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Caneca de Letras

Caneca de Letras

11
Nov19

Eleições Espanholas: Um Turbilhão De Interrogações Ou A “Voxx” Do Povo?

Filipe Vaz Correia

 

Em Espanha continua o turbilhão eleitoral, o mesmo atabalhoado processo que tem levado a democracia Espanhola de eleição em eleição.

Neste Domingo o PSOE voltou a vencer, como anteriormente fizera, só que agora com menos força, com menor força daqueles que supostamente poderão ser os aliados tradicionais, também eles enfraquecidos.

Se estivéssemos a falar de lógica, evidentemente que os Partidos poderiam aprender com a resposta dada esta noite pelos eleitores...

E que resposta foi essa?

Uma estagnação ou perda dos partidos mais tradicionais, com derrotas claras do Cidadanos ou do Podemos, por entre, resultados quase similares como do PSOE e do PP...

O que diverge nesta eleição?

A subida extraordinária do VOXX...

Ignorar este facto ou não o compreender representará um suicídio para estes partidos e as suas realidades.

Os Espanhóis estão exaustos de “tricas” partidárias, de teatralizações políticas, olhando para o fenómeno VOXX como uma voz alternativa à pasmaceira costumeira.

Poderemos criticar ou acreditar que se trata de um fenómeno passageiro, no entanto, a subida apoteótica deste Partido de Extrema-Direita, aconselhará a prudentes conclusões e avaliações.

Sem a presença de estadistas ou fortes lideranças no espectro político Espanhol, torna-se essencial o aparecimento de sólidos projectos políticos, capazes de criarem pontes e entendimentos que sustentem esse futuro plasmado na vontade dos cidadãos.

Caso os Partidos tradicionais continuem a se perder nessas entrelaçadas e corriqueiras questões, sobrará um fértil terreno para os extremismos proliferarem...

Da Esquerda à Direita.

Estas eleições foram mais um aviso...

Nessa Espanha em busca do seu destino.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

24
Out19

Franco: O “Despertar” Do Velho Ditador...

Filipe Vaz Correia

 

Realizou-se hoje a exumação do corpo do General Franco, ditador que durante décadas dirigiu os destinos da Nação Espanhola.

Nesta espécie de ajuste de contas com a sua História, o seu passado, o “Governo” de Madrid, afinal existe Governo?, decidiu levar por diante esta vontade, este reescrever de memórias que bacocamente quiseram impor, numa confusa expressão de poder que nada mais será do que um folhetim publicitário à Extrema-Direita.

Podemos discutir os méritos ou pecados do Regime Franquista, a crueldade e brutalidade que o caracterizava ou até a transição planeada por Franco rumo ao seu legado, no entanto, num País ingovernável, carregado de contradições, envolvido num processo Catalão que ameaça desmembrar esse estatuto regionalista que compõe Espanha, usar este momento para remexer em feridas adormecidas, “desenterrar” fantasmas, talvez seja o maior erro de um frágil Primeiro-Ministro Socialista que se deparará com esses mesmos fantasmas nos próximos actos eleitorais.

Tirar o General Franco do Vale dos Caídos, poderá trazer para Pedro Sanchez uma leve satisfação de vingança perante a História mas não me parece que esse facto possa contribuir para unir os Espanhóis...

Antes pelo contrário, talvez acicate ânimos, cerre fileiras e divida ainda mais uma sociedade Espanhola, já de si submersa nessas clivagens que se fazem sentir.

O futuro o dirá...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

04
Out19

Freitas Do Amaral: A Morte De Um Democrata Cristão!

Filipe Vaz Correia

 

Morreu Diogo Freitas do Amaral...

Um dos pais da democracia Portuguesa.

Freitas do Amaral entra na minha vida, através das palavras de meu Pai, desse reconhecimento pelo seu importante papel no afastamento do poder comunista que ensombrava o País no pós-revolução.

Freitas, Mário Soares e Sá Carneiro, cada um à sua maneira, desempenharam um papel significativo nesse travar das intenções do PCP e de Álvaro Cunhal na "soviétização" do nosso Portugal.

Não tenho memória desse período, no entanto, tenho inúmeras memórias sobre esse período, contadas, expressadas, por entre, conversas e opiniões.

A primeira memória, minha, absolutamente minha, foi na campanha eleitoral de 1986, Soares VS Freitas, onde este vosso amigo, claro está, defendia afincadamente o candidato Freitas do Amaral.

