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Caneca de Letras

Caneca de Letras

25
Out19

Parlamento: Filhos E Enteados...

Filipe Vaz Correia

 

Estive a assistir à tomada de posse dos Deputados na Assembleia da República, assim como à eleição do Presidente da Assembleia da República...

Gabem-me a paciência, se faz favor!

No entanto, por entre, formalismos e conversa fiada, uma circunstância me chamou à atenção...

Os três novos partidos não puderam falar no hemiciclo, em contraponto com as restantes bancadas parlamentares, que usaram da palavra nesta abertura legislativa.

Um escândalo.

Dirão que faz parte do regimento, da ordem dos trabalhos, da tradição...

Mude-se!

Não faz sentido que na casa da Democracia, no dia em que tomam posse os eleitos da Nação, uns possam falar, discursar enquanto outros permanecem calados, silenciados por burocracias parlamentares.

O que mais me surpreendeu foi a aceitação deste facto por esses novos partidos que, tanto quanto pude me aperceber, nada fizeram para reclamar desta situação, desta estranha realidade.

Cadeiras?

Lugares?

Isto sim me parece uma questão pertinente para discutir, para debater.

Assim começaram os trabalhos parlamentares, por entre, filhos e enteados.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

17
Set19

Rio E Costa: Um Bailado Entre Iguais!

Filipe Vaz Correia

 

O debate que se aguardava...

Quem ganhou?

A questão que todos tentam responder...

Na minha opinião, ninguém!

Este foi o debate que mais me interessava, talvez buscando a minha desesperançada esperança numa alternativa de Direita que tarda em chegar.

Rui Rio esteve francamente bem, muito melhor do que as expectativas nele depositadas, mostrando uma leveza argumentativa entrelaçada com as ideias que, há muito, pareciam escassear.

Entre estes dois oponentes ressalta o respeito espelhado em seus rostos, a ligação construída em uma década de gestão autárquica, Lisboa e Porto, num jogo espartilhado entre a opinião pública e o aparelho partidário.

Sinceramente Rui Rio foi muito melhor do que se antecipava, sabendo jogar com o tempo e a forma, os temas e a honestidade, para discordar e concordar, honestidade que tantas vezes é confundida com fraqueza...

Costa refastelado na sua poltrona, mexeu-se pouco, agitou o quanto baste e fingiu-se de morto, vezes sem conta, preferindo perder do que esventrar, criar feridas inabaláveis num eleitorado volátil que pondera lhe presentear com o voto.

Gostei de Rui Rio, mais do que de António Costa, sendo que se torna evidente, como se esperaria, que será impossível encurtar a diferença entre os dois Partidos na “pole” eleitoral.

Lastimo que este Rui Rio tenha andado perdido nestes anos de oposição, submerso em equívocos e tricas...

Neste debate, bailado entre iguais, Rio dançou em “paso doble”, valsa e salsa, sem desacertos ou inseguranças, sobrando a certeza de que será Costa a ficar com o papel.

No entanto, fica a compensação para o Presidente do PSD de um desempenho assertivo e capaz, assim como, uma pena de a sua oposição não ter sido feita em debates...

Esse bailado maior, num palco preparado para grandes momentos.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

02
Mai19

Eleições Europeias: O Debate E Os Candidatos...

Filipe Vaz Correia

 

O debate para as eleições Europeias, finalmente, teve lugar...

Que bom!

Que excitação!

Esperei por este momento para decidir em quem votar, nesta discussão de argumentos que importa salientar.

Será que disse argumentos?

Em primeiro lugar referir o Deputado Rangel, uma espécie de Lorde Varys, o eunuco da Guerra dos Tronos, do ponto de vista da entoação com que discursa, mas sem a genialidade da dita personagem.

Depois o Deputado Melo, representante do Vox, perdão CDS, sempre arguto e astuto, carregado de fotografias e palavras "populares".

Como esquecer do senhor Ministro?

Pedro Marques, o super Ministro, aquele que mais obras inaugurou...

No papel!

Somente nos projectos eleitorais, capazes de iludir o "povo", por entre, sorridentes passos de ilusionismo.

A querida Marisa ou Márisa, como diz Marinho e Pinto, Senhora Deputada, sempre simpática e amável, porém incapaz de explicar o que andou a fazer por Bruxelas nesta década de exercício.

O PCP não apresentou candidato, o que verdadeiramente me surpreendeu, pois em sua representação esteve aquele rapaz que se candidatou à Câmara Municipal de Lisboa, sendo eleito Vereador.

