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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Cinco Vezes, Ronaldo!

 

Mais uma Bola de Ouro para Cristiano Ronaldo...

Cinco vezes, Ronaldo!

A dimensão da sua qualidade, do esforço do seu trabalho, a incrível busca pela perfeita imperfeição de um momento, da inerente e permanente conquista por títulos.

Não sei se Ronaldo será o melhor de todos os tempos, no entanto, se não for ele...

Quem poderá ser?

Reparem que nesta lista, dos que têm mais Bolas de Ouro, encontramos nomes como Rummenigge ou Platini...

Ora vejamos:

Quem terá ganho a Bola de Ouro nas épocas de 85 ou mesmo 86?

Quem?

Platini e Belanov...

Não, não foi Maradona!

A Bola de Ouro, de hoje, tem um valor incalculavelmente diferente, do que tinha há décadas atrás, pois engloba os melhores, não deixando de fora nenhum jogador, seja ele Europeu ou não...

Assim, torna-se fácil imaginar que se as regras de atribuição deste troféu se mantivessem idênticas, aos tempos de outrora...

Provavelmente Cristiano Ronaldo teria Dez bolas de Ouro!!!!!

Dez!!!!!!!!

Por essa razão, na verdade, CR7 a par de Messi, é muito provavelmente o melhor jogador de todos os tempos...

O melhor jogador do mundo.

Indiscutivelmente, o melhor jogador do mundo!

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Ronaldo e Maradona Ou Hércules e Zeus...

 

Ver Cristiano Ronaldo receber o prémio de melhor jogador do mundo, FIFA, das mãos de "El Pibe", é para mim o divino encerrar de um destino, um reencontro no Olimpo do Futebol, dos seus mais dignos representantes:

Zeus e Hércules...

Maradona e Cristiano Ronaldo.

Nada nem ninguém me impressionou tanto dentro de um relvado, como Diego Maradona, iluminando o espanto do meu coração, apreendendo a minha imberbe alma, pelos esquecidos anos de 1986.

Foi nesse distante tempo, que pela primeira vez vi jogar Maradona, no Mundial do México, tinha eu 9 anos e a minha vida nunca mais foi a mesma...

Durante dias sonhei com aquele golo marcado contra a Inglaterra, o que fintou todos os adversários, com o golo contra a Itália ou a Bélgica, em qualquer um deles desafiando a gravidade, ou o livre magistral contra a Coreia do Sul.

Maradona vezes sem conta, ganhou este imenso amor que até aos dias de hoje tenho comigo, em Nápoles, no Itália 90, em 94, em tantos e tantos momentos.

Nunca mais existirá outro jogador que me aprisione, me surpreenda da mesma maneira, talvez porque a infância confere aos momentos um significado mágico, que a idade adulta relativiza, desmistifica...

Estava em Alvalade, no dia 6 de Agosto de 2003, no ùltimo jogo de Cristiano Ronaldo pelo meu Sporting, numa despedida que ainda magoa, se torna difícil, tendo em conta o mágico percurso do imenso atleta, no entanto, ao longo dos anos, a dimensão do seu jogo, a capacidade de ir mais além, desbravar o horizonte longínquo jamais imaginado, trazem CR7 para um patamar no meu coração, a que apenas Diego Maradona pode ambicionar.

Ronaldo tem a seu favor o ser Português, a alma leonina, e essa desmedida admiração pelo esforço colocado em prol do talento, o trabalho a elevar e potenciar o jeito intrínseco.

Essa capacidade diferencia Ronaldo dos demais e apenas deve servir para o dignificar.

Maradona é talento, apenas isso, Ronaldo é tudo o resto...

E os restantes craques, que tantos nomeiam, no meu coração não existem, pois apenas existe espaço para Ronaldo e "El Pibe".

Para Zeus e Hércules.

 

 

Filipe Vaz Correia

Ronaldo E Os Abutres

 

Cristiano Ronaldo esteve hoje diante de uma Juíza, num tribunal de Madrid, dando as explicações que entendeu sobre este alegado caso de fraude fiscal.

Digo alegado pois num tempo em que todos beneficiam do alegadamente, mais faltava que para Ronaldo, essa premissa não fosse aplicada.

Mas não escrevo aqui para falar das suspeitas que impedem sobre Cristiano Ronaldo, as acusações que de tão complexas dividem até os funcionários do fisco Espanhol, que apresentam contraditórias conclusões para um caso como o de CR7...

