, incapazes de equilibrar a noção de acusação vs defesa.

Com o passar do tempo descredibiliza-se a Democracia, a Justiça e dinamitam-se os alicerces que permitem a sã convivência em Sociedade.

Moro deveria, na minha opinião, manter-se no seu papel de Juiz, continuando o seu trabalho na Lava-Jato, afastando assim a ideia de promiscuidade, justificada, entre esses processos e o sistema político.

A bem do regime.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

29
Out18

Brasil: A Vitória Do Caos...

Filipe Vaz Correia

 

Jair Bolsonaro venceu as eleições, sendo assim, o 38º Presidente do Brasil...

E quem perdeu?

Quem perdeu foi esse Brasil que aprendi a amar.

Venceu a intolerância, a misoginia, a homofobia, o racismo, o autoritarismo, a boçalidade, o preconceito em geral...

Venceu também o "Deus" de Bolsonaro e a sua Bíblia em primeiro lugar.

Em segundo lugar a suposta Constituição que ao seu lado se encontrava, no discurso de vitória, certamente, estripada de algumas páginas fundamentais e a Biografia de Churchill...

Ali estava a Biografia daquele que lutou contra o Nazismo.

Haja "Sacrilégio".

Se a virada tivesse ocorrido, venceria a corrupção, a demagogia de esquerda que tomou conta, durante mais de uma década, do Brasil.

Venceria a suspeita de uma impunidade que poderia salvar Lula da Silva, um passado demagogo, principal responsável pela eleição do senhor Bolsonaro.

Essencialmente venceu o Caos, nestas eleições do Brasil, pois se nada irá ficar igual, depois da eleição de Jair Bolsonaro, também não tenho dúvidas que quem nele hoje votou, lhe irá exigir, de forma intolerante, os demagógicos resultados que tanto prometeu.

"Deus", "Deus" e "Deus", denominador comum nos discursos do novo Presidente Brasileiro, entrou definitivamente na política Brasileira, elevando assim para um patamar transcendental esse destino de uma Nação.

Nas ruas, estarão plasmados os rostos de um Brasil em ferida, num caminho de espinhos tropicais que não irá ter recuo.

O Brasil suicidou-se, amarrado a um discurso agressivo e trauliteiro, preso por entre corruptos e intolerantes.

Sobra-me, assim, a tristeza por esses PSDB, PDT e outros tantos partidos, que ao longo do tempo se demitiram do seu papel político, em nome de interesses maiores...

Maiores do que o País, do destino e do futuro.

E agora lidarão com as populistas consequências dos seus desmandos.

No Brasil não existirá Direita ou Esquerda, mas sim Bolsonaro ou o Anti-Bolsonaro, o mito ou os seus detractores.

O Caos acabará por chegar, com essa intolerância descrita em cada discurso, em cada pedaço de pensamento, de uma maioria desesperada por um Brasil maior.

Este Brasil que zurze por justiça...

Justiça moral e religiosa como garante do seu pensamento, enquanto, Sociedade.

O caos como modo de vida.

E o Caos...

Nunca é boa escolha.

 

 

 Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

13
Set18

Viktor Orban: O Louco De (Buda?) "Peste"!

Filipe Vaz Correia

 

O discurso de Viktor Orban no Parlamento Europeu foi absolutamente segregador, desmedidamente populista e mais do que tudo obsceno.

Claro que a União europeia tem problemas com as suas fronteiras, Externas e Internas, assim como, tem também um problema Humanitário com os muitos Migrantes que chegam a território Europeu todos os dias.

No entanto...

O discurso bélico, quase Nazi, será que disse quase, ultrapassa tudo o que é expectável num mundo, supostamente, civilizado, norteado por princípios e valores que assegurem a dignidade Humana.

Porém nada surpreende, pois as políticas adoptadas intra muros por Orban, o ex-jogador da bola, em nada deixaria antever outro tipo de pensamento, ou seja, essa tacanha ilusão que alimenta a segregadora esperança da discriminação.