Ora como não acredito no dom da omnipresença, visto João Ferreira ser Ateu, julgo ser complicadíssimo alguém estar presente, ao mesmo tempo, em Lisboa e Bruxelas.

Por fim, reflectir sobre o comentador criminal do Você na TV, da TVI, Marinho e Pinto, que parece ser contra tudo o que representa este cargo, apontando as indescritíveis falhas de um Parlamento Europeu bacoco, mas seguindo para mais um mandato, de ordenado chorudo e reconfortante.

Enfim...

Ninguém me convenceu, antes pelo contrário, o que não facilita a minha vontade de votar.

Talvez o vá fazer naquele jovem que estava ao centro...

Um tal de Bento Rodrigues, pois apesar de não ter Partido Político, me pareceu o mais esclarecedor de todos.

Viva a Europa...

Viva Portugal.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

30
Out18

As "NAILS" Da Senhora Deputada...

Filipe Vaz Correia

 

A queridíssima Isabel Moreira foi apanhada, em pleno debate orçamental, a pintar as suas unhas...

A senhora Deputada, certamente, aborrecida com essa maçada de números e alíneas, não conseguiu conter a imperiosa necessidade de embelezar as suas mãos.

Digamos que este assunto, poderia até estar englobado na categoria do processo orçamental, pois trata-se de uma clara poupança, em contraponto, com a despesa que a Deputada irá deixar de gastar num qualquer cabeleireiro.

Logo, estamos diante de uma elementar poupança.

No entanto, não posso deixar de alertar para o facto desta imagem, de certeza injusta, poder contribuir para o retrato popular de que os deputados nada fazem, ou seja, estão ali somente para alimentarem a trica partidária, sendo para isso bem remunerados.

A queridíssima Isabel, sempre pronta para fazer juízos de valor ou moralistas sobre os outros, vê aqui colocado em causa o seu empenhamento, enquanto, Deputada da Nação...

Esta Nação que, levemente, sorri ao olhar para o patético retrato da nossa "Isabelinha".

Mas enfim...

Uma pequena "balda" parlamentar, apanhada pela lente de um fotógrafo, por entre, o tratamento das suas belas "Nails"...

Que triste figura.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

04
Jan18

Rio VS Santana: O 1º Round!

Filipe Vaz Correia

 

O primeiro debate das eleições internas do PSD, trouxe ao de cima pela primeira vez nesta campanha, as diferenças entre Rui Rio e Pedro Santana Lopes.

Gosto muito de Rui Rio, sempre aqui o escrevi, no entanto, ao longo desta campanha as suas palavras receosas, pouco ousadas, mescladas com o aparelhismo vigente no actual PSD, deixaram-me vezes sem conta, desiludido com o candidato em que mais acredito.

Neste debate, julgo que Santana Lopes fez um imenso favor a Rui Rio, demonstrando exaustivamente as diferenças marcadas, durante todos estes anos, deste com Pedro Passos Coelho...

Rio não tem conseguido se distanciar da linha Passista, que há oito anos controla o Partido, porém, Santana Lopes, agressivo como há muito tempo não o via, fez questão de recordar a todos, os que assistiam a este debate, as diferenças entre o PSD de Passos e que agora está com Santana, e o de Rui Rio, que conta com o apoio de Manuela Ferreira Leite, Morais Sarmento, António Capucho ou Pacheco Pereira.

Para Santana estes serão, certamente, nomes malditos...

Para mim, serão um certificado de seriedade e qualidade, um regresso a um PSD de outros tempos.

Rui Rio tem dificuldade em gerir o mediatismo das câmaras, a fotogenia dos momentos televisivos, mas tem credibilidade, é conservador na génese política, ousado no pensamento...

A sua posição na questão da justiça, mais do que correcta é corajosa, nobre e frontal, correndo o risco de se tornar impopular, mas mantendo-se digno e assertivo, de acordo com os princípios que defende.

Este é o Rui Rio em que acredito, confio, admiro...

Pouco fotogénico, nunca cedendo ao populismo inerente a políticos como Santana Lopes.

Rui Rio falou directamente para o País, para os seus cidadãos, enquanto, Santana optou por falar para o aparelho do partido...

Esperemos que os militantes chamados a votar, pensem mais no País, do que nos lugares no Partido.

Pela primeira vez nesta campanha, reencontrei o Rui Rio de que tanto gosto.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

14
Set17

A Aventura Do André!

Filipe Vaz Correia

 

O debate desta na noite na TVI, sobre André Ventura, perdão sobre Loures, demonstrou o miserabilismo de algum tipo de Jornalismo, uma espécie de versão sensacionalista de Judite de Sousa, misturado com o show demagógico do Jovem André...