Foi a primeira vez que tive a noção do que era expressar essa querença política, do que era uma batalha eleitoral, num País fracturado, dividido entre direita e esquerda.

Tinha 9 anos e vivi com intensidade todos os momentos desse tempo, nesses dias onde tanto se disputava, onde muito se acreditava.

Freitas perdeu...

Mas não perdeu o direito de expressar a sua opinião, esse acérrimo desejo de trilhar o rumo que ditavam as suas convicções.

Freitas nunca mentiu, sempre afirmou o seu posicionamento como homem de centro, de ideologia Democrata-Cristã, apoiado na posição social da Igreja, sem receio de caminhar solitariamente em defesa dos seus ideais.

Fundador do CDS, foi muitas vezes acusado de ter abandonando o partido, sendo por demais evidente que terá sido muito mais o partido a mudar a sua identidade, do que o seu fundador, a trair os seus princípios.

Em 2005, Freitas do Amaral aceita fazer parte do Governo de José Sócrates, num gesto que lhe custaria, em definitivo, todo e qualquer afecto que ainda lhe pudesse reservar o centro-direita Português, deixando estupefactos alguns dos que se recordavam do seu papel nesse lado do panorama político.

Admito, sem hipocrisia, que fiz parte daqueles que não compreenderam ou aceitaram este gesto, que se indignaram com esta viragem à esquerda de um dos símbolos históricos da "nossa" Direita.

Neste dia em que parte, presto a minha homenagem a um homem culto e politicamente corajoso, sendo que o seu legado ficará para sempre impresso nas entrelinhas da História Portuguesa.

Solitariamente marcado, Freitas do Amaral foi um homem, verdadeiramente, leal às suas convicções.

O que para os padrões políticos da actualidade, já é uma absoluta raridade.

Por fim, as palavras de Antonio Lobo Xavier num jantar do CDS:

" A nossa história não se reescreve."

"Sem ele, porventura não estaríamos aqui."

 

 

 

Filipe Vaz Correia

  

31
Out18

Os Juízes "Providenciais"...

Filipe Vaz Correia

 

Sérgio Moro poderá ser o novo Ministro da Justiça do Brasil, no futuro Governo de Jair Bolsonaro...

Este é o problema dos Juízes Providenciais, a sua incapacidade para resistirem aos holofotes da fama, a mesma que os transforma em Super-Heróis, cidadãos acima de qualquer outro.

Verificou-se isso mesmo na Itália dos anos 90, nesse folhetim pós Giulio Andreotti e que levou à implosão de todo o sistema político Italiano, incapaz de se regenerar, amarrado a populistas sem fim...

De Berlusconi a Salvini.

Este tipo de Juízes, acima da própria Justiça, não resistem à sedução de uma entrevista, às capas de uma revista, a uma promiscua relação com a imprensa, com o intuito de salvaguardar a sua verdade, como escritura incontestável...

Ou seja, o dogma justicialista que tanto embevece as Sociedades feridas, de um conceito de igualdade Judicial.

Em Portugal, também podemos encontrar casos similares, com consequências menores, graças a Deus, mas que em tudo se assemelham.

Atentemos às fugas ao segredo de Justiça, às entrevistas morais de alguns Juízes, ao longo do tempo, recordando-me en passant de dois...

Um mais antigo, outro mais recente.

O que este tipo de Justiça, sem venda nem balança, perfumada, com rímel e pinceladas de vaidade, aporta à Democracia, é um perigo desmedido de julgamentos em praça publica, incapazes de equilibrar a noção de acusação vs defesa.

Com o passar do tempo descredibiliza-se a Democracia, a Justiça e dinamitam-se os alicerces que permitem a sã convivência em Sociedade.

Moro deveria, na minha opinião, manter-se no seu papel de Juiz, continuando o seu trabalho na Lava-Jato, afastando assim a ideia de promiscuidade, justificada, entre esses processos e o sistema político.

A bem do regime.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

29
Out18

Brasil: A Vitória Do Caos...

Filipe Vaz Correia

 

Jair Bolsonaro venceu as eleições, sendo assim, o 38º Presidente do Brasil...

E quem perdeu?

Quem perdeu foi esse Brasil que aprendi a amar.

Venceu a intolerância, a misoginia, a homofobia, o racismo, o autoritarismo, a boçalidade, o preconceito em geral...

