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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Alerta CM: "Laranja" Bêbada Ao Volante...

Filipe Vaz Correia, 31.01.20

 

Alerta CM...

Tânia Laranjo, a fonte de tantas noticias, foi apanhada a guiar com uma taxa elevada de álcool no sangue, aproximadamente 1,60.

Por mais que me tenha esforçado não consegui ver nenhuma referência a este facto nas manchetes do CM jornal ou TV, bem como retratos da dita "jornalista" à chegada ao tribunal, certamente, descabelada e de ressaca.

Ora bolas...

Não havia nenhuma Tânia Laranjo para cobrir este crime da dita Tânia Laranjo.

Este tipo de hipocrisia, presente nestes populistas jornaleiros, fica gritantemente evidente nesses pedaços de incongruência reflectidos nos seus deslizes, nos seus crimes, nas suas canalhas falhas.

A notícia em rodapé poderia ser:

Alerta CM...

"Jornalista apanhada a guiar bêbada, incorrendo no crime de tentativa de   homicídio ao volante."

Ou seja....

Bêbada e pseudo-assassina.

Enfim...

Gracas a Deus que nestes casos existe código deontológico e respeito pelos visados na notícia.

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

Rui Pinto: Criminoso Ou Herói?

Filipe Vaz Correia, 28.01.20

 

Rui Pinto foi o homem que denunciou o "Luanda Leaks", libertando os documentos que sagazmente surripiou a Isabel dos Santos e aos seus, muito bem remunerados, servos.

A sociedade agradece o seu papel, esse lado de herói saído de um filme de espionagem que merece ser, a todos os títulos, enaltecido.

Esperem lá...

Rui Pinto?

Então mas esse não é aquele criminoso que se encontra preso?

Aquele hacker que divulgou documentos que incriminavam o SLB e seus esquemas no famoso "Football Leaks"?

Correspondência privada, espionagem comercial, crimes imperdoáveis...

Será?

Não pode ser...

Não acredito numa tamanha dualidade de critérios na divulgação destes casos, vulgo imprensa, ou numa diferente aplicação critérios do nosso, exemplar, sistema de Justiça.

Deve ser outro Rui Pinto...

Só pode ser outro Rui Pinto.

Sendo assim, envio daqui um abraço a este Rui Pinto, o herói, que tanto nos honra enquanto País.

Quanto ao outro Rui Pinto...

(Aquele que está preso)

Quanto a esse Rui Pinto nada tenho a dizer pois não pactuo com criminosos e todos sabemos que é disso que se trata.

Viva Portugal...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

A “Infame” Perseguição À “Princesa” De Angola...

Filipe Vaz Correia, 20.01.20

 

Parece que, agora, o mundo todo se reuniu para tramar a Srª Isabel dos Santos...

De Luanda a Lisboa, de Lisboa até ao Mónaco.

Isto de facto quando se junta um conjunto de malfeitores, capazes das maiores ignomínias, de calúnias infames, para destruir a imagem impoluta de uma família, sabemos estar diante do fim do mundo.

O que se está a passar com a "querida" Belinha, perseguida em seus bens, nos holofotes da opinião pública, faz enternecer de pena este vosso escrevinhador...

Como pode acontecer, a tão nobre figura, tamanha campanha de maledicência?

Já não chegam os editoriais do Jornal de Angola, nem a sua polícia política, nem mesmo esse medo reinante em cada esquina de Luanda, no antigo regime, para agora se virarem todos a chamar de ladra a antiga princesa do regime...

Já não existe pudor?

O seu marido vem carpir na praça pública as amarguras de sua mulher...

Que belo...

Cristão...

Entre mafiosos, por vezes, as purgas são violentas, violentamente  desnudadas, deixando à saciedade a podridão das suas práticas, dos seus costumes, das suas maneiras.

Isabel dos Santos é apenas isso...

Uma vilã, do mais baixo nível, embrulhada em milhões, de milhões, de dólares manchados de sangue...

Sangue Angolano, Português e de muitos mais, sem nome ou memória.

Que continue a purga...

Pois, neste caso, é bem merecida.

 

Filipe  Vaz  Correia

 

 

 

 

 

 

 

O Amante, A Mulher E O Morto...