André Ventura sabe pouco, tem pouco a dizer, para além do seu discurso anti-ciganos, com algumas passagens pela pena de morte ou pelos parquímetros, no entanto, cavalga sem pudor estas bandeiras, esta consecutiva forma de sem nada dizer, amarrar o ódio ao poder discursivo.

Muitos assim triunfaram ao longo dos tempos com esta receita, que apesar de ignorante é deveras apelativa para aqueles que se encontram encurralados por estes problemas.

Percebo agora muito bem, a razão pela qual Rui Moreira não aceitou comparecer ao debate da TVI, moderado por Judite Sousa, pois na verdade, esta Jornalista é uma sombra daquela que há muitos anos representava qualidade e rigor, resvalando sistematicamente para a espuma, para o pequeno assunto, para o folclore...

O registo que apresentou de maneira escandalosa nos fogos de Pedrógão não é a excepção mas sim a regra para a qual resvala, infelizmente, a informação do canal de Queluz.

Voltando ao debate, gostei do candidato do CDS, bem distante deste triste representante de um desaparecido PSD, e acima de tudo capaz de demonstrar que estava ali para discutir Loures, com os seus problemas e as suas assimetrias.

Debater essencialmente as propostas de Pedro Guerra, perdão André Ventura, não é em si um pecado, julgo mesmo ser uma necessidade, no entanto, transformar isso, num debate centrado neste discurso demagógico e hipócrita apenas transforma um assunto real, em mais um momento de chicana política.

Num debate em que pouco se esclareceu, acredito que Bernardino Soares e o candidato do CDS terão estado em melhor plano, num espectáculo um pouco deprimente, deste cenário autárquico.

Em Outubro veremos se o ódio poderá ser uma mais valia no debate eleitoral...

Espero que não.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

13
Jul17

O Estado Da Nação!

Filipe Vaz Correia

 

 

 

O Estado da Nação;

Vociferado por deputados,

Carregado de excelências,

De discursos emproados,

Libertando excrescências,

Uns descrevendo o País encantado,

E outros inventando negligencias...

 

O Estado da Nação;

Ou o Estado do Parlamento,

Numa discussão de ilusão,

Impregnada de fingimento,

Desesperada desilusão,

Por entre a voz de alguns jumentos...

 

E continua a corneta a tocar;

As luzes a acender,

E continua a banda a passar,

E os palhaços a entreter...

 

E entretido exclama o povo;

Olha o belo Estado da Nação.

 

 

 

 

10
Jun17

Christopher Hitchens: O Segredo Da Estimulante Discordância!

Filipe Vaz Correia

 

Escrever este post sobre Christopher Hitchens é um privilégio para mim, pois apesar de dele discordar demasiadas vezes, é sempre estimulante ouvir pessoas fascinantemente inteligentes.

Em primeiro lugar agradecer a um irmão, JB, pois mais uma vez através dele vejo-me confrontado com essa obrigação de raciocinar, voando pelas palavras inquietantes e desconcertantes deste conselho seu...

Ora bem, falemos então de Mister Hitchens, esse pedaço de intelecto interrogativo, incapaz de adormecer diante da inevitabilidade do onanismo e questionando com a sua inquietude de pensamento os dogmas, a fé, os tabus e até a mortalidade.

Aquela maneira chocante como trespassava, verbalmente, os seus oponentes num duelo, perdão debate, como abalava através das suas palavras as ideias pré-concebidas que por vezes nos condicionam desde o berço, tornavam-se na verdade, estimulantes para aqueles que dispostos a pensar se questionam e procuram em cada ideia um sentido para no mínimo, entender a base argumentativa com que nos contrariava.

E nada melhor do que debater, trocar ideias de forma descomplexada e por vezes até violenta, respeitando as opiniões mas não tendo medo de pensar pela própria cabeça.

Admito que a primeira vez que o meu caro amigo JB, me mostrou um dos famosos debates de Christopher Hitchens, achei tudo aquilo um pouco brutal, agressivo e até chocante pois mexia verdadeiramente com os valores mais intrínsecos em que acredito, no entanto, foi esse mesmo choque transformado em fascínio que me fez questionar esses mesmos valores, para no fim poder crer neles com maior profundidade.

Cada vez mais acredito que é importante ter dúvidas e questiona-las, pois só assim, ouvindo muitas vezes os argumentos daqueles com quem discordamos, poderemos evoluir...

Por tudo isto, muito obrigado Mister Hitchens e um obrigado maior ainda meu caro Jaime, por mais um desafio ao meu humilde intelecto.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

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