Venceu também o "Deus" de Bolsonaro e a sua Bíblia em primeiro lugar.

Em segundo lugar a suposta Constituição que ao seu lado se encontrava, no discurso de vitória, certamente, estripada de algumas páginas fundamentais e a Biografia de Churchill...

Ali estava a Biografia daquele que lutou contra o Nazismo.

Haja "Sacrilégio".

Se a virada tivesse ocorrido, venceria a corrupção, a demagogia de esquerda que tomou conta, durante mais de uma década, do Brasil.

Venceria a suspeita de uma impunidade que poderia salvar Lula da Silva, um passado demagogo, principal responsável pela eleição do senhor Bolsonaro.

Essencialmente venceu o Caos, nestas eleições do Brasil, pois se nada irá ficar igual, depois da eleição de Jair Bolsonaro, também não tenho dúvidas que quem nele hoje votou, lhe irá exigir, de forma intolerante, os demagógicos resultados que tanto prometeu.

"Deus", "Deus" e "Deus", denominador comum nos discursos do novo Presidente Brasileiro, entrou definitivamente na política Brasileira, elevando assim para um patamar transcendental esse destino de uma Nação.

Nas ruas, estarão plasmados os rostos de um Brasil em ferida, num caminho de espinhos tropicais que não irá ter recuo.

O Brasil suicidou-se, amarrado a um discurso agressivo e trauliteiro, preso por entre corruptos e intolerantes.

Sobra-me, assim, a tristeza por esses PSDB, PDT e outros tantos partidos, que ao longo do tempo se demitiram do seu papel político, em nome de interesses maiores...

Maiores do que o País, do destino e do futuro.

E agora lidarão com as populistas consequências dos seus desmandos.

No Brasil não existirá Direita ou Esquerda, mas sim Bolsonaro ou o Anti-Bolsonaro, o mito ou os seus detractores.

O Caos acabará por chegar, com essa intolerância descrita em cada discurso, em cada pedaço de pensamento, de uma maioria desesperada por um Brasil maior.

Este Brasil que zurze por justiça...

Justiça moral e religiosa como garante do seu pensamento, enquanto, Sociedade.

O caos como modo de vida.

E o Caos...

Nunca é boa escolha.

 

 

 Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

13
Set18

Viktor Orban: O Louco De (Buda?) "Peste"!

Filipe Vaz Correia

 

O discurso de Viktor Orban no Parlamento Europeu foi absolutamente segregador, desmedidamente populista e mais do que tudo obsceno.

Claro que a União europeia tem problemas com as suas fronteiras, Externas e Internas, assim como, tem também um problema Humanitário com os muitos Migrantes que chegam a território Europeu todos os dias.

No entanto...

O discurso bélico, quase Nazi, será que disse quase, ultrapassa tudo o que é expectável num mundo, supostamente, civilizado, norteado por princípios e valores que assegurem a dignidade Humana.

Porém nada surpreende, pois as políticas adoptadas intra muros por Orban, o ex-jogador da bola, em nada deixaria antever outro tipo de pensamento, ou seja, essa tacanha ilusão que alimenta a segregadora esperança da discriminação.

Orban começou o seu mandato político contra os Migrantes, já chegou aos opositores internos e lá chegará o dia em que a perseguição tocará aqueles que mesmo concordando com os seus ideais, aqui ou ali, levemente se oponham.

É assim o ciclo ditatorial dos Líderes absolutistas que mais do que quererem preservar a chama de uma Nação, querem antes alimentar o Ego desmedido com que imaginam o seu próprio legado.

A Europa condescendeu bastante, ao longo do tempo, com este tipo de liderança, correndo agora contra esse mesmo tempo para contrariar os dislates de tão boçal figura.

Imaginem um mundo reinado por Orban, Duterte, Trump, Kim, Mugabe, Malema, Bolsonaro ou outros similares...

É contra essa espécie de loucura que todos devemos lutar, buscando nas palavras de Jean-Claude Juncker, uma inspiração quanto à actuação da União Europeia neste caso Húngaro.

O radicalismo não tem direita nem esquerda, tem apenas uma imensa ignorância.

Merci Monsieur Juncker.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

 

 

16
Ago18

Caluda Senhora Le Pen...

Filipe Vaz Correia

 

A Senhora Le Pen, afinal, não vem à Web Summit em Lisboa...