Orban começou o seu mandato político contra os Migrantes, já chegou aos opositores internos e lá chegará o dia em que a perseguição tocará aqueles que mesmo concordando com os seus ideais, aqui ou ali, levemente se oponham.

É assim o ciclo ditatorial dos Líderes absolutistas que mais do que quererem preservar a chama de uma Nação, querem antes alimentar o Ego desmedido com que imaginam o seu próprio legado.

A Europa condescendeu bastante, ao longo do tempo, com este tipo de liderança, correndo agora contra esse mesmo tempo para contrariar os dislates de tão boçal figura.

Imaginem um mundo reinado por Orban, Duterte, Trump, Kim, Mugabe, Malema, Bolsonaro ou outros similares...

É contra essa espécie de loucura que todos devemos lutar, buscando nas palavras de Jean-Claude Juncker, uma inspiração quanto à actuação da União Europeia neste caso Húngaro.

O radicalismo não tem direita nem esquerda, tem apenas uma imensa ignorância.

Merci Monsieur Juncker.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

 

 

16
Ago18

Caluda Senhora Le Pen...

Filipe Vaz Correia

 

A Senhora Le Pen, afinal, não vem à Web Summit em Lisboa...

Pelos vistos a Organização do evento considera que seria desrespeitador para o País que acolhe o evento, Portugal, a presença da dita Senhora preferindo assim retirar o convite, anteriormente, feito.

Ora vejamos...

Nada me liga a Marine Le Pen e ao seu discurso Ultra-Nacionalista, género Putin ou Orban, no entanto, para ser coerente com os meus valores, jamais poderei entender aqueles que saltam em gritos contra a presença da líder da Frente Nacional em Portugal.

Num País que julgo Democrata, de vez em quando surgem uns assomos de Autoritarismo "Vermelho" que se tornam difíceis de suportar.

Mas porque razão não poderia Marine Le Pen estar na Web Summit discursando sobre o que pensa para a Europa e para o Mundo e podem estar no Parlamento Português, Partidos a votar menções honrosas de apoio a ditadores como Assad, Fidel, Chavez, Maduro ou Kim Jong-Un...

Não consigo entender.

Ou será que ditadores alicerçados em discursos, igualmente populistas, xenófobos e demagogos, mas que partam da ponta oposta do espectro político merecem deste nosso Regime uma diferente forma de relacionamento?

Parece que sim.

Hugo Chavez não visitou Portugal?

Qual a diferença de postura entre um e outro?

Nenhuma.

Este caso fez-me recordar a proibição de uma conferência na Universidade Nova de Jaime Nogueira Pinto por considerarem que esta promovia uma ideia de Extrema-Direita...

Não será esta atitude anti-democrática?

Cerceadora da liberdade de expressão?

Uma coisa é discordar, criticar, ferozmente antagonizar com os discursos de Marine Le Pen e os seus propósitos, combater essa ideia do ponto de vista da argumentação, outra é querer banir o pensamento de outrem de acordo com aquilo que são os nossos ideais, utilizando para isso aquilo que tanto criticamos...

O silêncio imposto.

E eu...

Com silêncios impostos não compactuo.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

23
Jul18

O Que Mais Irritará Otelo Saraiva De Carvalho?

Filipe Vaz Correia

 

Estava a caminho do Pingo Doce, no Campo Pequeno...

Depois de uma tarde espectacular a banhos, quando me deparo com uma glamorosa multidão, um sem número de "empregados de mesa", munidos de vinho fresco e croquetes, (perdoem-me alguns Sportinguistas), envolvidos numa gigantesca e frenética quantidade de pessoas.

Espantei-me, não deixando de apreciar o momento e até desejar que algum desses "criados" se cruzasse comigo, pois apesar do calção de banho e camisa desportiva, existia em mim a esperança de que os meus olhos pequenos, quase rasgados, pudessem convencer, com sorte, os generosos anfitriões de que também eu fazia parte daquela "festa".

