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Caneca de Letras

Caneca de Letras

Afinal... Os Veterinários É Que Sabem!

Filipe Vaz Correia, 02.09.20

 

 

 

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Parece que o que está a dar são Veterinários...

Está percebido porque razão andamos todos perdidos, sem pé, nesta crise pandémica que nos tem aprisionado a este pesadelo.

Os Países, toda a comunidade, têm apostado as suas fichas em médicos, cientistas, investigadores em geral para combater o Covid-19...

Errado.

Veterinários...

A solução são os veterinários pois esses estarão mais habilitados a coordenar e compreender esta indecifrável doença.

Jair Bolsonaro e a sua equipa Ministerial descobriu a solução que nos guiará à mirifica cura e que nos salvará.

Obrigado "Brasil".

Agora é só esperar para perceber se ficam por aqui ou lentamente Bolsonaro não ordenará a substituição, em todas as especialidades, de médicos por veterinários.

Pensando bem...

Bolsonaro conhece bem aqueles que nele votaram...

A tristeza é para os outros.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

“Desconfinamento Selvagem”

Filipe Vaz Correia, 01.07.20

 

 

 

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Vivemos tempos difíceis, não só Portugal mas o mundo, por entre esta pandemia que insiste em nos amarrar a uma crise sem precedentes.

Durante estes meses, não me inibi de elogiar a postura do Governo Português, as suas primeiras medidas neste combater ao Covid-19, desde o Confinamento, a consciencialização da população, determinação inicial de apoio à economia.

Tantos foram esses momentos neste ciclo pandémico que trouxe incerteza e desconhecimento, diante da doença, receio e fantasmas de uma recessão descontrolada.

No entanto, no fim de Maio, o Governo Português optou pelo desconfinamento da população, parcial diziam uns, com cuidados reforçados diziam outros, num gesto carregado de confiança, naquele que havia sido designado o milagre Português.

Correu mal...

Correu mal, simplesmente, porque em nenhum caso fomos um milagre, mas sim o resultado de um confinamento, em alguns casos voluntário, que nos permitia ter a doença controlada mas não extinta.

Ao não controlar a construção civil, não acautelar as condições nos transportes públicos, principalmente os que entravam na cidade de Lisboa vindos das periferias, o Governo foi deixando correr uma situação que ameaçava ser de difícil resolução.

Aliando a estes factos as selvagens atitudes de algumas camadas da Sociedade, demonstradas numa jovial falta de responsabilidade, entrámos nesta nova fase de Pandemia como se esta jamais tivesse existido, caminhando "estupidamente" para uma situação de total irresponsabilidade.

De Governantes e governados.

E a economia?

Claro que isso é algo que me preocupa de sobremaneira, sendo esse o atenuante para aqueles que têm de decidir e arriscar neste inédito palco.

Em um ponto acompanho o Governo Português diante de alguns hipócritas, que estando em igual ou pior situação, nos apontam o dedo no panorama internacional.

Países que não testam, não podem ter novos casos, a não ser que quem se sinta mal se dirigia a um hospital, países que não registam mortos durante duas semanas, Viva a Espanha, não podem ter vítimas de Covid durante esse período.

Isto é factual e na minha opinião factor de credibilidade para o nosso Governo e nossas instituições.

Enfim...

Este desconfinamento trouxe trapalhada e tropeços, sendo que ainda vamos a tempo de arrepiar caminho.

Reforçar as redes de transportes, aumentar as penas e multas para quem transgride as regras sociais, fiscalizar empresas garantindo o cumprimento das regras sanitárias no trabalho, construir equipas que possam percorrer o País numa campanha de consciencialização das gentes.

Talvez com todos os elementos coordenados seja possível recuperar o que se perdeu nos últimos tempos.

Para o bem deste nosso Portugal.

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

 

 

 

Quo Vadis, Economia Portuguesa?

Filipe Vaz Correia, 03.06.20

 

 

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No sub-solo do Covid-19 se esconde um terramoto anunciado, uma espécie de devastação encoberta por medidas de teletrabalho e Lay-Off.

A Economia, sempre ela, acabará por surgir como tema central, lá mais para a frente, quando os sinais da Pandemia estiverem definitivamente controlados e observarmos o País com metade das empresas, micro e médias, que existiam antes deste tempo confinamento.

Restaurantes, Hotéis, empresas de retalho ou outro tipo de negócios estão a ser postos à prova numa dura competição que arrastará para a pobreza milhares de famílias.

Este plano da U.E., que se prepara para injectar Biliões de Euros na Economia Europeia, se este plano for aprovado pelo Parlamento Europeu, poderá ser a única esperança para evitar uma tragédia de proporções Bíblicas.

Por isso urge ter a noção da responsabilidade e do rigor que será necessário, não só na distribuição destes recursos, mas também na explicação do plano que o Governo irá desenhar para poder ajudar a reconstruir a nossa Economia.

O esforço que está a ser pedido a empresários e trabalhadores não irá terminar com o suposto regresso à normalidade, pois é de antemão sabido que as pessoas, logo o consumo interno, não irá responder, como antigamente acontecia aos estímulos consumistas que serviam de base, ano após ano, ao aumento do PIB nacional...

Mesmo no campo das exportações, onde entrava o sector do Turismo, deveremos demorar pelo menos um a dois anos a recuperar as taxas anteriores ao Covid.