Pelos vistos a Organização do evento considera que seria desrespeitador para o País que acolhe o evento, Portugal, a presença da dita Senhora preferindo assim retirar o convite, anteriormente, feito.

Ora vejamos...

Nada me liga a Marine Le Pen e ao seu discurso Ultra-Nacionalista, género Putin ou Orban, no entanto, para ser coerente com os meus valores, jamais poderei entender aqueles que saltam em gritos contra a presença da líder da Frente Nacional em Portugal.

Num País que julgo Democrata, de vez em quando surgem uns assomos de Autoritarismo "Vermelho" que se tornam difíceis de suportar.

Mas porque razão não poderia Marine Le Pen estar na Web Summit discursando sobre o que pensa para a Europa e para o Mundo e podem estar no Parlamento Português, Partidos a votar menções honrosas de apoio a ditadores como Assad, Fidel, Chavez, Maduro ou Kim Jong-Un...

Não consigo entender.

Ou será que ditadores alicerçados em discursos, igualmente populistas, xenófobos e demagogos, mas que partam da ponta oposta do espectro político merecem deste nosso Regime uma diferente forma de relacionamento?

Parece que sim.

Hugo Chavez não visitou Portugal?

Qual a diferença de postura entre um e outro?

Nenhuma.

Este caso fez-me recordar a proibição de uma conferência na Universidade Nova de Jaime Nogueira Pinto por considerarem que esta promovia uma ideia de Extrema-Direita...

Não será esta atitude anti-democrática?

Cerceadora da liberdade de expressão?

Uma coisa é discordar, criticar, ferozmente antagonizar com os discursos de Marine Le Pen e os seus propósitos, combater essa ideia do ponto de vista da argumentação, outra é querer banir o pensamento de outrem de acordo com aquilo que são os nossos ideais, utilizando para isso aquilo que tanto criticamos...

O silêncio imposto.

E eu...

Com silêncios impostos não compactuo.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

23
Jul18

O Que Mais Irritará Otelo Saraiva De Carvalho?

Filipe Vaz Correia

 

Estava a caminho do Pingo Doce, no Campo Pequeno...

Depois de uma tarde espectacular a banhos, quando me deparo com uma glamorosa multidão, um sem número de "empregados de mesa", munidos de vinho fresco e croquetes, (perdoem-me alguns Sportinguistas), envolvidos numa gigantesca e frenética quantidade de pessoas.

Espantei-me, não deixando de apreciar o momento e até desejar que algum desses "criados" se cruzasse comigo, pois apesar do calção de banho e camisa desportiva, existia em mim a esperança de que os meus olhos pequenos, quase rasgados, pudessem convencer, com sorte, os generosos anfitriões de que também eu fazia parte daquela "festa".

No entanto, o que me chamou mais a atenção foi o facto de todos aqueles convidados serem Chineses, ou qualquer coisa assim do género, excluo serem Japoneses, pois reconheço um Japonês em qualquer parte do mundo...

Talvez a sua nobreza?

Género Samurai...

Ou reconhecer em cada um deles, um Mr. Miyagy?

Não sei!

Para mim eram todos Chineses num imponente evento, denominado:

"Prudential Gala Dinner".

Segui a minha vida...

E por entre, o vinho Planalto, o Porto Offley, os camarões cozidos ou o gelado de framboesas, uma expressão surgiu na minha mente:

O que mais irritará Otelo?

A Reinauguração do Campo Pequeno, citando as palavras de Alberto João Jardim:

" Otelo, querias meter toda a direita Portuguesa no Campo Pequeno, pois bem, hoje estamos cá todos."

Ou ter o Campo Pequeno invadido por milhares de Chineses, cidadãos de um País Comunista, (perdão emocionei-me...), vestidos como se estivessem numa entrega dos Óscares, aproveitando ao máximo aquilo que o Capitalismo selvagem lhes tem oferecido?

Adorava saber...

O que mais irritará Otelo Saraiva de Carvalho?

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

 

  

19
Fev18

Dilemas De Um Sportinguista...

Filipe Vaz Correia

 

Meus caros amigos....

Queria escrever sobre o 37º Congresso do PPD/ PSD, no entanto, devido ao facto de desde ontem não ver televisão, não ler jornais, essa análise tornou-se impossível.

Como sabem sou Sportinguista e por essa razão estou vinculado às ordens de Herr Bruno de Carvalho, num misto de mandamentos do género "Seita".