No entanto, o que me chamou mais a atenção foi o facto de todos aqueles convidados serem Chineses, ou qualquer coisa assim do género, excluo serem Japoneses, pois reconheço um Japonês em qualquer parte do mundo...

Talvez a sua nobreza?

Género Samurai...

Ou reconhecer em cada um deles, um Mr. Miyagy?

Não sei!

Para mim eram todos Chineses num imponente evento, denominado:

"Prudential Gala Dinner".

Segui a minha vida...

E por entre, o vinho Planalto, o Porto Offley, os camarões cozidos ou o gelado de framboesas, uma expressão surgiu na minha mente:

O que mais irritará Otelo?

A Reinauguração do Campo Pequeno, citando as palavras de Alberto João Jardim:

" Otelo, querias meter toda a direita Portuguesa no Campo Pequeno, pois bem, hoje estamos cá todos."

Ou ter o Campo Pequeno invadido por milhares de Chineses, cidadãos de um País Comunista, (perdão emocionei-me...), vestidos como se estivessem numa entrega dos Óscares, aproveitando ao máximo aquilo que o Capitalismo selvagem lhes tem oferecido?

Adorava saber...

O que mais irritará Otelo Saraiva de Carvalho?

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

 

  

19
Fev18

Dilemas De Um Sportinguista...

Filipe Vaz Correia

 

Meus caros amigos....

Queria escrever sobre o 37º Congresso do PPD/ PSD, no entanto, devido ao facto de desde ontem não ver televisão, não ler jornais, essa análise tornou-se impossível.

Como sabem sou Sportinguista e por essa razão estou vinculado às ordens de Herr Bruno de Carvalho, num misto de mandamentos do género "Seita".

Herr Saraiva, o Ministro da Propaganda do Regime, veio incluir também as rádios, esse meio de comunicação esquecido pelo seu patrão...

"Nosso" líder.

Por todas estas razões, não posso escrever sobre o PSD e o seu Congresso, apesar de ter exaustivamente tentado encontrar referências sobre este assunto, em vários canais estrangeiros, os únicos a que podemos ter acesso, mas infelizmente não o consegui.

Estou muito feliz, com a tamanha oportunidade de poder ver ininterruptamente a Sporting TV, pela pluralidade de opiniões, debates acesos e ideias estruturadas, repleta de vozes independentes e livres.

Um imenso orgulho...

Tenho a certeza de que este rumo, escolhido por Herr Bruno, é o certo, iluminadamente delineado por alguém que está acima do comum Sportinguista e que liderará este Clube até à "vitória final".

Não posso deixar de referir que este boicote a noticias, televisões, jornais e rádios, traz-me à memória um outro boicote...

O da IURD, no auge do caso das adopções, onde também um canal de televisão estava liberado...

A TV Record.

Coincidências...

Edir Macedo e Herr Bruno.

Sei que estou a infringir as regras, tendo em conta que apesar de tudo estou a escrever nas redes sociais, ainda por cima, interagindo com muitos que não pertencem ao Universo Sportinguista, o que certamente poderá pôr em causa, todo o esforço que estou a fazer para cumprir as ordens precisas de tão amado Presidente.

No meio de tamanha liberdade Leonina, recordei-me de uma frase de Claus Von Stauffenberg, aquando da execução da operação Valquíria:

" Se falharmos, ao menos o mundo saberá que nem todos somos como ele!"

Por vezes, mesmo que o rebanho seja imenso e que pareça estarmos isolados, importa manter a espinha, seguir os  nossos valores e saber dizer que não...

Nem que seja para que o mundo saiba que nem todos somos como ele.

E amanhã?

Onde vão os Sportinguistas ver o jogo?

A Sport Tv é uma televisão Portuguesa?

Aqui fica o dilema...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

21
Dez17

Catalunha: Depois das Eleições, O Caos!