Escrevo aqui para falar dos abutres de plantão, que quase sem pestanejarem aguardaram sedentos de sangue, na porta do tribunal, ansiando disparar mais uns flashes, aprisionar mais umas imagens, construirem mais umas histórias, enfim, criarem mais umas primeiras páginas sensacionalistas, à custa do melhor jogador do mundo.

Como se alimentam da coscuvilhice alheia?

Como vende a especulação?

No entanto, CR7 entrou neste jogo e por uma vez sorriu, deve ter sorrido...

Um púlpito foi montado, microfones instalados e anunciado que ali estaria Ronaldo no fim da audiência judicial, para falar aos abutres que se distraiam em diretos, cheios de certeza, impregnados de veredictos.

Ali esperaram às dezenas, com as objetivas apontadas, como armas, tentando imaginar como estaria o semblante do jogador Português e o que este diria...

Esperaram e esperaram.

No fim, um assessor apareceu e anunciou que Ronaldo já abandonara as instalações do tribunal e estava já a caminho de outro lugar, deixando para trás os abutres de plantão.

Que imensa vontade de sorrir, perante o espanto daqueles pseudo-jornalistas...

Uma vaia se fez ouvir no meio do rebuliço indescritível, uma revolta naqueles que se habituaram a infernizar, os tão apetecíveis alvos, deste tipo de imprensa.

Por um momento, Ronaldo deve ter sentido um pequeno contentamento, por naquele instante ter revertido o jogo, ter provocado aquele frenesim sem tamanho...

Os abutres vingar-se-ão numa próxima primeira página, numa história ainda por inventar, num qualquer escândalo por criar, no entanto, desta vez tiveram que vaiar, tiveram que se contentar com um púlpito vazio por entre um direto tristonho.

Muito bem, Cristiano Ronaldo.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

Cristiano Ronaldo: Um Estupor Moral?

 

Este é um assunto sobre o qual não me apetecia escrever, ou seja, para ser mais honesto queria evitar falar sobre ele...

Por variadíssimas razões, sendo a principal, a minha verdadeira admiração por esse filho da cantera leonina, de seu nome Cristiano Ronaldo.

Por vezes, tomar decisões que rompem a barreira do tempo, das tradições, do costume, tem o preço exorbitante dessa mesma condição, no entanto, Ronaldo ultrapassou tudo isso e decidiu afrontar sem delongas o patamar da moralidade...

Admito que me faz confusão, que penso ser contra-natura, alguém pagar para ser pai, retirando aos seus filhos o direito de terem uma Mãe, de se sentirem amados por aquela que certamente tem o papel mais importante na vida de todos nós.

Custa-me essa imoralidade, do meu ponto de vista, essa deturpação desse sentido da vida, destruição dos padrões que aceitamos como normais...

No entanto, dia após dia, artigo após artigo, entrevista atrás de entrevista, muitos representaram o meu ponto de vista, muitos até o ultrapassaram, outros até o deturparam.

Depois do fisco, dos bebés, da namorada, do cabelo e provavelmente de tudo o resto, chegámos à entrevista do Dr Gentil Martins ao Expresso, declarando inequivocamente o seu juízo sobre Ronaldo, a sua Mãe e a sua vida...

De forma cruel, destemperada, ofensiva.

Faço de antemão a minha declaração de interesse, tenho por Gentil Martins uma estima inesgotável, admiração inexorável, apreço sem limites e por isso mesmo, não consigo acreditar que tenha proferido tais palavras...

Estupor moral?

Não pode ser exemplo para ninguém?

A senhora sua Mãe não lhe deu educação nenhuma?

Existe um limite para expressarmos a nossa opinião, um limite educacional e essencialmente Humano...

Eu discordo da opção de Cristiano Ronaldo, discordo por principio, por educação, por crença profunda de que esta forma de criar uma família não é a correta mas não sou o dono da verdade, nessa essência Humana que permanece um enigma.

Tenho uma opinião mas não faço um julgamento.

Se de uma coisa tenho a certeza é que o menino Ronaldo será sempre um exemplo, saído de Alcochete para o mundo, de Alvalade para o Olimpo do futebol, onde estarão poucos e certamente nenhum Português...

E por muito que digam que não, o  pormenor de aí não estar mais nenhum Português,  nesse nível que o menino Ronaldo atingiu, cria muito ressabiamento.

Opine-se, discuta-se mas não façamos de Ronaldo, um estupor moral...

E mais do que isso não se diga, que não é exemplo para ninguém.

Pois isso, não aceito.

 

 

Filipe Vaz Correia