Neste caso específico, o Turismo, talvez agora todos possam compreender a importância deste sector numa Economia com pouca produção Nacional e que assentou a sua transformação Económica, desde os anos 90, no sector dos serviços, abandonando sectores tradicionais e que agora poderiam ser de importância capital.

Não sei se será através da contratação de um Gestor fora do Governo, medida um pouco estranha, porém tudo estará dependente dos resultados das medidas e dos parâmetros Económicos que destas decisões derivem.

De uma coisa estou convicto, viveremos tempos de desafio e neles estará presente o perigo inerente à demagógica vontade de alguns...

Se falharmos no plano de recuperação para o País, se não lhe conferirmos seriedade e rigor, estaremos sempre mais perto do populismo inerente ao desespero das pessoas.

O bem estar e progresso dos cidadãos, enquanto sociedade,  é o que confere valor ao ideal Democrático, sendo que esse caminho só poderá ser realizado com crescimento Económico e perspectivas de futuro.

Por estas razões, importa olhar para este tempo compreendendo o anseio das pessoas, buscando sempre a credibilização das nossas Instituições.

Só assim poderemos pensar o País com optimismo.

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

Como Tenho Saudades De Um Abraço...

Filipe Vaz Correia, 29.04.20

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Estou cansado desta quarentena...

Não estaremos todos nós?

Ontem voltei à rua, como faço sempre, para a minha caminhada, passeio higiénico dizem os entendidos, e fiquei estupefacto com o movimento que encontrei em plena Avenida da República.

Nesta viagem quotidiana que serve de escape mental para a minha alma, redesenhei o movimentar das gentes, o que tinham sido os últimos tempos e o que encontrei diante de mim...

Um sentimento de libertação parece estar a invadir as pessoas, por entre, os decretos de "milagre" e os desejos de soltura.

Isto é capaz de dar asneira.

Durante a noite, no jornal da TVI 24, um conjunto de empresários se dispôs a dar o seu ponto de vista sobre esse futuro que chega, que se vislumbra...

Restauração, motoristas, cabeleireiros...

Que tristes tempos estes.

Patrícia Piloto, dona dos Cabeleireiros Lúcia Piloto, alertava para as regras de segurança que iria impor, e bem, num misto de segurança e filme de ficção científica...

Os profissionais do seu salão estarão de máscara, viseira, luvas e desinfectante, tudo por cliente, numa segurança máxima de fazer inveja a qualquer prisão.

E deve ser assim?

Deve.

Mas não pude deixar de constatar a tristeza, entre esse manancial de regras e parafernália necessária para uma senhora ir pintar o cabelo ou um senhor ir cortar o cabelo...

Onde se esconderam os Humanos?

No seu medo, no nosso modo de sobrevivência, que nos assegura a forma de respirar, de manter a cabeça à tona de água, buscando a solução para manter os seus negócios e ao mesmo tempo garantir a chancela "livres de Covid" aos seus clientes.

Mas perdemos um pouco de nós?

Perdemos...

Indesmentívelmente este futuro pelo qual lutamos será desprovido de toque e sentir, mais vazio e oco do que aquele a que estávamos habituados.

No restaurante ou no cabeleireiro, sentiremos todos um pedaço daquilo que sentiu o ET quando a casa dos seus anfitriões foi invadida pelos astronautas da Cia ou Nasa...

Máscaras, fatos, luvas e mais acessórios necessários.

Triste...

Mas vital.

Quem se imagina neste quadro de ficção?

Quem será capaz de viver o momento sem verter uma lágrima em nome da nossa antiga realidade?

Como tenho saudades de um abraço...

 

 

Filipe Vaz Correia

 

 

 

O Regresso Da Telescola...

Filipe Vaz Correia, 21.04.20

 

Telescola...

Ontem, sentado no sofá da sala, assisti a uma aula de História, na RTP Memória, nesse viajar pelo tempo, por entre o tempo, através do tempo.

Parecia que de repente estava outra vez nos anos 80, anos da minha terna infância, viajando em toda a velocidade pelas trauteadas palavras da senhora Professora.

Incrível.

Gostei imenso, muito mais do que imaginaria se alguém me contasse que isto voltaria a acontecer, que esta realidade seria imposta e vivida por todos nós.

Aliás, se alguém me desse um roteiro com este guião, eu rapidamente o desqualificaria, rejeitaria, pelo singelo absurdo de descrever um cenário absolutamente inverosímil.

A realidade, de facto, é mais surpreendente do que qualquer ficção, vai muito para além do que a imaginação consegue absorver e alcançar.

Mas voltemos à Telescola:

Gostei imenso...

Sinceramente, gostei mais da aula de História do que a de Espanhol, foram as que vi, talvez pela intensidade da Professora de História, menos nervosa e mais enérgica, pelo menos aparentava esse menor nervosismo.

Aqui estou eu a divagar, escrevendo noite adentro, voando por entre temas, esvoaçando por entre as palavras que me escapam...

O tema da aula, julgo que 8ºano, era o Rei Sol, Luís XIV, o seu poder desmedido, a sua influência nas Artes e na Igreja, na Corte e no Povo.

Os meus parabéns para todos os professores que se entregam por estes dias, tentando chegar aos seus alunos, seja através das redes sociais ou pela Telescola.

Muito Obrigado.

 

 

Filipe Vaz Correia