Filipe Vaz Correia, 06.12.19

 

Fui surpreendido ao ligar a televisão, na SIC Notícias, com a seguinte informação...

“Amante sai em liberdade”

Em primeiro lugar era necessário descobrir de quem era o/a amante, quem era o/a amante e porque razão estaria preso/a.

Enfim...

Em letras pequenas, passando na parte inferior do ecrã, lá aparecia o nome de António Joaquim, o amante de Rosa Grilo, acusado pelo Ministério Público de ser o co-autor do assassinato do triatleta Luís Grilo.

Libertado?

As imagens sucedem-se...

O advogado do amante aparece diante das câmaras de televisão vangloriando-se da argumentação da defesa em contrapondo com aquilo que parece ser a “trapalhada” feita pela acusação, num processo que nos leva à estupefacção.

Nem pulseira electrónica ou prisão domiciliária?

Parece que não...

No meio de toda esta novela, muito se escreveu, muitas as cartas elaboradas pela viúva, pelos comentadores televisivos, opiniões misturadas com incertas certezas, no entanto, o que sobra é esta desmesurada confusão que resta desta incompreensível justiça.

O amante está em liberdade, a mulher em prisão, por entre, cartas e juras de amor ao amante.

E o morto?

Esse é o único que não terá recurso nem ponderação, somente esse destino traçado à mão de um qualquer assassino.

E onde estará o assassino ou assassinos?

Bem...

Essa era a resposta que todos esperávamos da Justiça.

Esta mediática justiça cada vez mais desnudada nas capas de jornais ou nos holofotes das redes sociais.

To Be Continue...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

As “Silenciosas” Cicatrizes Da Violência Doméstica...

Filipe Vaz Correia, 26.11.19

 

A violência doméstica...

Após 20 anos da criação do Dia Internacional da Eliminação da Violência contra as Mulheres, tive acesso a números assustadores em relação a este tema, não só escrito em garrafais letras femininas, assim como, também em letras masculinas e infantis.

Durante este ano de 2019, já foram mortas 33 pessoas em Portugal, enquadradas neste crime de violência doméstica.

Um número aterrador, à volta de 3 pessoas por mês, na sua esmagadora maioria mulheres...

25 mulheres, 7 homens e 1 criança.

Sinceramente, observando esta triste realidade plasmada em relatos e desabafos, é impossível não pensar onde estamos a falhar enquanto sociedade e onde estarão a falhar aqueles que estando no poder devem legislar para banir este tipo de comportamentos do nosso quotidiano.

É de facto insustentável continuarmos a abrir um jornal ou ligar a televisão e assistir constantemente a um sem número de relatos, carregados de animalidade e brutalidade, onde o factor desespero deverá marcar a mente de cada um de nós.

Em muitos destes casos, os agressores estão sinalizados ou já deram sinais de potencial agressividade, no entanto, por um ou outro motivo, sejam ele de costumes ou de lei, acabam sempre por serem desvalorizados até ao dia do trágico crime.

Impera mudar as leis, mudar a visão que todos temos da sociedade em geral, penalizando de forma absolutamente impiedosa este tipo de crime, sem direito a penas suspensas ou qualquer outro tipo de desculpabilização social...

Nesta desculpabilização incluo, com lástima, as vítimas que muitas das vezes em nome do dito “amor”, por medo ou vergonha, optam por calar ou esconder, por silenciar ou atenuar o comportamento dos seus agressores, sejam eles homens ou mulheres.

Para que isso possa acontecer, é também necessário que estas vitimas possam sentir uma cobertura do Estado e da sociedade, capazes de garantir o respaldo suficiente para quem de forma corajosa se insurge contra a barbárie, física ou psicológica, perpetrada por seus algozes.

Ao ver nas ruas, mulheres e homens, recordando este dia, resolvi escrever sobre o tema, juntando assim a minha “pequena” voz, a todos aqueles que se sentem esventrados com cada morte, cada sofrimento, cada atroz violência plasmada nestes números.

É hora de se mudar mentalidades, de se gritar:

Violência... Não!

Em nome de mulheres, homens, enfim...

De todos nós.

 

 

Filipe Vaz Correia