Filipe Vaz Correia

 

81% dos Catalães saíram à rua e foram votar, número recorde na História Democrática da Catalunha, num grito ensurdecedor, de orgulho Independentista, que traz novamente para o jogo político a vontade desmedida de um povo...

Líderes presos, outros fugidos, palavras proibidas, frases censuradas, trouxeram drama a estas eleições, aportaram tragédia a este dia, esperado, ansiosamente aguardando, como se de uma definição se tratasse.

Estes resultados, parecem dar a vitória ao Ciudadanos de Inês Arrimadas, 37 dos 135 lugares, no entanto, se somarmos todas as forças parlamentares, percebemos que 75 lugares desse mesmo parlamento, pertencerão aos partidos, que concorrendo sozinhos defendem o mesmo ideal:

A Independência!

Este resultado de maioria absoluta para os Independentistas, leva para um outro patamar, este problema Catalão...

Sempre considerei que a forma como Madrid e o seu aparelho político e judicial, tratava esta questão Catalã, não só legitimava a causa dos Independentistas, como também, diminuía a legitimidade daqueles que defendendo a unidade Espanhola, estariam sempre aprisionados, ao fantasma Franquista.

Estes resultados não só confirmam estes meus receios, como reforçam o impasse que marcará o futuro, não só da Catalunha, como de uma Espanha cada vez mais fragilizada, a partir deste assomo de orgulho Catalão.

Mais de 50% dos Catalães, disseram presente, gritaram não queremos mais Espanha, apesar das empresas que saíram da região, das que ameaçam sair, dos avisos lançados pela União Europeia ou outras organizações, num desafio corajoso, desbravado, sem temor.

Resta agora saber o que irá fazer o Governo central?

Quem irão prender?

Que palavras estarão agora banidas?

Como demonstrarão o seu poder?

Felipe, Rajoy, Sanchez ou Rivera, poderão continuar a esbracejar, a ameaçar, no entanto, o que daqui poderemos retirar...

É que aqueles que desejam a Independência Catalã, não se vergarão, perante ameaças centralistas, ou prisões aleatórias.

Talvez o que daqui resulte, seja o Caos...

Um Caos numa Catalunha, que parece mais próxima do abismo, do que de se vergar, aos intentos de uma união Espanhola.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

13
Nov17

Nas Filipinas Com Amor!

Filipe Vaz Correia

 

Aqui está um texto improvável, absolutamente indescritível, numa expressão maior de que o amor vence sempre.

Nas Filipinas onde se encontram reunidos alguns Lideres de toda a Ásia, e também Donald Trump, uma noite de gala modificará a forma, como o mundo, irá olhar para dois homens:

Rodrigo Duterte, ditador assassino, democraticamente eleito, conhecido pela sua luta contra o tráfico de droga que já vitimou mais de 4000 Filipinos, entre traficantes, consumidores ou pessoas de quem se desconfie consumir, às mãos dos seus terríveis esquadrões de morte.

E Donald Trump, político fanfarrão, também democraticamente eleito.

Num ambiente romântico, à luz da lua e ao som de uma melodia, Duterte subiu ao palco e cantou para Donald, uma canção eternizada pelos versos de amor, na mais pura tradição Filipina.

"Você é a luz do meu mundo."

Será?

" Você é a luz do meu mundo, metade do meu coração."

Sem dúvida que é!

Palavras que não conseguiriam descrever um cenário mais romântico, imaginando eu, o olhar que deve ter ligado, aqueles dois corações populistas, num cenário a meia luz.

Rodrigo Duterte confessou ainda, que foi a pedido de Donald Trump, que subiu ao palco e cantou esta tão tocante canção.

Num tempo de palavras agressivas, de ameaças bélicas, cresce a esperança no mundo, quando ficamos a saber, que nas Filipinas apesar de ser proibido fumar um charro, é possível amar livremente.