Herr Saraiva, o Ministro da Propaganda do Regime, veio incluir também as rádios, esse meio de comunicação esquecido pelo seu patrão...

"Nosso" líder.

Por todas estas razões, não posso escrever sobre o PSD e o seu Congresso, apesar de ter exaustivamente tentado encontrar referências sobre este assunto, em vários canais estrangeiros, os únicos a que podemos ter acesso, mas infelizmente não o consegui.

Estou muito feliz, com a tamanha oportunidade de poder ver ininterruptamente a Sporting TV, pela pluralidade de opiniões, debates acesos e ideias estruturadas, repleta de vozes independentes e livres.

Um imenso orgulho...

Tenho a certeza de que este rumo, escolhido por Herr Bruno, é o certo, iluminadamente delineado por alguém que está acima do comum Sportinguista e que liderará este Clube até à "vitória final".

Não posso deixar de referir que este boicote a noticias, televisões, jornais e rádios, traz-me à memória um outro boicote...

O da IURD, no auge do caso das adopções, onde também um canal de televisão estava liberado...

A TV Record.

Coincidências...

Edir Macedo e Herr Bruno.

Sei que estou a infringir as regras, tendo em conta que apesar de tudo estou a escrever nas redes sociais, ainda por cima, interagindo com muitos que não pertencem ao Universo Sportinguista, o que certamente poderá pôr em causa, todo o esforço que estou a fazer para cumprir as ordens precisas de tão amado Presidente.

No meio de tamanha liberdade Leonina, recordei-me de uma frase de Claus Von Stauffenberg, aquando da execução da operação Valquíria:

" Se falharmos, ao menos o mundo saberá que nem todos somos como ele!"

Por vezes, mesmo que o rebanho seja imenso e que pareça estarmos isolados, importa manter a espinha, seguir os  nossos valores e saber dizer que não...

Nem que seja para que o mundo saiba que nem todos somos como ele.

E amanhã?

Onde vão os Sportinguistas ver o jogo?

A Sport Tv é uma televisão Portuguesa?

Aqui fica o dilema...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

21
Dez17

Catalunha: Depois das Eleições, O Caos!

Filipe Vaz Correia

 

81% dos Catalães saíram à rua e foram votar, número recorde na História Democrática da Catalunha, num grito ensurdecedor, de orgulho Independentista, que traz novamente para o jogo político a vontade desmedida de um povo...

Líderes presos, outros fugidos, palavras proibidas, frases censuradas, trouxeram drama a estas eleições, aportaram tragédia a este dia, esperado, ansiosamente aguardando, como se de uma definição se tratasse.

Estes resultados, parecem dar a vitória ao Ciudadanos de Inês Arrimadas, 37 dos 135 lugares, no entanto, se somarmos todas as forças parlamentares, percebemos que 75 lugares desse mesmo parlamento, pertencerão aos partidos, que concorrendo sozinhos defendem o mesmo ideal:

A Independência!

Este resultado de maioria absoluta para os Independentistas, leva para um outro patamar, este problema Catalão...

Sempre considerei que a forma como Madrid e o seu aparelho político e judicial, tratava esta questão Catalã, não só legitimava a causa dos Independentistas, como também, diminuía a legitimidade daqueles que defendendo a unidade Espanhola, estariam sempre aprisionados, ao fantasma Franquista.

Estes resultados não só confirmam estes meus receios, como reforçam o impasse que marcará o futuro, não só da Catalunha, como de uma Espanha cada vez mais fragilizada, a partir deste assomo de orgulho Catalão.

Mais de 50% dos Catalães, disseram presente, gritaram não queremos mais Espanha, apesar das empresas que saíram da região, das que ameaçam sair, dos avisos lançados pela União Europeia ou outras organizações, num desafio corajoso, desbravado, sem temor.

Resta agora saber o que irá fazer o Governo central?

Quem irão prender?

Que palavras estarão agora banidas?

Como demonstrarão o seu poder?

Felipe, Rajoy, Sanchez ou Rivera, poderão continuar a esbracejar, a ameaçar, no entanto, o que daqui poderemos retirar...

É que aqueles que desejam a Independência Catalã, não se vergarão, perante ameaças centralistas, ou prisões aleatórias.

Talvez o que daqui resulte, seja o Caos...

Um Caos numa Catalunha, que parece mais próxima do abismo, do que de se vergar, aos intentos de uma união Espanhola.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

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