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Caneca de Letras

Caneca de Letras

A Minha "Velha" Sala De Aula...

Filipe Vaz Correia, 01.02.19

 

A sala de aula encolheu, as cadeiras minguaram e as janelas parecem agora da minha altura.

As  minhas professoras escaparam pelo tempo, ausentes do presente, vivendo nesse passado meu.

O barulho silencioso, os ruídos de imberbes vozes sussurrando o que lhes ditava a inconsciente infância, estão agora caladas para sempre, soterradas nos escombros da memória.

Naquela sala de aula, só eu pareço ter crescido...

Só eu cresci.

O quadro de lousa perdeu o seu imponente amedrontamento, aquele esmagar da alma com que nos esperava, nos questionava, nos desnudava perante todos.

Aquele quadro de lousa...

Tornou-se até enternecedor.

Tudo mudou...

Talvez o cheiro, esse pedaço inteiro de intuição, possa me transportar para aquele tempo e secretamente me voltar a encolher, redimensionando e resgatando os meus sorrisos, as minhas lágrimas , sem medo de voltar a ser criança.

Talvez até, sem medo voar.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

Livre!

Filipe Vaz Correia, 19.03.17

 

Sou livre;

Posso voar,

Não tenho amarras,

Nada me prende, me segura,

Nada me impede de correr...

 

Sinto-me livre, sem medos;

Posso respirar o mundo inteiro,

Correr riscos, sofrimentos,

Viajar por entre o vento...

 

Livre e liberto;

Só por mim e por mais nada,

Não me importa qual seja o fim,

Desta vida desencantada...

 

Vejo cores e movimentos;

Vejo o sol e a lua,

Sinto os meus sentimentos,

Nesses caminhos, por essas ruas...

 

Sou do mundo, deste planeta;

Sou mais um na solidão,

Nesta vida de cometa,

No meio da multidão...

 

Aproveito cada instante;

Para viver, para sentir,

Nesta terra às vezes distante,

De onde, por vezes, me apetece fugir...

 

Sou livre, livremente;

Procurando observar,

Aproveitando constantemente,

Este eterno viajar...

 

Sendo assim, vivo livre;

Por desejo e vontade,

Livre vivo, livre morro,

Caminhando pela eternidade!