Por fim, dizer ainda, que neste surpreendente amor, parece que apenas uma "Pilita" se consegue intrometer entre estas duas pessoas...

Pilita Corrales, o nome da Diva que acompanhou o Presidente Duterte, na interpretação de tal melodia, dedicada ao Presidente Trump.

O amor, nas Filipinas, está no ar.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

07
Nov17

Comunismo: Sonho Ou Pesadelo?

Filipe Vaz Correia

 

Passaram 100 anos...

Faz hoje 100 anos que os Comunistas chegaram ao poder na Rússia, tomando o lugar daquele Governo Provisório que se mantinha em funções, desde a queda do Czar Nicolau II e sua Monarquia.

Naquele momento de esperança, em que todo um povo acreditava na voz de um só homem, Lenine, e que prometia transformar as vidas de muitos, de uma Nação, de um imaginário, que só em sonhos poderiam adivinhar.

Este dia marcará para sempre, o inicio de um regime sanguinário, talvez um dos mais sanguinários da História da Humanidade.

Só durante o período em que Josef Estaline comandou  a URSS, estima-se que mais de 10 Milhões de pessoas tenham perecido às mãos do seu arrepiante regime, desterradas em Gulags ou fuziladas em outros campos de concentração, espalhados pelos quatro cantos desse Império Comunista.

O Comunismo, utopia que seduz aqueles que crêem no igualitarismo, tornou-se ao longo dos tempos, numa arma para ditadores medíocres, normalmente ignorantes que amordaçando aqueles que prometeram libertar, construiram um mundo de opressão e demagogia inerente ao culto de um líder.

Não existe Comunismo sem o culto do líder, sem essa elevação da superioridade de um predestinado.

Não existiu regime Comunista sem repressão, sem polícia política, sem o amordaçar da gente, toldando o pensamento e a perigosa irreverência juvenil...

Nunca existiu Comunismo, sem o sequestrar da liberdade individual.

Hoje no Coliseu dos Recreios, um Partido Português, o PCP, festejou tudo isto, o sonho inicial, mas também  os Milhões de mortos espalhados pelos mais variados regimes Comunistas no mundo inteiro.

Pois estes não podem ser esquecidos!

!00 anos depois...

O sonho prometido, afinal escondia um Pesadelo.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

26
Out17

PCP: O Complexo Estalinista...

Filipe Vaz Correia

 

O Parlamento Europeu decidiu entregar o Prémio Sakharov deste ano à Oposição Venezuelana, num gesto de grande dignidade e reconhecimento, que só fica bem a toda a Instituição Europeia, e a todos nós, seus representados.

Soube da noticia e fiquei feliz, basta darem uma vista de olhos aqui pelo Caneca, para facilmente perceberem o que penso sobre o Regime, e sobre a principal personagem que o dirige...

Só mais tarde me apercebi do triste espectáculo interpretado por uma parte da Esquerda Europeia, com o PCP incluído.

Para além de ser uma gigantesca falta de educação, a interrupção do discurso do Presidente do Parlamento Europeu, demonstra essencialmente um desrespeito pelo exercício democrático que levou àquele resultado, àquela nomeação.

O PCP é um Partido profundamente anti-Democrático, disfarçadamente ressabiado pelo frustrante e fracassado destino, que não lhes trouxe a Revolução Marxista sonhada...

Só assim se compreende que o PCP apoie um ditador como Nicolas Maduro, que seja conivente com as prisões, com os mortos, com a fome, com a tragédia suportada por um Povo, às mãos de um miserável déspota e seus corruptos.

O que diria o PCP, se Nicolas Maduro fosse de um Partido de Direita?

Fico extremamente feliz com esta entrega do Prémio Sakharov...

No entanto, fico também com uma vergonha imensa de um Partido Português, que ainda está moralmente comprometido com o seu legado Estalinista.

Para o bem de todos nós, são uma minoria.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Comentários recentes

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Calendário

Julho 2019

D S T Q Q S S
123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031

Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D